Sábado, 30 de Junho de 2007

Uma fábula para meditar

Um rico lavrador, ao ver aproximar-se a morte, chamou os seus filhos e disse-lhes:
- Cuidado! Não deveis vender a vossa herança, que vem dos nossos avós! Nesse campo está escondido um tesouro, embora eu ignore onde se encontra. Mas, com um pouco de esforço, conseguireis encontrá-lo. Depois da colheita, cavai bem o vosso campo, sem deixar um palmo sequer por remover.
Entretanto, o pai morreu. Os filhos cavaram tão bem o campo que, no ano seguinte, a colheita foi mais que abundante.
O tesouro não o encontraram, porque não existia, mas o seu pai foi sábio ao ensinar-lhes, antes de morrer, que o trabalho é tesouro. (Jean de La Fontaine)

Numa época de facilidades, em que se procura enriquecer se necessário enganando ou explorando os outros, é importante falar do trabalho honesto. Consideras-te um bom trabalhador ou um bom estudante?
publicado por ssacramento às 07:01
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Peregrinação a Fátima

É já amanhã e domingo que a Paróquia fará a sua peregrinação anual a Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Neste fim-de-semana, um grupo de paroquianos participará nos actos oficiais do Santuário (procissão de velas, Eucaristia, Via-Sacra).

Peregrinar em grupo é uma forma particularmente rica de nos unirmos ao Pai e aos irmãos e pressupõe de todos e cada um uma preparação séria e uma vivência autêntica. Uma peregrinação é uma caminhada (quem sabe a última!) para encontrar-se com Deus, agradecer-lhe ou pedir-lhe algum favor, pelas mãos de Nossa Senhora.

Como peregrinos não estamos sós. Connosco vão as nossas famílias, a nossa comunidade, toda a Igreja. Connosco seguem as angústias, alegrias e tristezas da Paróquia. Todos estarão presentes.

Peregrinar até Fátima é acolher a Mensagem que Nossa Senhora, naquele lugar, transmitiu aos Pastorinhos - Lúcia, Francisco e Jacinta -, mensagem essa que é um apelo à conversão e oração.

Muitos de nós andamos a 200 Km/hora no circuito da vida. Todos temos pressa. Não há um minuto a perder. Peregrinar é parar um pouco. Parar para examinar a máquina da nossa vida: para abastecer, consertar, recompor, verificar o rumo e objectivos da corrida. Depende de cada um de nós encontrar espaços de paragem, de oásis, de encontro com Deus e renovação interior.
publicado por ssacramento às 21:15
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Deus ama o silêncio

"As almas de oração são almas de grande silêncio. Não se pode encontrar Deus no barulho e na agitação. Deus é amigo do silêncio. Observai a natureza: as árvores, as flores, a erva crescem no silêncio; as estrelas, o Sol, a Lua movem-se no silêncio. Quanto mais recebemos na oração silenciosa mais podemos dar na nossa vida activa. Temos necessidade de silêncio para poder tocar as almas.

Todas as nossas palavras serão inúteis se não vierem do coração. As palavras que não têm a luz de Cristo aumentarão a escuridão. O silêncio dá-nos um modo novo de olhar para as coisas.

No silêncio somos preenchidos pela energia de Deus, que faz de maneira que cumpramos todas as coisas com alegria.

Sozinhos ou acompanhados, precisamos de silêncio. É assim que acumulamos aquela energia interior que nos permite enfrentar os deveres mais pequenos ou as maiores adversidades que nos atingem. Os céus foram estendidos sem uma única palavra. Jesus nasceu na profundidade e no silêncio da noite e a sua voz não foi ouvida nas ruas. Deus ama o silêncio." (Madre Teresa de Calcutá)


A tua voz ressoa no silêncio.
Não podem suportá-la.
Fazem barulho para te ocultar.
O rádio no máximo,
os CD´s, os MP3 e os uísques.
E dançam e saltam e gritam.
E abafam a tua voz. (Patxi Loidi)
publicado por ssacramento às 21:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

Viúvas na Bíblia e na Vida

A Bíblia refere-se às viúvas e à sua situação humana e social de solidão, precaridade e sem futuro. Isaías (47,9) fala da situação da viúva abandonada como símbolo da infidelidade e até da infertilidade, desenvolvendo uma situação de luto sistemático e permanente, por indevida pressão do meio ambiente e devido à cultura sociológica da inferioridade feminina.

