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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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Festa da Misericórdia Divina

Para além da imagem de Jesus Misericordioso, outros elementos constituem a devoção à Misericórdia de Deus segundo as formas reveladas a Santa Faustina. Cristo deseja atrair à Sua Misericórdia todos os homens e mulheres, sem excepção. E para isso proporciona outro meio: a instituição de uma Festa. Ele mesmo indica o dia e liga a esta Festa grandes graças e promessas.

A escolha do primeiro Domingo depois da Páscoa para a Festa da Misericórdia tem o seu profundo sentido teológico ao mostrar a estreita união que existe entre o mistério pascal da Redenção e o mistério da Misericórdia de Deus. Esta união está ainda sublinhada pela Novena, com a Coroa (o Terço) à Misericórdia Divina, a começar na Sexta-Feira Santa.

A Festa, para além de ser um dia de especial louvor a Deus no mistério da Sua Misericórdia, é também o tempo de graça para todos os Homens. "Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas especialmente para os pobres pecadores".

A grandeza dessa Festa só pode ser avaliada pelas extraordinárias promessas que o Senhor a ela atribuiu: "Quem nessa altura se aproximar da Fonte da Vida alcançará o perdão total das culpas e castigos. (...) Neste dia estão abertas as entranhas da Minha Misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre aquelas almas que se aproximarem da fonte da Minha Misericórdia; (....) Que nenhuma alma receie vir a Mim, ainda que os seus pecados sejam tão vivos como escarlate".

Para aproveitar estes dons é preciso cumprir as condições da devoção à Misericórdia de Deus (a confiança na Bondade de Deus, o amor activo para com o próximo) e encontrar-se em estado de graça santificante (após boa confissão).


(Jesus, eu confio em Vós. Guia da devoção à Misericórdia de Deus. Chacim: Congregação dos Marianos, 2001. Imagem disponível em http://www.misericordia.com.br/img/misericordioso.jpg)

Imagem de Jesus Misericordioso

A 30 de Abril de 2000, o Papa João Paulo II canonizou a Irmã Faustina Kowalska e proclamou o II Domingo da Páscoa como "Domingo da Divina Misericórdia".

Um dos elementos da devoção à Misericórdia de Deus segundo as formas reveladas a Santa Faustina é a
Imagem de Jesus Misericordioso. A primeira aparição de Jesus Misericordioso à Irmã Faustina ocorreu a 22/02/1931, em Plock. No seu Diário, a Irmã Faustina escreve:

"À noite, quando me encontrava na cela, vi Jesus com uma túnica branca: a sua mão direita erguida para abençoar e a outra tangendo a veste junto ao peito. Do lado entreaberto da túnica emanavam dois grandes raios de luz, um de tom vermelho e outro pálido. Contemplava o Senhor em silêncio, a minha alma paralisada de temor, mas também num enorme júbilo.

Passado um instante, Jesus disse-me: "Pinta uma Imagem conforme a visão que te aparece, com a inscrição "Jesus, eu confio em Vós". É Meu desejo que esta imagem seja venerada primeiramente na vossa capela e depois em todo o mundo. Eu prometo que a alma que venerar esta Imagem não se perderá. Prometo ainda mais, a vitória sobre os inimigos já aqui na Terra, e especialmente à hora da morte. Eu mesmo defenderei essa alma como a Minha própria glória".

Algum tempo depois, o próprio Jesus lhe explicou o simbolismo dos raios da imagem: "Os dois raios representam o Sangue e a Água: o raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas... Estes dois raios brotaram das entranhas da Minha Misericórdia, quando na cruz o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança. (...) Desejo que no primeiro Domingo a seguir à Páscoa se celebre a Festa da Misericórdia".

Deste modo, a Imagem de Jesus Misericordioso deve desempenhar na devoção um duplo papel: ela é o instrumento pelo qual Cristo distribui as graças (não é a Imagem que dá as graças, mas Jesus através da Imagem); é também o sinal que deve lembrar a exigência de Cristo de praticar a misericórdia, quer seja através da acção, da palavra ou da oração.


(Jesus, eu confio em Vós. Guia da devoção à Misericórdia de Deus. Chacim: Congregação dos Marianos, 2001)

Santa Faustina

No próximo domingo passam 8 anos da canonização da Irmã Faustina pelo Papa João Paulo II. Quem foi esta Santa?

A Irmã Maria Faustina (Helena Kowalska) nasceu a 25 de Agosto de 1905, na Polónia. Era a terceira dos 10 filhos de Estanislau e Mariana. O pai, lavrador e carpinteiro, com dificuldade podia sustentar tão numerosa família.

Aos 20 anos, Helena ingressou na Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia. A finalidade desta família religiosa era o cuidado e a recuperação social de raparigas moralmente decaídas. A Irmã Faustina distinguiu-se pelo ardente amor à Misericórdia Divina e ao próximo, pela heróica paciência e pela piedade sólida e prudente, virtudes que a conduziram ao cume da santidade.

