Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Oração no dia de S. João Bosco

"Deus amável,

que suscitaste, na Igreja,

homens como São João Bosco,

hoje celebrado,

continua a abrir-nos à sabedoria pedagógica

que sempre inspiras.

 

Te louvamos pela renovação social

operada pelos mestres,

atentos à realidade profissional,

capazes de prevenir os erros,

educadores pela amabilidade fraterna.

 

Tu, que nos educas,

com a pedagogia exigente da santidade,

conduz os nossos actos à beleza da tua proposta."

 

 

(AZEVEDO, Carlos A. Moreira - Ao Deus de todas as manhãs.Prior Velho: Paulinas, 2007; Imagem disponível em http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/03/San_Giovanni_Bosco.jpg)

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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

"Jovens plenos são jovens santos"

Todos querem ser jovens, permanecer jovens, e mascaram-se de jovens se a juventude já passou. O futuro é cheio de promessas… Para sermos sinceros, o futuro também é obscuro, cheio de ameaças: encontrarei trabalho? Casa? Amor? Por isso, muitos querem parar o tempo, receando um futuro vazio. Querem consumir imediatamente todas as belezas da vida.
 

Então, é importante escolher as promessas verdadeiras, que abrem ao futuro, também com renúncias; escolher bem, e não destruir o futuro. E a opção fundamental é por Deus, que é, com Jesus Cristo e o Espírito Santo, luz e companhia no caminho.

 

Ser jovem é ser bom e generoso. E a bondade, a beleza e o bem em pessoa é Jesus Cristo, Aquele que o nosso coração procura sem cessar. Ele é o Amigo que nunca trai, pois é fiel até dar a vida na cruz por nós. Poderia Ele trair a nossa confiança, guiar-nos por veredas erradas?

 

Mas como podeis ser amigos de Quem não conheceis? O conhecimento leva ao amor e o amor estimula o conhecimento. Para entrardes em amizade com Cristo, para O ter como companheiro da vida, deveis, antes de mais, conhecê-Lo, entrar numa relação pessoal. Isto exige conhecer as Escrituras, sobretudo os Evangelhos, onde o Senhor fala convosco, individualmente. Este diálogo com o Senhor deve ser também uma oração em comunhão na grande comunidade que é a Igreja, através dos sacramentos, nomeadamente a Eucaristia e a Reconciliação. Depois, só conhecendo pessoalmente Jesus podeis comunicar esta amizade aos outros, através da caridade.

 

 

(Papa Bento XVI, Revista Audácia, Outubro/2008)

 

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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Eu te louvo, ó Deus,

rochedo da minha vida,

ponto firme para o regresso

dos passos vagabundos

desta mente dispersa...

 

Neste dia,

solidifica a minha pouca fé!

Neste dia,

aguenta na confiança o teu povo!

Sustentados pela fé uns dos outros

aproximamo-nos da força invencível e inquebrantável

dos que aceitaram corajosamente a tua vontade.

 

Por mais sinais de instabilidade

que nos entrem pelo olhar

e pela vibração interior,

sê Tu, Deus eterno,

a raiz segura para crescermos

na certeza do Teu amor,

sempre presente.

 

 

(AZEVEDO, Carlos A. Moreira - Ao Deus de todas as manhãs.Prior Velho: Paulinas, 2007)

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Sejamos Marianos

Foi Paulo VI que afirmou em 24.04.1970: " Se quisermos ser cristãos de verdade, temos de ser marianos." Maria de Nazaré teve a alegria de ser mãe sem deixar de ser virgem. Nem antes nem depois dela se viu semelhante prodígio. Dela, e só dela, recebeu Jesus Cristo a natureza humana. Ocupa um lugar fundamental e único no cristianismo.

 

A dimensão mariana da nossa vida cristã, mais do que importante, é necessária, imprescindível, inevitável. O nosso amor a Maria faz parte do nosso amor a Cristo. Se Ele nos manda amar todos os membros do seu Corpo místico, como não havemos de estremecer, primeiramente, Aquela que o gerou? A devoção à Virgem Maria, além de extremamente agradável a Jesus, é de grande fecundidade para nós.

