Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

5 minutos com Deus

Chegámos ao último dia, ao último momento do ano. Nem todos os que começaram este ano puderam terminá-lo. Daqueles que o terminam, nem todos o terminam com a felicidade e a saúde com que nós possivelmente o terminamos. Não há dúvida que isto nos deve levar a um acto de gratidão a Deus, que nos concedeu um ano mais.

 

Nestes 365 dias do ano vivemos mais de 8.000 horas e mais de meio milhão de minutos; podemos afirmar com verdade, diante de Deus e da nossa consciência, que todas essas horas e minutos foram vividos com rectidão, procurando o bem e a verdade? Não perdemos, lamentavelmente, alguns desses minutos em actos indignos, que nos rebaixaram, em violências, ódios, intenções torcidas, actos de preguiça, de soberba, sensualidade, em egoísmos repugnantes?

 

É bom que, ao terminar este ano, nos arrependamos com sinceridade no nosso íntimo de todo o mal que fizemos e de todo o bem que deixámos de fazer. Porque, se é muito bom não fazer o mal, é muito mau não fazer o bem. Para ser mau, basta não ser bom; para ser bom, não basta não ser mau.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

publicado por ssacramento às 15:39
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

D. Carlos Azevedo e a sua mensagem para as famílias

No passado domingo, festa da Sagrada Família, D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, esteve presente na nossa Paróquia, presidindo à celebração eucarística das 19 horas. A sua homília foi inspiradora para as famílias e, por isso, destacamos algumas das ideias sobre as quais nos fez meditar:

 

 

A Festa da Sagrada Família é um desafio enorme para as famílias actuais. Porém, face à complexidade e fragmentação das famílias nos nossos dias, como é que a Família de Nazaré pode ser modelo? É que não basta seguir as regras de bom comportamento e que estavam presentes na primeira leitura: honrar pai e mãe. Essa gratidão aos pais é um valor ético que existe em qualquer sociedade e era anterior ao cristianismo.

 

Então, o que acrescentou o cristianismo? A carta de S. Paulo diz-nos que é preciso termos os mesmos sentimentos que Cristo: a misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência e a caridade, que é o vínculo da perfeição. O Apóstolo era muito realista no modo como apresentava a mensagem e daí ele não falar no amor, mas sim em suportar-nos uns aos outros em família. É que, por vezes, já não é possível o amor e apenas fica o suportar. Importa que a mensagem do cristianismo seja elevada, para que se possa lutar para atingir a perfeição. Trata-se de não desistir nas relações diárias, que são difíceis e complexas.

 

Finalmente, do Evangelho podemos realçar a ideia de irrepetibilidade aos olhos de Deus. Simeão e Ana, com o dinamismo do Espírito Santo, compreenderam que aquele Menino, que cumpria as prescrições da Lei judaica à semelhança de todos os outros, era alguém diferente. Cada membro da família é único. Tal como o Papa Paulo VI referiu é preciso aprendermos com o silêncio da Família de Nazaré. Só assim cada um de nós conseguirá descobrir qual o seu caminho, sem fotocópias, pois Deus tem uma missão única para cada um.


 


 

 

D. Carlos Azevedo estará hoje presente no Jornal das Nove, com o jornalista Mário Crespo, entre as 21 e as 22 horas, na SIC Notícias.

 


(Imagem disponível em http://www.agencia.ecclesia.pt/ecclesiaout/snpcultura/fotografias/vol_d_carlos_azevedo.jpg)

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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Um ano a caminhar com São Paulo: "A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum"

Em 1 Cor 12,1-1 Paulo fala-nos sobre os dons do Espírito Santo.

