Domingo, 30 de Novembro de 2008

Início do Advento; novo ano litúrgico

Hoje inicia-se um novo ano litúrgico. É o ciclo B ou ano B e o evangelista é S. Marcos. Começa também o Advento. Neste tempo celebramos a obra salvadora de Cristo, numa tríplice vertente:

  1. no passado - a vinda de Jesus Cristo, o Messias, o Filho de Deus, nascido em Belém, no tempo do imperador César Augusto;
  2. no presente - a presença misteriosa, viva e actuante de Cristo na sua Igreja, especialmente nos Sacramentos, na Palavra, na Eucaristia, na Assembleia Cristã, no testemunho dos baptizados;
  3. a vinda gloriosa de Cristo no fim dos tempos (a Parusia), em que conheceremos plenamente o seu amor, o esplendor do nosso destino.

Nesta primeira semana a palavra-chave é VIGIAI, que surge por três vezes no Evangelho deste domingo. Estar vigilante, uma atitude própria do Advento, de lâmpadas acesas, com toda a nossa capacidade humana e cristã para quando o Senhor vier e bater à porta logo Lhe abrirmos a nossa casa, na alegria do encontro. (Folha Pão e Vida, nº 483)

 

Estar vigilante é estar activo, atentos à conversão e à misericórdia que acontecem no encontro com Cristo.

 

 

(Imagem disponível em http://www1.ci.uc.pt/artes/6spp/imagens/graovasco_natividade-1.jpg)

publicado por ssacramento às 21:30
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Sábado, 29 de Novembro de 2008

Semear alegria

A exortação de S. Paulo, que nos recomenda e nos incentiva a viver na alegria, a orar sem cessar e a dar graças em todas as circunstâncias, é fundamental para nos ajudar a viver o Natal. Diz-nos como devemos esperar o Senhor.

 

O cristão não pode viver como se o Deus da alegria não tivesse vindo para o meio de nós. "Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: nasceu-vos um Salvador". É a notícia mais sensacional da história da humanidade.

 

A nossa alegria vem do facto de sabermos de onde vimos e para onde caminhamos. Não nos faltarão dificuldades, incompreensões e perseguições, mas nos nossos olhos deve brilhar sempre a certeza de que Deus caminha connosco, nunca nos esquece e é fonte de alegria e serenidade. Nossa Senhora ensina-nos a louvar o Senhor com toda a alegria do coração: " a minha alma exulta de alegria, porque o Senhor fez em mim grandes coisas".

 

A nossa missão é dar confiança, esperança e alegria ao mundo. Até Gandhi o admitiu: "O amor não precisa de ser narrado; deve ser vivido na alegria e então espalha-se por si mesmo". Para Deus conta o que fizermos pelos outros. O nosso sorriso, as nossas energias, a nossa coragem, o nosso entusiasmo serão as sementes do reino de Deus que podemos espalhar, para que nasça mais esperança e confiança no mundo. O Natal terá então mais sentido.

  

 

(Revista Fátima Missionária, Dezembro/2008)

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Ser solidário

Um dia, o filósofo grego Diógenes encontrava-se parado na esquina de uma rua rindo-se muito. "De que te ris?" - questionou-o alguém que passava. "De quão estúpido é o comportamento humano" - respondeu. "Vês essa pedra no meio da rua? Desde que aqui cheguei, esta manhã, 10 pessoas tropeçaram nela e amaldiçoaram-na, mas nenhuma delas se deu ao trabalho de a tirar, para que mais ninguém embicasse nela" (in Revista Audácia).

Quanto a nós: hoje já tiramos alguma pedra do caminho? Fomos solidários com alguém? Já tivemos algum pensamento para o outro?

 

Não estamos sozinhos na sociedade. É preciso sairmos do egoísmo e começarmos a "pensar no plural".

publicado por ssacramento às 10:06
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

5 minutos com Deus

Abrindo a Bíblia nas suas primeiras páginas, encontramos esta afirmação sobre a origem do homem: "Deus insuflou-lhe pelas narinas o sopro da vida". É isto o Homem. Nada mais do que isto, nada menos do que isto: um sopro de Deus, alguma coisa que vem de Deus.

