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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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Maria, modelo de perdão

Numa entrevista concedida à Agência de Notícias Zenit, Jutta Burggraf, professora de teologia na Universidade de Navarra, referiu que Maria é modelo de perdão, porque «nos ensina a perdoar de todo o coração, incondicionalmente, como uma mãe, não como uma educadora». Maria deixa-nos lições de grande actualidade. Há muitas pessoas "doentes" nas nossas sociedades, pessoas que não podem viver em paz com as suas lembranças. Assim, cria-se uma espécie de mal-estar e de insatisfação gerais. Perdoar não é fácil, mas é possível com a ajuda de Deus.

 

Maria deu-nos um exemplo esplêndido sob a Cruz. Quando ouviu as palavras de Cristo: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem», compreendeu o que Deus esperava também dela, e fez o mesmo que seu Filho: perdoou.

 

A este respeito, Jutta Burggraf recordava o que lhe contara uma amiga sobre a sua infância: costumava ter ataques de raiva e, quando algo ia contra sua vontade, ela gritava e batia com as mãos e pés. Pouco depois, percebia que o seu comportamento tinha sido pouco correto. Corria chorando até à sua mãe e pedia-lhe perdão. A mãe sentava-a no colo e, abraçando-a, consolava-a com as palavras: «Já estás bem. Não és assim. Na realidade, és muito melhor». Deste modo, desde pequena, ela experimentava a «festa do perdão» e voltava feliz a brincar com os seus amigos. Depois de cada perdão, a vida começava de novo para ela... Mas a mãe morreu, e uma educadora cristã a substituiu. Passado algum tempo, repetiu-se a cena conhecida. A menina ficou furiosa, gritou e bateu. Depois do ataque de raiva, correu, como de costume, para a educadora e pediu perdão. Mas desta vez tudo foi diferente: a educadora não a abraçou, nem a beijou, nem a consolou. Aceitou o seu perdão com uma cara séria e com várias admoestações. «Então compreendi que já não tinha mãe», comentou essa amiga.

 

 

(Agência de notícias Zenit)

Direito à religião

Um comentário ao post de quarta-feira passada alertou-nos para um artigo da Rádio Vaticano sobre a situação de uma argelina, convertida ao cristianismo, presa por ter sido encontrada com livros cristãos. Rezemos pela sua libertação.

 

A divulgação deste e doutros casos é também importante para que o respeito pelos direitos humanos, incluindo o direito à religião, possa ser uma constante em todo o mundo e que ninguém venha a ser perseguido pelas suas convicções ou  práticas religiosas.

 

A festa do Sagrado Coração de Jesus

Apesar de ter tido ao longo dos tempos vários nomes e expressões diferentes, desde sempre existiu a devoção ao Coração de Jesus, que foi seguida e promovida por beneditinos e franciscanos durante os séculos XI e XII. Já nos finais do século XIII, o Coração de Jesus começou a ser honrado como um culto particular, distinto do culto da paixão (este último ligado à "chaga do lado", de quem o apóstolo e evangelista São João foi o seu primeiro grande devoto). Nos séculos XV e XVI, os missionários da Companhia de Jesus continuaram a incrementar o culto ao Sagrado Coração, mas será no século seguinte que esta devoção dá um passo importante, com a aprovação da primeira missa e ofício em honra do Coração de Jesus e com as revelações a Santa Margarida Maria Alacoque, a quem o Senhor pediu uma festa para honrar o seu "Coração, que tanto tem amado os homens e só recebe, da maior parte deles, ingratidões e ofensas".

 

Chegados ao século XVIII, com o Papa Clemente XIII inicia-se o culto público ao Coração de Jesus. A 28/08/1794, mais um Papa, desta vez Pio VI, na Constituição Auctorem Fidei, volta a declarar que esta devoção é algo de essencial. No século seguinte, em 1856, o Papa Pio IX estendeu esta festa à Igreja universal e, em 1873, declara o mês de Junho em honra do Coração de Jesus. Deve-se ao Papa Leão XIII a consagração do género humano ao Coração de Jesus, a aprovação das ladainhas e a exortação para que os fiéis vivam as primeiras sextas-feiras, prática que Jesus tinha pedido a Santa Margarida Maria Alacoque.