 

O Espírito é o ar que respiramos para podermos viver e, por isso, em Gn 2,7, o ser humano, formado do pó da terra, só depois de Deus lhe ter insuflado pelas narinas o sopro da vida, se tornou um ser vivo. Vivemos verdadeiramente quando respiramos o Espírito de Deus. Será dele que o Messias prometido receberá os dons necessários para estabelecer um reino de justiça e paz (Is 11,1-9). Foi esse Espírito que Cristo ressuscitado soprou sobre os discípulos, para os fazer portadores do perdão, obtido pela entrega da vida na cruz e é dele que nasce e vive a Igreja.

 

É neste contexto que Paulo começa por nos elucidar sobre a origem do dons do Espírito. Não podem vir dos ídolos que arrastavam os Coríntios antes da sua conversão a Cristo: fabricados pela criatura humana, não passam de figuras mudas, incapazes de transmitir a vida que só o Deus vivo e verdadeiro pode dar. A própria entrega de fé deve-se à acção do Espírito Santo que actua no Evangelho e naqueles que o proclamam. É o Espírito com que Cristo se entregou que nos conquista, nos transforma e passa a habitar em nós.

 

Vivemos todos do mesmo Espírito, mas a sua acção difere de pessoa para pessoa. Porém, essas diferenças que nos distinguem não nos devem separar. Da diversidade é que se forma a unidade. Paulo insiste na unidade, que exprime de 2 modos:

  • pela identificação das manifestações do Espírito, ou seja, os dons da graça (Kharísmata, em grego) de Deus e que nos permitem uma gratuidade (que se manifesta nos serviços = diakoníai) e energia (que leva à realização de operações  - energêmata - só possíveis a Deus);
  • Deus é o criador e garante da unidade dos diferentes dons.

Só depois Paulo fala da diversidade, sem perder de vista a unidade: todos os dons, como manifestação do Espírito, têm nele a sua origem e são dados (não são ganhos) a cada pessoa (ninguém é excluído), que os usará em proveito comum, quer dizer, para o bem da comunidade (também aqui ninguém fica de fora, tanto no receber como no dar). A lista de dons mencionados não é exaustiva e encontra-se ordenada em 3 grupos: a sabedoria (recebida e saboreada) e a ciência transmitida; na fé, as curas e milagres; a profecia, discernimento, glossolalia (capacidade de falar línguas estranhas) e sua interpretação.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Festa da Sagrada Família

Nesta festa da Sagrada Família importa realçar a riqueza das leituras dominicais, que exortam ao amor entre pais e filhos, e pedem aos filhos que honrem os seus pais, os tratem bem na velhice e cuidem deles com solicitude filial. Hoje, estas verdades, estes ensinamentos são ainda mais urgentes, sendo uma boa altura para examinarmos o nosso amor, a nossa atitude para com os pais, tendo com eles mais amor, carinho, dedicação, maior serviço e atenção.

 

Deste amor filial nascem diversas atitudes que devem ser vividas em família: a misericórdia, bondade, humildade, paciência, ... É importante sermos famílias que vivemos em paz, em comunhão, em harmonia, com capacidade de perdão, em oração doméstica, que olhamos para a Família de Nazaré e tentamos aprender com ela a viver, a amar, a ser um só coração e uma só alma. Como Jesus, que crescia em graça, os pais devem cuidar com muita solicitude pelo crescimento espiritual dos filhos, pela sua formação cristã, pela sua vida de comunhão com Deus. É importante sermos famílias cristãs onde os filhos, pelo exemplo dos pais, crescem na dignidade humana, na vida de sacramentos, em santidade e amor cristão.

 

 

(PEDROSO, Dário - Vem o amor. Advento e Natal. Braga: Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, 2008)

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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Um Natal cristão

O Natal terá sido colocado a 25 de Dezembro para cristianizar o dia do deus pagão, o deus Sol. O Menino que nasce é o "sol nascente", a "luz das nações". Daí a necessidade de não deixar hoje paganizar uma festa tão rica e tão importante. Não podemos viver um Natal pagão, sem Deus, sem o Menino - um Natal só com pai natal, com árvores de Natal, com prendas, com compras, com ofertas, com sentido de festa mundana. Ele é sempre uma festa cristã, colocada exactamente a 25 de Dezembro para cristianizar algo pagão. Não podemos voltar atrás e paganizar o Natal.