A lei judaica, face às dificuldades da pobreza e marginalização, estabeleceu regras e apelos para a protecção específica dos órfãos, estrangeiros e viúvas (Ex 22,20; Dt 14,28; 24,17). No Novo Testamento encontramos o afinamento desta atitude moral como acontece com Jesus que ressuscita e devolve o filho único a uma viúva de Naim (Lc 7, 11-15) e, momentos antes de expirar, confiou a Mãe (viúva) ao discípulo João que a acolheu em sua casa e cuidou dela (Jo 19,26). Na Igreja primitiva desenvolveu-se uma cuidadosa cultura de protecção das viúvas, criando especiais serviços sociais (Act 6,1).

Os textos sagrados insistem numa apreciação positiva das viúvas sofridas, no modo como se referem à situação da viúva Judite (Jud 8, 4; 16,22) e à Ana que exercia o carisma da profecia (Lc 2,26) e se dedicava ao serviço do culto e da caridade. S. Paulo até defende que a viuvez assumida, em paralelo com a virgindade, poderá ser um ideal espiritual de bons serviços (I Cor 7,8-34; II Tim 5,7 e 14).

Em Portugal, existe desde 1958 o Movimento Esperança e Vida (MEV) para Viúvas, actualmente com sede em Lisboa.

(Revista Síntese, Abr-Jun/2007)
publicado por ssacramento às 19:12
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 26 de Junho de 2007

A Bíblia (II): por onde começar?

É muito relativo determinar por onde se deve começar a leitura da Bíblia, pois depende muito da experiência de cada comunidade ou de cada pessoa. Entretanto, aqui fica uma sugestão.

A Bíblia, biblioteca do povo de Deus, converge para um centro que ilumina o passado e o futuro: o mistério pascal de Jesus - a sua encarnação, actividade, paixão, morte e ressureição. É a partir desse centro, experienciado e reflectido pelas comunidades cristãs, que encontramos a ligação, o cimento, que une toda essa biblioteca. É em Jesus Cristo que a história do povo do Antigo Testamento vai adquirir o seu significado pleno, dentro do projecto de Deus e será modelo para todas as comunidades que formam o novo povo de Deus, em todos os tempos e lugares.

Para quem inicia a tarefa de percorrer a Bíblia fá-lo-á com mais segurança e luz se começar a lê-la e estudá-la a partir de um primeiro contacto com o seu personagem central: Jesus.

O livro que mais se presta para esse primeiro contacto com Jesus é o Evangelho de Marcos. Foi o primeiro Evangelho a ser escrito; é o mais curto e o mais simples dos Evangelhos; Marcos tem como objectivo justamente responder à pergunta "quem é Jesus?". Depois, poderemos então começar do início, do Génesis, lendo sem pressa, e aos poucos conheceremos as experiências de um povo, com as suas fidelidades e infidelidades, os seus conflitos e esperanças. A partir de Jesus, iremos reconhecendo na história do povo da Bíblia o que é o projecto de Deus e o que não é. Deste modo, a nossa vida e história também serão iluminadas pelo caminho desse povo.

