Terça-feira, 10 de Abril de 2007

"A Ressurreição, uma verdade difícil"

A imagem habitual de Jesus é a do Crucificado. Ninguém duvida do facto histórico que foi a morte de Jesus. Porém, a memória do Crucificado não teria permanecido para sempre se nada mais houvesse depois da Sua morte. Ter-se-ia perdido no esquecimento como o caso de muitos outros homens que morreram nas mesmas condições. Assim, este acontecimento continua presente e actual, porque Jesus não terminou na morte, mas ressuscitou e está vivo para sempre.

Esta é a principal verdade do cristianismo. Contudo, frequentemente levantam-se diversas dúvidas e que já vêm desde os primórdios do cristianismo, com o apóstolo Tomé (Jo. 20-25) ou com os habitantes de Atenas quando ouviram pela primeira vez a pregação do apóstolo Paulo (Act. 17,32). As primeiras testemunhas que viram o Senhor Ressuscitado não tiveram crédito perante os discípulos (Lc. 24, 21-23). É que ninguém viu Jesus no momento de ressuscitar. Encontraram-se com Ele depois de ter ressuscitado. Como realidade de fé, a Ressurreição não se pode provar. Apenas se pode acreditar, adere-se pela fé e "Felizes os que acreditam sem terem visto" (Jo. 20, 29).

Contudo, existem sinais sérios que fundamentam a nossa fé na Ressurreição de Jesus Cristo e que assentam no grande número de testemunhos dos discípulos, narrados nos evangelhos: Maria Madalena, Pedro e João, os onze apóstolos, os dois discípulos de Emaús, etc. Aliás, a Ressurreição de Jesus é o centro da pregação dos apóstolos, o ponto de partida para a fé, a realidade onde encontram sentido para os vários episódios da vida de Jesus.

Os apóstolos não têm medo de anunciar uma questão difícil para os seus ouvintes - Cristo crucificado e ressuscitado -, quando teria sido mais fácil pregar apenas o evangelho de Jesus, dar continuidade ao Seu anúncio do Reino de Deus. Analisando a situação dos discípulos verifica-se uma profunda transformação nas suas acções. Com a morte de Jesus aparecem-nos desanimados, regressam tristes a sua casa (Lc. 24, 13-35), como se a morte fosse o fim e constituísse o fracasso da Sua missão. Só quando algo inesperado lhes acontece - a Ressurreição de Cristo - é que os leva a reunir novamente e a ir pelo mundo inteiro, cheios de força e alegria, anunciar Cristo vencedor da morte e oferecendo a salvação a todos os homens. Estes homens simples e rudes, que anteriormente eram interesseiros, cobardes, medrosos, suportam então com coragem as perseguições, dando a vida pela fé. Deste modo, a Ressurreição produz frutos nos discípulos, transforma-os.

E no século XXI como é encarada a Ressurreição? Infelizmente, hoje nem sempre a Ressurreição ocupa este lugar central na vida dos crentes. Muitas vezes é uma crença vaga, sem grandes consequências na vida real. Não nos podemos esquecer que começa em cada um de nós a consciencialização da importância fundamental da Ressurreição na vida cristã e descobrir as suas influências para a nossa vida quotidiana.


(Adaptado de PELINO, Manuel - Esta é a nossa fé. Catequese para o Povo de Deus. Lisboa: SNEC, s/d)

publicado por ssacramento às 16:10
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