Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

"Não desanimeis perante as dificuldades e as dúvidas"

 

Bento XVI na sua mensagem para o próximo Domingo, Dia Mundial de Oração pelas Vocações, diz-nos que a vida consagrada ao Sacerdócio "constitui um dom divino especial, que se insere no vasto projecto de amor e salvação que Deus tem para cada pessoa e para a humanidade inteira". Que o digam os Apóstolos e os  discípulos escolhidos "respondendo à vocação do Senhor e dóceis à acção do Espírito Santo" como refere o Santo Padre. De facto, assim como na Igreja primitiva os apóstolos eram assíduos à oração, também agora o Papa apela a uma "oração incessante", de forma a que "o povo cristão cresça na confiança em Deus" e na base desta confiança "alguns disponibilizem a sua existência para colaborar mais intimamente com Ele na obra da salvação".

 

Claro que o estar disponível a este chamamento não é fácil. No entanto, muitos são os exemplos de "homens e mulheres, desde os primeiros séculos do cristianismo", que abandonaram tudo para seguir Jesus Cristo respondendo afirmativamente a este apelo. No exemplo da Virgem Maria que soube dizer "sim" aos desígnios de Deus, Bento XVI a Ela "confia todos quantos sentem o chamamento de Deus", terminando esta mensagem com um apelo à esperança pedindo: "não desanimeis perante as dificuldade e as dúvidas".

 

(Adaptado da Mensagem do Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 2009 - Bento XVI)

publicado por ssacramento às 23:03
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Terça-feira, 28 de Abril de 2009

"Sabei que Eu estarei sempre convosco..."

Do Rosto da Palavra que é Jesus Cristo nasce, a partir da Ressurreição, o Cristianismo. Como deve ter sido difícil para aquele povo entender, captar a mensagem de Jesus. Os próprios discípulos não a percebiam muito bem, sendo exemplo disso a interrogação: "Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?" (Act 1,6). Também as mulheres achando o sepulcro vazio ficaram "perplexas com o caso" (Lc 24,4). E quando "viram um jovem..., vestido com uma túnica branca" (Mc 16,5) dizendo-lhes que Jesus: "Ressuscitou; não está aqui" (Mc 16.6), não só ficaram assustadas como também tiveram medo, sendo isto relatado pelo Evangelista S. Marcos.

 

Mesmo os discípulos ainda não tinham apreendido a sua mensagem, e isto apesar de com Ele terem convivido dia e noite, pois quando Maria de Magdala lhes diz que: " esus estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram" (Mc 16,11).

 

Ainda não tinham dado o salto para o Cristianismo. Era tudo muito recente. Este acontecimento excedia a forma de pensar dos discípulos. A Boa Nova "andava no ar", mas ainda não fora interceptada. A sua raiz, Jesus Cristo, já tinha sido lançada à terra, mas os seus ramos, os seus braços ainda não se viam.  Estavam incrédulos, estupefactos perante tanta novidade. Desorientados, não sabiam que caminho seguir, o que fazer agora que não tinham Jesus com eles. Mas Jesus não os abandonou e na Galileia incumbiu-os de uma missão: "Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19) e deu-lhes a alegria, a força, o optimismo que eles precisavam: "Sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos" (Mt 28,20).

 

Passados que são 2000 anos é esta Esperança de que nós carecemos cada vez mais, alicerçada na sua raiz , pois ela não seca.

publicado por ssacramento às 22:34
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

O coração também reza

Parece, por vezes, que muitos cristãos rezam só da garganta para cima. Oração oral, oração de raciocínio, mais intelectual e meditativa. Mas o homem, o ser humano é afecto, é coração, logo também deve rezar com o coração. Não se trata de sentimentalismo, pieguice, devoção melada. É fazer canalizar para as três pessoas divinas o nosso coração e o nosso afecto, a nossa capacidade de amor. Se isso não se faz, nunca conseguiremos um equilíbrio espiritual, psicológico, afectivo, nunca progrediremos interiormente.

 

Se só se reza com o entendimento, se o coração não foi canalizado para a Trindade, à primeira crise de afecto, de fé, de oração, de vida comunitária, de noite escura de alma a pessoa não está centrada, o seu coração não está n'Eles.