(Curso de Iniciação à Catequese, Secretariado Diocesano da Educação Cristã da Infância e Adolescência do Porto)
publicado por ssacramento às 17:43
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

Darfur: a balas e fogo

Awad é agricultor e anda nos 30 anos. É casado, tem um filhote e... são de Darfur, a província ocidental do Sudão. As milícias árabes atacaram a sua aldeia, Khur el Bashar: casas queimadas, mulheres violadas, dezenas de mortos, gado roubado. Os sobreviventes refugiaram-se em Manauachi. Três meses depois decidiram voltar. Pensavam que o furacão da morte tinha passado, mas enganaram-se: os ginetes (janjauid) voltaram montados em camelos e cavalos para secar a aldeia da sua gente. Três anos depois do último ataque, esta aldeia, como muitas outras de Darfur, é um leito seco sem vivalma. Awad vive agora no campo de deslocados de Dereje.Todos os dias vai a Nyala à procura de trabalho, mas não é fácil porque a cidade está cheia de desempregados como Awad e a sua família. Porém, a maioria dos deslocados limita-se a ficar no campo por fraqueza, doença ou pela idade.

A guerra civil do Darfur começou em Fevereiro de 2003. Rebeldes do Exército de Libertação do Sudão (SLA) e depois o Movimento de Justiça e Igualdade (JEM) pegaram em armas contra Cartum, acusando o governo do Sudão de descriminar os agricultores negros em favor dos pastores árabes. O governo de Omar el Bashir respondeu com as milícias "janjauid". Em quatro anos, mais de 200 mil pessoas morreram, 2,5 milhões foram deslocados e 4 milhões precisam de ajuda. Cerca de 1500 aldeias foram apagadas do mapa.

Os janjauid atacam para além das fronteiras e o genocídio já alastrou ao Chade e à República Centro-Africana. Todos fogem da limpeza étnica dos janjauid.

As Nações Unidas montaram no Darfur uma operação humanitária, com 14.000 funcionários para as 4 milhões de vítimas deste conflito, mas a sua acção é limitada pela segurança.

Há muitos interesses em jogo no Darfur. Os EUA denunciaram o genocídio, mas limitaram-se a ameaças; o Sudão é uma fonte importante de informação e um aliado na luta contra o terrorismo. A China, com o direito de veto, protege Cartum das sanções da ONU; o Sudão é o seu maior fornecedor de petróleo e parceiro económico importante.

Cabe à sociedade civil europeia pressionar os seus líderes para porem termo ao genocídio no oeste do Sudão.

(artigo de José Vieira - jornalista no Sul do Sudão - e Feliz Martins - Missionário Comboniano no Darfur -, in revista Encontro, Junho/2007)



Conhecer já é denunciar.

publicado por ssacramento às 21:22
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 24 de Junho de 2007

Cinco minutos com Deus

A nossa vida deve ser como um rio. As águas do rio deslizam silenciosamente e vão deixando aquilo que levam. Se as águas estão turbulentas, por onde passam depositam lodo e sujidade. O sinal de que o rio passou por ali é a sujidade que deixa. Mas se as águas estão limpas, deixam atrás de si humidade, fecundidade, frescura, verdor.

Procuremos que as águas do rio da nossa vida andem sempre limpas e deixem parte delas por onde passarmos. Veremos que à nossa volta tudo se enche de colorido e verdor e que brotam, fruto dos nossos passos, as flores das virtudes e a relva da bondade.

As nossas palavras, as palavras que hoje pronunciamos, podem ser água suja ou corrente límpida, aplicadas às nossas ideias, pensamentos, afectos e obras, para que no findar de cada dia nos sintamos felizes e não envergonhados.

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)
publicado por ssacramento às 22:22
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 23 de Junho de 2007

A Bíblia (I): o que é a Bíblia?






