
Foi ao consultar um calendário de parede que me deparei com uma reflexão de Bento XVI. Era domingo de manhã ainda cedo. A casa estava envolvida num silêncio acolhedor. As pessoas dormiam. Talvez por poder ter aquele momento livre da pressão do trabalho, dei maior atenção ao que estava escrito no calendário. A reflexão adapta-se na perfeição ao tempo que vivemos, senão vejamos:
"A palavra pode ser pronunciada e ouvida apenas no silêncio, exterior e interior. O nosso tempo não favorece o recolhimento e, às vezes, fica-se com impressão de ter medo de se separar, por um só momento, dos instrumentos de comunicação de massa. Por isso, hoje é necessário educar o Povo de Deus para o valor do silêncio."
Isto fez-me lembrar o caso de uma senhora que tinha de ter sempre o telemovel com ela. Quando se lhe perguntou quantas pessoas lhe telefonavam por dia, ela respondeu: nenhuma. Mas o medo de não ter o telemóvel com ela era real!
A alegria anunciada pelo profeta faz deste domingo algo de mais festivo no meio do Advento, em que a liturgia e o paramento roxo nos convidam à penitência. Nesta leitura diz-se: «Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus». Viver esta alegria já é um sinal do Reino. E S. Paulo insiste: «Vivei alegres». E para viver esta alegria temos que nos afastar de toda a espécie de mal e viver de um modo irrepreensivel. O Evangelho de S. João coloca o Baptista a dar testemunho de Jesus, que está no meio de nós, sem muitas vezes nos darmos conta disso. Mas o Messias veio para nos batizar na água e no Espírito, para nos tornar verdadeiros filhos de Deus. Vivamos a alegria da nossa fé. Demos testemunha dela.
Pedroso, Dário - Vem aí o Amor. Advento e Natal . Braga: Editorial A. O., Nov 2008
Imagem disponível em: http://3.bp.blogspot.com/-lAF0r_Y_eDg/Tu
A profecia já falava duma Virgem que havia de conceber. Seu Filho, seria o Emanuel, o Salvador. Maria realiza essa maravilhosa profecia. Ela é a Virgem anunciada pelas Escrituras. Aceitar a virgindade de Maria é atitude de fé, é motivo de alegria, é tema profundo de meditação. Virgem e Mãe. Ela escolheu ser Virgem, Deus escolheu-a para Mãe. As escolhas de Deus são, de facto, misteriosas. Maria aceita-as na pobreza humilde, na disponibilidade sem recusas. Mas aceita, porque é humilde. Deus vai realizar nela maravilhas. Na medida em que aceitamos em nós a vontade de Deus, a nossa vida torna-se maravilhosa....
Pedroso, Dário - Vem aí o Amor. Advento e Natal . Braga: Editorial A. O., Nov 2008
Convém lembrar as próximas atividades a realizar na Paróquia do Santíssimo Sacramento:
Vai chegar outro que é mais forte. Consolai o meu povo, é o apelo de Deus, e a grande consolação virá com seu Filho. Isaías, por outro lado convida-nos a preparar o caminho do Senhor: em nós e nos outros precisamos de preparar o caminho para o Messias que vem.
São Pedro, na segunda leitura diz-nos que o dia do Senhor virá, esse dia será no fim dos tempos, mas Ele vem em cada dia e vem sobretudo no Natal, celebrado com amor.
O Evangelho exorta-nos a preparar os caminhos do Senhor, a endireitar as veredas. Foi o que fez João Baptista, o Precursor, que com o baptismo de penitência e com a sua pregação preparou o povo para acolher o Cordeiro de Deus.
Pedroso, Dário - Vem aí o Amor. Advento e Natal . Braga: Editorial A. O., Nov 2008
O deserto da Judeia;Imagem disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jud%C3%A9ia
A Eucaristia das 19h do próximo dia 3 de dezembro, será acompanhada por um intérprete de língua gestual portuguesa. Esta iniciativa irá repetir-se todos os primeiros sábados de cada mês, no mesmo horário. É uma ideia que partiu da direcção da CASA DO SURDO à qual a PARÓQUIA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO tem muito orgulho em se associar. Temos como grande objectivo permitir que pessoas surdas possam estar mais integradas na sociedade, melhorando assim a sua condição de vida.
