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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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5ª Semana da Quaresma - Sábado

Amanhã celebramos o Domingo de Ramos. Hossana!

Na multidão que acolhe Jesus, há pobres, doentes, oprimidos. Ao verem Jesus, recobram esperança e gritam: "Hossana!", isto é, "Por favor, salva-nos!".

Jesus é da família de David. Jerusalém é a cidade de David. Apesar do rei David ter morrido Há 1000 anos, deixou a recordação de uma época feliz. Ao chamarem a Jesus "Filho de David", todos esperavam por essa alegria perdida.

Por meio de Jesus que vem em nome do Senhor, a multidão dirige-se a Deus. Através dele é Deus que ela acolhe. Hoje eu posso acolher a Deus abrindo o meu coração aos outros.

Do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa, para os cristãos de todo o mundo, é a semana mais importante do ano. É a Semana Santa.

Abrir com amor as mãos para partilhar com os que nada têm, abrir com amor o coração para oferecer a esperança aos que choram, abrir com amor a vida para receber a Palavra do Pai que envia a anunciar a Boa Nova a todos os que esperam pela felicidade que vem de Deus: é viver acolhendo como Jesus!

(DOLL, Françoise . A caminho da Páscoa. Porto: Edições Salesianas, 1993)



(Adaptado de http://www.infancia-misionera.com/ramoscolor.htm)

5ª Semana da Quaresma - Sexta-feira

Faz hoje 103 anos que nasceu Alexandrina Maria da Costa, na freguesia de Balasar, no concelho da Póvoa de Varzim. Poucos dias depois, a 2 de Abril, num sábado de Aleluia, foi baptizada. Desde 1925 que permaneceu no seu leito, devido a uma mielite na coluna dorsal, até à sua morte a 13 de Outubro de 1955. A Congregação para as Causas dos Santos declarou-a Venerável por decreto de 12 de Janeiro de 1996 e João Paulo II proclamou-a Bem-Aventurada em 25 de Abril de 2004.

Embora a mãe fosse analfabeta, colocou as duas filhas, Alexandrina e a irmã Deolinda, na casa da família do carpinteiro Pedro Teixeira Novo, na Póvoa de Varzim, para poder frequentar a escola. Aí permaneceu desde Janeiro de 1911 até Julho de 1912, tendo aprendido a ler e a escrever, mas não fazendo qualquer exame (a irmã Deolinda fez a terceira classe).  Nessa altura fez também a primeira comunhão.

Regressada a Balasar passou a viver no lugar do Calvário. Quando completou os doze anos, um camponês dos arredores pediu-a para criada de servir. A mãe autorizou, mas pôs condições: que o amo a mandasse à missa todos os domingos e a confessar-se uma vez por mês; deveria deixá-la ir a casa todos os dias de festa; nunca poderia deixá-la sair à noite.  O contrato durou apenas cinco meses, tendo Alexandrina regressado à casa materna, dedicando-se aos serviços domésticos e aos trabalhos do campo. Aos 12 anos foi nomeada catequista da paróquia e integrou o coro das raparigas.

Aos 13 anos, encarrapitada em cima de um carvalho a apanhar folhas para os animais, caiu no solo tendo ficado imóvel por algum tempo. Alguns meses depois começou a sentir grande fadiga, levando-a a abandonar as lides do campo e passando a trabalhar na costura, em casa, ajudada por algumas aprendizes.

Quando tinha 14 anos, no Sábado Santo de 1918, estando em casa em companhia da irmã  e de uma amiga, surgiram três indivíduos que as quiseram assaltar. Enquanto a irmã e a companheira se escaparam, Alexandrina para fugir e defender a sua virgindade atirou-se de uma janela, da altura de 4 metros. Quando se quis levantar não podia, pois uma dor aguda trespassava-lhe a espinha. A doença de que padecia, em resultado da queda, agravara-se.

Aos 21 anos recolheu à cama, onde permaneceu durante os 30 anos que viveu neste mundo, sendo sua irmã Deolinda a sua enfermeira e secretária, enquanto a mãe continuava a trabalhar fora para sustentar a casa.

Cerca de 1930 ofereceu-se como vítima pelos Tabernáculos abandonados e pela salvação dos pecadores, por intermédio da Virgem Maria. Três anos depois obteve licença para que fosse celebrada a Eucaristia no seu quarto de enferma. A partir de 1938 sofreu a paixão de Cristo.

