Hoje, terça-feira santa, realiza-se a Via Sacra Pública pelas 21,30 horas. É organizada pelos Jovens da Paróquia: Escuteiros, Acólitos e outros. Inicia-se na Praça Teixeira Lopes, seguindo pelas ruas António Nobre, Guilherme Braga, Soares de Passos, Guerra Junqueiro, João Martins Branco, entra novamente em Guerra Junqueiro e Igreja Paroquial. Convidamos todos os paroquianos a participar na Via Sacra.
No fim do inverno em que a natureza se recolhe, qual incubadora da vida, brotam por todo o lado as flores da primavera. No fim da Paixão do Senhor, feita de espinhos dos sofrimentos indizíveis, brota a mais bela flor do jardim do mundo: a Ressurreição. Assim como não há primavera sem inverno, alegria sem tristeza, vida sem morte... também não há Ressurreição sem Paixão e morte.
A vida humana sobre a terra pode definir-se também pelos contrastes. É nesta luta de contrastes, sonhando com o céu, mas presos à terra, que temos de viver o nosso itinerário deste mundo. A Quaresma e a Páscoa celebram este contraste: a primeira exprime a dura realidade da nossa vida humana, com os seus sofrimentos e (algumas) alegrias, enquanto a segunda nos acena com o sonho do divino, que também está depositado em nós, mas que apenas Cristo, na sua Paixão-Ressurreição, veio tornar possível.
Não teremos Páscoa/passagem, se não vivermos a Quaresma, porque esta é "a passagem obrigatória" para a Páscoa; é dos seus espinhos que brota a bela flor da Páscoa.
Adaptado de Revista Bíblica - março/abril 2012; imagem da cruz de um dos grupos da visita pascal 2011
Na sua Mensagem para o momento que os cristãos iniciam, a Quaresma, o Papa Bento XVI, remete-nos para aquilo que considera ser o "cerne da vida cristã: o amor."A frase crucial do Papa é inspirada num texto bíblico tirada da Carta aos Hebreus: "Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras."Esta frase escrita há 2000 anos atrás é desde logo, profundamente atual. É uma recomendação que poderiamos ler numa qualquer revista de índole cristã ou não, devido ao momento que atravessamos.
Andamos tão distraídos que não prestamos a atenção devida ao próximo. A nossa população é maioritariamente idosa. Uns ativos, outros não. Vem isto a propósito de um episódio que vivenciei a semana passada. O meu dia de trabalho estava a chegar ao fim quando ao balcão da farmácia se aproximou um utente na ordem dos 75 anos. Depois de fazer uma questão sobre a toma de um medicamento e de eu o ter esclarecido disse-me já em jeito de despedida: "Sabe, vou mais satisfeito para casa!" Fiquei intrigado até porque não tinha feito nada de especial. A informação era deveras trivial. Daí a minha pergunta: Porquê Sr. Manuel? "Sabe, soube-me bem conversar este bocadinho, ainda não o tinha feito com ninguém hoje!"
Vi o Sr. Manuel afastar-se, sair da Farmácia e tomar a direção de sua casa. Não comprou nada. Vinha "apenas" conversar....

Os primeiros cristãos, que tinham ofendido gravemente a sua fé e que iriam, no fim da Quaresma, reentrar em plena comunhão com o resto da comunidade, faziam um gesto penitencial relacionado com a cinza: em quinta feira Santa, vestidos com roupas de penitência e com a cabeça coberta de cinza, que eles próprios se impunham, apresentavam-se perante a comunidade, para exprimir,deste modo, a sua conversão. E na Idade Média, os "penitentes" confessavam publicamente os seus pecados, com cinza espalhada sobre as suas roupas.
A partir do séc. X - quando desapareceu a instituição dos "penitentes"- a Igreja viu que este gesto, afinal, se podia aplicar a todos os "penitentes" cristãos; assim se manteve até hoje este rito, para todos os cristãos exprimirem a sua vontade de conversão no inicio da Quaresma e caminharem com espirito de penitência até à Páscoa.
