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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

A "humanidade" do Ressuscitado

10.04.08 | ssacramento
Podemos ter a tentação de pensar que o Senhor Jesus Ressuscitado, porque Vivo e Glorioso, porque doravante Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, perdeu o seu jeito humano de ser e de viver, perdeu o encanto da sua humanidade. Antes pelo contrário!

A Sua glória, poder, majestade, realeza não O impedem de ser um Deus pobre, humilde. Antes de mais, na Sua presença na Eucaristia, feito pão e vinho, em mistério de Corpo e de Sangue. Em cada sacrário continua um Rei simples, tão humilde que está "escondido" no pedaço de pão, mas não deixa de ser Ele, o Ressuscitado.

E não foi divinamente humana a atitude de Jesus quando aparece, oito dias depois da Páscoa, e chama Tomé, o incrédulo, e o convida a tocar o buraco das suas mãos e a meter a mão na chaga do seu lado? Continua a ser amigo dos incrédulos, pecadores, fracos e marginais.

E não será divinamente humana a atitude carinhosa para com os seus amigos, que levaram uma noite inteira sem pescar e que, chegando a manhã, estão cansados, exaustos, e Ele, com a sua divina amizade, já tem na praia as brasas acesas e o peixe assado, já tem a refeição preparada para os seus amigos? Rei e Senhor, mas preocupado com os amigos.

O Jesus Glorioso e Ressuscitado não está longe de nós, não ficou distante por causa da sua ressurreição. Ele está presente e, hoje, continua a proceder sempre do mesmo modo, a ser alimento para ser comido, a preparar a alegria e conforto para os seus amigos cansados do trabalho, das canseiras, das dores e labutas da vida.


(PEDROSO, Dário; COUTO, Elias - Aumenta a nossa fé! Temas para cultivar a fé. Braga: Editorial A.O.,2006)

Eis que estou à porta e bato

09.04.08 | ssacramento
"Conta-se que em alguns países africanos é costume, em dias de festa, deixar a porta de casa semiaberta. Um dia, uma criança perguntou ao pai:
- Papá, porque é que deixamos a porta aberta? Não seria melhor fechá-la?
- Não, meu filho, respondeu o pai. Sabes! Pode ser que Deus hoje decida vir à nossa festa. Se encontrar a porta aberta, entra, senta-se à mesa connosco e faz festa com a nossa família.
A criança esperou, mas Deus não veio.
- Papá, posso fechar a porta?
- Não, meu filho. Pode ser que Deus, não podendo vir ele próprio, mande um seu anjo. E o anjo é um enviado de Deus. É como se fosse Deus a vir ter connosco. Vamos esperar.
Mas o anjo também não veio.
- Agora, posso fechar a porta?
- Não, meu filho. Se Deus ou um seu anjo não vierem, pode ser que venha um pobre, uma vez que há tantos por aí. Se ele encontrar a porta aberta, vem jantar connosco. E quem acolhe um pobre é como se acolhesse Deus.
E a criança esperou pelo pobre que não faltou nesse dia, como nunca faltará até ao fim do mundo.

Deus não é um ausente. É Alguém que quer viver com os seus filhos. Entrará se a porta do nosso coração não estiver fechada. "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo". Jesus bate à nossa porta, mas não força ninguém a abrir. Chama, mas não arromba a porta. É preciso estar atento à voz do Senhor, que continua a chamar.


(Revista Fátima Missionária, Abril/2008)

Ano Internacional da Terra

08.04.08 | ssacramento
O mundo é um maravilhoso jardim criado por Deus, mas encontra-se em processo de destruição, pois o homem passou de jardineiro a exterminador. E, por isso, ...

A floresta amazónica pode morrer em 50 anos por causa de mudanças climáticas provocadas pelo homem, porque a chuva diminuiu entre 20 e 30 por cento, a estação seca prolongou-se e aumentaram as temperaturas durante o Verão, o que está a provocar a morte gradual das árvores.

Devido ao aquecimento global, uma subida de meio grau Celsius na temperatura da superfície do mar corresponde a um aumento de cerca de 40 por cento na actividade dos furacões. Estes fenómenos formam-se sobre águas quentes, e quanto maior é a temperatura, maior é a energia sorvida pela tempestade para esta se formar e ganhar força.
Em 2005, a temporada de furacões foi a mais activa de que há registo e a temperatura da água a mais elevada, tendo-se registado nesse ano 28 tempestades e 13 furacões, sete dos quais muito fortes. Em contraste, em 1971, quando a temperatura da água foi a mais fresca, ocorreram 13 tempestades e seis furacões, um dos quais muito forte.

