Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Jesus seguiu o caminho da caridade

Só os peixes mortos vão com a corrente... Oposição, resistência, agir segundo convicções bem fundamentadas, exige coragem e é sinal de vitalidade. Disso deu exemplo e testemunho Jeremias (1ª Leitura).

 

Jesus foi expulso da sua própria terra,  ameaçado de morte. «Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho». Com Jesus, devemos aprender a ir-nos embora sem ressentimento, mas com os pés bem assentes no solo da fé e da confiança, como uma árvore de raízes firmes.

 

Também é verdade que há coisas em que nos assemelhamos aos habitantes de Nazaré, que aplaudiram e expulsaram o Senhor: somos selectivos, isto é, só ouvimos o que gostamos de ouvir. Temos que permitir a Jesus que nos ensine uma coisa e outra: o que espontaneamente nos toca, agradando-nos, e o que nos parece estranho e difícil de aceitar.

 

Que possamos dizer com verdade: foi d'Ele que aprendi, sem Ele não chegaria lá. A caridade que Jesus tanto apregoou, pôs em prática e «levou até ao extremo» (Jo 13, 1) é de facto um dos maiores ensinamentos de Jesus. S. Paulo na leitura de hoje diz-nos: «Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade».

 

(Revista Mensageiro do Coração de Jesus, Janeiro/2010)

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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

A "Vida oculta" de Jesus - II

A primeira coisa que fizeram os pais  com o Menino Jesus, pouco depois do seu nascimento, foi dar-lhe um nome. Isto realizava-se no meio de uma alegre cerimónia, celebrada no oitavo dia, como ordenava o Génesis (17,12), e perante várias testemunhas.


O nome que José e Maria lhe puseram foi Yehoshua, que em hebraico significa Josué. Pela Bíblia sabemos que na Palestina esse nome costumava ser abreviado e pronunciar-se Yeshua, por razões de familiaridade. Por sua vez, na Galileia, onde se falava de um modo diferente do resto do país, e onde vivia a Sagrada Família, abreviava-se ainda mais e pronunciava-se Yeshu. Por isso, os primeiros cristãos de origem grega traduziram-no mais tarde por Jesus.


O nome de Yeshua, no século I, era um dos mais comuns e normais de então. Assim o vemos, por exemplo, no escritor Flávio Josefo, que nas suas obras menciona mais de 20 pessoas que se chamavam Jesus na história judaica; das quais, pelo menos 10 são contemporâneas de Jesus de Nazaré.


Em hebraico, Jesus (ou Josué) significa "Deus salva". E não puseram esse nome apenas em homenagem ao comandante hebreu Josué, mas porque, segundo  Mateus, um anjo disse a S. José: «dar-lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados» (Mt 1,21).


(Artigo de Ariel Álvarez Valdés, in Revista Bíblica - Jan/Fev. 2010; Imagem disponível na Internet)

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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

5 minutos com Deus

Todos nós aborrecemos a guerra e somos partidários da paz; mas uma coisa é ser partidário da paz e outra é ser construtor da paz, difusor da paz. Queremos a paz no mundo, mas é impossível implantar a paz no mundo se primeiro não reina a paz na nossa pátria; por sua vez, a paz na pátria alicerça-se na paz nas famílias. Mas também é utópico pretender a paz na família se cada um de nós não gozar de paz no seu íntimo.

 

Só o Homem pacífico consigo próprio pode ser pacífico com os outros. Para ser pacífico, porém, é preciso ser um Homem de boa vontade, pois só aos homens de boa vontade foi prometida a paz. Mas lembremo-nos de que não podemos ser homens de boa vontade se não formos homens de Deus, se não cumprirmos sempre e em tudo a vontade de Deus.

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Bíblia para os nossos dias

Na sinagoga de Nazaré, Jesus lê e comenta um texto do profeta Isaías, escrito mais de 500 anos antes. Desde a presença de Jesus na terra, já lá vão mais de dois mil anos. Apesar disso, os ensinamentos bíblicos continuam actuais. Jesus soube traduzi-los para os seus ouvintes. Nós precisamos de os saber aplicar, devidamente interpretados, aos nossos dias. Não se trata de velhas histórias de tempos imemoriais, hoje ultrapassadas.