O que foi a sua vida narra-o ela mesma no seu diário, parte escrito por ela e o resto ditado à irmã. Entre 27 de Março de 1942 até à morte, durante 13 anos e 7 meses, viveu em completo jejum e total anúria (supressão da formação da urina), sendo o seu único alimento a Comunhão eucarística. Este caso foi rigorosamente examinado por vários médicos, em casa da doente e durante um internamento de 40 dias e 40 noites na Casa do Refúgio de Paralisia Infantil da Foz do Douro. Este jejum lembra situações idênticas vividas com a Beata Ângela de Foligno que passou 12 anos sem tomar alimento; Santa Catarina de Sena, viveu da mesma forma durante 8 anos; Santa Ludovina, que passou assim 28 anos; Teresa Newmann, que esteve em jejum 36 anos.

Em 1944, Alexandrina inscreveu-se na Pia União dos Cooperadores Salesianos.

Após a sua morte foi sepultada no cemitério paroquial, com o rosto voltado para a igreja para poder "ver" o sacrário, mas os seus restos foram transladados, em 18 de Julho de 1978, do cemitério para uma capela construída na igreja paroquial.

(Adaptado de Alexandrina de Balasar - Testemunho e Mensagem. Braga: Arquidiocese de Braga, 2005)


Alguns outros aspectos importantes da vida da Beata Alexandrina podem ser consultados em http://www.vatican.net/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20040425_da-costa_po.html

5ª Semana da Quaresma - Quinta-feira

"Era uma vez um homem que estava farto de chorar. Olhou à sua volta e viu que tinha diante dos seus olhos a felicidade. Estendeu a mão e queria apanhá-la.

A felicidade era uma flor. E logo que a apanhou com a sua mão, imediatamente a flor perdeu as pétalas. A felicidade era um raio de sol. Ergueu os olhos para aquecer o rosto, mas de repente uma nuvem cobriu-o. A felicidade era uma guitarra. Acariciou-a com os seus dedos, mas as cores desafinaram.

Quando ao entardecer regressou a casa, o homem continuava a chorar.

Na manhã seguinte continuou à procura da felicidade. À beira do caminho havia uma criança que choramingava. Para a tranquilizar, colheu uma flor e deu-lha. A fragrância da flor perfumou os dois. Uma pobre mulher, coberta de trapos, tremia de frio. Levou-a até ao sol e também ele se aqueceu. Um grupo de crianças cantava. Acompanhou-as com a sua guitarra e também ele se deleitou com aquela melodia.

Ao entardecer, regressando a casa, o bom homem sorria verdadeiramente. Tinha encontrado a felicidade."
(FERREIRA, Pedrosa - Educar contando. Porto: Edições Salesianas; 1997)


E nós, já encontramos a verdadeira felicidade?

5ª Semana da Quaresma - Quarta-feira

O Santuário de Fátima comemorou hoje o centenário do nascimento da Irmã Lúcia, com um programa que incluiu a celebração de uma Eucaristia na Basílica e a recitação do Rosário na Capelinha das Aparições. No início do programa, o director do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário, Padre Dr. Luciano Cristino, apresentou algumas notas biográficas sobre a Irmã Lúcia que a seguir se resumem:

"A principal protagonista das Aparições nasceu em 28 de Março de 1907 (com data no assento de baptismo de 22 de Março), em Aljustrel, paróquia de Fátima, e faleceu no dia 13 de Fevereiro de 2005.

Em 17 de Junho de 1921, ingressou no Asilo de Vilar (Porto), dirigido pelas religiosas de Santa Doroteia.

Depois foi para Tuy, onde tomou o hábito, com o nome de Maria Lúcia das Dores. Fez a profissão religiosa de votos temporários em 3 de Outubro de 1928 e, em 3 de Outubro de 1934, a de votos perpétuos. No dia 25 de Março de 1948, transferiu-se para Coimbra, onde ingressou no Carmelo de Santa Teresa, tomando o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado.

No dia 31 de Maio de 1949, fez a sua profissão de votos solenes.

A Irmã Lúcia veio a Fátima várias vezes: em 22 de Maio de 1946; em 13 de Maio de 1967; em 1981, para dirigir, no Carmelo, um trabalho pictórico sobre as Aparições; em 13 de Maio de 1982, 13 de Maio de 1991 e 13 de Maio de 2000.

Faleceu no Convento de Santa Teresa, em Coimbra, a 13 de Fevereiro de 2005. A 19 de Fevereiro de 2006 o seu corpo foi trasladado para a Basílica do Santuário de Fátima, onde foi tumulado ao lado da sua prima, a vidente Beata Jacinta Marto."

