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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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Uma fábula para meditar

Um rico lavrador, ao ver aproximar-se a morte, chamou os seus filhos e disse-lhes:
- Cuidado! Não deveis vender a vossa herança, que vem dos nossos avós! Nesse campo está escondido um tesouro, embora eu ignore onde se encontra. Mas, com um pouco de esforço, conseguireis encontrá-lo. Depois da colheita, cavai bem o vosso campo, sem deixar um palmo sequer por remover.
Entretanto, o pai morreu. Os filhos cavaram tão bem o campo que, no ano seguinte, a colheita foi mais que abundante.
O tesouro não o encontraram, porque não existia, mas o seu pai foi sábio ao ensinar-lhes, antes de morrer, que o trabalho é tesouro. (Jean de La Fontaine)

Numa época de facilidades, em que se procura enriquecer se necessário enganando ou explorando os outros, é importante falar do trabalho honesto. Consideras-te um bom trabalhador ou um bom estudante?

Peregrinação a Fátima

É já amanhã e domingo que a Paróquia fará a sua peregrinação anual a Nossa Senhora do Rosário de Fátima. Neste fim-de-semana, um grupo de paroquianos participará nos actos oficiais do Santuário (procissão de velas, Eucaristia, Via-Sacra).

Peregrinar em grupo é uma forma particularmente rica de nos unirmos ao Pai e aos irmãos e pressupõe de todos e cada um uma preparação séria e uma vivência autêntica. Uma peregrinação é uma caminhada (quem sabe a última!) para encontrar-se com Deus, agradecer-lhe ou pedir-lhe algum favor, pelas mãos de Nossa Senhora.

Como peregrinos não estamos sós. Connosco vão as nossas famílias, a nossa comunidade, toda a Igreja. Connosco seguem as angústias, alegrias e tristezas da Paróquia. Todos estarão presentes.

Peregrinar até Fátima é acolher a Mensagem que Nossa Senhora, naquele lugar, transmitiu aos Pastorinhos - Lúcia, Francisco e Jacinta -, mensagem essa que é um apelo à conversão e oração.

Muitos de nós andamos a 200 Km/hora no circuito da vida. Todos temos pressa. Não há um minuto a perder. Peregrinar é parar um pouco. Parar para examinar a máquina da nossa vida: para abastecer, consertar, recompor, verificar o rumo e objectivos da corrida. Depende de cada um de nós encontrar espaços de paragem, de oásis, de encontro com Deus e renovação interior.

Deus ama o silêncio

"As almas de oração são almas de grande silêncio. Não se pode encontrar Deus no barulho e na agitação. Deus é amigo do silêncio. Observai a natureza: as árvores, as flores, a erva crescem no silêncio; as estrelas, o Sol, a Lua movem-se no silêncio. Quanto mais recebemos na oração silenciosa mais podemos dar na nossa vida activa. Temos necessidade de silêncio para poder tocar as almas.

Todas as nossas palavras serão inúteis se não vierem do coração. As palavras que não têm a luz de Cristo aumentarão a escuridão. O silêncio dá-nos um modo novo de olhar para as coisas.

No silêncio somos preenchidos pela energia de Deus, que faz de maneira que cumpramos todas as coisas com alegria.

Sozinhos ou acompanhados, precisamos de silêncio. É assim que acumulamos aquela energia interior que nos permite enfrentar os deveres mais pequenos ou as maiores adversidades que nos atingem. Os céus foram estendidos sem uma única palavra. Jesus nasceu na profundidade e no silêncio da noite e a sua voz não foi ouvida nas ruas. Deus ama o silêncio." (Madre Teresa de Calcutá)


A tua voz ressoa no silêncio.
Não podem suportá-la.
Fazem barulho para te ocultar.
O rádio no máximo,
os CD´s, os MP3 e os uísques.
E dançam e saltam e gritam.
E abafam a tua voz. (Patxi Loidi)

Viúvas na Bíblia e na Vida

A Bíblia refere-se às viúvas e à sua situação humana e social de solidão, precaridade e sem futuro. Isaías (47,9) fala da situação da viúva abandonada como símbolo da infidelidade e até da infertilidade, desenvolvendo uma situação de luto sistemático e permanente, por indevida pressão do meio ambiente e devido à cultura sociológica da inferioridade feminina.

A lei judaica, face às dificuldades da pobreza e marginalização, estabeleceu regras e apelos para a protecção específica dos órfãos, estrangeiros e viúvas (Ex 22,20; Dt 14,28; 24,17). No Novo Testamento encontramos o afinamento desta atitude moral como acontece com Jesus que ressuscita e devolve o filho único a uma viúva de Naim (Lc 7, 11-15) e, momentos antes de expirar, confiou a Mãe (viúva) ao discípulo João que a acolheu em sua casa e cuidou dela (Jo 19,26). Na Igreja primitiva desenvolveu-se uma cuidadosa cultura de protecção das viúvas, criando especiais serviços sociais (Act 6,1).

