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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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Ainda sobre o Evangelho de Infância de Mateus

O massacre dos meninos de Belém e a fuga para o Egipto são dois dos episódios do Evangelho de Mateus que fazem lembrar Moisés.

O massacre dos meninos de Belém (2,16-18) só aparece neste Evangelho. Na época viveriam em Belém cerca de 1.000 pessoas, logo não haveria lá mais de 20 meninos com mais de dois anos. Mateus não descreve um facto histórico, que não conhecemos de outras fontes, mas faz uma reflexão sobre o que aconteceu no Antigo Testamento e encontra, na ligação das infâncias de Moisés e Jesus, duas crianças perseguidas como tantas outras, mas salvas milagrosamente da morte. Os episódios do Antigo Testamento relativos a Moisés cumpriam-se, atingiam a plena realização em Jesus.

A fuga para o Egipto (2,13-15) nada tem de anormal. Quando havia algum problema em Israel, as pessoas tinham tendência a fugir para o Egipto, por motivos económicos e políticos. Aí se refugiaram personagens importantes desde o tempo dos Reis até aos Macabeus. O desterro de Jesus no Egipto é pensado tendo em conta o desterro do patriarca José (Gn 37-50), que foi vendido pelos seus próprios irmãos para o Egipto. O patriarca Jacob/Israel, depois de José, também desceu até ao Egipto. Assim, Mateus tem um bom motivo teológico e histórico para falar da ida de Jesus para o Egipto.

A caminhada para o Egipto era feita em 5 ou 6 dias. Durante o reinado de Herodes, muitas famílias fugiram para o Egipto por causa da perseguição do rei e seus descendentes. O exílio da Sagrada Família foi curto, pois Jesus nasceu pouco tempo antes da morte de Herodes e voltou pouco depois do início do reinado de Arquelau. Terá durado um máximo de 2 anos.

(Artigo Herculano Alves, Revista Bíblica Novembro/Dezembro 2007. Cena retratada no Museu de Cera, Fátima)

5 minutos com Deus

Nunca fizeste a conta dos minutos que já viveste? É curioso; soma-os e verás que são milhões. E já pensaste que de todos esses milhões de minutos havemos de prestar contas ao Criador, que nos deu a vida para que a fizessemos frutificar? Cada um desses minutos já foi julgado e avaliado por Deus, segundo o peso de amor que pusemos e a rectidão de intenção que tenhamos tido.

Para a eternidade só vão valer os minutos que tiverem a marca de Deus; os outros soçobram no vazio, e num vazio não é possível alicerçar um futuro. A matemática não serve quando se trata da intensidade que devemos pôr em todos os nossos actos: a intensidade do amor. Mas é uma ciência útil, quando se trata de numerar os actos que temos de tornar produtivos na nossa vida.


(MILAGRO, Alfonso - Os Cinco Minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

Elementos sobrenaturais na narrativa de Mateus: o anjo; os sonhos

No Evangelho de Mateus, a estrela que aparece aos magos têm a mesma missão que o anjo que fala a José (1,20-21): comunicar que Deus encarnou, assumindo a nossa humanidade. O anjo significa a materialização da proximidade, da presença e certeza de que o filho que vai nascer é o Filho de Deus. É um modo de caracterizar uma manifestação do divino, do próprio Deus, em determinado acontecimento.

Dizia-se "Um anjo falou-me" para dizer "Deus inspirou-me, fez-me compreender". Seria uma grave falta de respeito dizer que o próprio Deus em pessoa veio falar ou revelar qualquer mensagem.

No Evangelho de Mateus aparece frequentemente a figura do Anjo do Senhor, que substitui Deus, quer dizer, é um modo respeitoso de falar do próprio Deus em pessoa, pois Ele não se pode ver nem fala directamente connosco, segundo afirma a Bíblia em diversas passagens, mas comunica connosco através de sinais, sonhos, pelas coisas criadas (estrelas), etc.

Os sonhos (1,20-21) também aparecem na Bíblia com bastante frequência, como um meio de que Deus se serve para nos falar. É um momento em que saímos do ritmo normal da vida e entramos um pouco no estado de outra vida, altura propícia para ser usada para as comunicações misteriosas de Deus.

No sonho não há diálogo, mas o ser humano escuta uma mensagem celeste, que deve ouvir e interpretar (Act 5,19; 12,7-8). É um modelo de aparição e comunicação com Deus, fora do profetismo.


(Artigo de Herculano Alves, Revista Bíblica Novembro/Dezembro 2007)

5 minutos com Deus

Que importa que a ave esteja presa por uma cadeia ou por um fio, se está presa e não pode voar pelos espaços? Repara: pode ser que estejas preso. Não te tranquilizes se vires que aquilo que te prende é apenas um fio; preocupa-te com o facto de estares preso, de não estares livre.

Os teus defeitos talvez não sejam muito graves, muito sérios, muito escandalosos para os outros, mas são defeitos e, por isso, impedem-te de voar à altura da perfeição. São defeitos; não te tornam mau, mas impedem que sejas melhor.

Quebra todas as tuas cadeias, mas desata ou corta também todos os teus fios. Liberta-te e lança-te para o alto, para Deus.