As notas biográficas da Irmã Lúcia podem ser consultadas na sua totalidade em:
http://www.santuario-fatima.pt/portal/index.php?id=2247

Quanto à homilia de hoje, feita pelo Bispo de Leiria-Fátima nestas cerimónias, encontra-se disponível em:
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=44377&seccaoid=9&tipoid=31

Fica ainda a informação que já se iniciaram os trabalhos para construir o Museu Irmã Lúcia, no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, com um espólio que incluirá objectos pessoais, fotografias, cartas, bem como a máquina onde dactilografava os seus escritos. Aguarda-se a sua abertura ainda no decorrer do presente ano.

Tal como referiu o bispo de Leiria-Fátima, recordar a Irmã Lúcia é
"transportar-nos para o Mistério de Deus e da sua Palavra, que nos ilumina e inspira".

5ª Semana da Quaresma - Terça-feira

No passado domingo, 25 de Março celebrou-se a solenidade da Anunciação da Virgem Maria, que coincidiu com o quinto domingo da Quaresma e, por isso, se celebrou ontem. Neste domingo, o Papa Bento XVI ao rezar a oração do Angelus, na praça de São Pedro, no Vaticano, fez referência a esta solenidade afirmando que a "Anunciação, narrada ao início do Evangelho de São Lucas, é um acontecimento humilde, escondido -- ninguém o viu, só o presenciou Maria --, mas ao mesmo tempo decisivo para a história da humanidade. Quando a Virgem pronunciou o seu «sim» ao anúncio do anjo, Jesus foi concebido e com Ele começou a nova era da história. (...)

«Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». A resposta de Maria ao anjo continua na Igreja, chamada a tornar presente Cristo na história, oferecendo a sua própria disponibilidade para que Deus siga visitando a humanidade com a sua misericórdia.
 
O «sim» de Jesus e de Maria renova-se, deste modo, no «sim» dos santos, especialmente dos mártires, que são assassinados por causa do Evangelho. Sublinho isso recordando que a 24 de Março, aniversário do assassinato de Dom Oscar Romero, arcebispo de San Salvador, celebrou-se a Jornada de Oração e de Jejum pelos Missionários Mártires: bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, assassinados no cumprimento da sua missão de evangelização e de promoção humana. Eles, os missionários mártires, como diz o tema deste ano, são «esperança para o mundo», pois testemunham que o amor de Cristo é mais forte que a violência e o ódio. Não buscaram o martírio, mas estiveram dispostos a dar a vida para serem fiéis ao Evangelho. O martírio cristão só se justifica como supremo acto de amor a Deus e aos irmãos.

Neste período da Quaresma contemplamos mais frequentemente a Virgem, que no Calvário sela o «sim» pronunciado em Nazaré. (...) Invoquemos com confiança a sua intercessão para que a Igreja, fiel à sua missão, dê ao mundo inteiro testemunho do amor de Deus."



(publicado pela Agência Internacional Católica de Notícias Zenit)

5ª Semana da Quaresma - Segunda-feira

Hoje, são dois os registos que gostaria de deixar memória: uma notícia e um convite. Aqui ficam.

  • Ontem a Sé do Porto foi pequena para acolher os milhares de pessoas que quiseram participar na celebração de entrada solene de D. Manuel Clemente na Diocese desta cidade.
"Na sua homilia, D. Manuel Clemente criticou a sensibilidade pós-moderna dominante nos últimos 30 anos, afirmando que o refúgio constante nas desconfianças e impressões é como "escrever na água".

"Chamam pós-moderna à sensibilidade dominante nas últimas três décadas. Caracterizam-na como fruto de grandes decepções ideológicas e concentração no momentâneo e imediatamente gratificante", alertou, para frisar que "neste ambiente, o pensamento é débil, os valores são frágeis e as práticas inconsequentes".

"Não é difícil concluir que, se ficamos apenas com desconfianças e impressões, não faremos nada de futuro, enquanto crentes e cidadãos. Como se escrevêssemos na água…", acrescentou.

Nesse sentido, D. Manuel Clemente lembrou que Jesus escreveu não na água, mas na areia, "como quem dava tempo aos interlocutores para lerem nas próprias consciências" e que "a Igreja de Cristo existe no Mundo e para o Mundo como sinal e activação desta novíssima graça, que reconstrói vidas e relança caminhos, a partir do poder de Deus".

"Não peça o Mundo à Igreja outra coisa senão esta, a luz e a graça de Cristo para o triunfo do bem", apontou".(http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=44305&seccaoid=3&tipoid=4)

A homília do novo bispo pode ser lida em:
 http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=44295&seccaoid=9&tipoid=4

  • Quaresma é tempo de partilha. No próximo sábado teremos mais uma possibilidade de contribuir e ajudar os outros, assistindo à peça "O Crucificado". Os bilhetes podem ser adquiridos na Sacristia da Igreja do Santíssimo Sacramento. A presença e o contributo de todos nós é importante.









