Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

São João Bosco

Hoje celebra-se a festa de São João Bosco, patrono do cinema, das escolas de artes e ofícios, dos prestigitadores. Nascido em Itália, aos dois anos ficou órfão de pai, tendo que trabalhar como ajudante de alfaiate, sapateiro e carpinteiro.

Aos nove anos teve o primeiro dos seus "grandes sonhos": um bando de rapazolas malcriados apareceu-lhe no caminho, como cães raivosos. João ataca-os à paulada, quando uma voz lhe diz: "Assim não! Com mansidão é que transformarás os lobos em cordeiros". Nesta alegoria foi-lhe indicada a sua missão: educar a juventude; transformar os desobedientes em bons e aperfeiçoar os bons. A mãe interpretou o sonho: "Terás de ser sacerdote para transformar os jovens". E assim aconteceu. João estudou a sério, fundou a Sociedade da Alegria e até aprendeu habilidades de prestigitador e acrobata para ganhar o coração dos jovens.

Depois de ordenado sacerdote, D. Bosco começou a exercer o seu ministério nos hospitais e prisões. Ao ver tantos jovens sem rumo, fundou os Oratónios festivos, onde ensinava aos jovens um ofício, a doutrina e a divertirem-se de modo são. Mais tarde funda a Pia Sociedade Salesiana (Salesianos) e o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.

E porque, segundo a sabedoria popular, "um santo triste é um triste santo", os seus princípios baseavam-se na alegria, no respeito do educando, na prevenção, na presença de Deus na acção. Morreu em Turim, a 31 de Janeiro de 1888, sendo beatificado pelo papa Pio XI em 1929 e canonizado em 1934.


(Adaptado de DIAS, António J. - Arautos da Santidade. Vida dos Santos. Lisboa: Editora Rei dos Livros,2001)



No próximo domingo, dia 3 de Fevereiro, a partir da Eucaristia das 19 horas, e até terça-feira, às 12 horas, celebramos mais uma vez a presença de Jesus Cristo no Pão Consagrado: as 40 horas de adoração ao Santíssimo Sacramento. Não falte ao convite.


publicado por ssacramento às 22:44
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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

"A Grande Alma"

A 30 de Janeiro de 1948 foi assassinado Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido por Mahatma ("A Grande Alma") Gandhi.

Gandhi foi um dos fundadores do estado indiano e baseou toda a sua vida na defesa da verdade e do princípio da não violência. A Índia era então uma colónia inglesa. Após a 2ª Guerra Mundial, Gandhi envolveu-se com o movimento pela independência desta colónia, tendo sido preso por diversas vezes devido ao seu activismo pacífico (como por exemplo, o uso do jejum como forma de protesto). Gandhi posicionou-se contra a divisão da Índia em dois estados, o que efectivamente veio a acontecer com a criação da Índia (predominantemente hindu) e o Paquistão (sobretudo muçulmano).

Embora seguindo os ideais cristãos, Gandhi manteve-se hindu. Um dia, tendo sido convidado a baptizar-se e converter-se ao cristianismo, recusou-se fazê-lo alegando que os cristãos não seguiam a doutrina vivida por Cristo. Dá que pensar, não é verdade?

Algumas frases de Mahatma Gandhi:


"A única revolução possível é dentro de nós.”

"A não-violência não existe se apenas amarmos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim quisermos.”

"
Orar não é pedir. Orar é a respiração da alma."

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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Evangelho segundo Mateus

Começou hoje o estudo de S. Mateus, o Evangelista deste ano, e que irá decorrer na nossa paróquia até à próxima quinta-feira. Para nos guiar na compreensão e descoberta deste Evangelho, esteve (e estará) presente D. António Couto, Professor de Sagrada Escritura e Bispo Auxiliar de Braga.

Neste primeiro encontro, D. António Couto começou por questionar o que é um evangelho (do grego euaggélion). Será um livro? A resposta surpreendeu-nos: não é um livro! É que um livro é um objecto parado. Pelo seu lado, o Evangelho remete-nos para um nome de acção, para Evangelização. Evangelização significa pôr a caminho, isto é, proclamar uma notícia, anunciar. Evangelizar é entrar no movimento de levar a notícia. Era esta a ideia veiculada nas comunidades cristãs primitivas.

Também nos nossos dias é necessário tirar o "livro da estante" e pô-lo em acção. É preciso "acordar" o Evangelho. Isso é que é evangelizar. Cristo está vivo dentro de nós, atravessa a nossa vida, mexe com ela, não nos deixa indiferentes.