Está na altura de invertermos estas situações e mudarmos comportamentos, ouvindo a "voz da Terra" (Papa Bento XVI). Jesus Cristo, Francisco de Assis, Madre Teresa de Calcutá, Luther King, e tantos outros, com o seu exemplo, deixaram o mundo melhor do que o encontraram. Este é um desafio também para nós. Deixar este planeta um pouco melhor do que aquilo que o encontramos.

(adaptado de Revista Audácia, Abril/2008)

Dia Mundial da Saúde

07.04.08 | ssacramento
Assinala-se hoje o Dia Mundial da Saúde. Para 2008, a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o tema "A protecção da saúde face aos efeitos das alterações climáticas”. O objectivo é focalizar os olhares na necessidade de proteger a saúde dos efeitos adversos provocados pelas alterações do clima. É que as alterações climáticas colocam sérias ameaças à saúde pública, em todo o mundo, e, como tal, torna-se necessário promover a colaboração e intervenção por parte do cidadão em geral.

"A
doutrina religiosa de judeus e cristãos afirma que o mundo, como criação de Deus, não é propriedade das pessoas. Deus confia-nos a Terra, para que a engrandeçamos ainda mais, e, neste espírito, tiremos dela tudo aquilo de que precisamos. Mas nós abusamos da obra que Ele fez. Durante milhões de anos, houve uma certa harmonia entre a Humanidade e a Natureza. A industrialização e a tecnologia deram o domínio aos humanos, e a desordem está à vista." (Revista Audácia, Abril 2008).

(Fotografia da Revista Time 2007)

Oração para a 45ª Semana de Oração pelas Vocações

06.04.08 | ssacramento

Senhor, Pai Santo, que amais o mundo que criastes

e não vos cansais de o contemplar e concluir que tudo é bom!

Ao ser humano, criado à vossa imagem e semelhança,

confiastes a missão de guardar a vossa obra

e quisestes chamar homens e mulheres

para, convosco, a conduzir à realização plena.

 

A fim de consumar este projecto,

enviastes ao mundo o vosso Filho Jesus Cristo

que, nos mostrou o Caminho para a felicidade a que aspiramos.

Chamando alguns de entre os seus discípulos,

partilhou com eles a sua Missão

e enviou-os a levar o Evangelho a toda a parte.

 

Este chamamento foi confirmado pelo Espírito Santo

e, ao longo destes últimos vinte séculos,

continuamente repetido e acolhido por tantos e tantas

que têm entregado a sua vida por esta preciosa causa.

 

Também agora, Pai Santo, Vos pedimos

que continueis a chamar, de entre nós,

aqueles que escolheis para partilhar a Missão de vosso Filho:

no ministério ordenado;

na vida consagrada activa;

na vida monástica e contemplativa;

na vida laical e matrimonial…

Pedimo-vos a graça da abertura do coração

para correspondermos sempre com generosidade e prontidão.

 

Confirmai com o vosso Santo Espírito

a acção e missão daqueles a quem chamastes e enviastes;

confortai-os nas dificuldades e desânimos.

Confiamos, também, esta causa à protecção de Maria,

a serva atenta e fiel à vossa vontade

e a S. Paulo, Apóstolo firme e zeloso do Evangelho.

 

A Vós, Pai Santo,

pelo vosso Filho Jesus Cristo,

no Espírito Santo,

sejam dadas honra e glória pelos séculos dos séculos.

Ámen.

 


Novo reitor do Santuário de Fátima

05.04.08 | ssacramento
A Conferência Episcopal Portuguesa aprovou na passada quarta-feira o nome do novo reitor do Santuário de Fátima, o Padre Virgílio Antunes, por proposta do bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto. O novo reitor tomará posse no início do próximo ano pastoral e será nomeado pelo bispo de Leiria-Fátima para um mandato de cinco anos, sucedendo ao actual reitor, Monsenhor Luciano Guerra.

Actualmente, o padre Virgílio Antunes é docente universitário, Juiz do Tribunal eclesiástico, Delegado Episcopal para o Diaconado Permanente, membro do Colégio de Consultores e Capelão no Santuário de Fátima, onde desempenha as funções de Director do Serviço de Peregrinos e do Serviço de Alojamentos
.

O padre Virgílio do Nascimento Antunes é natural da Batalha. Tem 46 anos e é presbítero da Diocese de Leiria-Fátima. Frequentou o Seminário Menor de Leiria e fez o Curso Filosófico-Teológico no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra. Especializou-se em ciências bíblicas, no Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica de Jerusalém. Foi reitor do Seminário Diocesano de Leiria de 1996 até 2005.

