Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Um espaço interior

Na Palavra da Revelação divina acha-se muito profundamente inscrita esta verdade fundamental: que o homem, criado à imagem de Deus, participa mediante o seu trabalho na obra do Criador e, num certo sentido, continua, na medida das suas possibilidades, a desenvolvê-la e a completá-la, progredindo cada vez mais na descoberta dos recursos e dos valores contidos em tudo aquilo que foi criado. Esta verdade encontramo-la logo no início da Sagrada Escritura, no Livro do Génesis, onde a mesma obra da criação é apresentada sob a forma de um « trabalho» realizado durante seis dias por Deus, que se mostra a «repousar» no sétimo dia. 

  

Esta descrição da criação, que nós encontramos já no primeiro capítulo do Livro do Génesis, é ao mesmo tempo, num certo sentido, o primeiro «evangelho do trabalho». Ela mostra, de facto, em que é que consiste a sua dignidade: ensina que o homem, ao fazer o trabalho, deve imitar Deus, seu Criador, porque traz em si — e ele somente — este singular elemento de semelhança com Ele. O homem deve imitar Deus quando trabalha, assim como quando repousa, dado que o mesmo Deus quis apresentar-lhe a própria obra criadora sob a forma do trabalho e sob a forma do repouso.

 

Por isso, também o trabalho humano não só exige o repouso cada «sétimo dia», mas além disso não pode consistir apenas no exercício das forças humanas na acção exterior: ele tem de deixar um espaço interior, no qual o homem, tornando-se cada vez mais aquilo que deve ser segundo a vontade de Deus, se prepara para aquele «repouso» que o Senhor reserva para os seus servos e amigos.

 

(Laborem exercens - João Paulo II)

publicado por ssacramento às 23:45
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Domingo, 27 de Setembro de 2009

Dia de eleições

Hoje é dia de eleições. Votar é um direito, mas também é um dever. Como cristãos não nos podemos esquecer dessa tarefa, dessa conquista árdua, que no presente permite a cada um de nós exercer as suas escolhas.

 

O Evangelho do domingo passado dava-nos uma missão a cumprir: "Quem quiser ser o primeiro será o último de todos". Quem está no poder deve ter em conta esta frase. Na família, o pai e a mãe estão ao serviço dos filhos. Quando pensamos num médico, num padre, professor, ou em qualquer outra profissão, vemo-los ao serviço dos outros. Do mesmo modo, o Presidente da República, os ministros, deputados, Presidentes da Câmara ou de Juntas de Freguesia, todos os detentores de cargos políticos, não estão ao serviço de si próprios, mas sim dos outros, da comunidade por quem foram eleitos.

 

Neste dia, pedimos ao Senhor para que os nossos governantes saibam servir e orientem as leis para o respeito pela pessoa e pela vida humana, valorizando o trabalho, a cultura, o bem-estar de todos os povos.

 

 

(Imagem disponível na Wikipedia)

publicado por ssacramento às 12:30
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Sábado, 26 de Setembro de 2009

Cidade universal de Deus

 

("Caritas in veritate" - Bento XVI)

publicado por ssacramento às 23:43
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

Descoberta arqueológica

Uma nova descoberta em Jerusalém está a permitir a construção de uma imagem mais clara do local onde, supostamente, Jesus terá concedido a visão a um homem cego de nascença. Arqueólogos desenterraram, em Jerusalém, uma área pavimentada e um canal de água no mesmo sitío onde se encontra a piscina que, para alguns cristãos, foi onde Jesus restabeleceu a visão de um cego.

 

A descoberta vai permitir aos especialistas construir uma imagem mais clara de como poderá ter sido a Piscina de Siloé na época de Jesus. Para além disso, vai ajudar a fundamentar o facto de que era usada para rituais de imersão e não apenas um tanque, como muitos pensavam. Durante a escavação foram encontradas moedas antigas, de meados do século anterior ao do nascimento de Jesus, que terão sido usadas na construção da piscina.