Aqui ficam algumas fotografias deste primeiro encontro. Brevemente, voltaremos a este tema, partilhando alguma da riqueza que nos chega do significado da mensagem de Mateus.













publicado por ssacramento às 23:31
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Carta a Cristo

Querido Jesus de Nazaré,

Hoje senti uma enorme necessidade de te escrever. Não te quero maçar muito, pois sei que tens muito que fazer e eu também não tenho muito jeito para estas coisas...

Estava a preparar-me para escrever sobre a Aliança no Antigo Testamento. Esta palavra fez-me logo pensar num acordo ou pacto entre pelo menos duas pessoas. Há normas a cumprir, um compromisso a respeitar. E recordo-me do dia do meu casamento. Lembras-te? "... recebe esta aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amen." Nestas palavras está resumida muita da mensagem da Bíblia. Não é verdade que neste livro sagrado se conta a história do povo de Israel e esta é uma história da Aliança entre Deus e os homens?

Claro que tu estás farto de saber estas coisas, mas nós, homens e mulheres, esquecemo-nos muitas vezes deste pacto de amizade. Ao recordar a história da Salvação, lembro-me de um acontecimento determinante: Deus faz com o Povo uma aliança de Amor. Deus compromete-se a assistir o povo e o povo compromete-se em ser fiel a Deus. Por isso, Moisés entregou ao povo, em nome de Deus, os mandamentos da Lei de Deus, que apontam o caminho de fidelidade à Aliança. Quando leio essa parte da Bíblia (Ex 19) encontro os três elementos que constituem a Aliança: a Palavra de Deus; a adesão do povo; a celebração da Aliança selada por um rito e símbolos.

Porém (e há sempre um "mas" em todas as histórias) houve tentações... e quedas... traições... infidelidades. A aliança Deus-homens parecia caminhar para o "divórcio". Surpresa! No meio das infidelidades tão repetidas, o Povo faz a experiência da bondade e misericórdia do Senhor (Salmo 102). Para chamar o povo à fidelidade à Aliança e o manter na esperança da Salvação, Deus envia-lhe profetas. Homens que defendem os direitos de Deus e também os direitos dos homens (Am 2,6). Homens atentos aos acontecimentos do seu tempo. Homens que procuram nas situações concretas os apelos de Deus. Homens que actualizam a Aliança.

(E agora faço um parêntesis nesta minha carta a Cristo. Nunca tinha pensado a Aliança como uma realidade dinâmica, em movimento. Mas é verdade. Também no casamento, a aliança que fizemos desenvolve-se no sentido da perfeição, embora com altos e baixos. Actualiza-se em cada dia, com aquele sorriso que dou, com aquela carícia que recebo, com pequenas palavras, gestos, sinais... Só assim a fidelidade pode ser alimentada e renovada. Já agora: a minha aliança com Deus andará actualizada?)

Esta carta já vai longa. É preciso concluí-la. Senhor, eu sei que Tu não és mudo. Diriges-te aos homens e mulheres através da palavra humana. Jesus de Nazaré, permite que eu seja tua/teu intermediária/o. Que eu seja capaz de escutar a Palavra de Deus no presente, meditá-la e me deixe transformar por ela. Acredito que, com a Tua ajuda, serei fiel às minhas alianças e cantarei eternamente as tuas maravilhas.

Obrigado por me ouvires e até breve.

Um(a) tua/teu crente.
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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Uma interpretação do evangelho segundo S. Mateus

O Evangelho segundo S. Mateus foi escrito em aramaico, a língua falada por Jesus, e depois em grego. É conhecido pelo Evangelho do Reino de Deus, sendo uma obra simultaneamente literária, uma narrativa bem arrumada e composta, devido aos recursos literários, e de síntese teológica. É sobretudo uma obra doutrinal, sendo o seu corpo formado por cinco grandes discursos, situados a seguir ao prólogo teológico (Mt. 1-2: os relatos da Infância são apresentados na forma de um género literário denominado Midrash):
  • 1ª unidade: Chegada do Reino de Deus (5-9) - Sermão da Montanha; os Dez Milagres;
  • 2ª unidade: Jesus envia os discípulos a pregar e Ele próprio parte a pregar (10-12)
  • 3ª unidade: A opção decisiva perante a pregação do Reino (13-16) - Discurso em sete parábolas e caminho da Confissão da Cesareia
  • A Comunidade confessa o seu Senhor (16-17)
  • 4ª unidade: O Reino de Deus passa para a Igreja (18-23) - Discurso sobre a vida da Comunidade; da Galileia para Jerusalém
  • 5ª unidade: A inauguração do Reino de Deus no Mistério Pascal (24-28) - Discurso escatológico do anúncio da vinda definitiva do Reino; o Mistério Pascal inaugura o Reino.
Essas 5 unidades lembram-nos os 5 livros judaicos do Pentateuco. Não nos esqueçamos que a comunidade de Mateus identificava-se com os valores do judaísmo. Os seus membros conheciam o Antigo Testamento, liam todos os sábados a Lei e os Profetas nas sinagogas, cumpriam as tradições dos seus pais. Não eram pagãos nem gentios, como os destinatários de Marcos ou Lucas.