(Agência Zenit)


Pode consultar mais informações sobre o novo reitor aqui.

João Paulo II

03.04.08 | ssacramento
Ontem celebrou-se o terceiro aniversário da morte do Papa João Paulo II. Se o Papa Wojtyla tivesse durado pouco tempo, não o teríamos entendido, tão grande foi a novidade da sua pessoa. Os três milhões de pessoas que se precipitaram para Roma, na primeira semana de Abril de 2005, para lhe fazer as últimas despedidas dizem-nos, pelo contrário, que essa novidade foi pelo menos parcialmente compreendida.

A longa duração do pontificado do Papa João Paulo II permitiu à Igreja e ao mundo entender a sua radical novidade: a de um Papa eleito contra todas as expectativas e que não sobe ao trono de Pedro com um programa pontifical no bolso, mas que se abandona à Providência que o chamou e responde aos desafios das circunstâncias como cristão vivo, dando testemunho da sua fé.

Com ele modificou-se a imagem papal, aproximando-a do homem comum da nossa época: praticava esqui nas montanhas e quis ser tratado num hospital. A todos comoveu a tenacidade com que reagia à doença nervosa que começou a atormentá-lo a partir de 1992 e que acabou por impedi-lo de caminhar e de falar. "Sem este Papa, não é possível compreender o que aconteceu na Europa em finais dos anos oitenta", afirmou Gorbachev.


(ACCATTOLI, Luigi - João Paulo II. Prior Velho: Paulinas, 2007)

Apagar a lâmpada

02.04.08 | ssacramento
O poeta Tagore questionava num poema:


Qual o motivo de se ter apagado a minha lâmpada?
- Puseste-a debaixo do manto para a proteger do vento...

Qual o motivo de ter murchado a minha flor?
- Apertaste-a contra o coração para a conservar só para ti...

Qual o motivo de ter secado o meu rio?
- Cortaste-o com um dique para seres o único a servir-te dele...

Qual o motivo de se ter quebrado a minha harpa?
- Tentaste desferir uma nota superior ao seu poder de vibração...


O nosso egoísmo apaga as nossas lâmpadas, apaga a nossa luz, impede a nossa missão iluminadora do mundo que nos rodeia. Qualquer pequeno manto de cobardia, de medo, vergonha, negligência, abafa o nosso testemunho.

Se apertarmos as nossas capacidades no interior de nós mesmos e não as disponibilizarmos aos outros, fechamos demasiado o nosso jardim e a nossa generosidade murcha.

O egoísmo cria vidas áridas, insensíveis, inúteis. Seca a corrente da solidariedade, da partilha, do serviço aos outros.

Há tentações de vaidade que nos fazem julgar superiores aos outros, criticar e desvalorizar o que fazem os outros. Esta presunção, esta ânsia de superioridade, faz desafinar a nossa harpa e destoar o cântico da vida.


(SALGUEIRINHO, Mário - Rezar com a Vida.Porto: Telos, 2000)

Mentiras e escapadelas

01.04.08 | ssacramento
"Dia das mentiras! Embrulhada num nevoeiro histórico, a efeméride tem contornos pouco claros. (...)

É conhecida a história do pastor brincalhão que se esvaía em berros porque "aqui del rei" estava a ser atacado pelos lobos. Tanto gritou, tanto brincou que, desacreditado, acabou mesmo em petisco de lobo.

Na mitologia grega e romana, a mentira era, quer uma divindade infernal - que tinha por missão conduzir as sombras para o Tártaro (a região mais profunda do mundo, situada abaixo dos próprios infernos) -, quer se ligava aos deuses gémeos chamados Palicos. O seu culto fazia-se junto de um lago vulcânico borbulhante em enxofre. Dizia-se que as aves que sobre ele voassem morriam de imediato e que os homens que dele se aproximassem não viviam mais do que 3 dias. Quando alguém pretendia afirmar algo sob juramento, ia até lá. Escrevia-o numa tabuinha e lançava-a às águas. Se ela flutuasse, o juramento era verdadeiro; se se afundasse, era sinal de mentira. E dizia-se que os Palicos cegavam os mentirosos."

Esquecendo o cariz brincalhão deste dia, ficam aqui três brevíssimas reflexões:
  • a mentira aprisiona;
  • na origem das mentiras está a imagem idealizada que temos de nós próprios e que desejamos impor aos outros;
  • algumas vezes, a verdade abre brechas, mas a mentira faz sempre ruínas.

(MANUEL, Henrique - Mas há sinais...Prior Velho: Paulinas, 2004; Imagem disponível em http://www.caiofabio.com/Arquivo/Image/mentira.jpg)

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