 

De acordo com o relato evangélico, Jesus cobriu os olhos do cego com barro, ordenando-lhe que se lavasse na piscina. E, segundo o Evangelho de João, «o cego foi, lavou-se e voltou a ver». A piscina também é citada por fontes judaicas como um lugar onde a água é considerada ritualmente pura para ser usada em cerimónias. O local em causa fica perto da Cidade Velha de Jerusalém num território ocupado por Israel durante a guerra de 1967.

 

(Revista Bíblica - Jul / Ago 2009)

publicado por ssacramento às 23:43
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

O agape

O amor a Deus e a uma pessoa corresponde ao mesmo sentimento dentro de nós. Mas, ainda assim, existem diferenças. Os gregos não têm apenas uma palavra para verbalizar o amor, mas sim três conceitos que permitem descrever melhor a relação entre o amor a Deus e o amor a outros seres humanos.

 

Existe o eros, o amor cobiçoso. Sentimo-nos atraídos pelo outro. Os gregos apresentam o Eros como um jovem arqueiro que atira as suas setas do amor. Aquele que é atingido por uma das setas de Eros fica eternamente apaixonado por essa pessoa. Deseja tê-la a todo o custo e unir-se a ela.

 

Philia é o amor entre amigos. É o amor que se alegra pela maneira de ser dos amigos. Os gregos cantavam recorrentemente o elogio da amizade. Para eles, o amor dos amigos era um bem valioso.

 

E depois existe também o agape. Trata-se do amor a Deus, ou do amor puro pelos outros seres humanos. É uma fonte de  amor que gostaria simplesmente de correr sem cessar. Corre para as pessoas, para toda a criação - para as plantas e os animais que existem à nossa volta, para tudo aquilo que nos rodeia. Não nos podemos obrigar a amar este ou aquele. O amor está simplesmente lá. É deste amor que trata aquilo que é dito na Primeira Carta de João: « Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» ( 1 Jo 4,16).

 

(Grün,Anselm - O livro das respostas. Paulinas Editora: Prior Velho,2007)

publicado por ssacramento às 22:25
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Leitura assídua da Bíblia

A Intenção Geral do Santo Padre para o mês de Setembro é resumida na frase: "Que a Palavra de Deus seja mais conhecida, acolhida e vivida como fonte de liberdade e alegria".

Para que a Palavra de Deus alcance a dimensão que ela possui, é necessário, antes de mais, conhecê-la. E para conhecê-la é indispensável familiarizar-se com a Bíblia.


O estudo da Palavra de Deus é absolutamente necessário, pois a Bíblia foi escrita à muitos anos, numa língua e cultura muito diferentes da nossa. O conhecimento da Bíblia é tão importante que S. Jerónimo chega a afirmar que o desconhecimento das Escrituras é desconhecimento de Deus. Só a pouco e pouco é que a Bíblia pode ser conhecida, e a familiaridade com ela exige continuidade.


A Palavra de Deus é uma  «arma» indispensável na luta espiritual; ela age eficazmente e produz frutos, quando aprendemos a vivê-la no dia-a-dia. Uma maneira bem concreta de viver a Palavra é a Lectio divina, ou seja, a leitura assídua da Bíblia, acompanhada pela oração, num diálogo íntimo no qual, lendo, escutamos Deus que nos fala, e rezando, lhe respondemos com confiante abertura do coração.


 

(Revista Mensageiro do Coracão de Jesus - Set. 2009)

publicado por ssacramento às 07:12
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

A Sé do Porto: de ermida a catedral

Quando olhamos para o Morro da Pena Ventosa e observamos todo aquele casario, há algo que predomina e enche o nosso olhar. A Catedral. A Catedral da diocese Portucalense, na sua dualidade de fortaleza e Casa do Senhor, transmitiu, desde os primórdios da nossa nacionalidade, segurança ao pequeno burgo da cidade do Porto, levando-o a estender-se para além da sua primitiva cerca.

 

Recuando no tempo, esta imponente Catedral desaparece e dá lugar a uma humilde ermida pré-românica, do início do séc. XII. Esta diminuta ermida estaria, segundo alguns historiadores, localizada próxima do chamado «Claustro Velho». Quando é que esta ermida foi destruida para dar lugar à construção da Catedral? A esta interrogação respondem os historiadores diversamente, com poucas certezas e muitas dúvidas. Se não vejamos.