Domingo V da Quaresma

O Evangelho de hoje apresenta-nos Jesus perante uma mulher que, de acordo com a Lei, tinha cometido uma falta que merecia a morte. Como escreveu Santo Agostinho, “Relicti sunt duo: misera et misericordia", ficaram só os dois: a mísera e a misericórdia. A mulher perdeu publicamente a honra e estava em riscos de perder a vida; é a miséria humana. Essa mulher representa a humanidade pecadora, os dramas da vida de cada um, os gritos de desespero, as desilusões. Jesus tem uma palavra de misericórdia para com todos. À adúltera restituiu-lhe a beleza perdida, salvou-a.

Neste tempo quaresmal, Cristo convida-nos a fazer um exame de consciência e ver o que nos move e o que nos afasta d'Ele. São Paulo aos Filipenses afirma que renunciou "a todas as coisas" e considerou "tudo como lixo". E nós, procuramos lixo ou pérolas? Perdemo-nos nos bens mundanos ou procuramos Jesus Cristo? E é novamente S. Paulo quem nos aponta o
caminho, "Só penso numa coisa: esquecendo o que fica para trás, lançar-me para a frente, continuar a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá do alto, me chama em Cristo Jesus".

Jesus de Nazaré está à nossa porta e bate. Se abrirmos o nosso coração, Ele entra e senta-se à mesa connosco. Então, é a festa. É a Páscoa.

Celebremos, pois, a misericórdia do Senhor e a alegria da reconciliação com Deus.


(Imagens retiradas de http://jardimdepoesia.blogs.sapo.pt/arquivo/mao-deus.jpg e http://laurabmartins12.blogs.sapo.pt/arquivo/negrorezar_Deus.gif)





4ª Semana da Quaresma - Sábado




O silêncio! No meio do burburinho citadino e diário, nesta sociedade cheia de ruídos, cada vez é mais dificil apreciar o precioso silêncio. Até parece que as pessoas têm medo do silêncio! Uma pequena e conhecida história de quatro monges convida-nos a meditarmos sobre este tema.




"Quatro monges decidiram caminhar juntos em silêncio durante um mês. O primeiro dia correu maravilhosamente. Mas, passado o primeiro dia, um dos monges disse:
- Estou com dúvidas se fechei a porta antes de sair do mosteiro.
E disse um outro:
- Estúpido! Tínhamos decidido guardar silêncio durante um mês, e tu vens quebrá-lo assim sem mais?
Então disse o terceiro:
- E tu? Também acabas de o romper!
O quarto monge disse:
- Graças a Deus, sou o único que não falei!" (FERREIRA, Pedrosa - Educar contando. Porto: Edições Salesianas; 1997)


O silêncio também é positivo. Ele é presença e não ausência. Não há que ter medo ao silêncio. O silêncio, iluminado pelo Evangelho, é essencial na nossa vida.


(Imagem retirada de http://amigosdetaize.no.sapo.pt/images/silencio.jpg)

4ª Semana da Quaresma - Sexta-feira

Faz sentido confessar-se? Esta é a pergunta que intitula um dos artigos da revista Stella acabadinha de chegar pelo correio. O título chamou-me a atenção e resolvi ler o artigo escrito pelo Padre Saturino Gomes. Aqui fica a sugestão:

"Hoje, encontramos muitas pessoas que afirmam não sentirem necessidade de confessar os pecados ao sacerdote, pois relacionam-se directamente com Deus. Sabemos todos que Jesus deixou à Igreja o poder de perdoar os pecados, como também de os reter. "Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados serão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes serão retidos" (Jo 20, 22-23).
Este sacramento chama-se sacramento da Penitência, da Reconciliação, do Perdão, da Confissão, da Conversão. (...)
Este sacramento é um sacramento de cura juntamente com o da unção dos doentes. Cura-nos dos pecados, fortalece a graça divina em nós, dá-nos um coração de paz, abre-nos caminhos de humildade e de fé. Confessar os pecados ao sacerdote é confessar-se a Deus, mediante a Igreja, exprimindo a nossa condição de pecadores perante o representante de Deus. (...)
O sacramento robustece-nos e contribui para uma vida de santidade. (...) Não nos devemos limitar à confissão anual, ou duas ou três vezes ao ano. A fidelidade à confissão sacramental é garantia de uma vida cristã autêntica, de uma vontade de purificação e de crescimento no amor.
O penitente deve confessar, antes de mais, os pecados graves. "Devem-se confessar todos os pecados graves ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados graves é o único modo ordinário para obter o perdão" (Compêndio, nº 304). Os pecados veniais devem ser também objecto de confissão, pois ajuda-nos a formar uma consciência recta e a combater contra os vícios, para que assim o Espírito Santo nos fortifique (cf. Compêndio, nº 306).
O penitente faz a confissão dos seus pecados de forma individual, recebendo a absolvição, se estiver verdadeiramente arrependido, juntamente com a absolvição. Não são permitidas absolvições comunitárias (ou confissões comunitárias ou as chamadas "missas do perdão") em que o sacerdote absolve todos os fiéis dos seus pecados. A absolvição simultânea a vários penitentes sem confissão individual é admitida pela Igreja em situações muito graves, por exemplo, em perigo de morte (guerra, deslocações), e outras."