 

"Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir", disse Jesus, séculos depois de ela ter sido escrita. Porque Ele a traduziu em vida, ao anunciar  a Boa Nova aos pobres, ao intervir para libertar todo o tipo de cativos, ao dar vista aos cegos, ao dar atenção aos oprimidos. Hoje, somos pobres, de um outro modo, frágeis e necessitados de auxílio; hoje, somos cegos, incapazes de reconhecer o nosso estado, não dispostos a seguir, com fidelidade, a nossa vocação. Do encontro com Cristo recebemos a libertação, olhos novos, coragem para recomeçar a crer e confiar. Antes de mudar o mundo, tem de mudar a pessoa individual. Curados, perdoados, encorajados por Ele, através da Palavra e do sacramento, podemos perdoar, alumiar, dar ânimo aos irmãos.

 

(Revista Mensageiro do Coração de Jesus, Janeiro/2010)

publicado por ssacramento às 22:52
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

A "Vida oculta" de Jesus - I

Todos sabemos o que Jesus fez durante os três anos da sua vida pública. Mas o que fez durante os mais de 30 anos anteriores? O que sabemos desse longo período é um episódio que sucedeu aos 12 anos, quando Ele se perdeu em Jerusalém durante uma festa da Páscoa, e como José e Maria o encontraram «no templo, sentado entre os doutores a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos quantos o ouviam, estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas» (Lc 2,46-47). Mas, imediatamente a seguir, o Evangelho diz que regressou para Nazaré e o véu do mistério desce de novo ocultando todas as suas actividades durante os 20 anos seguintes.


No entanto, o Evangelho de S. Lucas proporciona duas pistas. A primeira, depois de narrar a apresentação do menino Jesus no Templo de Jerusalém, poucos dias depois de ter nascido, diz que José, Maria e o menino «regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré. Entretanto, o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele» (Lc 2,39-40). Portanto, o evangelista informa-nos claramente que Jesus passou os anos seguintes da sua vida na povoação de Nazaré, onde experimentou um desenvolvimento físico, intelectual e religioso, como qualquer menino da sua idade.


A segunda, depois de contar que o menino Jesus se perdeu aos 12 anos na cidade de Jerusalém e foi encontrado no Templo, diz que «desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. (...) E Jesus crescia em sabedoria, estatura e em graça, diante de Deus e dos homens» (Lc 2,51-52).


Isto é confirmado por um episódio no Evangelho de Marcos. Quando Jesus pregou pela primeira vez na sinagoga de Nazaré, os aldeãos galileus, ao ouvi-lo, encheram-se de assombro e disseram: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria?» (Mc 6,2-3).


Se Jesus não saiu de Nazaré durante a sua infância e a sua juventude (além das suas peregrinações a Jerusalém, ou de alguma viagem ocasional a alguma povoação vizinha), que fez em todos esses anos? Apesar disso, é possível saber-se algo mais, graças aos descobrimentos arqueológicos e literários que actualmente possuímos.



(Artigo de Ariel Álvarez Valdés, in Revista Bíblica - Jan.-Fev. 2010; Imagem disponível na wikipedia)

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Domingo, 17 de Janeiro de 2010

A Família, um património da Humanidade

"A propósito da Bodas de Caná, de que nos fala hoje o Evangelho de S. João, transcrevemos o nº 1603 do Catecismo da Igreja Católica:


«A íntima comunidade da vida e do amor conjugal foi fundada pelo Criador e dotada de leis próprias. O próprio Deus é o autor do património» (GS 48). A vocação para o matrimónio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, tais como saíram das mãos do Criador. O matrimónio não é uma instituição puramente humana, apesar das numerosas variações a que esteve sujeito no decorrer dos séculos, nas diferentes culturas, estruturas sociais e atitudes espirituais. Tais diversidades não devem fazer esquecer os traços comuns e permanentes. Muito embora a dignidade desta instituição nem sempre e nem por toda a parte transpareça com a mesma clareza, existe, no entanto, em todas as culturas, um certo sentido da grandeza da união matrimonial. Porque «a saúde da pessoa e da sociedade está estreitamente ligada a uma situação feliz da comunidade conjugal e familiar» (GS 47)."