Esta irmã viveu 13 anos na Congregação e faleceu a 5/10/1938, em Cracóvia, com 33 anos de idade. Nos seus primeiros tempos de vida religiosa, o Senhor revelou à Irmã Faustina os Seus desígnios para com ela, que escrevia no "Diário" (escrito por ordem do seu confessor).

A devoção à Misericórdia de Deus passou por diversas provas. A Irmã Faustina escreveu em 1935 que "Virá o tempo em que esta Obra, que Deus tanto me recomenda, [parecerá] como que completamente destruída e, depois disso, a acção divina manifestar-se-á com grande força". A primeira parte da "profecia" cumpriu-se quando, a 6/3/1959, a Sé Apostólica proibiu a divulgação do culto da Misericórdia de Deus, segundo a forma contida nos escritos da Irmã Faustina. Após 20 anos, a 15/04/1978, a Santa Sé anulou a proibição de 1959 e a 18/04/1993, no Domingo da Pascoela, o Papa João Paulo II beatificou a Irmã Faustina, tendo-a canonizado 7 anos depois.


(Jesus, eu confio em Vós. Guia da devoção à Misericórdia de Deus. Chacim: Congregação dos Marianos, 2001)

O Ressuscitado, fonte de vida nova

Porque procurais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui; ressuscitou (Lc 24,5-6). A ressurreição, atestada por muitas testemunhas, colocada por escrito nos textos do Novo Testamento, pregada pelos apóstolos, é um acontecimento histórico e transcendente. Os textos não descrevem o corpo glorioso, pois é uma realidade espiritual que nos escapa, que a nossa inteligência não é capaz de captar. Os textos insistem na verdade da ressurreição, na certeza de que Jesus está vivo. Era essa a verdade essencial que importava transmitir às gerações futuras: Aquele que foi morto e sepultado apareceu-lhes vivo e glorioso, falou com eles, partilhou com eles a paz e a alegria, o gozo da sua vida nova. E esta certeza, este acontecimento histórico é de tal modo importante que é a fonte da vida cristã, da vida da Igreja. Se Ele não tivesse ressuscitado, a nossa fé era vã e sem sentido.

Aqueles homens e mulheres que, depois da Sexta-feira Santa, ficaram sem fé, tristes, desanimados, frustrados, que mesmo depois das aparições ainda duvidam, vão fazendo a experiência de um Jesus Vivo: "a sua fé na ressurreição nasceu - sob a acção da graça divina - da experiência directa da realidade de Jesus Ressuscitado" (Catecismo da Igreja Católica, n.644). Viram-No, falaram com Ele, tocaram-No, estiveram com Ele à mesa, passearam com Ele na praia do mar da Galileia. O próprio corpo ressuscitado, espiritual, traz as marcas da paixão, embora possua as novas propriedades dum corpo glorioso.

Agora, Ele é o Vivente, Aquele que está verdadeiramente vivo, porque a morte já não tem poder algum sobre Ele. E, por isso, Ele é fonte de vida nova para todos os que acreditam na sua Palavra e Lhe confiam a sua vida mortal e pecadora, para que Ele a mude.

Apesar de histórica, a ressurreição de Jesus é transcendente, não podemos afirmar quando se deu, como se deu, qual a sua essência íntima, como é um corpo "celeste", como se realizou a passagem a uma outra vida. Não sabemos o "como", mas sabemos que aconteceu, as suas consequências na vida dos discípulos e das primeiras comunidades cristãs. Ele está Vivo. É o Senhor da glória.


(PEDROSO, Dário; COUTO, Elias - Aumenta a nossa fé! Temas para cultivar a fé. Braga: Editorial A.O., 2006)

Wikipédia dos Santos

Um grupo de jovens católicos de Barcelona criou o projecto "Santopedia", uma wikipédia para os Santos, ou seja, uma enciclopédia informatizada para desenvolver o conhecimento da cultura cristã, destacando-se a vida dos santos, escrita de uma forma objectiva e sóbria, permitindo que se torne "uma ferramenta para que pesquisadores, historiadores ou mentes inquietas possam extrair dados estatísticos e fiáveis que lhes ajudem a encontrar o que procuram".

Este site permite listar alfabeticamente, através de filtros como o país de origem, a ordem religiosa à qual pertenceram os santos ou seu estado de vida: papas, bispos, sacerdotes, freiras, leigos, mártires, etc. Permite também a inscrição por e-mail ou às notícias RSS para receber os santos de cada dia. Os sites podem acrescentar à sua página uma janela com os santos do dia.

Até ao momento, a Wikipédia dos santos apresenta 4.000 entradas de santos e beatos, sendo 8 portugueses, pretendendo chegar às 7.000 durante o próximo ano. Para tal, estão a solicitar a colaboração de pessoas com bons conhecimentos sobre o santoral que queiram participar neste projecto e lhes permitam confirmar/contestar as informações aí constantes.

Outras informações podem ser obtidas em http://www.santopedia.com/.

 

 

(Fonte: Zenit)








Completou-se, ontem e hoje, o primeiro aniversário, respectivamente, da tomada oficial de posse e da entrada solene de D. Manuel Clemente como Bispo do Porto. Pedimos a Cristo Ressuscitado pela acção pastoral de D. Manuel Clemente, que seja sempre o exemplo da própria acção de Cristo na Terra.