 

O Homem tem em si um pouco do calor de Deus, calor esse que é fecundo e que dá vida. Mas, se o homem é calor de Deus, porque não se converte em chama que abrase todos os que estão à sua volta? Porque é que vai espalhando o frio nas suas relações, frio de ressentimentos, frio de hostilidades, frio de egoísmo? O homem não foi chamado a ser um bloco de gelo, mas fogo. Onde há gelos, há frio. Onde há frio, não há vida. Mas, onde há fogo, há calor e onde há calor surge a vida.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005; Imagem disponível em http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e9/Ogien.jpg)

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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

A Mensagem das Parábolas - II

A parábola continua actual. Se a aplicarmos às dimensões da sociedade globalizada, vemos como os povos de África, que se encontram explorados e saqueados, têm a ver de perto connosco. Vemos então como eles são o nosso «próximo»; vemos que também o nosso estilo de vida, a história de que fazemos parte, os saqueou e continua a fazê-lo. Em vez de dar-lhes Deus - o Deus que está próximo de nós em Cristo - e assim acolher das suas tradições tudo o que é precioso e grande para o levar à perfeição, levamos-lhe o cinismo de um mundo sem Deus, onde conta apenas o poder e o lucro.

 

Devemos - é verdade - dar ajudas materiais e examinar o nosso género de vida. Mas daremos sempre demasiado pouco, se dermos apenas matéria. E, à nossa volta, não encontramos também o homem roubado e maltratado? As vítimas da droga, do tráfico de pessoas, do turismo sexual, pessoas destruídas no seu íntimo, que estão vazias mesmo no meio da abundância de bens materiais. Tudo isto nos diz respeito e nos chama  a olhar para quem está próximo e amar o outro.

 

Devemos, a partir do nosso íntimo, aprender de novo o risco da bondade; só seremos capazes disso, se nós mesmos nos tornarmos interiormente «bons» e se tivermos também o olhar capaz de discernir o tipo de serviço que, no meu ambiente e na área mais alargada da minha vida, me é exigido, me é possível e consequentemente também me é confiado como tarefa.

 

(Ratzinger, Joseph - Jesus de Nazaré. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2007; Imagem disponível em http://www.vatican.va/img_new_phome/phome_new_po_02.jpg)

publicado por ssacramento às 12:14
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Recomeço do trabalho

 

(AZEVEDO, Carlos A. Moreira - Ao Deus de todas as manhãs.Prior Velho: Paulinas, 2007)

publicado por ssacramento às 10:49
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Um ano a caminhar com São Paulo: "Não podeis participar a mesa do Senhor e da mesa dos demónios"

Um dos problemas da Igreja actual é a diminuição de participantes na Eucaristia dominical, bem como a sua fraca incidência na vida dos que nela participam. Será que verdadeiramente percebemos todo o significado deste sacramento? Em 1Cor 10,14-22, Paulo centra-se no lugar da Eucaristia na vida dos cristãos.

 

A refeição judaica começava pela fracção do pão. O chefe de família pegava nele, agradecia a Deus por ele e os comensais respondiam com Amen. Depois, partia-o e distribuía um pedaço por cada um. No final da refeição, sendo festiva, fazia o mesmo com o cálice: enchia-o e agradecia a Deus também pelo vinho. Na refeição pascal, este cálice era chamado cálice de benção. Benção (do latim benedictio), em hebraico, significa gratidão: bendizia-se a Deus, quer dizer, dizia-se bem dele, pelo bem por Ele concedido. Aliás, a eucaristia significa acção de graças, ou seja, é a resposta à graça (em grego kharis) obtida.

 

Foi numa destas refeições, a última antes da sua morte, que Jesus fez do pão e do vinho o seu corpo e o seu sangue. Na concepção judaica, o sangue, porque insubstituível, é identificado com a vida (Lv 17,11.14) e o corpo é a pessoa toda, enquanto se exterioriza e se relaciona. Assim, no seu corpo e sangue, foi toda a sua vida que Jesus entregou a Deus por nós, tornando-se fonte definitiva de salvação para toda a humanidade.