Mateus, nascido e criado nesta comunidade, vai servir-se da sua experiência humana e religiosa para os ajudar a fazer a caminhada do judaísmo para o cristianismo. Preocupa-se em descrever a figura de Jesus mostrando que Ele corresponde à tradição do Antigo Testamento e dá cumprimento a todas as profecias messiânicas e, por isso, cita mais vezes o Antigo Testamento do que os outros três evangelistas juntos. Daí também não recorrer tanto aos milagres, mas sobretudo às narrações e aos discursos, com uma predilecção especial pelas parábolas.



A partir de amanhã e até 5ª feira, D. António Couto, bispo auxiliar de Braga, estará presente, a partir das 21,15 horas, no salão paroquial do Santíssimo Sacramento, para partilhar connosco alguns dos seus conhecimentos sobre S. Mateus, o evangelista deste ano.

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Domingo, 27 de Janeiro de 2008

Porque não fazes nada?

Senhor,
quantas vezes te perguntei:
Porque não fazes nada por aqueles que morrem de fome?
Porque não fazes nada por aqueles que estão doentes?
Porque não fazes nada para defender os que sofrem injustiças?
Porque não fazes nada pelas vítimas da guerra?
Porque não fazes nada por aqueles que não te conhecem?
Ajuda-me Senhor a compreender...

Foi então que no meu coração eu ouvi a Tua voz que me dizia: 'Eu fiz tudo! Fiz tudo o que
podia fazer: Eu criei-te'.

Agora percebo Senhor:
Eu posso dar de comer a quem tem fome.
Posso amar quem não é amado.
Posso combater a injustiça.
Posso ser construtor de paz.
Posso dar-Te a conhecer ao mundo.


Agora, Senhor, eu ouço a Tua voz!
Sim, cada vez que encontro a dor e o grito dos meus irmãos, és Tu quem me pergunta: 'Porque não fazes nada?'

Senhor, ajuda-me a ser as Tuas mãos, para levar a todos o pão da Tua consolação, o pão do Amor que mata a fome e dá sentido à vida.


(Grupo de Casais, na Adoração Eucarística das 40 Horas de 2006)



publicado por ssacramento às 13:33
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Sábado, 26 de Janeiro de 2008

Dois avisos...


Nos próximos dias 29, 30 e 31 de Janeiro, D. António Couto, bispo auxiliar de Braga, estará presente no salão paroquial do Santíssimo Sacramento para partilhar connosco alguns dos seus conhecimentos sobre S. Mateus, o evangelista deste ano. As inscrições são obrigatórias (gratuitas), podendo ser feitas através dos seguintes contactos:

Paróquia do Santíssimo Sacramento
Rua de Guerra Junqueiro, 600 - Porto
Telef. 22 606 60 08           Fax    22 600 94 39        E-mail    santissimo@iol.pt



A nossa Paróquia prepara-se para mais uma celebração da presença de Jesus Cristo no Pão Consagrado. Todos somos convidados para este encontro contemplativo nas 40 horas de adoração. Não falte ao convite.


publicado por ssacramento às 21:25
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Dia Mundial dos Leprosos

Amanhã celebra-se o 55º Dia Mundial dos Leprosos. A lepra é um problema de saúde pública em 24 países, quase todos situados na região equatorial, onde em 2006 foram diagnosticados cerca de 800.000 novos casos. A Índia, Brasil, China, Guiné-Bissau e Moçambique são alguns dos países onde a doença constitui ainda um grave problema.

Todos os anos surgem 600 a 800 mil novos casos, ou seja, 2.000 novos casos por dia. Dada a extensão geográfica de alguns destes países mais endémicos e devido à falta de meios de comunicação, a descoberta de novos doentes é muito difícil, pois a deslocação muitas vezes só é possível de bicicleta ou a cavalo. Porém, têm surgido alguns projectos inovadores de associações internacionais que lutam contra a lepra, como a Associação Mãos Unidas Padre Damião, ou a Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau. Um desses projectos é a detecção da lepra através de satélite.

