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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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A oração para Bento XVI

19.02.08 | ssacramento
O Homem compreende-se na sua relação com Deus, logo incumbe-lhe falar com Deus e escutá-Lo. O Evangelho diz-nos como devemos rezar. Se lermos o Evangelho de Mateus verificamos que a oração do Senhor - o Pai Nosso - é antecedida de uma breve catequese, com o objectivo de nos precaver contra as formas erradas de rezar (Mt. 6, 5-8) e, deste modo, adverte para que:
  • a oração não seja uma exibição diante dos homens. É necessária a discrição essencial a uma relação de amor. Também o amor de Deus por cada indivíduo é pessoal e único. No entanto, esta discrição não exclui a dimensão comunitária (o próprio Pai Nosso é uma oração na primeira pessoa do plural; usa o "nós"). Assim, no acto de rezar estão presentes, em simultâneo, o aspecto pessoal e o comunitário.
  • a oração não deve ser tagarelice, o exagero de palavras que asfixia o espírito. Todos conhecemos o perigo de recitar fórmulas habituais, enquanto o espírito vagueia por longe. Conseguimos o máximo grau de atenção quando pedimos a Deus qualquer coisa movidos por uma aflição ou quando Lhe agradecemos com o coração cheio de alegria algum benefício recebido.
A oração autêntica, o silencioso e íntimo permanecer com Deus, precisa de alimento, e para isso serve a oração concreta com palavras, representações ou pensamentos. A oração activa, que realiza e aprofunda o nosso permanecer com Deus, pode e deve brotar do nosso coração, das nossas aflições, esperanças, alegrias, sofrimentos, vergonha pelo pecado, agradecimento pelo bem. É uma oração pessoal. Porém, este facto não invalida o recurso às orações comuns à Igreja, que apoiam a nossa oração individual e inserem-na na comunidade.


(Adaptado de RATZINGER, Joseph - Jesus de Nazaré.Lisboa: A Esfera dos Livros, 2007)