(MILAGRO, Alfonso - Os Cinco Minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

Elementos sobrenaturais na narrativa de Mateus: a estrela

Os primeiros dois capítulos do Evangelho de Mateus estão cheios de maravilhoso, proveniente do paganismo, de lendas populares, de personagens bíblicos como Moisés: um anjo aparece a José (1,20-21); os magos vêm do Oriente, guiados por uma estrela (2,1-12); um anjo avisa Maria e José que fujam para o Egipto (2,12-15) e que, depois, regressem (2,19-20). São elementos simbólicos que indicam proximidade com o divino.

Em algumas culturas, a estrela (2,2-10) era um símbolo para falar do nascimento de uma pessoa importante.  Ainda hoje se diz: "Nasceu sob uma boa estrela". Era símbolo do destino de homens importantes: Abraão, Alexandre, César (ver Nm 24,17; Ap 22,16). Para judeus e cristãos tinha a função de um anjo que conduz a Deus.

Na infância de Jesus, segundo Mateus, é um sinal celeste de anúncio do próprio Messias.


(Artigo de Herculano Alves, Revista Bíblica Novembro/Dezembro 2007)

Venda de Natal

É já no próximo sábado, 1 de Dezembro, que abre a Venda de Natal, a favor da Casa-Acolhimento Santa Marta. Agradecem-se ofertas para a Venda, que poderão ser entregues na Sacristia ou no Centro Social (R. Guerra Junqueiro - Porto).

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

A celebração da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, fecha o Ano Litúrgico onde meditamos, sobretudo, no mistério da sua vida, pregação e anúncio do Reino de Deus.

Durante o anúncio do Reino, Jesus mostra-nos o que este significa para nós, como Salvação, Revelação e Reconciliação, ante a mentira mortal do pecado que existe no mundo. Jesus responde a Pilatos quando este Lhe pergunta se, na verdade, Ele é o Rei dos Judeus: "Meu Reino não é deste mundo. Se meu Reino fosse deste mundo, meus súbditos teriam combatido para que não fosse entregue aos judeus. Mas meu Reino não é daqui" (Jo 18, 36). Jesus não é o Rei de um mundo de medo, mentira e pecado, Ele é o Rei do Reino de Deus, que traz e ao qual nos conduz.

Cristo Rei anuncia a Verdade e essa Verdade é a luz que ilumina o caminho amoroso que Ele traçou, com sua Via Crucis, para o Reino de Deus. "Tu o dizes: eu sou rei. Para isso nasci e para isto vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Quem é da verdade escuta a minha voz." (Jo 18, 37) Jesus revela-nos a sua missão reconciliadora de anunciar a verdade ante o engano do pecado.

Esta festa celebra Cristo, como o Rei bondoso e singelo que, como pastor, guia a sua Igreja peregrina para o Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino, para que possa transformar o mundo no qual peregrina.

A possibilidade de alcançar o Reino de Deus foi estabelecida por Jesus Cristo, ao nos deixar o Espírito Santo que nos concede as graças necessárias para obter a Santidade e transformar o mundo no amor. Essa é a missão que lhe deixou Jesus à Igreja ao estabelecer o seu Reino.

Jesus Cristo é o Rei e o Pastor do Reino de Deus, que nos tirando das trevas, nos guia e cuida em nosso caminho para a comunhão plena com Deus Amor.

 

(http://www.acidigital.com/fiestas/cristorei/solenidade.htm)

Estou aqui

Há dias em que não me apetece nada. Nem sequer rezar. Talvez hoje seja um desses momentos, mas a oração (foste Tu, Senhor, quem o disse) não é produzir palavras. Rezar não é movimento dos lábios; é um movimento do coração.

Aqui estou, pois, meu Deus. Meu corpo indolente, este ser que Tu criaste, um ser igual a milhões de outros, mas diferente de todos eles: uma pessoa, com um nome, uma história, um campo de sonhos e projectos, alguém que Tu conheces e amas profundamente. É só isto, meu Deus, que tenho para te dizer: que estou aqui.

Eis-me na Tua presença. Vela por mim. Guia os meus passos. Faz o que puderes por este teu filho. Mais nada. Hoje não me apetece mesmo falar. Adivinha o resto, que eu não tenho coragem de te dizer.

Obrigado, Senhor, por estar(es) aqui.


(MANUEL, Henrique - Mas há sinais... Prior Velho: Paulinas, 2004)

O silêncio

Hoje em dia custa-nos bastante aceitar o silêncio; estamos cercados de ruído ensurdecedor. Este ruído pode impedir que nos oiçamos a nós mesmos e que não oiçamos a voz de Deus que nos fala no nosso interior. Silêncio. Às vezes custa calar nos momentos difíceis, nos sofrimentos angustiantes e nas alegrias íntimas, nas calúnias mordazes e nos louvores excessivos, nos pareceres que nos ferem e no vai-vem de um coração amigo que se afasta. São silêncios que trazem como consequência a imersão em Deus, que mora na nossa intimidade.

Se olharmos para o arvoredo, vêmo-lo cheio de vida; mas a flor que vai abrindo as pétalas, fá-lo em silêncio; a violeta que espalha o seu perfume, a trepadeira que sobe para o alto, a erva que cobre o chão, os ramos que se alargam... tudo é silêncio. E tudo é vida e dá vida.


(MILAGRO, Alfonso - Os Cinco Minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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