A Casa do Surdo é um local que visa melhorar a condição de vida da pessoa surda, e constitui-se como um verdadeiro centro de recursos, onde são disponibilizados vários serviços, como centro de dia, centro de explicações, local de estudo, centro de acesso a intérpretes de LGP e ateliers diversos. É também a sede da ASAM (Associação de Surdos de Apoio a Surdos de Matosinhos), da ATILGP (Associação de Tradutores e Intérpretes de Língua Gestual Portuguesa), da APAIC (Associação Portuguesa de Apoio ao Implante Coclear) e da FAIS (Federação de Apoio à Inclusão do Surdo).
À semelhança de anos anteriores, o Centro Social Paroquial do Santíssimo Sacramento prepara a sua Venda de Natal que, decorrerá de 26 de Novembro a 11 de Dezembro. Estaremos abertos das 15h às 19h e, aos fins de semana e feriados haverá lanche.
Agrradecemos a vossa colaboração para:
1º Ofertas para Venda que podem ser entregues na sacristia, secretaria do Centro Social ou na Casa Acolhimento Sta. Marta;
2º Divulgação da venda de natal que, terá tanto sucesso quanto o nosso esforço e empenho!
Agradecemos desde já a vossa ajuda que, estamos certos, será grande e generosa!!!
É já no dia 12 de novembro o nosso Magusto Paroquial.
Este ano, à semelhança de celebrações anteriores, o Magusto será animado por música, jogos e ateliers, para todas as idades. Neste sentido, temos o grande prazer de vos convidar a participar nesta festa, que começará com a Eucaristia das 15 horas, e que seguirá em festa para os jogos e castanhas, até às 18h30.
Teremos um KIT-MAGUSTO, com o valor de €1,50, que contempla um cartucho de castanhas, uma fatia de bolo, um pão com manteiga e uma bebida. Para quem melhor aderir aos jogos que propusermos, teremos prémios a distribuir e muita animação.
Não falte, no próximo sábado, no Santíssimo Sacramento.
Na festa do acolhimento do 1º ano da catequese, as crianças que frequentam este ano decoraram uma fotografia das ovelhas (cada uma delas era uma ovelha do rebanho) e ofereceram, no ofertório, juntamente com um texto relativo à parábola da “Ovelha Perdida”.
Um dia Jesus contou esta história.
“Era uma vez um pastor que tinha uma centena de ovelhas. Todas tinham um nome e ele conseguiu distingui-las umas das outras.
Um dia, descobriu que faltava uma ovelha. Rapidamente, certificou-se de que as outras noventa e nove estavam a salvo, e depois foi à procura da que estava perdida. Procurou nas montanhas e riachos lamacentos, procurou nas silvas e nas saliências rochosas. O pastor não desistiu de a procurar. Até que, finalmente, ouviu o balido choroso de uma ovelha. Pegou na ovelhinha, colocou-a aos ombros e levou-a para casa. Ficou tão feliz por ter encontrado a ovelha que deu uma festa”.
“Deus é como este pastor”, disse Jesus. Só está feliz quando sabe que todos estão protegidos.
A vida proporciona-nos infinitas oportunidades de crescimento, que não podemos desperdiçar. Os dias, os meses, os anos sucedem-se a um ritmo imparável e, um dia, pode ser demasiado tarde. Sem treino intenso e aturado, não há atletas vitoriosos, nem artistas, nem empresários, nem simples trabalhadores com êxito garantido.
Temos o direito de errar, mas há falhas e adiamentos que podem ser fatais e sem correção possível. Um dia, poderemos vir a dar-nos conta de que devíamos ter investido mais no estudo, na preparação do futuro, no cultivo da amizade, na paciência e no tempo dedicado a Deus e aos irmãos. As boas obras que praticamos são luz que irradia à nossa volta. É tempo de acordarmos do sono e de nos decidirmos a agir....