 

Já em pleno século XX, Pio XII afirmou que "o culto ao Coração Sacratíssimo de Jesus é o culto do amor com o qual Deus nos amou, por meio de Cristo, e é também a prática do nosso amor a Deus e aos outros". Em 1965, o Papa Paulo VI exortava os cristãos a que, a partir de Cristo, aprendam a maneira perfeita de ordenar a sua vida, para que esta corresponda plenamente à exigência dos nossos tempos.

 

No início do 3º milénio, a devoção ao Coração de Jesus continua a ser a resposta e a solução para os problemas do mundo actual, pois ajuda-nos a passar da matéria ao espírito, da dispersão à unidade, do egoísmo ao amor.

 

 

(Fontes: GUERRA, Abel Paulo - Caminho de Fogo; GUERRA, Paulo - Pão da Palavra II; PEDROSO, Dário - Revista Mensageiro)

 

 



Na nossa Igreja Paroquial, hoje, Festa do Sagrado Coração de Jesus, será feita a exposição do Santíssimo Sacramento, entre as 9 e as 18,45 horas.

O que diz São João sobre Maria?

Cerca do ano 100 foi redigido o Evangelho de João, chegando-se à máxima exaltação de Maria. Se Lucas a tinha apresentado ocupando um lugar-chave na história da salvação e o Apocalipse a tinha elevado como símbolo da Igreja perseguida, João apresenta-a como figura da Igreja gloriosa.

 

Embora nunca a designe por "Maria", nem mencione a sua concepção virginal, nomeia-a em duas cenas únicas. A primeira é nas Bodas de Caná (2,1-12), quando, no meio de uma festa, os noivos ficam sem vinho e, atendendo ao pedido de sua Mãe, Jesus transforma 600 litros de água, que os judeus utilizavam nas suas purificações, em 600 litros de vinho da melhor qualidade. Os biblistas consideram que estamos perante algo mais do que um episódio histórico, pois fala-se de uma boda, mas os noivos não são mencionados e é Maria que dá pela falta do vinho. Trata-se, pois, de um símbolo. Os profetas tinham anunciado umas grandes bodas para o fim dos tempos, nas quais Deus desposaria o seu povo, tal como o esposo desposa a sua esposa e serviria vinhos em abundância (Os 2,16-25; Is 54,4-5). Ora, em Caná, Jesus aparece como o verdadeiro esposo, visto ser Ele quem se encarrega de servir o vinho aos convidados e Maria é a noiva, símbolo da Igreja gloriosa, que se une definitivamente ao seu esposo, que é Cristo.

 

A segunda cena é quando Jesus se encontra no meio da agonia, tendo sua Mãe de pé, junto à cruz com o discípulo que Ele amava. Então disse a sua Mãe: "Mulher, eis aí o teu filho." E ao discípulo: "Eis aí a tua Mãe" (Jo 19,26-27). Neste caso, o discípulo amado não é uma personagem real, mas o símbolo dos primeiros cristãos e a Mãe de Jesus não é Maria, mas a Igreja, Mãe dos crentes. Por isso, o lado de Jesus, que é o novo Adão, é aberto com uma lança e dele brota sangue e água, símbolo do nascimento da sua esposa, a Igreja (tal como o lado de Adão tinha sido aberto, para que dele nascesse Eva, sua esposa).

 

Se Maria, no Apocalipse, foi elevada a símbolo da "Igreja-perseguida", e nas bodas de Caná a símbolo da "Igreja-esposa", junto à cruz é símbolo da "Igreja-Mãe".

 

 

(Adaptado de VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? V. Apelação: Paulus, 1998)

 

O que diz o Apocalipse sobre Maria?