Mas a cura dos leprosos não passa apenas pela medicamentação para domínio do bacilo. É também "um trabalho do coração, do amor, força que destrói preconceitos, que faz apertar a mão ao leproso, abraçá-lo e dizer que todos somos irmãos. (...) O Mundo só se libertará de todas as lepras e será feliz, quando o amor, a grande arma que derruba barreiras e une os homens fraternalmente, tomar conta dos nossos corações." (Rosa Celeste Ferreira, Os leprosos também são homens - Ecclesia).

Para terminar, fica aqui uma breve referência a dois nomes importantes no combate à lepra: o Padre Damião de Veuster, o apóstolo dos leprosos da ilha "maldita" do Molokai, onde viveu a grande experiência do Amor, tornando-se leproso entre os leprosos; Raoul Follereau já que foi por sua iniciativa que a ONU instituiu o Dia Mundial dos Leprosos, celebrado em 127 países do mundo.


publicado por ssacramento às 21:05
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Cativaste-me, Senhor


Senhor,
cativaste-me e não pude resistir.
Fugi durante muito tempo,mas Tu perseguias-me.
Eu corria aos ziguezagues, mas Tu sabias
e alcançaste-me.
Já estou marcado com o fogo do Teu amor...


Tudo o que eu amava me parece insignificante.
Os meus desejos humanos fundem-se como cera
sob o fogo do Teu amor.
Que me importam as coisas?
Que me importa o meu bem-estar?


Só Te quero a Ti...
Cativaste-me, Senhor.
Só em Ti me sinto seguro...
Tu estás aqui,
e eu quero contigo transbordar de alegria.

O sol invade tudo
e a minha vida resplandece
como uma pedra preciosa.
Tudo é fácil, tudo é puro, tudo canta,
porque Te encontrei a Ti, Senhor!


(LARRANAGA, Ignácio - Orações, Cânticos e Modalidades de Oração. Braga: Editorial Franciscana, 1982)
publicado por ssacramento às 11:28
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

5 minutos com Deus

"As portas parecem mais bonitas quando estão abertas do que quando estão fechadas. Que o  teu coração seja uma porta aberta de par em par para todos os homens; não o feches a ninguém. Pode ser que alguém tenha acabado de te atirar uma pedra: a pedra de uma calúnia, de um desdém, de um desprezo... Quando lhe apertares a mão, se o fizeres com sinceridade e com amor, estarás a abrir-lhe a tua porta, essa porta que ele inconscientemente quis fechar. Quando sorrires de verdade, sem fingimento, a quem falou mal de ti, em vez de te vingares, estás a abrir a tua porta para que entre por ela quem não soube ser justo nem caritativo.

Desta forma, farás com que, a começar por ti, todos nos tornemos um pouco melhores, todos abramos mais as portas do nosso coração. Quando os homens não esconderem no coração falsidade nem hipocrisia, então, e só então, o mundo ficará melhor."


(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)
publicado por ssacramento às 15:39
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Como eu Te amo

publicado por ssacramento às 11:23
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Tic, tac

Só lhe vemos o mostrador, a máquina está dentro - tic, tac, tic, tac...

O homem-pressa é um relógio invulgarmente dinamizado. Uma pessoa desassossegada, irrequieta, tensa. Sofre da doença do mais. Num desejo sempre insatisfeito, quer mais. Pensa que o que lhe falta é outra coisa e corre à procura dela.
Tic, tac, tic, tac...

Não rende no trabalho, não o desfruta, não lhe dá a alma. Julga-se activo, mas ilude-se com a agitação e navega pela agenda numa corrente de impulsos ao sabor das ondas que ele próprio agita.
Tic, tac, tic, tac...

Não tem amigos, tem contactos. Vive depressa, mas pouco. Ausente do aqui e agora, vive longe de si próprio, dos outros e, mesmo quando julga rezar, está longe de Deus.
Tic, tac, tic, tac... tudo o persegue e alvoroça. Não se deslumbra com a surpresa que os dias trazem pela mão, esquivo como uma asa de vento, vive triste e azeda devagar, escondido no mostrador em que se exibe.

Não que lhe falte nada, apenas a capacidade de parar, de calar a voz e de ouvir as perguntas que a vida faz.