Os textos sagrados insistem numa apreciação positiva das viúvas sofridas, no modo como se referem à situação da viúva Judite (Jud 8, 4; 16,22) e à Ana que exercia o carisma da profecia (Lc 2,26) e se dedicava ao serviço do culto e da caridade. S. Paulo até defende que a viuvez assumida, em paralelo com a virgindade, poderá ser um ideal espiritual de bons serviços (I Cor 7,8-34; II Tim 5,7 e 14).

Em Portugal, existe desde 1958 o Movimento Esperança e Vida (MEV) para Viúvas, actualmente com sede em Lisboa.

(Revista Síntese, Abr-Jun/2007)

A Bíblia (II): por onde começar?

É muito relativo determinar por onde se deve começar a leitura da Bíblia, pois depende muito da experiência de cada comunidade ou de cada pessoa. Entretanto, aqui fica uma sugestão.

A Bíblia, biblioteca do povo de Deus, converge para um centro que ilumina o passado e o futuro: o mistério pascal de Jesus - a sua encarnação, actividade, paixão, morte e ressureição. É a partir desse centro, experienciado e reflectido pelas comunidades cristãs, que encontramos a ligação, o cimento, que une toda essa biblioteca. É em Jesus Cristo que a história do povo do Antigo Testamento vai adquirir o seu significado pleno, dentro do projecto de Deus e será modelo para todas as comunidades que formam o novo povo de Deus, em todos os tempos e lugares.

Para quem inicia a tarefa de percorrer a Bíblia fá-lo-á com mais segurança e luz se começar a lê-la e estudá-la a partir de um primeiro contacto com o seu personagem central: Jesus.

O livro que mais se presta para esse primeiro contacto com Jesus é o Evangelho de Marcos. Foi o primeiro Evangelho a ser escrito; é o mais curto e o mais simples dos Evangelhos; Marcos tem como objectivo justamente responder à pergunta "quem é Jesus?". Depois, poderemos então começar do início, do Génesis, lendo sem pressa, e aos poucos conheceremos as experiências de um povo, com as suas fidelidades e infidelidades, os seus conflitos e esperanças. A partir de Jesus, iremos reconhecendo na história do povo da Bíblia o que é o projecto de Deus e o que não é. Deste modo, a nossa vida e história também serão iluminadas pelo caminho desse povo.

(Curso de Iniciação à Catequese, Secretariado Diocesano da Educação Cristã da Infância e Adolescência do Porto)

Darfur: a balas e fogo

Awad é agricultor e anda nos 30 anos. É casado, tem um filhote e... são de Darfur, a província ocidental do Sudão. As milícias árabes atacaram a sua aldeia, Khur el Bashar: casas queimadas, mulheres violadas, dezenas de mortos, gado roubado. Os sobreviventes refugiaram-se em Manauachi. Três meses depois decidiram voltar. Pensavam que o furacão da morte tinha passado, mas enganaram-se: os ginetes (janjauid) voltaram montados em camelos e cavalos para secar a aldeia da sua gente. Três anos depois do último ataque, esta aldeia, como muitas outras de Darfur, é um leito seco sem vivalma. Awad vive agora no campo de deslocados de Dereje.Todos os dias vai a Nyala à procura de trabalho, mas não é fácil porque a cidade está cheia de desempregados como Awad e a sua família. Porém, a maioria dos deslocados limita-se a ficar no campo por fraqueza, doença ou pela idade.

A guerra civil do Darfur começou em Fevereiro de 2003. Rebeldes do Exército de Libertação do Sudão (SLA) e depois o Movimento de Justiça e Igualdade (JEM) pegaram em armas contra Cartum, acusando o governo do Sudão de descriminar os agricultores negros em favor dos pastores árabes. O governo de Omar el Bashir respondeu com as milícias "janjauid". Em quatro anos, mais de 200 mil pessoas morreram, 2,5 milhões foram deslocados e 4 milhões precisam de ajuda. Cerca de 1500 aldeias foram apagadas do mapa.

Os janjauid atacam para além das fronteiras e o genocídio já alastrou ao Chade e à República Centro-Africana. Todos fogem da limpeza étnica dos janjauid.

As Nações Unidas montaram no Darfur uma operação humanitária, com 14.000 funcionários para as 4 milhões de vítimas deste conflito, mas a sua acção é limitada pela segurança.