AS CELEBRAÇÕES PENITENCIAIS NA NOSSA IGREJA OCORRERÃO SEGUNDO O HORÁRIO REFERIDO NA FOLHA PÃO E VIDA Nº 403:

  • 24/03 (sábado), às 15 horas, para a Catequese
  • 31/03 (sábado), às 15 horas, para todos
  • 04/04 (quarta-feira santa), às 21,30 horas, para todos.

4ª Semana da Quaresma - Quinta-feira

Excerto da entrevista ao novo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, cujo ministério se inicia no próximo Domingo, e que será emitida no programa 70 x 7, da RTP2, no dia 25 de Março. A totalidade da entrevista encontra-se disponível em:

http://www.agencia.ecclesia.pt/noticia_all.asp?noticiaid=44158&seccaoid=6&tipoid=4

- O bispo tem que criar sintonias, tem que criar proximidades com aqueles que quer servir, tem que ser um deles?

D. Manuel Clemente – Julgo que ele tem, sobretudo, que reconhecer as sintonias que o próprio Espírito de Jesus Cristo sustenta na Igreja.

Numa perspectiva de fé, e até constatação na História da Igreja, do que foi acontecendo, nós reparamos que a maior oportunidade é aquela que lhe dá o Espírito de Jesus Cristo. Ou seja, a Igreja existe porque o Espírito de Jesus Cristo a cria e recria e sustenta ao longo das gerações e dos séculos, mantendo sempre viva e disponível essa proposta evangélica. Por isso eu acredito que na Igreja do Porto, como em todas as igrejas particulares, o Espírito de Jesus Cristo suscita constantemente - às vezes onde menos se detecta à primeira vista e dificilmente chega à comunicação social - mas vai suscitando iniciativas, disponibilidades, aquilo a que nós chamamos carismas, graças específicas para a construção da Igreja.

O papel do Bispo é estar muito atento a tudo aquilo que o Espírito vai suscitando, e não digo trazendo para a ribalta, mas aproveitando, integrando, chamando. Por isso o seu papel, mais do que ser uma posição de topo, é uma posição de centro (em termos evangélicos uma posição de serviço, como Jesus se apresenta quando lava os pés aos discípulos). O que requer é uma atenção constante à acção do Espírito, porque essa é a sua maior oportunidade. Ou seja, eu sei que hoje e em todos os dias em que eu estiver no Porto, o Espírito de Jesus Cristo suscitará em muito homem e muita mulher cristã desta Diocese disponibilidades, intenções, vontades, iniciativas que são fecundação do Espírito para que a Igreja no Porto realize a sua obra, que é a apresentação hoje do Evangelho de sempre.

– Até que ponto é necessário entranhar-se na cultura do Porto, ser portista – não em termos desportivos – estar atento à realidade do Porto?

D. Manuel Clemente – Sem dúvida, eu falei da realidade que o Espírito cria. Mas essa realidade é uma realidade de criação e portanto existe com dinamismos de sociedade, culturas e mentalidades próprias em cada parte da terra, com as suas riquezas específicas. Por isso a disponibilidade tem que ser muito grande para conhecer, para ouvir.

A acção do Bispo não é uma acção solitária, é acção no centro de uma igreja. Tudo o que sejam dinamismos de participação, de partilha, de convivência, de cultura e de debate é prioritário. Aqui não pode haver, como nalgumas corridas de bicicleta, umas fugas do pelotão, porque o bispo vai no centro do pelotão. E às vezes até tem que ir atrás, como se dizia antes, no coço da procissão, empurrando. Outras vezes terá de ir à frente. Mas isso o Espírito é que suscitará e lembrará.

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