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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

5 minutos com Deus

03.09.07 | ssacramento
"A vida é uma mescla contínua de alegrias e dores, de êxitos e fracassos, de manhãs cheias de luz e de noites carregadas de trevas. Quantos fracassos, quantos baldes de água fria na vida de cada homem, até na vida dos santos! Não temos que estranhar, por isso, que também os tenhamos nós, mesmo que não sejamos nem uma coisa nem outra. Os heróis e os santos fizeram-se, porque souberam harmonizar e equilibrar esses momentos; não se deixaram abater pelas trevas, nem se deslumbraram com o brilho dos êxitos. Podes fazer o mesmo e, se podes, deves. Nunca escorregues pela ladeira dos pensamentos vulgares e das acções baixas. Deves caminhar sempre com os pés no chão, mas que o teu coração esteja no céu. Para chegares lá, ao termo do teu caminho, como estrela orientadora, olha para o teu ideal: tornar-te cada vez melhor, assemelhando-te a Deus."

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

Folha Pão e Vida

02.09.07 | ssacramento
A Folha Pão e Vida já está de regresso. No número 423 encontramos um artigo sobre a viagem/peregrinação a Budapeste, Viena e Praga, informações sobre o início da Catequese e a comemoração do 80º aniversário da nossa Paróquia, para além das leituras bíblicas deste domingo e para a semana que hoje começa. Estes são, pois, os ingredientes necessários para a passagem obrigatória por este espaço. Aqui fica o convite.

Um gesto da missa: o sinal da cruz à leitura do Evangelho

02.09.07 | ssacramento
"Durante a missa fazemos alguns gestos muito simples e significativos. Podem ser uma repetição mecânica, guiada pelo hábito - ou podem ser a tradução de algumas atitudes importantes. (...) O gesto "escreve" sempre alguma coisa no nosso corpo. E também no nosso coração. Nós, ocidentais, corremos por vezes o risco de o desvalorizar, inclinados como somos para o abstracto, as ideias, os conceitos, as mensagens. Mas a liturgia é uma "acção" em que os gestos constituem um elemento indispensável. (...)

Na liturgia da Palavra a leitura do Evangelho é diferente das outras, sendo-lhe prestadas honras especiais. Os fiéis, por aclamação, reconhecem e professam que Cristo está presente e lhes fala, e escutam de pé essa leitura.

O motivo desse destaque está na presença especial de Cristo: no Evangelho não ouvimos simplesmente falar dele, é a Ele que escutamos. Por isso, a Igreja teceu uma coroa de ritos e sinais em volta da proclamação do Evangelho. Por vezes, o evangeliário (livro que contém as leituras do Evangelho) é trazido em procissão por um diácono que o eleva sobre a cabeça de todos, acompanhado de velas acesas (Jesus é a luz que ilumina as trevas da nossa vida) e do turíbulo com o incenso.

Em todas as missas, porém, o padre (ou o diácono) saúda a assembleia antes de proceder à proclamação: "O Senhor esteja convosco" - "Ele está no meio de nós". Depois anuncia a que Evangelho pertence o texto que vai ser lido (...) [e] todos os presentes aclamam: "Glória a Ti, Senhor." Em seguida, o padre (ou diácono) traça com o polegar o sinal da cruz, primeiro sobre o livro e depois sobre a sua própria pessoa: na testa, na boca, no peito. Esse triplo sinal é repetido por toda a assembleia. Com esse gesto exprime-se o desejo de santificação dos nossos pensamentos, palavras e obras: um sinal da cruz sobre a testa (pensamentos), outro sobre os lábios (palavras), um terceiro sobre o coração, sobre o peito (sentimentos, vontade, obras).

[Com este sinal] o cristão pede ao Senhor que esta leitura se lhe grave na memória e na vida, para poder falar e agir conforme a sua vontade."

(LAURITA, Roberto - Palavras, lugares e gestos da fé. Prior Velho: Paulinas, 2003)

Quem dividiu a Bíblia em capítulos?