 

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

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Domingo, 23 de Novembro de 2008

Folha Pão e Vida

Passam hoje 10 anos sobre a primeira publicação da folha Pão e Vida.  Para além do registo das actividades paroquiais, podemos encontrar as leituras dominicais, bem como a indicação das leituras bíblicas para a semana corrente e uma reflexão sobre um tema em destaque (esta semana intitula-se "Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo").

 

Um grande bem-haja a todos os que contribuem para a sua publicação.

publicado por ssacramento às 21:05
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Jesus Cristo, Rei do Universo

A 11 de Dezembro de 1925, numa época em que as monarquias iam sendo abolidas ou perdiam a sua importância e os sistemas totalitários ganhavam terreno, o Papa Pio XI instituiu a festa de Cristo Rei. A Igreja afirma a fé em que Jesus Cristo é um rei totalmente diferente, de um "Reino eterno e universal, reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz".

 

Como é exercido o seu reinado? Na cena do Juízo Final vemos que o critério do julgamento será, para todos, o amor. É um rei solidário com todos os necessitados, um advogado supremo da justiça, misericórdia, da responsabilidade dos homens uns pelos outros. Será o bem a triunfar, no fim. Nenhum bem praticado será ignorado ou esquecido.

 

Servir o nosso Rei faz-se na dedicação ao próximo que precisa de nós. Professar fé em Jesus Cristo implica comprometer-se pelos outros. Sempre que nos comprometemos com a verdade, justiça, solidariedade e amor - seguindo o seu chamamento e tomando-O por modelo - declaramo-nos por Ele que, por sua vez, se declará por nós junto do Pai que está nos Céus.

 

 

(Revista Mensageiro do Coração de Jesus, Novembro/2008; Imagem disponível em http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/16/Cristo_Rei_e_a_Cruz_Alta.JPG/450px-Cristo_Rei_e_a_Cruz_Alta.JPG)

publicado por ssacramento às 21:01
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Sábado, 22 de Novembro de 2008

A Mensagem das Parábolas - I

Propriamente, o que é uma parábola? Que pretende aquele que a conta? Cada educador, cada mestre que deseja transmitir novos conhecimentos aos seus ouvintes serve-se sempre também do exemplo, da parábola. Por este meio, ele aproxima do pensamento dos seus interlocutores uma realidade que até àquele momento estava fora do seu ângulo de visão. Ele quer mostrar como, numa realidade que faz parte do seu campo de experiência, transparece algo de que antes não se tinham apercebido.

  

Através da parábola, aproxima deles o que estava distante, de tal modo que, por meio desta ponte da parábola, chegam àquilo que até agora lhes era desconhecido. Trata-se de um duplo movimento: por um lado, a parábola traz a realidade distante para junto daqueles que a ouvem e meditam; por outro, o próprio ouvinte se põe a caminho. Mas isto significa que a parábola exige a colaboração de quem aprende: este não se pode limitar a receber uma lição, mas deve ele mesmo aderir ao movimento da parábola, pôr-se a caminho com ela.

  

Jesus quer indicar-nos o autêntico fundamento de todas as coisas e, deste modo, a verdadeira direcção que devemos tomar na vida de todos os dias para seguirmos o caminho recto. Transmite-nos um saber empenhativo, que não se limita a fornecer-nos apenas, nem sobretudo, novos conhecimentos, mas muda a nossa vida. É um saber que nos presenteia com um dom: Deus está a caminho para vir ter contigo; mas é também um conhecimento que nos exige algo: crê e  deixa -te guiar pela fé.

 


( Ratzinger, Joseph - Jesus de Nazaré. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2007; Imagem disponível em http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/96/Bloch-SermonOnTheMount.jpg)

publicado por ssacramento às 09:42
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Apresentação de Maria

Comemoramos hoje a apresentação de Nossa Senhora.

 

Senhor, no silêncio e na oração, Maria prepara-se com ternura para acolher o mistério, guarda as tuas palavras, confiante na promessa da salvação.

 

A presença no templo significa o cultivo da contemplação, a busca do alimento do Espírito Santo, a disposição para acolher as maravilhas de Deus na sua vida.

 

Mesmo quando não posso visitar um espaço dedicado ao silêncio orante, quero, Senhor, oferecer-te recantos de silêncio interior, no meu dia.