 

(Folha Pão e Vida, nº 538; Imagem disponível na Wikipedia)

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Sábado, 16 de Janeiro de 2010

5 minutos com Deus

Todos temos muito boa vontade. Apesar disso ofendemo-nos mutuamente, ferimo-nos uns aos outros, porque não temos nem os mesmos gostos, nem as mesmas inclinações, nem a mesma maneira de ser. Daí a necessidade, que nos urge, de sermos mutuamente compreensivos, de sabermos compreender, de dissimularmos o que nos magoa, de perdoarmos, de esquecer agravos, de não sermos excessivamente susceptíveis.

 

Quem perdoa é digno de ser perdoado: com a medida com que medirdes, sereis medidos. Quem compreende com facilidade será facilmente compreendido. Quem é bom para com todos, conseguirá que todos sejam bons para consigo. Quem ama, será amado. Quem não ama ninguém, não estranhe que ninguém o ame; não estranhe e não se queixe; não se queixe e não deite as culpas aos outros, pois é ele o culpado, o causador da frieza que nota à sua volta.

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Aberto e nunca fechado

O livro "Jesus de Nazaré", do Papa Bento XVI, é não só de uma riqueza incomensurável, mas também de uma oportunidade única para os dias em que vivemos. Senão vejamos.

 

"Naturalmente pode-se perguntar por que motivo Deus não terá criado um mundo onde a sua presença seja mais evidente; por que razão Cristo não terá deixado atrás de si um esplendor tal da sua presença, que fascine todo e qualquer um de modo irresistível."

 

Se assim fosse tudo seria diferente. Mais fácil e todos acreditariam. Não era preciso ter Fé...Mas deixemo-nos destas considerações de um leigo e continuemos a meditação destas palavras para entrarmos no interior do pensamento de sua santidade:

 

"Trata-se do mistério de Deus e do homem, no qual não podemos penetrar. Vivemos neste mundo, onde precisamente Deus não tem a evidência de algo que se possa tocar com a mão, mas só pode ser procurado através do ímpeto do coração, o «êxodo» do «Egipto»."

 

O difícil torna-se "fácil". A chave de abertura da porta para Cristo está na Bondade que cada um de Nós transmite ao seu semelhante. O nosso coração terá de ser arrojado, tolerante mas firme nas nossas convicções cristãs, a placa tem de ser esta: Aberto e nunca fechado. Continuemos fluindo na mensagem que as palavras finais nos reserva Bento XVI.

 

"Neste mundo, temos de opor-nos às ilusões de falsas filosofias e reconhecer que não vivemos só de pão, mas primariamente da obediência à palavra de Deus. E somente onde esta obediência for vivida é que nascem e crescem aqueles sentimentos que permitem remediar também pão para todos."

 

O amor ao próximo só pode gerar mais e mais amor. É como uma bola de neve  que uma criança deita de cima de um monte . Cresce, cresce...

 

 

(J.S.; Imagem disponível em http://www.buques.com.br/fotos/ixora.jpg)

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Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

5 minutos com Deus

Com um ideal na tua vida, sentir-te-ás mais feliz e caminharás mais seguro na vida. Um ideal que polarize todos os teus esforços e pensamentos; um ideal que seja o mastro principal da nave na tua vida. O ideal, mesmo que nunca chegues a alcançá-lo, far-te-á sempre bem, porque, ao fim e ao cabo, o ideal consiste em tender sempre para a frente.


Um ideal que se alcança deixa de ser ideal e deve ceder o lugar a outro verdadeiro ideal ainda não alcançado. O homem sem ideal é um viajante sem bússola. Os homens sem ideal são um rebanho sem pastor e sem caminho. Perder o ideal é perder o rumo, e perder o rumo é expor-se à perda de tempo e de esforços, a deparar-se em última instância com a desilusão. É expor-se a que o cansaço se apodere da vida e então a vida deixa de ter sentido; já não se vê por quê e para quê continuar em frente.

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

As Janeiras cantadas à porta da nossa Igreja

No passado fim-de-semana, o Rancho Folclórico da Escola Infante D. Henrique, o Grupo de Escuteiros 449 e o Grupo Coral do Santíssimo Sacramento cantaram ao Menino no final das eucaristias das 19 horas. Desta forma, estão a fazer o ANÚNCIO para a Missão 2010, conforme o programa apresentado pelo bispo do Porto.

 

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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

A grande notícia

Com a celebração da festa do Baptismo de Jesus, que se celebra amanhã, encerra o tempo chamado do Natal. Rapidamente passamos do acolhimento ao menino nascido em Belém à apresentação oficial e em público de Jesus como Filho de Deus.