01.09.07 | ssacramento
Quando os autores compuseram as obras que depois fariam parte da Bíblia, não as dividiram em capítulos e em versículos. Eles deixaram simplesmente correr a pena sobre o papel, sob a inspiração do Espírito Santo, e compuseram um texto longo e contínuo.

Foram os judeus que, ao reunirem-se aos sábados nas sinagogas, começaram a dividir a Lei (os cinco primeiros livros bíblicos, o Pentateuco) e também os livros dos profetas, em secções. Assim nasceu a primeira divisão do Antigo Testamento, uma divisão de tipo litúrgico, pois era usada nas celebrações do culto. Como os judeus pretendiam ler toda a Lei ao longo de um ano, dividiram-na em 54 secções (tantas quantas as semanas do ano).

Os primeiros cristãos adoptaram o costume dos judeus de se reunirem semanalmente para ler os livros sagrados, acrescentando também os livros do Novo Testamento e resolveram dividir estes rolos em secções ou capítulos, para poderem ser lidos na celebração da Eucaristia. Chegaram até nós alguns manuscritos do século V, nos quais aparecem estas primeiras tentativas de divisão bíblica. Deste modo, Mateus tinha 68 capítulos, Marcos 48, Lucas 83 e João 18.

Com o decorrer dos séculos foi aumentando o interesse pela Palavra de Deus, por ler, estudar e conhecer a Bíblia com maior precisão, já não bastando as divisões litúrgicas, fazendo falta outras mais precisas. Em 1220, Stefan Langton, depois arcebispo de Canterbury (Inglaterra), enquanto desempenhava as funções de professor da Sorbonne (Paris), decidiu proceder a uma divisão em capítulos mais ou menos iguais. Quando morreu, em 1228, os editores de Paris divulgaram o seu trabalho publicando uma versão latina, a "Bíblia parisiense", sendo a primeira Bíblia da história dividida em capítulos.

À medida que o estudo da Bíblia foi ganhando precisão e minúcia, as grandes secções (capítulos) de cada livro revelaram-se insuficientes. Era preciso subdividi-los em trechos mais pequenos, com numeração própria. Uma das mais célebres tentativas foi a do dominicano italiano Santos Pagnino que, em 1528, publicou em Lyon uma Bíblia inteiramente subdividida em versículos. O editor protestante Roberto Stefano aperfeiçoou depois a divisão de Santos Pagnino, organizando e divulgando o uso de versículos em toda a Bíblia, publicando a Bíblia completa em 1555. O Papa Clemente VIII, em 1592, publicou uma nova versão da Bíblia em latim, para uso oficial da Igreja, pois o texto anterior, de tanto ser copiado à mão, tinha sido deturpado. Deste modo chegamos à actual configuração das nossas Bíblias.

Hoje conhecemos a Bíblia até nos seus mais pequenos pormenores. Sabemos que tem 1.328 capítulos, 40.030 versículos, 773.692 palavras, 3.566.480 letras. A palavra Yahveh, o nome sagrado de Deus, aparece 6.855 vezes. O salmo 117 está precisamente no meio da Bíblia. O livro foi introduzido no computador, analisado minuciosamente, contado cuidadosamente em todos os sentidos e descobriram-se as combinações e cabalas mais curiosas e inimagináveis, bem como a repetição constante de determinadas palavras ao longo de diversos livros, facto misterioso, pois quem os escreveu não sabia que acabariam por fazer parte de um volume maior.

(Adaptado de VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia - II. São Paulo: Paulus, 1997)

Aviso

01.09.07 | ssacramento
Verificamos que o nosso blogue tem tido anexa alguma publicidade, a que somos alheios e que nada tem a ver com os assuntos aqui tratados. Já alertamos os serviços do Sapo para o facto, pedindo a sua ajuda para a resolução do problema. Também retiramos um dos contadores, pois desconfiamos que o mesmo fosse o causador do problema. Caso tenham alguma sugestão a fazer ou vos volte a aparecer a referida publicidade agradecíamos o vosso contacto para ssacramento@sapo.pt.

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