Há muitos interesses em jogo no Darfur. Os EUA denunciaram o genocídio, mas limitaram-se a ameaças; o Sudão é uma fonte importante de informação e um aliado na luta contra o terrorismo. A China, com o direito de veto, protege Cartum das sanções da ONU; o Sudão é o seu maior fornecedor de petróleo e parceiro económico importante.

Cabe à sociedade civil europeia pressionar os seus líderes para porem termo ao genocídio no oeste do Sudão.

(artigo de José Vieira - jornalista no Sul do Sudão - e Feliz Martins - Missionário Comboniano no Darfur -, in revista Encontro, Junho/2007)



Conhecer já é denunciar.

Cinco minutos com Deus

A nossa vida deve ser como um rio. As águas do rio deslizam silenciosamente e vão deixando aquilo que levam. Se as águas estão turbulentas, por onde passam depositam lodo e sujidade. O sinal de que o rio passou por ali é a sujidade que deixa. Mas se as águas estão limpas, deixam atrás de si humidade, fecundidade, frescura, verdor.

Procuremos que as águas do rio da nossa vida andem sempre limpas e deixem parte delas por onde passarmos. Veremos que à nossa volta tudo se enche de colorido e verdor e que brotam, fruto dos nossos passos, as flores das virtudes e a relva da bondade.

As nossas palavras, as palavras que hoje pronunciamos, podem ser água suja ou corrente límpida, aplicadas às nossas ideias, pensamentos, afectos e obras, para que no findar de cada dia nos sintamos felizes e não envergonhados.

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

A Bíblia (I): o que é a Bíblia?






Bíblia é uma palavra grega que significa livros, uma colecção de livros, uma biblioteca. Aí encontramos a história de pessoas que tiveram um encontro com Deus e com a sua acção, através da vida e da história. Assim, a Bíblia tem dois pontos fundamentais:




  • Mostra quem é Deus. Não o que Deus é em si mesmo, porque isso é um mistério, mas o que Deus é para os homens e o projecto que Ele realiza na vida e na história: que todos tenham vida e liberdade. Porém, Deus não impõe nada. Ele propõe. Se o homem aceita, Deus caminha com ele a fim de conquistar a vida e a liberdade;
  • Mostra quem são os homens. A Bíblia é realista; não se preocupa em ser edificante. Aí encontramos o homem com aquilo que tem de bom, mas também com o que tem de perverso: tropeços, egoísmo, teimosia, angústias, buscas, boa vontade. Ela mostra o encontro dos homens com Deus e as consequências - uns convertem-se, aceitam o projecto de Deus e caminham em busca da vida e liberdade; outros fecham-se em torno do próprio egoísmo, rejeitando qualquer tipo de vida que não esteja voltado para os seus próprios interesses.

Na Bíblia está o drama da vida do homem, tanto o de ontem como o de hoje. É como se fosse um grande espelho, onde vemos e reconhecemos a nossa face, situações que vivemos, os acontecimentos que nos libertam ou aprisionam. A Bíblia é a nossa história. Mostra o que podemos encontrar, se aprendemos a ler, na vida e nos acontecimentos, o sim ou o não com que o homem pode responder a Deus e ao seu projecto.


(Curso de Iniciação à Catequese, Secretariado Diocesano da Educação Cristã da Infância e Adolescência do Porto)

Os barcos

"Era uma vez um homem que habitava à beira do rio. Uma manhã, depois de uma noite de chuva intensa, verificou que as águas do rio tinham subido e chegavam à porta da sua casa. A rádio assustou-o um pouco: "Todos os que habitam junto ao rio devem deixar as suas casas; as águas estão a subir."
O homem era muito religioso e tinha uma grande confiança em Deus. Ajoelhou-se e começou a rezar:
- Senhor, salva-me!
Naquele momento, ouviu uma voz que vinha do alto. Era a voz do Senhor:
- Não tenhas medo! Eu cuidarei de ti!
Cheio de alegria, levantou-se e continuou a trabalhar como se nada acontecesse. A meio da manhã as águas do rio chegavam-lhe aos ombros e teve de se refugiar no andar superior. Passou um barco de bombeiros. Um deles, ao vê-lo, gritou:
- Venha depressa connosco! É perigoso ficar aí!
O homem, apontando para o céu, respondeu:
- Não! Tenho um seguro superior!
A meio da tarde, a água já tinha subido tanto que ele teve de se refugiar no sótão. Passou um barco da Protecção Civil e uma voz gritou:
- Desça depressa! A água vai subir ainda mais!
O homem recusou teimosamente, dizendo:
- Eu tenho um protector!
Ao fim da tarde, a água subiu ainda mais e o homem teve de se refugiar no telhado. Passou um barco da Cruz Vermelha, que procurava os últimos a salvar. Em vão tentaram levá-lo. Ele  agarrou-se à chaminé dizendo:
- Não preciso. Tenho quem me salva!
A água continuou a subir e o homem acabou por morrer afogado. Ao chegar ao Paraíso, apresentou-se diante de Deus e protestou:
- Disseste que pensavas em mim e deixaste que eu morresse!
Deus fixou-o com um olhar cheio de bondade, dizendo:
- Eu pensei em ti! Mandei-te três barcos! Tu é que os recusaste!"