Com o passar do tempo, a compreensão da figura de Maria continua a evoluir. Em 95 o Apocalipse é redigido e nele aparece uma "mulher" misteriosa, vestida como o Sol, tendo a Lua sob os seus pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Está grávida e grita com as dores de parto. Acaba por dar à luz um filho varão, que é o Messias (12).

 

Até aqui tudo parece indicar que o texto se refere a Maria, mas o Apocalipse prossegue, dizendo que frente à mulher se deteve um grande Dragão vermelho, disposto a devorar o Menino quando Ele nascesse. Mal o Menino nasceu, foi elevado ao céu. Então, o grande Dragão, vendo-se frustrado, voltou-se contra a mulher e contra o resto dos seus filhos, que se esconderam no deserto e foram alimentados por Deus.

 

Tal "mulher" não pode ser a Maria histórica, real, pois nunca ocorreu esse episódio: ter de fugir para o deserto, com os seus outros filhos. Quem é, pois, essa "mulher"? É Maria, mas já tão enaltecida, que se convertera no símbolo da Igreja perseguida daquela época. Por isso, aparece com muitos filhos (os cristãos), que fogem do Dragão (o Império Romano), para o deserto (algum lugar seguro) e são alimentados por Deus (a Eucaristia).

 

 

(Adaptado de VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? V. Apelação: Paulus, 1998)

O que diz São Lucas sobre Maria?

Nos dois artigos anteriores, temos vindo a referir as diferentes atitudes que podem ser encontradas no Novo Testamento, no que respeita a Maria. Deste modo, enquanto nas Cartas de S. Paulo ela é ignorada, em Marcos surge-nos desfavorecida e em Mateus já é considerada e resgatada a sua visão. Contudo, é com Lucas que a figura de Maria alcança uma envergadura extraordinária. Com ele, o Novo Testamento interessa-se, pela primeira vez, pela pessoa de Maria, pelas suas reacções e por aquilo que lhe sucede. Já não é uma figura passiva, mas interroga, responde, dialoga, consente, corre, canta, mostra estranheza, maravilha-se, sofre. Aparece, sobretudo, como modelo de vida crente e de mulher atenta à Palavra de Deus.

 

Note-se que, nos dois capítulos dedicados à infância de Jesus, Maria é a personagem central e de destaque, em torno da qual girarão todos os outros acontecimentos. Em primeiro lugar, é a Maria, e não a José, que o anjo Gabriel anuncia a gravidez milagrosa (Lc 1, 26-38); é Maria que fica de pôr o nome a Jesus (1,31); contrariamente a Mateus, em cujo Evangelho Maria nunca fala, em Lucas, Maria não só fala, como também apresenta objecções ao próprio anjo (1,34); Maria recebe o nome de "cheia de graça" (1,28), título único em todo o Novo Testamento. Deste modo, Lucas coloca a Virgem num plano excepcional entre todas as criaturas humanas: Deus tem necessidade de Maria e não fará nada sem o seu consentimento.

 

Mas Lucas não se fica por aqui e mais elogios vai fazer a Maria: é exaltada quando vai visitar a sua parente Isabel (1,42-48);  quando Jesus nasce, Lucas faz notar que Maria O enfaixou sozinha e O colocou numa manjedoura (2,6-7), quer dizer, foi a única a actuar no mistério do parto; Maria aparece "conservando todas aquelas coisas no seu coração" (2,19,51).

