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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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Faço contas

Viver, respirar, marcar o compasso do tempo, eis a nossa bonita e arriscada aventura.
Ninguém consegue fugir ao tempo.
Mais logo, ao soar das 12 badaladas, como quem deita acima uma feixe de espigas, carregamos aos ombros mais um ano e para um novo abrimos os braços.
Durante o ano que hoje abandonamos, o nosso coração caminhou muitos caminhos com intransmissíveis passos.
As alegrias pareceram-nos breves. Lentas foram as lágrimas da dor e da solidão. Pesados os medos, infinitas as lutas, distantes os sonhos, frequentes os tropeços. A dor abriu-nos caminhos de brasas no coração.
Mas pode que, quando olhemos para trás, descubramos, com espanto, que os melhores dias foram aqueles que passámos a lutar por um paraíso na terra.
Faço contas e pontualizou três lições deste ano que passou:
- a solidão não tem flor nem fruto, é estéril;
- se tu mesmo não te derrotas, ninguém poderá derrotar-te;
- se tu próprio não te tornas livre, ninguém poderá dar-te a liberdade.
"Ano novo, vida nova", dizemos por estes dias em que também fazemos propósitos. Neste novo ano que se aproxima, queria confiança em mim e nos outros, fé e lucidez e, já agora, a certeza de que o futuro está cheio de caminhos, como a espiga de grãos.

(Adaptado de
MANUEL, Henrique - Mas há sinais... Prior Velho: Paulinas, 2004)

O exemplo de Nazaré

Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. Aqui se aprende a observar, escutar, meditar e penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela. Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la. Aqui se aprende o método e o caminho que nos permitirá compreender facilmente quem é Cristo. (...)

[Em Nazaré, aprendemos,] em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh, se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo! Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê.

Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu carácter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.

Uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do Carpinteiro! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano; restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este tecto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos económicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre.


(Alocução do Papa Paulo VI, em Nazaré, a 5 de Janeiro de 1964, in
Liturgia das Horas)


Pode encontrar
AQUI uma apresentação para falar do Natal às crianças, que se encontra no blogue do Serviço Diocesano de Catequese de Leiria-Fátima.
.

Símbologia do menino: o Menino Jesus

Os Evangelhos falam muitas vezes de Jesus como Menino (Lc 2,17.27.33.40.48; Mt2,11.13.14...), mas também falam muitas vezes de outros meninos. O termo menino é frequentemente símbolo da simplicidade e de todas as virtudes positivas, em ordem a entrar no reino de Deus. Logo, menino não significa necessariamente uma pessoa de tenra idade, podendo significar alguém que não é ainda "adulto", crescido, na condição social ou em qualquer outro aspecto da vida.

Assim, um pobre, ignorante, uma pessoa de condição social inferior podem ser chamados "pequeninos" ou "meninos" e seria nesse sentido que Jesus terá dito: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais de vir a mim, pois delas é o reino dos céus" (Mt 19,14; Mc 10,13-16).

A nova maneira de ser e de viver que Jesus veio ensinar consiste em ser simples e aberto a Deus e aos novos valores do Reino anunciados por Ele,  valores que só podem ser aceites por quem tiver um coração aberto e simples como o de um menino. A estes contrapõem-se os "adultos", os sacerdotes e escribas, que não querem a procissão dos ramos feita a Jesus, nem os cânticos dos meninos. "Perante os prodígios que Ele realizava, os meninos gritavam no Templo: Hossana ao Filho de David" (Mt 21,15). Os sacerdotes e escribas não gostaram nada destes louvores que os meninos lhe tributavam. Jesus respondeu-lhes com o Salmo 8,3 (Mt 21,17).  Assim, estes "adultos", os sábios e entendidos, os escribas e sacerdotes,
estão cheios de preconceitos e más intenções contra Jesus, acreditando mais na sua sabedoria humana do que na sabedoria que vem de Deus, enquanto os meninos são vistos no aspecto positivo: simples, naturalmente bons, sem os preconceitos e a maldade dos adultos (Mt 11,25; Lc 10,21; 1Cor14,20).


(Revista Bíblica, nº 241)

Símbolo bíblico do menino: o que caminha para a idade adulta

A partir da ideia de infância ligada à de inocência, alguns estudiosos da Bíblia imaginaram os nossos primeiros pais inocentes como meninos, isto é, não tinham pecado, porque não podiam pecar, mas ao chegarem à idade adulta, adquirindo o conhecimento do bem e do mal, escolheram o mal e pecaram. Logo, "ser menino" equivalia a ser homem ou mulher incompletos, imperfeitos, trazendo, pois, consigo uma ideia negativa.

Assim, o menino tem uma dupla dimensão simbólica: uma positiva, de inocência e ausência do mal e do pecado; a outra negativa, um homem ou mulher em evolução psicológica e física, um não-adulto, um ser a caminho da perfeição, atingível na idade adulta.