Deus age por meio das pessoas que fazem o bem e ajudam os irmãos. Deus está no meio de nós e precisa de cada um para manifestar o seu amor às pessoas. Confiamos verdadeiramente no amor imenso de Deus?

(FERREIRA, Pedrosa - Educar contando. Porto: Edições Salesianas, s/d)

O Deus dos pobres

A Bíblia pode ser lida a partir de diversas perspectivas. Uma das formas de ler a Bíblia é partir da teologia da pobreza. A pobreza é uma dura realidade em todas as épocas da História e em todas as culturas.

O povo do Antigo Testamento foi pobre devido à sua situação geográfica e económica. A região da Palestina era semi-desértica e situava-se entre as terras férteis dos rios Tigre e Eufrates e o Egipto. Esta pobreza da terra determinava a pobreza do povo que a habitava.

A situação política também não o favoreceu, já que a sua História é recheada de acontecimentos dolorosos, com os cananeus e com os povos do Norte e do Sul. A Palestina foi lugar de contínua passagem de soldados e guerreiros, que ocupavam o território e provocavam a devastação.

A nível cultural, os hebreus, um povo mais recente que os povos vizinhos (egípcios, babilónios e assírios), copiaram muitos aspectos destas culturas e religiões.

Nas suas leis sociais, a Bíblia manifesta uma preocupação constante pelos pobres (Ex 21,2-3; Lv 25,39; Dt 15,4). Normalmente, aparecem divididos em 4 classes principais a serem protegidas, embora frequentemente discriminadas pelos juízes dos tribunais: pobres, órfãos, viúvas, estrangeiros.

Israel nasceu como um povo pobre, ligado à condição de estrangeiro e de escravo no Egipto, daí esta experiência ter marcado a sua vida histórico-religiosa, mas também a sua visão de Deus. Este povo nasceu pobre, viveu pobre e era um povo pobre, que tem como Deus o Deus dos pobres. Toda a epopeia do Êxodo torna-se um acontecimento exemplar, revelando um Deus que não permite que nenhum homem, mulher ou povo viva na miséria, em condições desumanas, na pobreza ou em qualquer tipo de opressão.

Esta é uma ideia fundamental para entender a Bíblia como livro de revelação de Deus aos que têm coração de pobres, e esta revolução em favor dos povos é permanentemente dinamizada mediante "Moisés", que o Senhor envia em cada época da História.

Quando Samuel chama um filho de Jessé, de Belém, para rei de Israel, todos os filhos mais crescidos são colocados de lado e é escolhido o mais novo, mais débil e pequeno: David (1Sm 16,1-13).

Os pequeninos também aparecem como os amigos de Deus e os que acolhem a Sua Palavra (Lc 10,21), pois eles têm um coração orante.

No Antigo Testamento, a pobreza tem duas vertentes: o pobre e a sua pobreza como estado de degradação humana; a relação pobre-rico, em que este último surge como causador da pobreza, envolvendo um juízo de valor, uma atitude ética relativamente às atitudes injustas dos ricos. O rico torna-se um "ímpio", alguém que põe toda a sua confiança nos bens materiais e no poder; o pobre, como amigo de Deus, põe toda a sua confiança no Senhor, sendo objecto da justiça, do amor de Deus. O pobre torna-se mesmo um sacramento de todo o Israel, pois representa este povo de pobres diante do Deus dos pobres.

Jesus veio para evangelizar e libertar os pobres (Lc 4,18-19), por isso veio humilde e pobre anunciar a Boa-Nova aos que têm um coração como o dele. Para ler a Bíblia como Palavra de Deus, é condição essencial ter um coração pobre, simples e acolhedor, pois a descoberta do sentido da Bíblia é feita pelo Espírito de Jesus, que a revela aos pobres e pequeninos (Lc 10,21). O rico, o que alimenta a sua vida apenas com os bens materiais, não sente necessidade de outro alimento, logo não acolhe a Palavra nem os valores do Evangelho.

(Artigo de Herculano Alves, in Revista Bíblica, Maio-Junho/2007)

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