 

Quanto mais alguém se chega para junto de um braseiro, tanto mais sente o calor que ele irradia - reflectia São Tomás de Aquino. Maria, a criatura mais próxima da humanidade de Jesus, recebeu dele, naturalmente, uma graça superior à de todas as outras criaturas.

 

 

(Revista Stella, Janeiro/Fevereiro 2009)

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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Salmo 84


(Revista Mensageiro do Coração de Jesus)

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Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Um ano a caminhar com São Paulo: "Sois concidadãos dos santos e membros da casa de Deus"

Em Ef. 2,11-22, Paulo mostra como a Igreja adquiriu os qualificativos de una, santa, católica e apostólica, e o contexto em que é possível fazer deles o objecto da nossa fé. De um passado de exclusão dos gentios do povo de Deus, passou-se a um presente de plena integração numa Igreja una. No centro está o processo salvífico de unificação, santificação e alargamento à escala mundial, levado a cabo por Cristo, sob mediação apostólica.

 

A intervenção salvífica de Cristo converge para a paz. Cristo é mesmo chamado "a nossa paz", porque, contrariamente aos habituais mediadores da paz, não se limitou a unir os dois povos em litígio (gentios e israelitas), mas destruiu as armas da inimizade: os mandamentos e prescrições da Lei judaica foram destruídos com a morte na cruz de Cristo. Ao contrário dos outros mediadores de paz, Cristo criou em si próprio um só homem novo, deixando de haver dois povos rivais. As diferenças que os distinguiam, passaram a estar ao serviço da complementaridade que une os membros do mesmo corpo. Contrariamente aos outros pacificadores, que se retiram após a reconciliação, Cristo permanece no homem novo por Ele criado.

 

A unidade de uma só Igreja é expressa por duas imagens: a primeira é de ordem sócio-económica (constituímos uma só comunhão, em que o estrangeiro se torna concidadão dos santos, de imigirante passamos a membros da casa de Deus); a segunda vem da arquitectura (a consistência do edifício em que nos integramos deve-se ao seu fundador, Cristo vitorioso sobre a morte). A Igreja nasce do anúncio feito pelos Apóstolos, testemunhas oculares, e pelos Profetas, espécie de intérpretes do Evangelho. Mas é da comunhão trinitária que vem a nossa comunhão em Igreja. 

 

  

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

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Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Sobre o Evangelho de hoje

A palavra "Evangelho" é um vocábulo grego que significa boa notícia. Trata-se, pois, de uma mensagem que é causadora de alegria. Nos tempos de Jesus, as notícias corriam de boca em boca. Em casos especiais, eram apregoadas por um mensageiro, que as proclamava perante um público mais numeroso.

 

O Evangelho de hoje apresenta-nos Jesus a transmitir aos seus ouvintes a boa notícia de Deus, que no Filho e pelo Filho, intervém no mundo. Narra-nos o chamamento dos primeiros Apóstolos: Pedro e André, Tiago e João. Jesus viu os dois pares de irmãos e interpelou-os com um convite aliciante. Eles não resistiram ao fascínio daquele olhar, que neles despertou a confiança. Um olhar de amor que é revelador do Amor do Pai pelos homens. Essa é a Boa Notícia que Jesus apregoa, com palavras e com a vida. E tudo mudou naquelas vidas. Ainda nos alimentamos dos frutos do sim que deram os vocacionados da primeira hora.

 

Vocação é experiência do amor vivido, de amor recebido, a que se dá resposta de amor recíproco. Para mudarmos de vida, de forma radical, o único caminho é vivermos de acordo com as palavras do Evangelho, da Boa Notícia. Só vivendo-as, veremos que são palavras de vida e que conduzem à Vida.