Bíblia é uma palavra grega que significa livros, uma colecção de livros, uma biblioteca. Aí encontramos a história de pessoas que tiveram um encontro com Deus e com a sua acção, através da vida e da história. Assim, a Bíblia tem dois pontos fundamentais:




  • Mostra quem é Deus. Não o que Deus é em si mesmo, porque isso é um mistério, mas o que Deus é para os homens e o projecto que Ele realiza na vida e na história: que todos tenham vida e liberdade. Porém, Deus não impõe nada. Ele propõe. Se o homem aceita, Deus caminha com ele a fim de conquistar a vida e a liberdade;
  • Mostra quem são os homens. A Bíblia é realista; não se preocupa em ser edificante. Aí encontramos o homem com aquilo que tem de bom, mas também com o que tem de perverso: tropeços, egoísmo, teimosia, angústias, buscas, boa vontade. Ela mostra o encontro dos homens com Deus e as consequências - uns convertem-se, aceitam o projecto de Deus e caminham em busca da vida e liberdade; outros fecham-se em torno do próprio egoísmo, rejeitando qualquer tipo de vida que não esteja voltado para os seus próprios interesses.

Na Bíblia está o drama da vida do homem, tanto o de ontem como o de hoje. É como se fosse um grande espelho, onde vemos e reconhecemos a nossa face, situações que vivemos, os acontecimentos que nos libertam ou aprisionam. A Bíblia é a nossa história. Mostra o que podemos encontrar, se aprendemos a ler, na vida e nos acontecimentos, o sim ou o não com que o homem pode responder a Deus e ao seu projecto.


(Curso de Iniciação à Catequese, Secretariado Diocesano da Educação Cristã da Infância e Adolescência do Porto)
publicado por ssacramento às 21:48
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 22 de Junho de 2007

Os barcos

"Era uma vez um homem que habitava à beira do rio. Uma manhã, depois de uma noite de chuva intensa, verificou que as águas do rio tinham subido e chegavam à porta da sua casa. A rádio assustou-o um pouco: "Todos os que habitam junto ao rio devem deixar as suas casas; as águas estão a subir."
O homem era muito religioso e tinha uma grande confiança em Deus. Ajoelhou-se e começou a rezar:
- Senhor, salva-me!
Naquele momento, ouviu uma voz que vinha do alto. Era a voz do Senhor:
- Não tenhas medo! Eu cuidarei de ti!
Cheio de alegria, levantou-se e continuou a trabalhar como se nada acontecesse. A meio da manhã as águas do rio chegavam-lhe aos ombros e teve de se refugiar no andar superior. Passou um barco de bombeiros. Um deles, ao vê-lo, gritou:
- Venha depressa connosco! É perigoso ficar aí!
O homem, apontando para o céu, respondeu:
- Não! Tenho um seguro superior!
A meio da tarde, a água já tinha subido tanto que ele teve de se refugiar no sótão. Passou um barco da Protecção Civil e uma voz gritou:
- Desça depressa! A água vai subir ainda mais!
O homem recusou teimosamente, dizendo:
- Eu tenho um protector!
Ao fim da tarde, a água subiu ainda mais e o homem teve de se refugiar no telhado. Passou um barco da Cruz Vermelha, que procurava os últimos a salvar. Em vão tentaram levá-lo. Ele  agarrou-se à chaminé dizendo:
- Não preciso. Tenho quem me salva!
A água continuou a subir e o homem acabou por morrer afogado. Ao chegar ao Paraíso, apresentou-se diante de Deus e protestou:
- Disseste que pensavas em mim e deixaste que eu morresse!
Deus fixou-o com um olhar cheio de bondade, dizendo:
- Eu pensei em ti! Mandei-te três barcos! Tu é que os recusaste!"

Deus age por meio das pessoas que fazem o bem e ajudam os irmãos. Deus está no meio de nós e precisa de cada um para manifestar o seu amor às pessoas. Confiamos verdadeiramente no amor imenso de Deus?

(FERREIRA, Pedrosa - Educar contando. Porto: Edições Salesianas, s/d)
publicado por ssacramento às 20:45
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

O Deus dos pobres

A Bíblia pode ser lida a partir de diversas perspectivas. Uma das formas de ler a Bíblia é partir da teologia da pobreza. A pobreza é uma dura realidade em todas as épocas da História e em todas as culturas.

O povo do Antigo Testamento foi pobre devido à sua situação geográfica e económica. A região da Palestina era semi-desértica e situava-se entre as terras férteis dos rios Tigre e Eufrates e o Egipto. Esta pobreza da terra determinava a pobreza do povo que a habitava.