 

A amizade exige presença, quer estar com os que se amam, deseja comunhão, diálogo. Daí que seja importante crescer na qualidade e no número das visitas ao Sacrário, quer corporal quer espiritualmente, no semear durante o dia de pequenos encontros com as pessoas da Trindade, no santuário interior.

 

 

(PEDROSO, Dário - Senhor, ensina-nos a rezar. Braga: Editorial A.O.,1987)

publicado por ssacramento às 22:45
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Domingo, 26 de Abril de 2009

S. Nuno de Santa Maria

"A Igreja universal e de um modo particular a Igreja Portuguesa está em festa com a canonização do beato Nuno de Santa Maria (beato Nuno Álvares Pereira). É motivo  para nos unirmos num hino de louvor e acção de graças a Deus e à sua Mãe pelas maravilhas que fez e nos transmite através deste santo português.

 

A vida dele foi um modelo de santidade e entrega a Deus e aos irmãos. É um exemplo maravilhoso de amor a Jesus Eucaristia e a Maria, um exemplo de pobreza, de amor aos mais pobres, de humildade e de obediência.

 

Nascido em 1360, foi educado nos ideais nobres da Cavalaria medieval, no ambiente das ordens militares e depois na corte real. As suas qualidades e virtudes impressionaram particularmente o Mestre de Avis, futuro rei D. João I. (...)

 

Viúvo muito cedo e senhor de muitos bens - pois o rei tinha-o recompensado com numerosas comendas - repartiu-os por instituições religiosas e sociais em benefício dos necessitados. Optou por uma vida simples e pobre no Convento do Carmo e disponibilizou-se totalmente para acolher e servir os mais desfavorecidos.

 

Logo após a sua morte (1431) começou a ser venerado como santo pela piedade popular. As suas virtudes heróicas foram oficialmente reconhecidas pelo Papa Bento XV, que o proclamou beato, em 1918." (Folha Pão e Vida nº 504).

 

 

Num artigo de 6 de Novembro de 2007 escrevemos que D. Nuno Álvares Pereira era o patrono do CNE, o que tem levantado algumas questões a alguns dos visitantes deste blogue. Transcrevemos um excerto do comentário deixado por Luís Sancho, chefe adjunto do agrupamento da nossa paróquia: "Dom Nuno Álvares Pereira é o patrono dos DIRIGENTES do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, o que não impede que o seja da Fraternidade Nun'Álvares, bem pelo contrário. Quanto aos demais patronos, a verdade é que continuam a ser os seguintes: Lobitos - São Francisco de Assis; Exploradores - São Jorge (foi proposta a 'troca' por São Tiago, mas não é ainda oficial); São Jorge é também (e continuará a ser) patrono MUNDIAL do Escutismo; Pioneiros - São João de Brito (foi proposta a 'troca' por São Pedro, mas não é ainda oficial); Caminheiros - São Paulo". Sobre este assunto, pode também consultar o blog do Agrupamento 449 do Santíssimo Sacramento do CNE.

publicado por ssacramento às 22:18
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Sábado, 25 de Abril de 2009

Um exemplo para o Portugal actual

Foram anos conturbados os de 1385. A guerra era uma constante. A inflação atingiu níveis muito elevados. El-rei D. Fernando deixou os cofres vazios ao Mestre de Avis. Os impostos eram muitos. Tempos difíceis esses, a fazer lembrar os actuais. No entanto, um homem emergiu: Nuno Álvares Pereira.

 

No dizer de Fernão Lopes, foi o "leal e fiel servidor" de D. João I, o Mestre de Avis. Colocou os interesses do Reino sempre acima dos seus. Era dono de meio Portugal. Apesar disso, teve a coragem e a lucidez de se despojar dos seus títulos e bens e servir os pobres e os necessitados do seu tempo.

 

Na crónica de D. João I, o cronista Fernão Lopes refere que Nuno Álvares Pereira "...Governava... os seus bens evitando pomposas despesas... de modo que, nem por causa da guerra nem por outras necessidades, nunca lançou impostos nem exigiu serviços nem qualquer outra ajuda...". Não nos esqueçamos que estavamos nos fins do séc. XIV. E agora em pleno séc. XXI, não precisavamos também de pessoas da estirpe de Nuno Álvares Pereira?