 

Esses momentos são o pulmão espiritual, onde caem as inquietações, ganham sentido as esperanças, se afina o sentido do nosso projecto de vida, se acolhem os segredos maravilhosos do teu amor por todos.

 

Como Maria, me apresento hoje, diante de Ti, disposto a escutar-Te.

 


(AZEVEDO, Carlos A. Moreira - Ao Deus de todas as manhãs.Prior Velho: Paulinas, 2007; Imagem disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/Image:Alfonso_boschi,_presentazione_di_maria_al_tempio.jpg)

publicado por ssacramento às 09:48
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

A Mensagem das Parábolas

As parábolas constituem, sem dúvida, o centro da pregação de Jesus. Independentemente da diversificação das civilizações, aquelas não cessam de impressionar-nos pelo seu vigor e humanidade. Nas parábolas, devido inclusivamente à sua particularidade linguística, na qual transparece o texto aramaico, sente-se de forma imediata a proximidade a Jesus, ao modo como Ele viveu e ensinou. Mas, acontece connosco o mesmo que  se verificava com os contemporâneos de Jesus e com os seus discípulos: temos de perguntar-Lhe sempre de novo o que é que nos quer dizer com cada uma delas ( Mc 4,10 ).

 

Na parábola do semeador é surpreendente a importância que a imagem da semente assume no conjunto da mensagem de Jesus. O tempo de Jesus, o tempo dos discípulos, é o tempo da sementeira e da semente. O «reino de Deus» está presente como uma semente. Esta, vista de fora, é uma coisa pequena; pode passar despercebida. O grão de mostarda - imagem do reino de Deus - é a mais pequena de todas as sementes, e no entanto contém em si mesma uma árvore inteira.

 

A semente é presença do futuro. Na semente, já está escondido o que há-de vir. É promessa já presente no dia de hoje. Pois bem, o Senhor resumiu as várias parábolas da semente no Domingo de Ramos, revelando o seu pleno significado:  « Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12,24 ). Ele mesmo é o grão. «Eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim» (Jo 12,32 ). Nas parábolas, Jesus não é apenas o semeador que espalha a semente da palavra de Deus, mas também a semente que cai na terra para morrer e assim produzir fruto.

 

 

(Ratzinger, Joseph - Jesus de Nazaré. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2007; Imagem disponível em http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/71/Wheat_field.jpg)

publicado por ssacramento às 14:36
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

A Língua Materna de Jesus

Embora Jesus falasse em aramaico, também conhecia o hebraico, a língua dos textos sagrados. A comprová-lo está um episódio contado por S. Lucas. Um dia, Jesus entrou na sinagoga de Nazaré, como todos os Sábados, e convidaram-n'O a ler. Quando lhe apresentaram o livro do profeta Isaías, que estava escrito em hebraico, leu sem dificuldade.

  

Outro indício que o confirma era o facto  de tanto os discípulos como a gente do povo e até os próprios rabinos da época tratarem Jesus por rabi. Sabemos que o título de rabi não era conferido a qualquer um, mas que se tratava de uma função publicamente reconhecida a quem proclamava, traduzia e comentava as Escrituras nas sinagogas. S. Mateus atesta-o dizendo «Jesus andava por toda a Galileia, ensinando nas sinagogas» ( 4,23 ).

 

 No entanto, outra língua se falava na Palestina, no tempo de Jesus: o grego. Com efeito, a partir do ano 331 a.C., altura em que Alexandre Magno conquistou o Próximo Oriente, a língua grega foi-se impondo, entre os diversos povos conquistados. Os rabinos lutavam contra a sua penetração, para salvaguardar o aramaico e a cultura semita, mas em vão. «Quem ensina grego ao seu filho- diziam - é tão maldito como quem come carne de porco». Mesmo assim, até os grandes doutores da Lei, como Gamaliel, sabiam grego. O próprio S. Paulo o empregava nas suas cartas. É pois provável que Jesus tenha aprendido o mínimo de grego que pôde assimilar no contacto frequente com pessoas que o falavam, nomeadamente:

 