Revista Mensageiro do coração de Jesus - Nov 2011
Colocam uma armadilha a Jesus, mas Ele não cai. A resposta de Jesus é tão lúcida que ainda é usada na vida corrente como regra que separa o que pertence a cada um.
"A cada qual o que lhe pertence" diz a sabedoria popular. Dar a Deus o que é de Deus é propor uma tarefa que nunca ficará completa, ao passo que restituir a César o que lhe pertence supõe simplesmente cumprir com uma divída contraída. Cumpre-se mais fácilmente com César do que com Deus.
Dar a César o que é de César não nos relaciona com o César. Mas dar a Deus o que é de Deus situa-se numa ordem completamente diferente. Com Deus sempre temos uma obrigação a cumprir: manter e aumentar a relação.
(GINEL, Álvaro; AYERRA, Mari Patxi - A palavra do Domingo - Comentário e Oração. Porto: Edições Salesianas, 2006);
Imagem disponível em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Tib%C3%A
Esta parábola da vinha é um símbolo de Deus com o seu Povo. Há um esquema que se resume assim: o dono da vinha preocupa-se pessolmente com ela e cuida-a; é Sua e, como tal, mantém-na e quer que produza. Arrenda-a a uns rendeiros para que a trabalhem, mas esses pensam que é sua, fazem-se "donos e senhores" do que lhes foi entregue. Ocupam-se mais em ser propriétários que em ser trabalhadores da vinha.
Negam-se a reconhecer os direitos do seu senhor e maquinam a forma de ficar com a vinha, sem excluir a morte do filho do seu senhor. Sentem-se tão donos da vinha, que se arrogam todo o poder. Não nos lembra esta história alguma outra, onde uns espertinhos que começam como sócios com outros, e poucos dias depois apanham tudo e deixam tranquilamente na ruína mais absoluta os que antes chamavam íntimos amigos? Mas na parábola, o dono da vinha tem poder para pôr as coisas no seu devido lugar.
A novidade na parábola de Jesus é que "põe nome", os "espertinhos rendeiros": são nada mais nada menos que os seus interlocutores. Esta parábola não é um ontem. Tem presente. Ser chamados a trabalhar na vinha do Senhor não nos dá nenhum direito a pensar que a vinha é nossa. Sempre há, sempre haverá trabalhadores que se sentem "servos" e reconhecem o seu Senhor. E o seu Senhor não os abandonará.
(GINEL, Álvaro; AYERRA, Mari Patxi - A palavra do Domingo - Comentário e Oração. Porto: Edições Salesianas, 2006)
O trabalho é um elemento central da vida de cada pessoa. Esta verdade apresenta-se de modo evidente diante de todos, sobretudo nesta fase da vida nacional, em que tantos o procuram e não o encontram.O trabalho é a vocação original do homem, é uma benção de Deus. Trabalhar bem e com perfeição é o dever de cada cristão autêntico.
O trabalho realiza a pessoa que o faz, serve o próximo e a comunidade, glorifica o Deus criador, enquanto contributo permanente da pessoa para a co-criação do mundo. Deve por isso ser bem feito. A Deus não se oferecem coisas mal feitas.
A misericórdia de Deus para connosco é infinita. De nós, só deseja que lhe manifestemos a nossa gratidão, imitando-O na prática sincera do perdão. É quando damos o passo para o perdão que experimentamos com mais intensidade o amor e a alegria de Deus.
Perdoar é difícil? É, é muito difícil, por vezes. Mas é um ideal, um objetivo final, um desejo claramente expresso de Jesus, para nós. É uma mensagem que nos quer ajudar e não impor-nos uma carga insuportável, não é um mandamento impossível de cumprir... « De tudo sou capaz n'Aquele que me dá força» (Fil 4, 13).
Revista Mensageiro do coração de Jesus Agosto/Set 2011
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