 

Socorrendo-nos deste notável cronista, sabemos que mandou construir o Convento de Santa Maria do Carmo, em Lisboa, e a Igreja de Santa Maria dos Mártires, em Estremoz. É precisamente aí, em Estremoz, que Fernão Lopes nos conta o seguinte: num ano em que as colheitas foram bastante fracas, o trigo estava muito caro, e havia muita fome. Mesmo os castelhanos vieram para Portugal por falta de alimentos. Nuno Álvares Pereira mandou dar  em "cada semana, meios alqueires de trigo. E assim os manteve, até que Deus deu novidade de pão, no Reino de Castela, e todos voltaram para suas casas."

 

A 15 de Agosto de 1423 dá entrada no Convento do Carmo como o mais simples dos simples, passando a ter como  lema ajudar os mais desfavorecidos. Acredita-se mesmo que pode estar aqui a génese da "sopa dos pobres".

 

Também na nossa Paróquia do Santíssimo Sacramento se pode "colher" exemplo da conduta de Nuno Álvares Pereira, no desafio que é a Casa-Acolhimento Santa Marta, uma vez que do lado direito do painel central da Igreja enquadra uma imagem do Beato Nuno de Santa Maria. É já amanhã, domingo, dia 26, que vai ser proclamado Santo. Para isso "basta", como diz  o Sr. Padre Jorge na monografia desta paróquia: «Pôr alma naquilo que se faz  [porque isso] é construir e fazer história.»

 

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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

5 minutos com Deus

Não basta querer uma coisa; é indispensável pôr os meios para a alcançar. Querer uma coisa e não pôr os meios para isso ou é parvoíce ou cobardia. Uma parvoíce que pretende alcançar as coisas sem esforço, sem trabalho, sem se empenhar a fundo; ou uma cobardia, que não deixa desenvolver as forças do espírito, antes as inibe e afrouxa as molas da vontade.

 

Aquele que luta e, ao mesmo tempo, confia em Deus, chega à vitória. O que se esforça e também tem fé nos seus próprios esforços, vai por bom caminho. Aquele que se empenha a fundo com optimismo e não olha tanto ao trabalho como ao êxito que irá coroar o trabalho é digno de que o próprio Deus esteja ao seu lado e o apoie. E se Deus está ao seu lado, já pode ter por certa a vitória. Vitória que certamente não lhe chegará pelos seus próprios esforços, mas pela ajuda de Deus. Porém, a ajuda de Deus requer que façamos os nossos próprios esforços.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Uma oração

Dá-nos a graça, Jesus, de vivermos como S. Paulo

Apaixonados por Ti, crucificados contigo.

Dá-nos a graça de considerar tudo lixo,

A não ser Tu, nosso tesouro e nossa pérola.

Dá-nos a graça, Jesus Crucificado,

De aprender a fazer oferta dele,

A ser "hóstias vivas",

Com o desejo sincero de que o mundo tenha vida.

Dá-nos a graça de imitar tua Mãe,

A Senhora das Dores,

No modo de aceitar e viver o seu holocausto,

A sua oferta e a sua entrega junto à Cruz.

Faz-nos, Jesus, ajudar e amar os que sofrem.

Ajuda-nos a não aumentar o sofrimento de ninguém

E faz de cada um de nós um "bom samaritano".

Que todos tenham lugar no nosso coração.

 

 

(PEDROSO, DÁRIO - Palavra e Eucaristia. Horas Santas. Braga: Editorial A.O., 2009)

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

5 minutos com Deus

Saber falar e saber calar; não sabemos o que será mais fácil ou mais difícil, mais conveniente ou mais meritório. Calar, a respeito de si próprio, é humildade; não falar de si, ainda que se sinta o desejo de expor os seus próprios méritos, ou as suas ideias ou iniciativas, é sinal de verdadeira humildade.