O Senhor segue connosco...

A Páscoa é o tempo de celebrar a Aliança. É o acontecimento que marca a história de cada Homem. Cristo ressuscitado está no coração de cada um de nós. A Páscoa é dinâmica. É vida. É imortalidade. Mesmo após a  nossa morte, a afirmação da fé continuará viva nas obras, no amor, na esperança.

Quantas vezes
o Senhor nos tem interpelado na nossa vida? No Baptismo...No nosso casamento... Ao sepultar um ente querido... Cristo está entre nós nas alegrias e nas provações. Até quando o Homem se sente incapacitado para realizar algo, Deus está presente.

No limite da existência do ser humano, aí se encontra Deus. Tal como os discípulos de Emaús, pelos caminhos da vida, muitas vezes sentimo-nos acabrunhados, mas o Senhor segue connosco. Deus está presente. Ele atende-nos como um Pai querido, bondoso, misericordioso.

O cristão não pode ser amorfo, mas sim presença de Cristo ressuscitado no mundo. Por isso, ontem, domingo de Páscoa, a nossa comunidade paroquial quis levar este testemunho a cada casa. Dez cruzes saíram da Igreja Paroquial (e duas da Igreja de Vilar) e percorreram as várias ruas da paróquia. Usando o elevador ou subindo e descendo centenas de degraus, entramos em diferentes espaços: nuns, reinava a solidão do único ocupante daquele lar; noutros, era a alegria das grandes famílias reunidas à volta de Cristo ressuscitado.

Com sorrisos ou lágrimas, aparente indiferença ou muita devoção, diversas foram as formas como foi recebida a Cruz. São experiências únicas que se vivem. Quem participou na Visita Pascal ficou mais rico na sua fé. Partilhamos as lágrimas daquela velhinha que, agarrada à cruz, soluçava a sua prece: "Ó Senhor, tira-me desta cama!".  Tal como a senhora, na surdez dos seus 100 anos, repetimos vezes sem conta: "Muito obrigada! Muito obrigada!". Partilhamos da dor daquela avó que colocou uma rosa branca na Cruz, explicando: "É pelo meu netinho que morreu o ano passado. Tinha 6 anos."...

A Páscoa fala por si. Para quê mais palavras? A palavra pode distrair da celebração...



A Casa-Acolhimento Santa Marta foi pensada no Ano Santo. Porém, foram necessários 10 anos para que as obras começassem... Muitos obstáculos surgiram, mas na Quaresma de 2008 deu-se início às obras. Para darmos conhecimento das mudanças que irão ocorrer neste espaço de diaconia da Paróquia, criamos um blogue, onde colocaremos fotografias das obras na casa. Pode visitá-lo aqui.


 

É Páscoa!





Na Folha Pão e Vida pode consultar a mensagem do nosso pároco para este dia. A partir das 14,30 horas levaremos a Cruz do Ressuscitado a cada rua da paróquia, entrando nas casas assinaladas com verdes ou de outro modo indicativo. Será deixada uma estampa alusiva a Cristo Ressuscitado.

Dia Mundial da Água

A 22 de Março celebra-se o dia Mundial da Água, lembrando-se que a água não é apenas útil mas também essencial à vida e, como tal, o acesso a ela é um direito universal. No entanto, cada dia morrem mais de 30.000 pessoas (entre elas, 6.000 crianças) por falta de água ou vítimas de doenças provocadas pela água contaminada.

A água é propriedade de todos os seres vivos do planeta, e não privilégio de alguns, porém 87% do consumo mundial de água é feito por apenas 10% da população. Os contrastes são gritantes: em 10 dias, as cheias de Janeiro em Moçambique causaram dezenas de mortos e milhares de desalojados; o degelo dos glaciares ao longo da consta da Antárctica acelerou 75% nestes últimos 10 anos.

Na Revista Bíblica de Março/Abril do corrente ano, Frei Acílio Mendes apresenta a seguinte expressão: Água = UHPC. E explica: "não se trata de uma nova fórmula química da água, que é H2O, mas apenas de uma sigla franciscana ainda por desvendar", baseada no Cântico do Irmão Sol ou Cântico das Criaturas de Francisco de Assis. "UHPC, porque [a água] é Útil, Humilde, Preciosa e Casta". Sobre a humildade da água bastará lembrar a gotinha de água, quase despercebida, que, na Eucaristia, o sacerdote mistura no vinho do cálice e pretende simbolizar toda a humanidade mergulhada em Cristo.  Por outro lado, na "castidade" da irmã água, os cristãos renascem pelo Baptismo para uma vida nova, a vida em Cristo, a nascente de água viva. Deste modo, travar a poluição dos rios, mares, oceanos é também um acto profundamente religioso. Porque a água é útil e preciosa, esbanjar este património comum é um acto criminoso. Poupar água é uma urgência humanitária.



Um interessante artigo sobre A Vigília pascal, o coração do Ano litúrgico pode ser consultado na Ecclesia.

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