 

Se o Menino não nasce no nosso ser, na nossa vida, no nosso coração, não há Natal. Se a palavra significa "nascimento", por isso até dizemos aniversário natalício, temos que dar lugar a Deus. Se Ele nasce, a vida muda, há conversão, há novos critérios, novos gostos, vida nova. Com o nascimento do Menino, abrimos a alma e o coração ao Espírito Santo.

 

Sejamos honestos. Para muita gente, o que fica do Natal? Para muitos, como está o seu coração e a sua vida depois do dia 25 de Dezembro? Está tudo igual, só ficámos com mais prendas, mais roupas, mais jóias, com armários e gavetas mais cheios? Se assim for, não houve verdadeiro Natal. Não houve nascimento em nós. Ficamos na casca e não no centro do fruto, que é Ele, o Menino.

 

 

(PEDROSO, Dário - Vem o amor. Advento e Natal. Braga: Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, 2008)

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

5 minutos com Deus

Todos chamamos à noite de Natal "Noite Feliz". Porquê? Que significado dar a uma noite, com tal designação? Como diz um canto popular, é porque essa noite foi noite de paz, noite de amor.

 

Mas, pensemos uns momentos: a Noite Feliz deste ano foi noite de paz? Foi noite de amor? Se não houve amor no nosso coração, se não construímos a paz em nós mesmos e à nossa volta; se entre as nações não houve um esforço verdadeiro e efectivo para uma convivência humana pacífica, então a Noite Feliz que nos trouxe o Menino Deus converteu-se num mero símbolo, sem expressividade, sem significado, sem sentido. Depende de nós que as noites e os dias sejam felizes ou não o sejam.

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Hoje é Natal

 

Se Jesus tivesse nascido hoje teria honras de manchete nos jornais? As televisões dariam a notícia com o sensacionalismo que as caracteriza na actualidade ou, pelo contrário, passaria despercebida aos nossos olhos e ouvidos? Onde nasceria Jesus? Em Belém? Quem o visitaria? À pergunta "eu iria?" qual seria a minha resposta?

 

Maria disse Sim, e nós?

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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

A última prenda do Menino Jesus

"O Menino Jesus, já cansadinho

De tanto andar por cima dos telhados,

Descalçou os sapatos apertados

- Eram novos - e pô-los no caminho.

 

Nisto, sentiu ruído ali pertinho...

Trepou à chaminé com mil cuidados,

E que viu? - Dois tamancos esburacados

E, ao pé deles, rezando, um petizinho.

 

O Menino Jesus que faz então?

Sem ter nenhum brinquedo ali à mão,

Desses que tanto agradam aos garotos,

 

Troca os sapatos pelos do petiz.

- E depois vai ao Céu mostrar, feliz,

À Virgem Mãe os sapatinhos rotos..."

(Poema de Adolfo Simões Müller)

 

 

Partilhar um sorriso, um abraço, um olhar, um conselho ou palavra amiga, não custa dinheiro. É tempo de pôr de lado o consumismo natalício e oferecermos ao Outro, nosso irmão, algo que realmente seja importante para ele. Um feliz e Santo Natal para todos.

publicado por ssacramento às 17:48
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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

5 minutos com Deus

No dia de Natal são muitas as coisas que as pessoas pedem ao céu. Mas há uma coisa que está presente na oração de todos: todos esperamos e pedimos que o Menino Jesus nos traga a paz.

 

Tu, que és o Caminho, Verdade e Vida, Tu, que sabes tudo e que podes tudo, que deste uma alma eterna ao nosso ingrato lodo e preparaste o martelo que Te crucificou, não olhes para as fraquezas, não olhes para os pecados. Lembra-Te apenas que somos infelizes e que este nosso barro custou-Te a vida. Escuta a nossa súplica, que se une à oração de tanta mãe triste e esposa solitária, de tanta criança pálida de rosto contraído. E abrindo os dois braços da Tua misericórdia sobre este triste mundo de luto e discórdia, Senhor omnipotente, concede-nos a paz.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Um ano a caminhar com São Paulo: "Acima de tudo, revesti-vos da caridade..."