Por causa deste conceito, a criança pouca importância merecia nas sociedades antigas: o menino era visto como um não-homem, e a menina como uma não-mulher. S. Paulo, sob a influência desta mentalidade, serviu-se do símbolo do menino para falar da caminhada da fé dos cristãos: "Não seremos mais meninos inconstantes, levados por qualquer sopro de doutrina, pela malignidade dos homens e pelos seus artifícios enganadores. Mas praticando a verdade, cresceremos em todas as coisas pela caridade." (Ef 4,14; ver 1Cor 13,11).

Menino é aquele que não cresceu o suficiente para ser adulto, tanto na dimensão física como espiritual. Antes da vinda de Cristo ao mundo, no seu Natal, as pessoas ainda viviam todas na idade infantil, sujeitas ao tutor, a Lei; com Cristo, começou a idade adulta (Gal 4,1-5). No seu Natal, todos nascemos para sermos filhos de pleno direito,  isto é, tornámo-nos adultos.

(Revista Bíblica, nº 241)

O Menino, símbolo da inocência original

Ao chegar a Festa do Natal, todos os que têm alguma cultura cristã lembram-se de Jesus, o Deus-Menino, que nasceu em Belém. Talvez por isso, o Natal é considerado a festa das crianças e estas recebem prendas especiais e, por analogia e pela força da publicidade, também os adultos recebem prendas e sentem-se um pouco mais crianças.

Qual o sentido geral de menino na Bíblia? São vários os termos relacionados com ele, mas têm o mesmo significado fundamental: criança e pequenino. Aliás, a ideia de infância está intimamente ligada com a ideia de inocência.

Em muitas culturas, a inocência coincide com o estado anterior ao pecado do homem, sendo a infância o sinónimo de estado paradisíaco, em que o homem e a mulher viviam num ambiente onde imperava a simplicidade natural e a espontaneidade.

Outra ideia similar a esta é a que representa os seres humanos como crianças inocentes, no estado anterior ao nascimento, ou seja, antes da vinda a este mundo, que é visto como um campo de batalha onde o mal e o bem se degladiam numa guerra sem quartel. Esta vida paradisíaca tem o seu ponto de referência fundamental no seio materno, onde o ser humano goza de protecção e de todos os bens que necessita, sem qualquer trabalho. Assim foi visto o estado de Adão e Eva, que não precisavam de trabalhar, porque Deus dava-lhes tudo. Esta ideia apresenta-nos o menino como alguém ainda não responsável, não autónomo, aquele que ainda não é capaz de se defender e sustentar a si mesmo.

A ideia do ser humano no estado de menino inocente está também ligada ao estado anterior ao conhecimento perfeito das coisas. Ser menino, nesse caso, é não distinguir bem as coisas boas das más. É não ter capacidade moral e, como tal, ser moralmente irresponsável. Menino seria aquele que faz as coisas, boas ou más, mas, como as não distingue, não pode ser premiado nem castigado por causa delas.

(Revista Bíblica, nº241)

Um gesto pela paz: uma proposta da Caritas

"Pelo 5º ano consecutivo, a Cáritas vai realizar em todo o país a OPERAÇÃO 10 MILHÕES DE ESTRELAS-UM GESTO PELA PAZ. Esta iniciativa tem o objectivo de contribuir para “lançar uma pedrada no charco” em que se tornou a vivência do Natal que deixou de ter no seu centro o aniversariante: Jesus Cristo. Na génese desta campanha estão os valores da solidariedade da justiça e da paz.

A vela é apenas um sinal e um instrumento que facilite a partilha de bens com os mais pobres, porque enquanto persistirem tantas e tão graves desigualdades na haverá paz na terra mesmo para “os homens de boa vontade”.

A proposta do acendimento de uma pequenina chama nos parapeitos das nossas casas também é denúncia da opulência, expressa em milhões de luzes que se acendem mas que não iluminam verdadeiramente nem aquecem os corações.


FAÇA UM GESTO DE PAZ. NA NOITE DO DIA 24 DE DEZEMBRO ACENDA UMA VELA PELA PAZ"

(http://www.caritas.pt/estrelas/)

Celebrações de Natal

Na Igreja do Santíssimo Sacramento as celebrações de Natal ocorrerão seguindo o seguinte horário:
  • Missa Vespertina ou da Vigília - dia 24 de Dezembro, às 16 horas (não haverá missa às 19 horas);
  • Missa da Meia-Noite - dia 25 de Dezembro, às 00 horas;
  • Missas do Dia - às 10,30 horas, 12 horas e 19 horas (não haverá missa às 9 horas).
"A todos os fiéis e homens e mulheres de boa vontade o Pároco, Diácono e demais Padres que colaboram nesta paróquia desejam um Santo Natal e Ano Novo pleno das Bençãos de Deus."

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