  1. ao curar um endemoninhado na cidade de Gerasa. Tratava-se de uma zona grega a avaliar pela vara de porcos que ali andava. De notar que o porco era proibido em território judeu;
  2. ao atravessar a região da Fenícia, de língua grega, uma mulher foi ao seu encontro para lhe pedir que curasse a filha de um espírito imundo;
  3. com o centurião de Cafarnaum, um militar romano que lhe solicitou a saúde de um servo quase a morrer;
  4. no Templo de Jerusalém,  quando uns gregos, estando de passagem por alguns dias por ocasião da Páscoa, quiseram conhecê-lo pessoalmente;
  5. durante a Paixão, o interrogatório a que Pilatos submeteu Jesus não pode ter sido noutra língua senão o grego. Parece pouco provável que Pilatos se tenha dado ao trabalho de aprender a língua dos seus administradores. E parece que Jesus respondeu directamente às perguntas sem ter necessidade de nenhum intérprete (Mt. 27,11).

 

(VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? IV. Apelação: Paulus, 1998; imagem disponivel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelho_de_Lucas)

publicado por ssacramento às 21:21
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

Serviço por amor

 

 

(Adaptado de AZEVEDO, Carlos A. Moreira - Ao Deus de todas as manhãs.Prior Velho: Paulinas, 2007)

publicado por ssacramento às 10:12
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

Um ano a caminhar com São Paulo: "Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor"

Um dos ritos mais significativos no Baptismo é o da entrega da vela acesa, que para os adultos é acompanhada por estas palavras: "Agora sois luz de Cristo. Vivei como filhos da luz. Perseverai na fé". Assim, a chama da vela aponta para uma outra luz: a da fé, que nos vem de Cristo e a Ele nos une por toda a vida, se a não deixarmos apagar. Deste modo, em várias ocasiões, reacendemos a vela baptismal, por exemplo, anualmente, na Vigília Pascal, a noite em que comemoramos a vitória de Cristo sobre as trevas do pecado e da morte.

 

Um dos melhores símbolos desse triunfo é o círio pascal, aceso no início da celebração e cuja luz se vai depois comunicando às velas, se possível baptismais, de cada participante.

 

Mas, como é que no concreto da vida, se manifesta esta luz? Em Ef 5, 8-14, S. Paulo dá-nos uma resposta. Neste texto, o Apóstolo começa por nos referir onde está a fonte da luz. Tal como da luz natural nós recebemos calor, energia, orientação e quando não a temos, procuramos fabricá-la (e daí as noites se tornarem dias), também Deus, que criou para nós a luz e os astros, oferece-nos a sua Sabedoria, os preceitos da sua Lei e a sua Palavra, como luz para os nossos caminhos. E mais razão o teremos para dizer a partir do momento em que a sua Palavra encarnou entre nós, no seu filho Jesus Cristo.

 

Como nos tornamos luz? Neste texto, Paulo responde apenas indirectamente: tornamo-nos luz se reconhecermos Cristo como Senhor e a Ele nos entregarmos (v.9). Como? Despertando e levantando-nos, tal como Cristo despertou e voltou à vida e ao levantar-se adquiriu o estatuto glorioso próprio de Deus, tornando-se fonte de salvação eterna. Também nós temos que percorrer o mesmo caminho, pela fé e Baptismo.

 

Como manter-nos na luz que somos? Procedendo como filhos da luz, na dependência do Senhor para produzirmos frutos: a bondade, a justiça, a verdade.

 

Somos luz para quê? Ou ainda, por que razão não devemos tomar parte nas obras infrutíferas das trevas? Porque, sendo infrutíferas, em nada contribuem para a vida e até a destroem. Há que evitá-las e, sobretudo, fazer o contrário, isto é, praticar as obras da luz.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

publicado por ssacramento às 10:15
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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada

 

 

 

A 16 de Novembro, lembra-se o dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada. Ao concluir a oração mariana, Bento XVI referiu hoje que o nosso comportamento na estrada deve ser responsável, tendo em  consideração e respeitando os outros. Tal como o Papa, peçamos à Virgem Maria que nos conduza com segurança pelas ruas e estradas do mundo.

 

 

 

(Ver http://www.zenit.org/article-20071?l=portuguese; Imagem disponível em http://www.mobilidades.org/estradaviva/)

publicado por ssacramento às 22:24
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