(Adaptado de MANUEL, Henrique - Mas há sinais...Prior Velho: Paulinas, 2004)




Entre as 19 horas do dia 3 de Fevereiro e as 12 horas do dia 5 de Fevereiro, a paróquia do Santíssimo Sacramento irá realizar as 40 horas de Adoração, um momento de paragem e encontro pessoal com Cristo. Todos somos convidados a adorar o Senhor.
publicado por ssacramento às 10:51
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

A Eucaristia como sacrifício: a noção de sacrifício no Novo Testamento

Jesus, tal como os Apóstolos, nomeadamente Paulo, são contemporâneos de um culto no templo de Jerusalém onde se multiplicavam os sacrifícios. Não se opõem a eles, mas, tal como os Profetas, denunciam a carência de sinceridade ética e a falta de disposição interior para uma verdadeira reconciliação, antes de fazer a oferta (Mt. 5,23s).

Desde o início, a comunidade cristã opôs-se aos sacrifícios dos pagãos e começou a entender como os mesmos eram ineficazes. Essa comunidade, ao captar o sentido redentor da morte de Jesus na cruz, interpretou-a como verdadeiro e autêntico sacrifício que superava os sacrifícios das vítimas do Antigo Testamento.

Na narração da Ceia, instituída no contexto do sacrifício do Cordeiro pascal, foi rapidamente encontrado o sentido sacrificial daquelas palavras proferidas por Jesus: "corpo entregue" e "sangue derramado". Na Carta aos Hebreus e noutros lugares do Novo Testamento, descreve-se claramente a teologia do sacrifício de Jesus, em comparação com os da Antiga Aliança (Heb 9,14; 1Cor 15,3; Rm 5,8-10). Jesus, desde a Encarnação até à Cruz cumpriu sempre a vontade do Pai e fez-lhe, durante toda a sua vida terrena, a entrega de si mesmo.

Na noite em que foi traído e entregue, Jesus quis deixar à Igreja um sacrifício visível. A Eucaristia é esse sacrifício, dado por Cristo à Igreja, a qual o repete e reproduz, de modo sacramental. Bem expressivas deste sacrifício são as palavras da consagração: "Isto é o meu Corpo entregue por vós"; "Este é o meu sangue derramado por vós e por todos os homens para a remissão dos pecados". Corpo entregue e Sangue derramado são a expressão da total entrega, ou oferta da Pessoa completa de Cristo.


(DIAS, Manuel Madureira - À Procura de um Tesouro. Para saborear a Ceia do Senhor. Prior Velho: Paulinas, 2005)
publicado por ssacramento às 11:26
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

A Eucaristia como sacrifício: a noção de sacrifício no Antigo Testamento

Em quase todas as culturas existem as acções sacrificiais, a vontade de entrar em contacto, através do culto, com a esfera sobre-humana. A palavra sacrifício tanto pode designar a acção ritual como a dádiva oferecida.

Na análise de uma acção sacrificial podemos distinguir vários elementos: a pessoa que faz a oferta (pode fazê-la em nome próprio ou em nome de um grupo que representa) e a oferta de um bem (que tem valor para quem o oferece e do qual abdica). Todos os sacrifícios são feitos para louvar ou para pedir; para dar graças ou para expiar pelo pecado, ou para todos estes fins em simultâneo.

No Antigo Testamento, a noção de sacrifício só se encontra nos livros posteriores ao Exílio. Para os judeus era muito difícil abdicar da ideia de uma dádiva feita a Deus para dele receber outros bensv (davam para que lhes fosse retribuído), mas lentamente foram entendendo que o sacrifício era homenagem a Javé e forma de gratidão para com Ele, e não oferta feita pelo interesse pessoal de uma retribuição.

No Antigo Testamento, os sacrifícos começam por ser feitos principalmente pelos chefes de família ou de clã, passando depois a ser localizados em determinados sítios com uma forma ritualizada de culto e ficam, finalmente, à responsabilidade exclusiva dos sacerdotes, fazendo-se essencialmente no Templo. Podem ser de várias espécies: o holocausto (que chegou a incluir matanças do animal, esquartejamento e queima); a oferenda sacrificial (dádiva), que se converteu em oferecimento; sacrifício de salvação (que produzia uma especial comunhão do sacrificante com Deus); sacrifício de acção de graças (voluntário, votivo, pelo pecado). Nunca foi permitido aos judeus fazer qualquer sacrifício humano. Ofereciam-se e sacrificavam-se as coisas e animais. Os Profetas reprovavam muitas vezes os sacrifícios, não por eles em si mesmo, mas pela incoerência de vidas eticamente reprováveis, a par com as ofertas feitas.