 

(Revista Mensageiro do Coração de Jesus, Janeiro/2009)

 


 

 

Neste ano paulino, as leituras de hoje são adaptadas à festa da conversão de S. Paulo, que hoje se celebra. Na Folha Pão e Vida nº 491, pode encontrar uma reflexão sobre a importância deste acontecimento para a vida da Igreja.

publicado por ssacramento às 18:23
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Sábado, 24 de Janeiro de 2009

Vaticano está no YouTube

O Vaticano já está no YouTube, disponibilizando dois canais:

  • um, onde se encontram as principais actividades do Papa Bento XVI e dos eventos mais importantes do Vaticano. Está em italiano, inglês, espanhol e alemão, e pode ser consultado em http://www.youtube.com/vatican;

 

  • o outro, é  um serviço de informação católica sobre a vida da Igreja e dos acontecimentos actuais, onde se partilha diariamente a informação católica de todo o mundo. Trata-se do H2ONews, disponível também em português. Pode ser consultado em http://www.youtube.com/h2onews.

 

 

publicado por ssacramento às 21:20
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S. Francisco de Sales

S. Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja, nasceu num solar do ducado da Sabóia. De sangue aristocrático, fez estudos superiores em Paris, tendo-se doutorado em Pádua. Seguiu a vida sacerdotal, depois de ter renunciado ao senhorio paterno, contra vontade de familiares. Ofereceu-se para trabalhar numa zona calvinista.

 

Fazia as viagens a pé e passava longas horas diante do crucifixo, afirmando que "as almas conquistam-se de joelhos" e era tal a sua amabilidade e mansidão que convencia os mais obstinados. Aos 35 anos foi sagrado bispo de Genebra. Apoiado pela baronesa de Chantal, fundou a Ordem da Visitação. Escreveu livros de espiritualidade como "Introdução à Vida Devota", "Cartas" e "Tratado do Amor de Deus". Pio IX proclamou-o doutor da Igreja e patrono dos Jornalistas.

 

(Adaptado de DIAS, António J. - Arautos da Santidade. Vida dos Santos. Lisboa: Editora Rei dos Livros,2001)

 

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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Meditando o Evangelho de hoje

"Estabeleceu doze para andarem com ele". Jesus não quer trabalhar sozinho. Se houvesse alguém que tivesse tudo quanto fosse preciso para exercer sozinho o poder, seria ele; mas não quis: "Chamou-os para andarem com Ele".

 

Segui-lo, é entrar numa equipa. Nesta equipa, Jesus quis a maior diversidade. Dá que pensar aqueles que só querem grupos homogéneos e afastam as pessoas originais ou contestatárias. Jesus cria um grupo turbulento. Repreende-os quando têm inveja uns dos outros, mas ama esses homens cheios de vida.

 

Surpreende o nosso igualitarismo com as suas nítidas preferências. Com Pedro, o impulsivo, mas com quem pode contar, e com Tiago e João, formará um trio de intímos.

 

Meditar nesta equipa de Jesus pode ajudar-nos a inserir-nos melhor na vida colectiva. Não ser um chefe demasiado solitário, aceitar companheiros de equipa muito diferentes de nós, admitir que nem todos somos confidentes do chefe. O que para os Doze foi essencial, foi terem vivido três anos numa total familiaridade com Jesus. Faz-nos sonhar... Mas quem nos impede de ser hoje um dos seus companheiros?

 

 

(SÈVE, André - O Evangelho dia a dia. Coimbra: Gráfica de Coimbra, 1999)

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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Pequenas coisas

No caminho que estás a percorrer, há flores perfumadas e belas paisagens, mas também há espinhos e silvas, tigres e panteras; há amigos, mas também inimigos. Haverá períodos de chuva, mas também períodos de canícula. Tudo isso é inevitável. Continua a caminhar com o Senhor, como São Francisco, Cirilo e tantos outros; não te detenhas, não percas tempo. Não receies as críticas, não andes sempre em busca de louvores.

 

Quando te sentes esmagado pelo sofrimento, levanta o olhar para a cruz, abraça-a e fica em silêncio, como Maria. No meio das provas repete a ti próprio que esse sofrimento não é nada comparado com o Paraíso. Foi isso que nos ensinou o Senhor: "Bem-aventurados os pobres, bem-aventurados os que choram, bem-aventurados os que sofrem perseguições, porque deles é o Reino dos Céus" (Mt 5,3-10).