Em Cl 3, 12-17, Paulo diz-nos o que devemos fazer, nas ocupações do dia-a-dia (12-15) e nas celebrações do culto (16 e sgs.). A vida que temos é uma graça divina e só a podemos viver na gratidão. Foi Deus que nos elegeu, despindo-nos dos vícios do homem velho, anterior ao Baptismo; santificou-nos, fazendo-nos seus filhos, em Cristo, e somos por Ele amados. Porém, só vivemos deste amor se o pusermos em prática, através de uma série de virtudes que a Bíblia atribui a Deus e são determinantes ao nosso relacionamento mútuo: a misericórdia, a bondade (é prioritário o bem do outro), a humildade (exclui o orgulho e o egoísmo), a mansidão (exige auto-domínio), a longanimidade (para vencermos obstáculos que nos podem desanimar).

 

Torna-se mais difícil e necessário pôr em prática, quando os outros são para nós um peso: ou devido às suas debilidades ou face ao mal que nos fazem. Para perdoar depois do mal que nos foi feito, isto é, doar-se, precisamos da energia com que o Senhor morreu pelos nossos pecados e da graça que nos oferece. Quer dizer, precisamos da caridade que Ele manifestou numa plenitude inimaginável.

 

Fruto da caridade está a paz, que tem origem em Cristo, reina no coração de cada crente e daí se estende à Igreja. Esta paz, mais do que um convite, é objecto de um voto, semelhante à saudação inicial e final das cartas e das celebrações em que eram lidas.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

publicado por ssacramento às 22:13
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Origem do calendário cristão

Embora não tenhamos consciência disso, toda a data que escrevemos, até a deste artigo, recorda-nos a vinda de Cristo ao mundo. O nascimento de Cristo foi anunciado pelos profetas e desejado pelo povo, porém, a verdade é que ninguém estava à espera do seu nascimento e, por isso, a notícia não foi considerada digna de registo.

 

Após a morte de Jesus, os cristãos também não se preocuparam em averiguar a data do nascimento, pois só interessava o anúncio do Evangelho. Ao longo desse tempo, o calendário utilizado era o dos romanos, já que a Palestina fazia parte desse Império. Deste modo, a fundação da cidade de Roma era considerada como sendo o acontecimento marcante e primeiro do calendário e, a partir daí, somavam-se os anos seguintes, utilizando-se as iniciais U.C. (urbis conditae = da fundação da cidade) para aludir a este calendário.

 

Com o correr dos séculos, muitos cristãos começaram a pensar que a fundação da cidade de Roma, que fora pagã durante quase mil anos da sua existência, não era o marco adequado para contar os anos, devendo ser substituído pelo nascimento de Jesus. A ideia ganhou mais força a partir da queda do Império Romano e das invasões bárbaras. Era preciso criar um novo calendário. Então, verificou-se que ninguém sabia o dia, mês ou ano do nascimento de Jesus, pois os evangelistas haviam omitido esse pormenor.

 

Será ao monge Dionísio, apelidado de "o Exíguo" devido à sua baixa estatura ou por razões de humildade, a quem competirá o cálculo da data de nascimento de Cristo. Dionísio, que vivia no ano de 1286 do calendário romano (U.C.), descobriu que vivia no ano 533 da nova era cristã (d.C.). Este novo calendário começou a ser imediatamente aplicado em Roma e logo depois na Gália (França) e Inglaterra. A sua aplicação na Península Ibérica foi mais demorada: a Catalunha adoptou-o em 1180, Castela em 1383 e Portugal em 1422.