 

É este templo diminuto que obriga D. Pedro Pitões, em 1147, a fazer um sermão no adro, aos cruzados, próximo até de um cemitério, convencendo-os a juntarem-se a D. Afonso Henriques na conquista da cidade de Lisboa. Para alguns historiadores, este é um episódio que relega a construção da Catedral para a segunda metade do séc. XII. O facto do sermão aos cruzados ter sido no exterior da igreja pode ter levado D. Pedro Pitões a pensar na hipótese de construir uma Catedral condigna.

 

Por outro lado, a tese tradicional do início da construção é atribuida ao bispo do Porto D. Hugo e à rainha D. Teresa, esposa do conde D. Henrique, e a sua conclusão a D. Mafalda, esposa do primeiro rei de Portugal. Há mesmo um historiador que afirma que a celebração da primeira missa ocorreu na actual igreja, em 1120, estando pois já concluída a primeira parte do templo. Este templo merece pois a nossa visita. Deixemos que ele nos conte a sua história e nos ilumine através da sua rosácea do séc. XIII, constituindo ainda a principal fonte de luz do interior da nave central.

 

 

(Imagem disponível na Wikipedia)

publicado por ssacramento às 18:04
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Domingo, 20 de Setembro de 2009

A mania das grandezas...

Jesus colocou uma criança no meio dos seus discípulos, a fim de os instruir sobre quem é o maior e o primeiro aos olhos de Deus. É muito comum entre os homens a mania das grandezas. Quem se considera lá em cima, "olha de cima para baixo" para os demais. O mais de um, vive do menos do outro.


As crianças olham para cima: para a mãe e para todos, aguardando, dos maiores, coisas boas. Absorvidas na contemplação, as crianças sabem observar pormenores que, aos adultos, parecem insignificantes e sem interesse: um passarinho a saltitar, um fio de água a correr,... Vêem, apreciam, admiram, sem críticas nem condenações.


Na Eucaristia, Deus desce até nós e renova a nossa dignidade de filhos seus. E acaba a diferença entre "lá em cima" e "cá em baixo", entre humanos que são filhos iguais perante o Amor que se dá em comunhão. É o Espírito do Senhor que nos  liberta da preocupação com a grandeza e nos leva a servirmo-nos uns aos  outros com os dons que Deus nos deu.

 

(Revista Mensageiro do Coração de Jesus - Set 2009)

publicado por ssacramento às 23:04
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Sábado, 19 de Setembro de 2009

Recomeço

Ao longo dos dois últimos anos e meio, temos tentado deixar, de uma forma mais ou menos diária, pequenas reflexões que nos pudessem ajudar a aproximar-nos de Deus e dos irmãos. Mas nem sempre é fácil manter esse ritmo de escrita. Afazeres profissionais obrigaram-nos a uma breve paragem. E como não há "regra sem excepção", neste caso o parar não significou morrer.

 

No início de mais um ano lectivo, recomeçamos o blogue. Talvez não consigamos realizar 7 artigos por semana, quem sabe só possamos deixar 4 ou 5. Contudo, tal como a Paróquia quis hoje entregar em Fátima, a Maria, todo o seu projecto pastoral, em uníssono com o nosso Bispo e a Missão 2010, também o blogue renasce, depositando aos pés de Maria e nas mãos do Senhor a sua vontade de evangelizar.

 

 

 

A Folha Pão e Vida desta semana informa-nos sobre o início da Catequese Paroquial, que terá o seu recomeço no dia 3 de Outubro (sábado), pelas 15 horas. As inscrições irão decorrer no seguinte horário:

- quartas-feiras, 23 e 30, das 17,30 às 19 horas (no secretariado);

- sábado, 26, das 10 às 12 horas (no secretariado);

- domingos, 20 e 27, antes e após as missas dominicais (na Igreja).

 

Organizado pela Vigararia do Porto-Poente, vai realizar-se um curso de iniciação à Catequese, com início a 6 de Outubro, das 21 às 23 horas, na Casa Diocesana de Vilar. O Secretariado Diocesano para Catequistas também organiza um curso geral, que começará no dia 9 de Outubro, no mesmo local e em horário pós-laboral.

publicado por ssacramento às 11:45
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