A situação política também não o favoreceu, já que a sua História é recheada de acontecimentos dolorosos, com os cananeus e com os povos do Norte e do Sul. A Palestina foi lugar de contínua passagem de soldados e guerreiros, que ocupavam o território e provocavam a devastação.

A nível cultural, os hebreus, um povo mais recente que os povos vizinhos (egípcios, babilónios e assírios), copiaram muitos aspectos destas culturas e religiões.

Nas suas leis sociais, a Bíblia manifesta uma preocupação constante pelos pobres (Ex 21,2-3; Lv 25,39; Dt 15,4). Normalmente, aparecem divididos em 4 classes principais a serem protegidas, embora frequentemente discriminadas pelos juízes dos tribunais: pobres, órfãos, viúvas, estrangeiros.

Israel nasceu como um povo pobre, ligado à condição de estrangeiro e de escravo no Egipto, daí esta experiência ter marcado a sua vida histórico-religiosa, mas também a sua visão de Deus. Este povo nasceu pobre, viveu pobre e era um povo pobre, que tem como Deus o Deus dos pobres. Toda a epopeia do Êxodo torna-se um acontecimento exemplar, revelando um Deus que não permite que nenhum homem, mulher ou povo viva na miséria, em condições desumanas, na pobreza ou em qualquer tipo de opressão.

Esta é uma ideia fundamental para entender a Bíblia como livro de revelação de Deus aos que têm coração de pobres, e esta revolução em favor dos povos é permanentemente dinamizada mediante "Moisés", que o Senhor envia em cada época da História.

Quando Samuel chama um filho de Jessé, de Belém, para rei de Israel, todos os filhos mais crescidos são colocados de lado e é escolhido o mais novo, mais débil e pequeno: David (1Sm 16,1-13).

Os pequeninos também aparecem como os amigos de Deus e os que acolhem a Sua Palavra (Lc 10,21), pois eles têm um coração orante.

No Antigo Testamento, a pobreza tem duas vertentes: o pobre e a sua pobreza como estado de degradação humana; a relação pobre-rico, em que este último surge como causador da pobreza, envolvendo um juízo de valor, uma atitude ética relativamente às atitudes injustas dos ricos. O rico torna-se um "ímpio", alguém que põe toda a sua confiança nos bens materiais e no poder; o pobre, como amigo de Deus, põe toda a sua confiança no Senhor, sendo objecto da justiça, do amor de Deus. O pobre torna-se mesmo um sacramento de todo o Israel, pois representa este povo de pobres diante do Deus dos pobres.

Jesus veio para evangelizar e libertar os pobres (Lc 4,18-19), por isso veio humilde e pobre anunciar a Boa-Nova aos que têm um coração como o dele. Para ler a Bíblia como Palavra de Deus, é condição essencial ter um coração pobre, simples e acolhedor, pois a descoberta do sentido da Bíblia é feita pelo Espírito de Jesus, que a revela aos pobres e pequeninos (Lc 10,21). O rico, o que alimenta a sua vida apenas com os bens materiais, não sente necessidade de outro alimento, logo não acolhe a Palavra nem os valores do Evangelho.

(Artigo de Herculano Alves, in Revista Bíblica, Maio-Junho/2007)
publicado por ssacramento às 22:22
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Cinco minutos com Deus


Já pensamos alguma vez que os nossos olhos são uma maravilha? Cabe neles todo o universo e com eles abarcamos a imensidade, pois podemos pousá-los na pequena flor que cresce a nossos pés e nas estrelas que brilham sobre nós. Nessa florinha, tal como nessas estrelas, nas nuvens vermelhas pelo sol poente, tal como nas montanhas cobertas com o turbante da neve brilhante, devemos contemplar a grandeza de Deus, que tanto fez a violeta humilde e insignificante, como a montanha majestosa.