 

Nos períodos de sofrimento, há algumas coisas a evitar:

  • não perguntes de quem é a culpa, mas agradece a Deus por essa pessoa de que Ele se serve como instrumento para te santificar;
  • não procures apenas a consolação humana. É sobretudo ao Senhor, no Santíssimo Sacramento e a Maria que deves confiar os teus problemas;
  • quando tiver passado o momento difícil, abandona toda a recriminação e todo o rancor. Esquece, não fales mais disso, e canta: "Aleluia!".

 

(VAN THUAN, F.X. Nguyen **- O caminho da esperança. Testemunhar com alegria a pertença a Cristo. Prior Velho: Paulinas, 2007)

 

** D. Francisco Xavier Nguyen Van Thuan foi bispo de Nhatrang (Vietname) desde 1967 e arcebispo coadjutor de Saigão (actualmente Ho Chi Minh Ville) em 1975. Poucos meses depois foi preso, tendo passado 13 anos na prisão (9 dos quais em isolamento), altura em que redigiu algumas meditações que estão compiladas no livro acima mencionado.

publicado por ssacramento às 23:35
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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Não se vive sem fé

A palavra fé está ligada aos verbos crer e acreditar, significando a adesão a algo ou alguém que não vemos e não é facilmente captado pelos nossos sentidos físicos. Temos por existente, verdadeiro e autêntico, aquilo em que cremos.

 

Antes do seu significado religioso, a fé é uma atitude humana fundamental para a vida. Ninguém pode viver sem ela. O seu contrário é a desconfiança, a dúvida persistente, o medo. É a fé humana que nos permite, por exemplo, comer sem analisar se os alimentos não têm veneno, ou passar debaixo de uma ponte sem verificar se ela não está para cair. A mesma fé é necessária para as relações com os outros, quer os conheçamos ou não.

 

Num mundo em que se cultiva o individualismo, tornam-se mais difíceis as relações e a confiança entre as pessoas, os grupos e as sociedades. A desconfiança toma conta de todos.

 

A fé constitui uma convicção de que existe algo de positivo para além do visível e sensível. Esta fé humana é diferente da fé religiosa, embora se relacione com ela. Porém, sem a fé religiosa, sem a relação com o divino, a fé humana enfraquece e corrói-se. Ela é a luz e energia que nos move e ajuda a construir a nossa vida e as nossas relações, olhando o futuro e esperando dele o melhor.

 

 

(Pe Jorge Guarda, Vigário Geral da Diocese de Leiria-Fátima, in Mensageiro)

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Viver o tempo comum

Viver o comum de um modo não comum, com a consciência humana e cristã do valor da nossa vida, do que fazemos, do que rezamos, do que sentimos, do que sofremos, do que vivemos.

 

Viver o comum de um modo não comum, dando solenidade a cada momento presente, momento de graça, onde Deus está e nos atinge com o dom da sua graça e do seu amor infinito, para que tenhamos vida e vida em abundância.

 

Viver o comum de um modo não comum, mergulhando a nossa vida na Eucaristia, fazendo de nós próprios "hóstias vivas", querendo oferecer-nos com Cristo ao Pai, pela acção do Espírito, que tudo salva e redime, converte e purifica.

 

Viver o comum de um modo não comum, para que a nossa vida seja um evangelho em miniatura, para que cada momento seja uma página do evangelho escrita com amor, porventura com sangue do martírio quotidiano.

 

Viver o comum de um modo não comum, para não banalizar nada, para não cair na rotina, para que tudo tenha o selo evangélico, para que tudo seja marcado pelo fogo do Espírito, para que tudo tenha sabor ao divino que está em nós.

 

 

(PEDROSO, Dário; COUTO, Elias - Aumenta a nossa fé! Temas para cultivar a fé. Braga: Editorial A.O.,2006

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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Um ano a caminhar com São Paulo: "Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?"

Em 1Cor 3,5-17, Paulo refere-se às divisões da comunidade, causadas pela adesão exclusivista dos seus membros, uns a Paulo, outros a Apolo, (um missionário vindo para Corinto), outros a Pedro. Como se apenas num deles estivesse Cristo. Daí as perguntas: Estará Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós?