 

 

(Artigo de Ariel Álvarez Valdés, in Revista Bíblica, Novembro-Dezembro/2008)

 

 

publicado por ssacramento às 09:29
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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Natal, festa que canta dom da vida (III)

O Natal é uma oportunidade privilegiada para meditar sobre o sentido e o valor da nossa existência. Ajuda-nos a reflectir, por um lado, sobre o  facto de os homens estarem permanentemente à procura da felicidade e  de um sentido satisfatório da vida e da morte; por outro lado, exorta-nos a meditar sobre a bondade misericordiosa de Deus, que saiu ao encontro do homem para comunicar-lhe directamente a Verdade que salva e torná-lo participante da sua amizade e vida.

 

Assim, preparemo-nos para o Natal, com humildade e simplicidade, dispondo-nos para receber o dom da luz, da alegria e da paz que irradiam desse mistério. Acolhamos o Natal de Cristo como um acontecimento capaz de renovar, hoje, a nossa existência. Que o encontro com o Menino Jesus nos transforme em pessoas que não pensam só em si mesmas, mas que se abrem às expectativas e necessidades dos irmãos. Desta forma, converter-nos-emos também em testemunhas da luz que o Natal irradia sobre a humanidade do terceiro milénio.

 

Peçamos a Maria Santíssima, tabernáculo do Verbo encarnado, e a São José, silenciosa testemunha dos acontecimentos da salvação, que nos comuniquem os sentimentos que eles tinham enquanto esperavam o nascimento de Jesus, de modo a que possamos preparar-nos para celebrar santamente o próximo Natal, no gozo da fé e animados pelo empenho de uma conversão sincera.

 

 

(Mensagem do Papa Bento XVI na audiência do dia 17 de Dezembro; artigo disponível em Zenit - http://www.zenit.org/article-20358?l=portuguese)

publicado por ssacramento às 10:57
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Natal, festa que canta dom da vida (II)

No Natal,  não nos limitamos a comemorar o nascimento de um grande personagem; não celebramos apenas o mistério do nascimento do homem ou o nascimento da vida. No Natal recordamos algo muito concreto e importante para os homens, algo essencial para a fé cristã, uma verdade que São João resume nestas poucas palavras: «O Verbo se fez carne». Trata-se de um acontecimento histórico que o evangelista Lucas se preocupa em situar num contexto muito determinado: nos dias em que emanou o decreto do primeiro censo de César Augusto, quando Quirino já era governador da Síria (cf. Lc 2, 1-7).

 

É, portanto, uma noite datada historicamente na qual se verificou o acontecimento de salvação que Israel esperava à séculos. Na escuridão da noite de Belém acendeu-se uma grande luz: o Criador do universo encarnou, unindo-se indissoluvelmente à natureza humana, até ser realmente «Deus de Deus, luz da luz» e ao mesmo tempo homem, verdadeiro homem. Aquele que João chama em grego «ho logos» – traduzido em latim como «Verbum» e em italiano, «o Verbo» – significa também «o Sentido».

 

Ele conhece-nos, chama-nos e guia-nos. Não é uma lei universal, na qual desenvolvemos algum papel, mas é uma Pessoa que se interessa por cada pessoa singular: é o Filho do Deus vivo, que se fez homem em Belém.

 

 

(Mensagem do Papa Bento XVI na audiência do dia 17 de Dezembro; artigo disponível em Zenit - http://www.zenit.org/article-20358?l=portuguese)

publicado por ssacramento às 10:50
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

Natal, festa que canta dom da vida

Pelo clima que o caracteriza, o Natal é uma festa universal, até para os que não se dizem crentes. Pode perceber-se nesta celebração cristã anual algo extraordinário e transcendente, algo íntimo que fala ao coração. É a festa que canta o dom da vida. O nascimento de uma criança deveria ser sempre um acontecimento que traz alegria: o abraço de um recém-nascido suscita normalmente sentimentos de atenção e de prontidão, de comoção e de ternura.