Cada astro na noite é como uma balada de amor que chega à grande janela da criação. Cada estrela é uma assinatura divina, no pergaminho do céu. É bom que nos habituemos a ser capazes de ler as assinaturas de Deus em tudo o que nos rodeia. Foi para nós que Deus as escreveu.

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)
publicado por ssacramento às 22:14
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Ginástica espiritual



  1. Ginástica de relaxamento - Entrega ao Pai Celestial todas as tuas cargas, preocupações e tristezas.
  2. Ginástica respiratória - Respira apenas a atmosfera de paz, amor e felicidade.
  3. Ginástica ocular - Vê somente o bem nos teus semelhantes.
  4. Ginástica auditiva - Escuta a voz de Deus.
  5. Ginástica para a mente - Exercita exclusivamente ideias construtivas.
  6. Ginástica para a língua - Pronuncia apenas palavras edificantes e caridosas.
  7. Ginástica facial - Sorri, sorri, sorri o dia inteiro.
  8. Ginástica para as pernas - Anda sem temer pelos caminhos que Deus te indicar.
  9. Ginástica para as mãos - Une-as diariamente, para uma oração especial.
  10. Ginástica para o coração - Irradia sentimentos de amor.
  11. Ginástica para a alma - Contacta com Deus todos os dias.

(Revista Cruzada, Junho 2007)
publicado por ssacramento às 21:18
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

"Como vaso de alabastro"

Que lição extraordinária nos deixa o Senhor com o Evangelho de ontem! "Não atira pedras, não julga nem condena. Ama, perdoa e abre o coração a quem fraquejou, mas quer recomeçar. Deus ama-me como se não tivesse no mundo mais ninguém a quem amar. Pede-me Cristo que eu também abra o coração e ame, perdoe e acolha como Ele amou e perdoou.

Que eu aprenda, Senhor, a semear os teus gestos de perdão, ao jeito do teu amor misericordioso e acolhedor." (Revista Fátima Missionária)

(Adaptado de http://www.infancia-misionera.com)
publicado por ssacramento às 21:20
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 17 de Junho de 2007

"Crê, ensina e vive"

"Cada sacerdote é um dom de Deus à Igreja, que se agradece, acompanha e estimula pela oração de todos. E o mesmo se diga das vocações na sua origem, em que se aliam a iniciativa divina e a colaboração dos crentes. O Papa João Paulo II escreveu que “a vocação sacerdotal é um dom de Deus, que constitui certamente um grande bem para aquele que é o seu primeiro destinatário. Mas é também um dom para a Igreja inteira, um bem para a sua vida e missão. A Igreja, portanto, é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais” (http://www.diocese-porto.pt/)

Na Homilia da Missa Crismal, D. Manuel Clemente pedia "que a vossa oração pelos sacerdotes seja insistente e persistente, para que perseverem e cresçam sempre mais no ministério, generosos e felizes - felizes porque generosos -, descobrindo que, como garantiu o Senhor, “a felicidade está mais em dar do que em receber” (Ac 20, 35). Que rezeis pelos seminaristas e por todos aqueles que, certamente, o Espírito já chama ao sacerdócio, para “anunciar a boa nova aos pobres e proclamar o ano da graça do Senhor”!" (Voz Portucalense, 13/06/2007)

A Paróquia do Santíssimo Sacramento contragula-se com o passo que o estagiário Renato Poças irá dar no próximo dia 8 de Julho, altura em que será ordenado diácono. "Na ordenação diaconal receberá a seguinte missão: "Crê naquilo que lês, ensina o que crês, vive o que ensinas" (Folha Pão e Vida, nº 416).