A cinza ajuda-nos, simbolicamente, a entrar numa atitude de reconhecimento da nossa condição humana e, portanto, de conversão a Cristo, numa atitude de "êxodo" do nosso pecado, em ordem a entrar na dinâmica do homem novo da Páscoa.
(Alves, Herculano - Gestos e Símbolos Penitenciais. Fátima: Difusora Bíblica, 2007);imagem disponível em:http://www.arquidiocesebh.org.br/site/n

Foi ao consultar um calendário de parede que me deparei com uma reflexão de Bento XVI. Era domingo de manhã ainda cedo. A casa estava envolvida num silêncio acolhedor. As pessoas dormiam. Talvez por poder ter aquele momento livre da pressão do trabalho, dei maior atenção ao que estava escrito no calendário. A reflexão adapta-se na perfeição ao tempo que vivemos, senão vejamos:
"A palavra pode ser pronunciada e ouvida apenas no silêncio, exterior e interior. O nosso tempo não favorece o recolhimento e, às vezes, fica-se com impressão de ter medo de se separar, por um só momento, dos instrumentos de comunicação de massa. Por isso, hoje é necessário educar o Povo de Deus para o valor do silêncio."
Isto fez-me lembrar o caso de uma senhora que tinha de ter sempre o telemovel com ela. Quando se lhe perguntou quantas pessoas lhe telefonavam por dia, ela respondeu: nenhuma. Mas o medo de não ter o telemóvel com ela era real!
A alegria anunciada pelo profeta faz deste domingo algo de mais festivo no meio do Advento, em que a liturgia e o paramento roxo nos convidam à penitência. Nesta leitura diz-se: «Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus». Viver esta alegria já é um sinal do Reino. E S. Paulo insiste: «Vivei alegres». E para viver esta alegria temos que nos afastar de toda a espécie de mal e viver de um modo irrepreensivel. O Evangelho de S. João coloca o Baptista a dar testemunho de Jesus, que está no meio de nós, sem muitas vezes nos darmos conta disso. Mas o Messias veio para nos batizar na água e no Espírito, para nos tornar verdadeiros filhos de Deus. Vivamos a alegria da nossa fé. Demos testemunha dela.
Pedroso, Dário - Vem aí o Amor. Advento e Natal . Braga: Editorial A. O., Nov 2008
Imagem disponível em: http://3.bp.blogspot.com/-lAF0r_Y_eDg/Tu
A profecia já falava duma Virgem que havia de conceber. Seu Filho, seria o Emanuel, o Salvador. Maria realiza essa maravilhosa profecia. Ela é a Virgem anunciada pelas Escrituras. Aceitar a virgindade de Maria é atitude de fé, é motivo de alegria, é tema profundo de meditação. Virgem e Mãe. Ela escolheu ser Virgem, Deus escolheu-a para Mãe. As escolhas de Deus são, de facto, misteriosas. Maria aceita-as na pobreza humilde, na disponibilidade sem recusas. Mas aceita, porque é humilde. Deus vai realizar nela maravilhas. Na medida em que aceitamos em nós a vontade de Deus, a nossa vida torna-se maravilhosa....
Pedroso, Dário - Vem aí o Amor. Advento e Natal . Braga: Editorial A. O., Nov 2008
Convém lembrar as próximas atividades a realizar na Paróquia do Santíssimo Sacramento:
Visite Casa-Acolhimento Santa Marta
. Visite também
. Wikipédia dos Santos (em espanhol)
. Catecismo da Igreja Católica
. Compêndio da Doutrina Social da Igreja
. Vaticano
. Serviço de informação do Vaticano
. Canal Informativo do Vaticano (YouTube)
. Secretariado Diocesano da Educação Cristã - Porto
. Blog da Catequese de Leiria-Fátima
. Educação Moral e Religiosa Católica-Digital
. Educação Moral e Religiosa Católica - Porto
. Renovamento Carismático - Pneuma
. Blogue do Museu de Arte Sacra e Etnologia de Fátima
. Mesa de Palavras (D. António Couto)
. Ano Paulino - Paulus Editora
. Jornada Mundial da Juventude Madrid 2011
. Casa-Acolhimento Santa Marta (fotografias)
. Blog do Agrupamento 449 do Santíssimo Sacramento do CNE
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