(DIAS, Manuel Madureira - À Procura de um Tesouro. Para saborear a Ceia do Senhor. Prior Velho: Paulinas, 2005)
publicado por ssacramento às 21:04
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Sábado, 19 de Janeiro de 2008

O que é o ecumenismo?

Começou ontem a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e que irá decorrer até ao próximo dia 25 de Janeiro. Para a celebração do centésimo aniversário desta semana foi escolhida a exortação "orai sem cessar" (1Tes 5,17) sublinhando o papel da oração na vida da comunidade dos fiéis. Através do baptismo comprometemo-nos a seguir Cristo e cumprir a sua vontade, que Jesus exprime na oração pela unidade. É nesta linha de pensamento que nos surgem os movimentos ecuménicos.

Mas, afinal, o que é o ecumenismo? A palavra oikoumene, proveniente do grego, pertence a uma família de palavras, como:
  • oikos - casa, habitação;
  • oikeiotês - relação, amizade;
  • oikeiow - habitar, reconciliar-se, estar familiarizado;
  • oikonomeô - administração, encargo, responsabilidade da casa;
  • oikoumene - terra habitada, universo.
A raiz primeira de onde provêm todos os termos é, pois, oikos, casa, lugar onde se mora, espaço habitável e habitado. Oikoumene, de onde procede directamente ecumenismo, será o mundo habitado onde coexistem diversos povos, com diversidade de línguas e culturas. Deste modo, para os helénicos, as perspectivas geográfica e cultural, entrelaçadas, aparecem como o primeiro significado da palavra ecumenismo.

Roma utilizará, depois, a palavra numa perspectiva política, e a "paz romana" será o símbolo da oikoumene, quer dizer, de todos os povos que aceitam viver debaixo da influência do "mundo civilizado", que se identificava com o império romano.

O termo oikoumene aparece também na Bíblia. No Novo Testamento usa-se em 15 ocasiões,  recuperando por vezes o sentido de império romano (Lc 2,1). Na carta aos Hebreus (2,5) dá-se ênfase ao carácter transitório da presente oikoumene, para se afirmar a chegada próxima de uma nova e transformada oikoumene, regida por Jesus Cristo.

Com a queda do Império Romano, o termo deixa de ter conotações políticas e passa a ter um sentido exclusivamente eclesiástico: oikoumene é a Igreja universal e designa os concílios que falam em nome de toda a Igreja. A palavra também foi aplicada aos grandes credos da antiga Igreja, por exemplo os "credos ecuménicos" dos apóstolos e de Niceia.

A partir do século XIX e sobretudo no século XX aparece um novo significado para este termo: a universalidade do cristianismo,
a vontade de tornar a Igreja "una", de estreitar a comunhão entre todos os crentes em Jesus Cristo. Falar de ecumenismo é falar de unidade: unidade dos cristãos, unidade das  Igrejas, unidade da humanidade.

(Fontes de pesquisa: Ecclesia e BOSCH, Juan - Para comprender el ecumenismo.Estella: Editorial Verbo Divino, 1991)




Pode encontrar  as propostas de leitura evangélica, para meditar em cada dia desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, na Folha Pão e Vida.

publicado por ssacramento às 20:42
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

Arqueólogos descobrem túmulo de Herodes

O professor Ehud Netzer, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, anunciou a descoberta de vestígios do sarcófago (em pedra ocre de Jerusalém, decorada com rosetas) de Herodes, na área de um dos palácios deste rei nomeado pelos romanos para governar a Judeia, entre 37 a.C. e 4 d.C..

As escavações do palácio de Herodion, no monte com o mesmo nome, 
ao sul de Jerusalém, na Cisjordânia, foram iniciadas pelos frades franciscanos no fim dos anos 50 e, a partir de 1972, uma equipa de arqueólogos israelitas, sob o comando de Netzer, continuaram as referidas escavações arqueológicas. Para encontrar o túmulo, Netzer baseou-se num livro do historiador judaico-romano Flávio Josefo.

Herodes realizou diversas obras monumentais, como a ampliação do Segundo Templo judaico de Jerusalém, a construção da cidade portuária de Cesareia e dos palácios de Massada, Jericó e Herodion, situado perto de Belém, onde pediu para ser sepultado. (Revista Bíblica, Nov/Dez 2007)

publicado por ssacramento às 11:35
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