 

O Natal é o encontro com um recém-nascido que chora numa gruta miserável. Contemplando-o no presépio, como não pensar em tantas crianças que ainda hoje vêem a luz numa grande pobreza, em muitas regiões do mundo? Como não pensar nos recém-nascidos não acolhidos e rejeitados, nos que não chegam a sobreviver por falta de cuidados e atenção? Como não pensar também nas famílias que desejaram a alegria de um filho e não vêem realizada esta esperança?

 

Sob o impulso do consumismo, o Natal corre o risco de perder o seu significado espiritual, reduzindo-se a uma mera ocasião comercial de compras e troca de presentes. Na verdade, as dificuldades, as incertezas e a própria crise económica que, nestes meses, tantas famílias estão a viver, e que afecta toda a humanidade, podem ser um estímulo para descobrir o calor da simplicidade, da amizade e da solidariedade, valores típicos do Natal.

 

Despojado do consumismo e materialismo, o Natal pode converter-se numa oportunidade para acolher, como presente pessoal, a mensagem de esperança que emana do mistério do nascimento de Cristo.

 

(Mensagem do Papa Bento XVI na audiência do dia 17 de Dezembro; artigo disponível em Zenit - http://www.zenit.org/article-20358?l=portuguese)

publicado por ssacramento às 11:36
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

É Natal para ti?

  

À terra chegou um pastor, vindo não se sabe donde. Ele chegou na quadra festiva de Natal. Chegou e observou:

 

- Muitos vivem na época de Natal, poucos vivem o Natal.

- Muitos sabem que Natal é nascimento, poucos sabem que Jesus nasceu em cada um de nós.

- Muitos dão prendas, poucos se dão a si mesmos.

- Muitos passam o Natal sentados à mesa das refeições, poucos fazem silêncio e vivem com o Menino que nasceu!

 

E Jesus passa e tantos não dão por Ele!...

E o pastor, entristecido, afastou-se.

 

 

(ARESTA, Isabel - De mãos abertas... Prior Velho: Paulinas, 2005)

 

 

 

 

 

 

 

 Há momentos em que o cansaço se apodera de nós e pequenos lapsos são cometidos. Um desses momentos foi o que ocorreu ontem. O artigo que hoje publicamos estava previsto para o dia de ontem. Por engano não foi introduzido. Para os visitantes diários, aqui deixamos o nosso pedido de desculpa.

publicado por ssacramento às 21:20
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Um ano a caminhar com São Paulo: "Cada um ame a sua mulher como a si mesmo..."

Em Ef. 5,21-33, Paulo fala sobre o matrimónio cristão. Nos versículos 21 a 24 e 33b, o Apóstolo dirige-se às esposas, enquanto que para os maridos o volume de texto é maior (vv. 25-33a) aparecendo 3 exortações ao amor:

 

  1. os maridos devem amar as esposas na mesma medida que Cristo amou (e ama) a Igreja, já que se entregou por nós na cruz;
  2. o marido deve amar a esposa, não apenas como quem ama o próximo como a si mesmo, mas como fazendo parte da sua própria carne. A mulher é "osso dos meus ossos, carne da minha carne" (Gn 2,23), logo há igualdade de dignidade entre homem e mulher;
  3. no amor que atrai e une os dois esposos manifesta-se ao vivo o grande mistério do amor inefável de Cristo à Igreja e daí, agora sim, que cada um ame a sua mulher como a si mesmo. É um amor cuja medida é a própria pessoa, na sua dignidade de pessoa que quer ser amada.

Quanto à esposa é dito que respeite o marido. Pelo Baptismo, todas as diferenças deixaram de ser motivo de exclusão e opressão (1Cor 12,13; Gl 3,28; Cl 3,10). Cada cristão deve considerar os outros superiores a si mesmo (1Cor9,19; Fl2,3; Rm 12,16).

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

publicado por ssacramento às 22:07
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