Sexta-feira, 30 de Março de 2007

5ª Semana da Quaresma - Sexta-feira

Faz hoje 103 anos que nasceu Alexandrina Maria da Costa, na freguesia de Balasar, no concelho da Póvoa de Varzim. Poucos dias depois, a 2 de Abril, num sábado de Aleluia, foi baptizada. Desde 1925 que permaneceu no seu leito, devido a uma mielite na coluna dorsal, até à sua morte a 13 de Outubro de 1955. A Congregação para as Causas dos Santos declarou-a Venerável por decreto de 12 de Janeiro de 1996 e João Paulo II proclamou-a Bem-Aventurada em 25 de Abril de 2004.

Embora a mãe fosse analfabeta, colocou as duas filhas, Alexandrina e a irmã Deolinda, na casa da família do carpinteiro Pedro Teixeira Novo, na Póvoa de Varzim, para poder frequentar a escola. Aí permaneceu desde Janeiro de 1911 até Julho de 1912, tendo aprendido a ler e a escrever, mas não fazendo qualquer exame (a irmã Deolinda fez a terceira classe).  Nessa altura fez também a primeira comunhão.

Regressada a Balasar passou a viver no lugar do Calvário. Quando completou os doze anos, um camponês dos arredores pediu-a para criada de servir. A mãe autorizou, mas pôs condições: que o amo a mandasse à missa todos os domingos e a confessar-se uma vez por mês; deveria deixá-la ir a casa todos os dias de festa; nunca poderia deixá-la sair à noite.  O contrato durou apenas cinco meses, tendo Alexandrina regressado à casa materna, dedicando-se aos serviços domésticos e aos trabalhos do campo. Aos 12 anos foi nomeada catequista da paróquia e integrou o coro das raparigas.

Aos 13 anos, encarrapitada em cima de um carvalho a apanhar folhas para os animais, caiu no solo tendo ficado imóvel por algum tempo. Alguns meses depois começou a sentir grande fadiga, levando-a a abandonar as lides do campo e passando a trabalhar na costura, em casa, ajudada por algumas aprendizes.

Quando tinha 14 anos, no Sábado Santo de 1918, estando em casa em companhia da irmã  e de uma amiga, surgiram três indivíduos que as quiseram assaltar. Enquanto a irmã e a companheira se escaparam, Alexandrina para fugir e defender a sua virgindade atirou-se de uma janela, da altura de 4 metros. Quando se quis levantar não podia, pois uma dor aguda trespassava-lhe a espinha. A doença de que padecia, em resultado da queda, agravara-se.

Aos 21 anos recolheu à cama, onde permaneceu durante os 30 anos que viveu neste mundo, sendo sua irmã Deolinda a sua enfermeira e secretária, enquanto a mãe continuava a trabalhar fora para sustentar a casa.

Cerca de 1930 ofereceu-se como vítima pelos Tabernáculos abandonados e pela salvação dos pecadores, por intermédio da Virgem Maria. Três anos depois obteve licença para que fosse celebrada a Eucaristia no seu quarto de enferma. A partir de 1938 sofreu a paixão de Cristo.

O que foi a sua vida narra-o ela mesma no seu diário, parte escrito por ela e o resto ditado à irmã. Entre 27 de Março de 1942 até à morte, durante 13 anos e 7 meses, viveu em completo jejum e total anúria (supressão da formação da urina), sendo o seu único alimento a Comunhão eucarística. Este caso foi rigorosamente examinado por vários médicos, em casa da doente e durante um internamento de 40 dias e 40 noites na Casa do Refúgio de Paralisia Infantil da Foz do Douro. Este jejum lembra situações idênticas vividas com a Beata Ângela de Foligno que passou 12 anos sem tomar alimento; Santa Catarina de Sena, viveu da mesma forma durante 8 anos; Santa Ludovina, que passou assim 28 anos; Teresa Newmann, que esteve em jejum 36 anos.

Em 1944, Alexandrina inscreveu-se na Pia União dos Cooperadores Salesianos.

Após a sua morte foi sepultada no cemitério paroquial, com o rosto voltado para a igreja para poder "ver" o sacrário, mas os seus restos foram transladados, em 18 de Julho de 1978, do cemitério para uma capela construída na igreja paroquial.

(Adaptado de Alexandrina de Balasar - Testemunho e Mensagem. Braga: Arquidiocese de Braga, 2005)


Alguns outros aspectos importantes da vida da Beata Alexandrina podem ser consultados em http://www.vatican.net/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20040425_da-costa_po.html
publicado por ssacramento às 13:27
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