E porque todos somos chamados por Deus a uma vocação que nos conduz à felicidade, somos convidados a participar no encontro com o Padre Jorge Madureira, responsável diocesano pelas vocações, que se realizará na nossa Paróquia, na próxima sexta-feira, dia 22 de Junho, pelas 21,30 horas.
publicado por ssacramento às 21:37
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 16 de Junho de 2007

Sagrado Coração de Jesus

 
 

A devoção ao Coração Divino de Jesus Cristo começou a ser praticada já no início da Igreja. Na Idade Média o Sagrado Coração de Jesus era tomado como modelo de amor, paciente pelos nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe o nosso coração (santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande,Margarita de Cortona, Angela de Foligno, São Boaventura, etc.).

No século XVII esta devoção estava muito espalhada. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração. Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipa de apóstolos desta devoção.

 

De meados do século XVIII para o século XIX, as associações do Sagrado Coração aumentaram de 1000 a 100.000, sendo fundadas diversas congregações religiosas e vários institutos seculares.

 

O apostolado da Oração contava já em 1917 com 20 milhões de associados e, em 1960, chegava ao dobro em todo o mundo; as suas 200 revistas tinham 15 milhões de inscrições.

 

Porém, a oposição a este culto sempre foi grande, sobretudo no século XVIII por parte dos jansenistas e, em Portugal, recebeu um forte golpe com a expulsão da Companhia de Jesus, pelo Marquês de Pombal. Na Espanha foram proibidos os livros sobre o Sagrado Coração. O imperador da Áustria deu ordem que desaparecessem as suas imagens de todas as Igrejas e capelas. Nos seminários era ensinado: "a festa do Sagrado Coração provocou uma grave mancha sobre a religião".

 
 

O culto público ao Sagrado Coração foi canonizado em 1765 pelo Papa Clemente XIII, que introduziu a sua festa litúrgica, com Missa e ofícios próprios. Em 1856, Pio IX estendeu sua festa a toda a Igreja. Em 1899 Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus (o Equador tinha-se consagrado em 1874). Repare-se que festa de Cristo Rei está estreitamente unida à espiritualidade do Sagrado Coração. Pio XI declarou, ao instituí-la, que Cristo é reconhecido como Rei, mediante a consagração a seu Coração e determinou que em tal festa fosse renovado todos os anos a consagração do mundo ao Coração de Cristo.

Esta devoção, na sua forma actual, deve-se às revelações que o próprio Cristo fez a Santa Margarida Maria (1649-1690), sobretudo quando em 16 de junho de 1657, descobrindo o seu Coração, disse-lhe: "Eis aqui este Coração que amou tanto aos homens, que não omitiu nada até esgotar-se e consumir-se para manifestar-lhes seu amor, e por todo reconhecimento, não recebe, da maior parte, mais que ingratidão, desprezo, irreverências". Então, Jesus deu-lhe o encargo de prestar culto ao seu Coração. O fim desta devoção é honrar o Coração adorável de Jesus Cristo, como símbolo do amor de um Deus para nós; a vista deste Sagrado Coração, abrasado de amor pelo homens, e ao mesmo tempo desprezado por estes, deve mover-nos a amá-lo e a reparar a ingratidão de que é objecto.

 

Principais promessas feitas pelo Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarita de Alacoque:

  1. Às almas consagradas a meu Coração, darei as graças necessárias para o seu estado.
  2. Darei paz às famílias.
  3. Dar-lhes-ei consolo em todas as suas aflições.
  4. Serei seu amparo e refúgio seguro durante a vida e, principalmente, na hora da morte.
  5. Derramarei bençãos abundantes sobre seus projectos.
  6. Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.
  7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.
  8. As almas fervorosas serão rapidamente elevadas a grande perfeição.
  9. Abençoarei as casas em que a imagem de meu Sagrado Coração estiver exposta e for honrada.
  10. Darei aos sacerdotes a graça de mover os corações empedernidos.
  11. As pessoas que propagarem esta devoção, terão escrito seu nome em meu Coração e jamais será apagado dele.
  12. A todos os que comungarem nas nove primeiras Sextas-feiras do mês contínuos, o amor omnipotente de meu Coração lhes concederá a graça da perseverança final. É a Grande Promessa.

