Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Flashes do Conselho Pastoral Paroquial do Santíssimo Sacramento (Outubro/2008)

- Olha a velha mesa! - disse o Eng. Campos. No entanto, não era uma mesa qualquer. Tinha uma Bíblia aberta, como aberta é a Vida de Cristo. Acabada de chegar, Ana A. logo colocou na mesa um cestinho com uns deliciosos bolinhos de côco (feitos pela Silvina) e uns pergaminhos enrolados nuns pauzinhos de madeira.

O Conselho Pastoral Paroquial do S. Sacramento, com os representantes das “Irmãs do Amor de Deus”, “Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria”, o “Instituto Vanzeller”, o ”Verbum Dei”, presidido pelo Padre Jorge e Padre Renato“, com os olhos atentos em Paulo”, ia começar.

Feita a introdução, com um cântico muito bonito que a Ana A. nos trouxe, o Sr. Padre Jorge começou por dizer que o Conselho Pastoral é muito importante na Vida da Igreja. A comunidade paroquial não pode ser só o padre, ela é todo um corpo com braços, pernas e orgãos, onde cada um desempenha o seu papel. Esta comunidade “corporal” é vocacionada para a ajuda a crianças, adolescentes, doentes, velhinhos.

 Após este preâmbulo, Ana A. deu o seu contributo “provocando-nos com a Palavra de Deus”. Sugeriu que cada um de nós se levantasse e pegasse num dos “pergaminhos” que estavam na mesa. Logo aqui aconteceu uma situação peculiar: alguém, educadamente, deu um pergaminho a outra pessoa.

-Não, não. - disse ela. Cada um de nós tem de ir buscar o seu e aproveitou para referir que a Palavra de Deus desinstala, mexe connosco. “Eu tenho que me obrigar a ir ao encontro”. Este é um dos momentos chave. A Palavra de Deus é maravilhosa.

Os “pergaminhos” suscitaram em nós uma grande admiração e a surpresa foi maior quando os desdobramos e cada um  leu várias frases de S.Paulo. Uma delas - “Empenhai-vos em procurar a caridade” - trouxe-me à memória a Madre Teresa de Calcutá. Como ela se empenhou!

Depois de um momento de meditação e imbuídos no espírito de Paulo, salientamos oralmente o “eco” que a frase de Paulo despertou dentro de si.

O Eng. Campos, do silêncio instalado referiu:

             “ S.Paulo sempre me impressionou”.

O Padre Renato deixou ecoar estas palavras:

             “Foi graças a Deus que ele trabalhou em mim”.

Um dos intervenientes acabou por dizer:

             “A Palavra de Deus produz frutos”.

O Padre Jorge finalizou este momento, afirmando que “aquele que ama também espera. A Esperança é baseada no amor que Deus derramou no nosso coração e, por isso, a Esperança não nos pode enganar”.

Nesta altura, o Eng. Campos, usando o cântico que refere “juntos como irmãos”, lançou para a mesa a interrogação: «É mesmo assim?». A partir do papel que o leigo tem na Igreja, fez uma resenha histórica do trabalho dos leigos, chamando a atenção para o facto da hierarquia, actualmente, olhar para o leigo de forma diferente. Continuando, afirmou que a Igreja só pode ser um ministério de salvação quando os leigos se empenharem. As actividades são necessárias para atingir um fim: a Evangelização.

Estavam, pois, lançados na reunião os “caminhos de Paulo”. Seguidamente, a nossa reflexão centrou-se na catequese. Como arranjar mais catequistas?

Alguém disse: “ a casa dos pais é a escola dos filhos “ e “ quem tem de ser catequizado são os pais“. Mas, para isso, há que mostrar-se aos pais o trabalho que é feito pelos catequistas, de forma a que eles tenham vontade para ser catequizados. Uma das estratégias para essa abordagem, estaria na criação de uma equipa especial, que actuasse na altura em que os pais deixam os filhos na catequese. Como por exemplo, uma equipa formada por uma comissão de pais que, em íntima relação com os catequistas, interviesse junto dos pais de forma a “evangelizá-los”. Outra das formas, que já está em prática, é a entrega de Bíblias às crianças. Foram já entregues cerca de 80 Bíblias. A visita aos pais dos meninos, quando previamente combinada, é importante para “tocar” os pais, envolvendo-os na comunidade. Claro que há sempre dificuldades nas visitas - foi dizendo o Sr. Padre Jorge -, mas se S.Paulo as fez, e era bem mais difícil para ele do que para nós, porque não havemos nós de tentar e fazer?! Outra meta a atingir e que ainda está em fase embrionária é a criação de um grupo de reflexão bíblica. Salientou-se que uma actividade desse grupo poderia ser uma caminhada, com pausas para ler e reflectir as Cartas de S.Paulo.

Um dos pontos focados foi também a formação de uma equipa de Liturgia, para preparação de acólitos, leitores, cantores, salmistas.

Quanto ao serviço de apoio domiciliário, a 19 famílias, é já uma realidade do dia-a-dia da paróquia.

Funcionam 2 cursos de preparação para o matrimónio na paróquia: o do Santísimo Sacramento e o de Vilar. Têm tido êxito, devido ao trabalho desenvolvido pela equipa de casais e pelo Sr. Padre Renato.

A reunião decorria a bom ritmo. Aproximava-se do fim e foi focado um dos pontos do Conselho Pastoral - Promover a oração e tutelar pessoas ou famílias em cada rua, para rezarem pelos que nelas habitam. Foi, então, que o Sr. Padre Jorge nos fez uma revelação. A mim surprendeu-me o pedido feito numa das missas dominicais, de forma a que as pessoas rezassem pelos desfavorecidos da sua rua. Que pedido admirável, pensei eu comigo. Como se lembrou? E eis que se fez luz. Numa das visitas a uma enferma, esta declarou que já só esperava a morte. O Sr. Padre ficou estupefacto, sem saber o que dizer para confortar esta doente. De repente, num momento de inspiração, as palavras afluíram-lhe aos lábios: “ Não. A senhora tem de rezar pelos doentes da sua rua, pelos infelizes...” Momento admirável este!

 

publicado por ssacramento às 09:18
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