 

Lucas situa Jesus a ser baptizado num baptismo geral: «Todo o povo tinha sido baptizado; tendo Jesus sido baptizado também» (Lc 3, 21). Não dá muitos pormenores. Aqui contemplamos Jesus confundido com os pecadores.

 

Jesus solidariza-se com todos os que se esforçavam por voltar para Deus. E é aí que o Pai o dá a conhecer: «Tu és o meu Filho muito amado; em ti pus o meu encanto» (Lc 3, 22). Este facto abre-nos as portas a uma grande notícia: de cada vez que nos confessamos pecadores temos o caminho aberto para sermos reconhecidos como filhos por parte de Deus.

  

(Adaptado de Ginel,Álvaro;Ayerra,Mari - A palavra do Domingo. Comentário e oração - ano C. Porto: Edições Salesianas, 2006; Imagem disponível em http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/9/98/Francesco_Albani_-_The_Baptism_of_Christ.jpg)

publicado por ssacramento às 17:04
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

O Deus das oportunidades

A época de Natal aproxima-se do seu termo e com ela instala-se uma certa nostalgia. A recolha das peças do presépio pode levar a este estado de espírito. Toda aquela azáfama imposta na compra do musgo e verdes, a procura da caixa onde cuidadosamente se guardou o presépio, a alegria ao colocar o "Menino" na manjedoura, contrasta com a melancolia do desfazer, de tornar a guardar todas aquelas "personagens" milenares num sítio "escondido" da nossa casa.

 

No entanto, é bom que apesar de "escondido" ele se  mantenha vivo a "latejar" no nosso coração. E é aí que a melancolia dá lugar a uma transformação do nosso ser. Renascemos. Podemos respirar uma lufada de ar puro.

 

Deus dá-nos mais uma oportunidade de crescermos e de emendar o que está errado. "Empurra-nos" para nos libertarmos dos nossos vícios e vivermos o nosso dia-a-dia tendo sempre Jesus no horizonte... E quem nunca contemplou um pôr-de-sol ao longe no horizonte? É um momento único, não é? O dia dá lugar à noite. Apesar disso, sabemos que o dia volta a acontecer. Jesus é igual, mesmo quando "dormimos" nunca nos abandona e se deixarmos ele volta a nascer para cada um de nós!

 

J.S

publicado por ssacramento às 17:09
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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

"A geração digital"

A intenção do Santo Padre para este mês de Janeiro tem como lema «Que os jovens saibam utilizar os meios modernos de comunicação social para seu crescimento pessoal e para se prepararem melhor para servir a sociedade». As novas tecnologias estão a provocar profundas transformações nos modelos de comunicação e nas relações humanas, principalmente nos jovens, a ponto de o Papa Bento XVI denominar esta geração como «geração digital».


A possibilidade de pessoas e grupos comunicarem livremente no mundo digital levou a um aumento massivo da informação disponível. Só como exemplo, na Internet, usando um motor de busca e a palavra "vampiro" (um dos temas da moda entre adolescentes), obtiveram-se, em 37 segundos, dois milhões e quinhentos mil resultados. A quantidade e a qualidade, porém, não andam necessariamente juntas.


Quanto à gestão dos imensos volumes de informação disponível, sobretudo na Internet, a forma mais eficaz é atender à qualidade das fontes: meios de comunicação de valor reconhecido, instituições respeitadas constituem, à partida, garantia de qualidade. O mais importante, no entanto, é o desenvolvimento de critérios que permitam fazer a selecção dos conteúdos e a reflexão crítica sobre os mesmos.


Pensando nos mais novos, isto implica sobretudo a educação dos valores: respeito por si próprio e pelo outro, apreço pela dignidade da pessoa, disponibilidade para o voluntariado e o serviço comunitário – para que seja natural aos mais novos recusarem a pornografia, o racismo, a violência gratuita, a discriminação, o egoísmo; apreço pelas formas democráticas de governo, preservação dos bens comuns, cuidado com natureza – tornando mais fácil a rejeição dos totalitarismos, dos comportamentos anti-sociais, das atitudes menos sadias; para os crentes, a educação no amor a Deus e ao próximo, a vivência comunitária da fé – abrindo caminho para dimensões da existência humana capazes de a dotarem de sentido e transcendência...