 

Consagração da Família aos Sagrados Corações de Jesus e Maria


Santíssimos Corações de Jesus e Maria,
unidos no amor perfeito,
como nos olhais com carinho e misericórdia,
consagramos nossos corações,
nossas vidas e nossas famílias a Vós.

Conhecemos que o belo exemplo
de Vosso lar em Nazaré foi um modelo
para cada uma de nossas famílias.
Esperamos obter, com Vossa ajuda,
a união e o amor forte e perdurável.

Que o nosso lar seja cheio de alegria.
Que o afecto sincero, a paciência, a tolerância
e o respeito mútuo sejam dados livremente a todos.

Que nossas orações
incluam as necessidades dos outros,
não somente as nossas
e que sempre estejamos próximos dos sacramentos.

Abençoai a todos os presentes
e também aos ausentes,
tanto os vivos como os defuntos;
que a paz esteja connosco,
e quando formos provados,
concedei-nos a resignação cristã
à vontade de Deus.

Conservai nossas famílias perto
de Vossos Corações;
que Vossa proteção
especial esteja sempre connosco.

Sagrados Corações de Jesus e Maria,
escutai nossa oração.
Amém.

 

 

(http://www.acidigital.com/fiestas/sagrado/index.html)

publicado por ssacramento às 21:28
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

O "mendigo" que confessou o Papa

Um sacerdote da diocese de Nova Iorque dispunha-se a entrar numa das igrejas de Roma, para rezar, quando encontrou um mendigo. Ao olhar para ele verificou que conhecia aquele homem. Tinha sido seu companheiro no seminário, ordenado padre no mesmo dia que ele e agora mendigava pelas ruas. 

O padre, depois de se identificar e cumprimentar o mendigo, escutou comovido como este perdera a fé e a vocação. No dia seguinte, o sacerdote americano foi assistir à Missa privada do Papa João Paulo II, cumprimentando-o no final da celebração, altura que aproveitou para lhe pedir que rezasse pelo seu antigo companheiro de seminário, descrevendo brevemente a situação ao Papa.


Um dia depois recebeu o convite do Vaticano para cear com o Papa e que levasse consigo o mendigo. O sacerdote voltou à igreja e convenceu o mendigo a acompanhá-lo, após ter-lhe oferecido a oportunidade de assear-se e roupa lavada.

O Papa João Paulo II, depois da ceia, indicou ao sacerdote que os deixasse a sós e pediu ao mendigo que o escutasse em confissão. O homem, impressionado, respondeu-lhe que já não era sacerdote tendo o Papa retorquido que "Uma vez sacerdote, é sacerdote para sempre". O mendigo insistiu dizendo que estava fora das suas faculdades de presbítero. "Eu sou o Bispo de Roma, posso encarregar-me disso", disse o Papa.

O homem escutou a confissão do Santo Padre e pediu-lhe que escutasse a sua própria confissão, chorando amargamente. No final, João Paulo II perguntou-lhe em que paróquia tinha mendigado e designou-o assistente do pároco da mesma, estando encarregue do cuidado aos mendigos.


(Adaptado www.acidigital.com)
publicado por ssacramento às 18:27
link do post | comentar | favorito
|

.Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

Visite Pão e Vida

Visite Casa-Acolhimento Santa Marta

.Fuego Santo

.subscrever feeds

.pesquisar

 

.Visite

.posts recentes

. Maria...

. Mãe admirável

. Apóstolos S. Pedro e S. ...

. A boca do justo proclama ...

. Um "novo humanismo"

. Isabel e Maria

. Solenidade de S. João Bat...

. Eu vos dou graças, Senhor...

. Não perca hoje na nossa p...

. Os pais de Maria

. Não podemos aceitar que o...

. Morte e Vida: Perspetiva ...

. Jesus fala aos meninos da...

. A Igreja Católica e o Ano...

. Educação Moral e Religios...

. Morte e Vida: Perspetiva ...

.arquivos

. Dezembro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

.Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
Counters
Free Counter
blogs SAPO