 

Calar os defeitos alheios é a caridade. Não criticar os outros, as suas atitudes, as suas intenções, os seus actos, não formular juízos comparativos, não falar tanto dos outros sempre com um tom de crítica ou pessimismo, é verdadeiramente caridade. Calar a tempo é prudência. Não falar quando sentimos o impulso da reacção, quando temos na ponta da língua uma série de palavras injuriosas é prudência. Calar na dor é heroísmo. Não derramar no coração dos outros o sofrimento próprio, as dores íntimas, torná-los participantes não tanto dos sofrimentos quanto das alegrias, guardando os sofrimentos para nós próprios é, sem dúvida, heroísmo.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

publicado por ssacramento às 22:01
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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

A verdadeira alegria

Do séc. XI chega-nos o pensamento de um importante teólogo e filósofo medieval, S. Anselmo na procura incessante de Deus. No seu «Proslógion» ele começa de uma forma tão simples e reveladora na busca pela Verdade: "Que eu Vos conheça e Vos ame, para encontrar em Vós a minha alegria". Não andamos nós no nosso dia-a-dia tristes, desiludidos, deprimidos, por vezes com alguma razão, mas outras sem qualquer razão aparente, deixamo-nos abater pela tristeza, insegurança e pela dúvida até.

 

É aqui que precisamos de ter fé, de acreditar, deixar que Deus entre em nós. Para que isso aconteça, necessitamos de abrir caminho, entrar na selva da nossa civilização e desbravar um percurso seguro. Temos de o fazer de forma que Deus, na sua infinita misericórdia, se sinta "motivado" a conceder-nos a alegria que este monge beneditino perseguia.

 

Esta alegria centrava-se não só no conhecimento e no amor a Cristo, mas também na humildade como ser humano pecador ao dizer: "E se não o posso alcançar plenamente nesta vida, que ao menos me vá aproximando, dia após dia, dessa plenitude".

 

E é este aproximar em direcção a Deus, de uma forma sólida, decidida e humilde que precisamos, para que um dia a nossa alegria " seja plena mediante a posse da realidade".

publicado por ssacramento às 23:01
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

A perfeição do amor

É impressionante como Jesus insiste no amor aos nossos inimigos. Só assim o Pai nos reconhece como seus verdadeiros filhos. E Jesus deu-nos o exemplo amando a todos, mesmo aqueles que O crucificaram. Até conseguiu pedir perdão para eles, dizendo: "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". Amar os amigos, os familiares, os que nos tratam bem e fazem bem, não nos é muito difícil, mas Jesus vai mais longe: o amor cristão, o amor verdadeiramente evangélico, a caridade teologal tem que nos levar ao amor aos nossos inimigos, mesmo que isso nos custe muito e nos seja difícil.

 

Só o Espírito Santo, que é amor eterno e que está em nossos corações desde o dia do nosso Baptismo, nos pode ajudar a amar os inimigos, os que disseram mal de nós, os que não nos estimam, os que nos ofenderam. Só vivendo este amor seremos verdadeiros cristãos. O Pai quer que todos os seus filhos se amem como irmãos. Como vai o nosso amor ao próximo? Como amo e trato os meus "inimigos"? Como vivo este mandamento de Jesus?

 

 

(PEDROSO, DÁRIO - Palavra e Eucaristia. Horas Santas. Braga: Editorial A.O., 2009)

publicado por ssacramento às 21:45
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Domingo, 19 de Abril de 2009

Domingo da Divina Misericórdia

Celebra-se hoje o domingo da Divina Misericórdia. Na sua encíclica Dives in Misericordia, o papa João Paulo II deixou-nos um documento importante para reflectirmos sobre a Misericórdia Divina.

 

"A mentalidade contemporânea, talvez mais do que a do homem do passado, parece opor-se ao Deus de misericórdia e, além disso, tende a separar da vida e a tirar do coração humano a própria ideia da misericórdia. A palavra e o conceito de misericórdia parecem causar mal-estar ao homem, o qual, graças ao enorme desenvolvimento da ciência e da técnica, nunca antes verificado na história, se tornou senhor da terra, a subjugou e a dominou. Tal domínio sobre a terra, entendido por vezes unilateral e superficialmente, parece não deixar espaço para a misericórdia (...).