(Agência ECCLESIA; Revista Mensageiro do coração de Jesus - Jan. 2010)

publicado por ssacramento às 23:14
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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

O tempo do silêncio com Deus

4 de 2010. Sim, o ano passou novamente num ápice. O tempo não descansa, antes pelo contrário, "desloca-se à velocidade da luz". E para nós, qual é o ritmo do encontro, do diálogo com Deus?

 

Rodeados de grande ruído, vivendo tempos tumultuosos a todos os níveis, precisamos de nos refugiar  no silêncio. Aquele silêncio de ouro, que ajuda a conhecermo-nos, mas também, a entrarmos em comunicação com Deus.

 

Porque não procurarmos o silêncio de uma Igreja, para dialogarmos com Jesus,  o sossego de um jardim, para contemplarmos a obra de Deus? A nossa casa é talvez o sítio ideal para entrarmos no silêncio, em conversa com Deus. Por pouco que seja o tempo "gasto" nesse encontro, pois andamos todos muito atarefados, ele vai dar-nos energia e sabedoria para superarmos as nossas dificuldades. Santo Anselmo, no seu "Proslógion", dizia: "Deixa um momento as tuas ocupações habituais, ó homem; entra em ti mesmo, longe do tumulto dos teus pensamentos. Entrega-te uns momentos a Deus; descansa por algum tempo em sua presença." 

 

(J.S)

publicado por ssacramento às 09:58
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Domingo, 3 de Janeiro de 2010

S. Lucas, alimento espiritual no "dia do Senhor"

Ao longo deste ano litúrgico C, é o "Evangelho de Jesus Cristo segundo S. Lucas" que vai ser proclamado nas celebrações da Eucaristia dominical.


Na Idade Média, o Evangelho de Mateus foi dividido em 28 capítulos e o Evangelho de Lucas só em 24. Contudo, Lucas é o mais longo dos dois. Durante muito tempo, a Igreja privilegiou a leitura e os comentários de Mateus por causa da sua temática mais centrada na eclesiologia.


No decorrer dos séculos, Lucas nunca deixou de maravilhar o povo cristão: as parábolas do bom samaritano ou do filho pródigo, os episódios de Zaqueu e da pecadora arrependida, a importância atribuída à concepção e ao nascimento de Jesus.


Ainda que pareça caracterizado pela alegria, este Evangelho está articulado pelos elementos de um drama: a Salvação, preparada diante de todos os povos e para todos os povos, e o anúncio da Boa-Nova aos pobres abrem o caminho desde a Galileia até Jerusalém, mas parece ser derrotada aos pés da cruz. Por isso, tudo se reaviva na manhã de Páscoa como uma vitória do projecto de Deus através das derrotas.


Teófilo, o leitor "amigo de Deus", a quem o terceiro Evangelho e o livro dos Actos dos Apóstolos são dedicados, fica assim duplamente consolidado na sua fé.



 

 

(Saoût,Yves - Evangelho de Jesus Cristo Segundo S. Lucas. Cadenos Bíblicos. Fátima: Difusora Bíblica;1ª Edição, Set. 2009; Imagem disponível em http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7e/Saint_Luke.jpg)

publicado por ssacramento às 22:52
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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Uma mensagem do Papa

"É cada vez mais claro que o tema da degradação ambiental põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até económico. Torna-se indispensável uma real mudança de mentalidade que induza a todos a adoptarem novos estilos de vida, «nos quais a busca do verdadeiro, do belo e do bom e a comunhão com os outros homens, em ordem ao crescimento comum, sejam os elementos que determinam as opções do consumo, da poupança e do investimento». (...) Todos somos responsáveis pela protecção e cuidado da criação. Tal responsabilidade não conhece fronteiras. (...) É importante que cada um, no nível que lhe corresponde, se comprometa a trabalhar para que deixem de prevalecer os interesses particulares. (...) Não podemos permanecer indiferentes àquilo que sucede ao nosso redor, porque a deterioração de uma parte qualquer do mundo recairia sobre todos. As relações entre pessoas, grupos sociais e Estados, bem como as relações entre homem e ambiente são chamadas a assumir o estilo do respeito e da «caridade na verdade». 

 

A Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo. (...) Os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros.

 

(Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2010, in http://www.7arte.net/cgi-bin/VP/editorwww/ler_seccao2.pl?33|7; Imagem disponível em http://www.buques.com.br/fotos/margaridas.jpg)

 

publicado por ssacramento às 23:36
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