 

No texto, tudo conflui para os versículos 16 e seguintes em que se identifica a Igreja como templo de Deus. É de Deus, porque lhe pertence. Não é uma comparação. A Igreja é, na sua essência e existência, propriedade de Deus. Nela habita o Espírito Santo, o mesmo que ressuscitou Jesus Cristo.

 

Esta mediação de Cristo é fundamental, pois pela Sua morte, tornou-se definitivamente o lugar de encontro com Deus. Assim, os que n'Ele crêem são por Ele purificados e santificados. O Espírito que nos une a Deus, une-nos uns aos outros, em comunhão de santos.

 

Paulo serve-se de duas actividades fundamentais à vida humana para referir os critérios que devem reger e ser vistos como contributos para a fundação e crescimento da Igreja:

  • o trabalho agrícola, para indicar o que devem ser os semeadores do Evangelho. Todos eles são diáconos, tendo uma missão de serviço, a quem os envia e a quem são enviados. Quer Paulo, que o anunciou, quer Apolo, que aprofundou o anúncio, são um só, na sua condição de servidores. E a comunidade é exclusiva propriedade de Deus;
  • o trabalho da construção, para ilustrar os sucessivos contributos para a edificação da Igreja. Jesus Cristo é o único alicerce, sobre o qual assenta a comunidade. Substituir este alicerce por outro é condenar a comunidade à ruína.

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

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Domingo, 18 de Janeiro de 2009

5 minutos com Deus

Todo o extremismo é vicioso. O equilíbrio é o mais justo. A virtude está no meio. Podemos pecar por excesso de optimismo ou por deficiência, no caso do pessimismo. Mas se não podemos ou não sabemos guardar o justo equilíbrio de um são realismo, é preferível inclinarmo-nos para o optimismo.

 

É mais agradável apresentarmos a vida a cores do que a "preto e branco". É mais simpático espalhar sorrisos do que apresentar sobrolhos carregados. É mais atraente a tarde soalheira e e serena do que a tempestade devastadora ou a noite sibilante. A prudência é a virtude que governa todas as outras virtudes. "Feliz o homem que encontrou a sabedoria, que adquiriu o entendimento" (Prov. 3,13).

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Em 1908, por iniciativa do reverendo Paul Wattson, da Igreja Anglicana, realizou-se a primeira semana de oração pela unidade dos cristãos, que também foi chamada de oitavário. Esta semana celebra-se anualmente entre 18 e 25 de Janeiro e este ano tem como tema uma frase do profeta Ezequiel "Estarão unidos na tua mão" (Ez. 37,17). A proposta é das Igrejas cristãs da Coreia do Norte e do Sul que prepararam os textos e as orações para estes oito dias. Tal como Ezequiel viveu num país tragicamente dividido e que desejava a unidade para o seu povo, o mesmo sucede com os cristãos coreanos.

 

O movimento ecuménico quer que os crentes se sintam unidos nas suas diferenças, deixando de lado ódios, desconfianças, para que, seguindo cada qual as suas fórmulas e os seus gestos de fé, enriqueçam os demais, através do trabalho comum, da troca de experiências e conhecimentos a nível da catequese e pastoral, na ajuda fraterna e oração. Praticar o ecumenismo é deixar de fazer concorrência; é entusiasmar cada pessoa a ser melhor crente.

 

Para as Igrejas é hoje consensual que ser cristão é ser ecuménico. Trata-se de uma exigência, porque todos estão unidos por um baptismo em Cristo (embora o rito possa ser diferente, o fruto do sacramento é igual: tornar-se membro do Corpo Espiritual de Cristo). Todos escutamos a mesma Palavra de Deus e deixamos que o Espírito Santo opere em nós e através de nós.

 

(Revista Audácia, Janeiro/2009; Imagem disponível em http://www.ongffi.org/wp-content/uploads/2007/08/ecumenismo.jpg)

 

 


 

Amanhã, dia 18, entre as 13 e as 14 horas, realizar-se-á na nossa Igreja paroquial mais uma cadeia de oração diocesana pelas vocações sacerdotais, com a exposição do Santíssimo Sacramento no final da missa das 12 horas.

publicado por ssacramento às 23:22
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