 

A geração contemporânea tem consciência de ser uma geração privilegiada, porque o progresso lhe proporciona imensas possibilidades, insuspeitadas há apenas alguns decénios. A actividade criadora do homem, a sua inteligência e o seu trabalho provocaram mudanças profundas, quer no campo da ciência e da técnica, quer no plano da vida social e cultural. (...) As novas técnicas da comunicação favorecerão maior participação nos acontecimentos e intercâmbio crescente de ideias. As conquistas das ciências biológicas, psicológicas e sociais ajudarão o homem a penetrar na riqueza do seu próprio ser. (...) Mas também existem dificuldades que se vão avolumando. Existem inquietudes e impotências a exigirem que se lhes dê a resposta profunda que o homem sabe que tem de dar.".


A referida encíclica está disponível, na íntegra, aqui.



(Imagem disponível em http://www.misericordia.com.br/img/misericordioso.jpg)

publicado por ssacramento às 14:05
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Sábado, 18 de Abril de 2009

A Igreja e a Web 2.0

Todos nós certamente já ouvimos falar da Web 2.0. De uma forma muito sucinta, podemos dizer que se trata de uma nova forma de encarar a Internet, assentando em tecnologias e serviços com características comuns, como o dinamismo, a interactividade, a colaboração, em que os utilizadores são simultaneamente criadores.

 

A Internet, em si mesma, não é boa nem má. É mais um meio que as pessoas dispõem  e que poderá ser utilizado para comunicar, aprender, divertir-se. Tudo depende do uso que se faça dela. É fácil de perceber que, do mesmo modo que ao circularmos numa estrada devemos cumprir as regras de trânsito e tomar precauções para não termos acidentes, igual atitude somos obrigados a escolher quando navegamos pela Internet.

 

Os cristãos não podem ficar indiferentes à evolução tecnológica. Esconder a cabeça debaixo da areia, criticando a utilização que se faz das redes sociais, dos serviços de comunicação em linha como fóruns e chats, dos blogs e de todas as outras potencialidades da Web, não será a atitude correcta. Basta lembrar a abertura do canal do Vaticano no Youtube (www.youtube.com/vatican). Porque não utilizar as redes sociais, como o Hi5, Facebook, Myspace, ..., como espaços de evangelização? A actual missionação não passará também por esses espaços?

 

Nesta linha de pensamento, se posiciona o portal Cristo Jovem, que já aderiu a diversas redes sociais, como o Hi5 (http://cristojovem.hi5.com), myspace (http://www.myspace.com/cristojovem), Twitter (http://twitter.com/cristojovem) .O mesmo sucede, por exemplo, com o Grupo Vocacional das Irmãs Vitorianas (http://bemvindamiga07.hi5.com). Como referia o papa João Paulo II "para difundir a mensagem cristã (...) é necessário integrar a mensagem nesta nova cultura criada pelas modernas comunicações". Não é substituir uns meios por outros, é apenas pôr as novas tecnologias ao serviço do Evangelho.     

 

publicado por ssacramento às 18:05
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Um ano a caminhar com São Paulo: "Se alguém não quer trabalhar, também não coma"

Para a maioria das pessoas o trabalho é o principal ganha-pão. É a trabalhar que as qualidades da pessoa mais se manifestam. Daí a variedade de profissões que, na sua complementaridade, são um dos principais factores de progresso e da união, imprescindíveis em qualquer sociedade organizada.

 

Mas o trabalho também é um dever. Em 2 Ts 3,6-13, Paulo aborda esta questão do trabalho. Perante o drama do desemprego, que a tantos afecta, será justo dizer que se alguém não quer trabalhar, também não coma?

 

No referido texto bíblico, o motivo que levava alguns cristãos de Tessalónica a proceder desordenadamente, deixando de trabalhar e fazendo coisas inúteis, tinha lógica: o dia do Senhor estava iminente e, com ele, o fim do mundo, para quê então trabalhar, se o produto do trabalho estava condenado à ruína. Não era preferível dedicar-se a outras actividades, mais especificamente religiosas, para assim estarem melhor preparados para receber o Senhor?

 

Para o cristão, o trabalho é um dever por ser um exercício da caridade. Como tal, não está condicionado à sua remuneração. Não é que não tenha esse direito. Mas o cristão trabalha, primariamente, porque ama. Com o produto das suas mãos e do seu cérebro eleva o mandamento do Criador: crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra (Gn 1,28) à dimensão ilimitada e incondicional, própria da caridade que Ele manifestou em Cristo.

 

Paulo também refere que o trabalho deve ser feito com tranquilidade: não vivendo para trabalhar, mas sim o contrário. Quem tudo sacrifica aos lucros do trabalho, acaba por arruinar a sua vida e a dos outros e por faltar à caridade e à vigilância por ela exigida.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

publicado por ssacramento às 22:49
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Vencida a morte, toda a esperança é possível

Os últimos dias foram vividos pela Igreja Católica com uma intensidade digna de registo. A Ressurreição de Jesus Cristo ainda está "recente" entre nós; permitiu-nos, como dizia D. Manuel Clemente, bispo da diocese Portucalense, numa das suas homílias, passar da «obscuridade à plena luz». Tudo ficou mais transparente e cristalino: «Passámos a outra compreensão das coisas; é tudo tão surpreendente que não o imaginaríamos nunca, apesar das profecias». E nós, passados 2000 anos, embora não sendo contemporâneos de Jesus, somos privilegiados, pois podemos reflectir, escutar, ler a mensagem de Jesus e sabermos o que se passou.

 

D. Manuel Clemente arranca uma frase admirável na sua homília da Vigília Pascal: «Vencida a morte, toda a esperança é possível». Esta é de facto uma frase maravilhosa. E porquê? Ela encaixa de uma forma perfeita no nosso tempo de injustiças, crueldades, mas também nos transmite, de uma forma esclarecedora, esperança de uma vida melhor. Neste sentido, o bispo do Porto dá-nos a receita para que possamos usufruir de um dos maiores dons de Deus , a vida:

  1.  Guardar e fazer frutificar a criação, sem a deteriorar nem distorcer a sua realidade própria e o seu equilíbrio geral.
  2. Reconhecer e respeitar activamente a vida de Deus, em cada pessoa, da concepção à morte natural.
  3. Tudo fazer para que as famílias se constituam com responsabilidade e viabilidade, como células insubstituíveis duma sociedade inteiramente humana.
  4. Conseguir que todos acedam ao trabalho que , além de necessário para ganhar o sustento, é condição indispensável para a realização de cada ser humano.
  5. Empenhar-se em tudo o que contribua para a justiça e a paz num mundo que é de todos e para todos, como Deus o criou e agora recupera em Cristo

Seria bom que nós cristãos meditassemos nestas sábias palavras, de forma a que «não nos diga respeito a crítica dum filósofo oitocentista, que não acreditava nos cristãos por não parecerem discípulos de um ressuscitado..»

 

(Adaptado de Homilia do Bispo do Porto na Vigília Pascal, 2009)

publicado por ssacramento às 21:30
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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

5 minutos com Deus

Ser um homem íntegro é uma meta que todos queríamos alcançar; mas a integridade pressupõe um processo de evolução que já foi percorrido antes de lá chegar. A integridade é o equilíbrio da autenticidade; o homem íntegro, o homem que tem uma personalidade definida e recta é aquele que, sabendo bem o que deve fazer, e convictamente, não se deixa levar por flutuações circunstanciais.

 

Ser íntegro não é apenas caminhar, mas caminhar sabendo para onde se vai. Quando se sabe para onde se vai, o mundo afasta-se para o deixar passar. Ser íntegro é potencializar a nossa personalidade pondo-a ao serviço dos outros, mas vendo neles a imagem de Cristo, que nos leva a Deus.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

publicado por ssacramento às 23:32
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Um empréstimo

Quando emprestamos um livro, normalmente não volta. Se volta, regressa amachucado, com a capa envelhecida. Quer dizer, alguém usou as nossas coisas sem cuidado. Uns dizem, quem empresta já sabe. Outros dizem, por isso é que não se empresta.

 

Deus emprestou-nos o mundo. Já não está como o recebemos. Por um lado, melhorámos o livro, por outro, só uma pequena minoria é que o pode ler. Pensemos, por exemplo, na água. Quanta água deitamos fora sem usar? É muito mais maçador estar sempre a abrir e fechar torneiras, tal como ter cuidado com os livros dos outros. Porém, a água também é minha, também é sua. Cuidar do mundo: esse pensamento também tem de estar sempre presente na nossa mente.

 

 

(Adaptado da Revista Mensageiro do Coração de Jesus, Abril/2009)

publicado por ssacramento às 23:50
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