 

E o que acontece às duas cenas negativas apresentadas por Marcos? Lucas também as narra, mas acrescenta novas modificações para exaltar ainda mais a figura de Maria. A primeira, em que Jesus demarcava a sua distância em relação à sua família, é convertida por Lucas num verdadeiro elogio de Maria (8,19-21). Repare-se, por exemplo, que Lucas retira a questão sobre quem são a mãe e os irmãos, o que deixava entrever uma certa oposição relativamente a estes, além de suprimir o gesto de Jesus de estender a mão para os discípulos, que marcava um contraste entre a sua família carnal e os seus seguidores. Na segunda cena, em que Jesus é rejeitado em Nazaré, Lucas escreve que "nenhum profeta é bem recebido na sua terra" (4,24), introduzindo duas novas alterações relativamente a Marcos: suprimiu "a casa" e mudou o verbo "desprezar", evitando assim que fosse levantada qualquer suspeita contra Maria ou contra os parentes de Jesus. Para concluir, resta referir que a estes dois episódios de Marcos, Lucas juntou outros dois: na genealogia (3,23) faz uma alusão à concepção virginal, que já tinha assumido plenamente no seu Evangelho; e, em Lucas 11,27, o evangelista pretende exaltar Maria pela sua fidelidade à Palavra de Deus.

 

 

(Adaptado de VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? V. Apelação: Paulus, 1998)

 

 

O que diz São Mateus sobre Maria?

À medida que os anos foram passando, os cristãos foram limando as fricções com a família de Jesus e começaram a interrogar-se mais a fundo sobre o nascimento de Jesus, descobrindo o importante papel desempenhado por Maria nesse nascimento.

 

Quando São Mateus escreveu o seu Evangelho, foi o primeiro a fornecer-nos detalhes sobre a infância de Jesus. Conta que o Menino não foi concebido com a ajuda de José, o esposo de Maria, mas por obra do Espírito Santo (Mt 1, 1-18). Apesar de já ser considerada em Mateus, Maria ainda desempenha um papel secundário. A personagem central da infância de Jesus é São José: é a ele que o anjo anuncia o nascimento de Jesus (1,20); é a ele que manda pôr o nome ao Menino, tarefa fundamental segundo a mentalidade bíblica (1,21); é a ele que avisa que deve fugir para o Egipto (2,13) e depois que regresse para Israel (2,20). Maria não diz uma palavra, não faz nada. É mencionada quase de passagem.

 

Os dois episódios que aparecem em Marcos também são relatados por Mateus, mas agora já com uma imagem positiva de Maria. No primeiro, Marcos eliminou a indicação de que a família de Jesus "pensava que Ele estava louco" e Maria e os seus parentes, neste Evangelho, vão procurá-l'O em casa para o escutarem, porque eram seus verdadeiros discípulos, tal como os restantes ouvintes (12, 46-50). No segundo episódio, em que Jesus é desprezado como profeta de Nazaré, Mateus inclui apenas na queixa de Jesus: "Um profeta só não é estimado na sua própria pátria e em sua casa" (13,58), quer dizer, suprimiu "e entre os seus parentes", para que estes (entre os quais se contava Maria), não ficassem mal vistos.

 

Resumindo, Mateus apresenta um retrato mais favorável de Maria e da família de Jesus, conservando ainda Maria um papel passivo.

 

 

(Adaptado de VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? V. Apelação: Paulus, 1998)

O que diz a Bíblia sobre Maria? (I)

Ao lermos atentamente os livros do Novo Testamento verificamos que nem todos atribuem a Maria um papel destacado nem transcendente. É que entre a redacção dos primeiros e dos últimos livros passaram mais de 60 anos e, durante este lapso de tempo, a ideia que se tinha de Maria foi evoluindo. Assim, à medida que os anos passavam, os cristãos foram reflectindo e descobrindo as maravilhas que o Senhor tinha feito com ela.

 

Maria, a ignorada

 

Os primeiros escritos do Novo Testamento foram as Cartas de São Paulo e nelas encontram-se três referências ao nascimento de Jesus (Carta aos Filipenses 2,7;  Carta aos Romanos 1,3; Gálatas 4,4) , mas nunca se fala de Maria, nem se refere ao nascimento virginal de Jesus. Deste modo, ou Paulo o ignorava ou considerou que não era importante para o anúncio do Evangelho. Na verdade, Paulo centrou-se unicamente na morte e ressurreição de Jesus; tudo o resto foi relegado para segundo plano.

 

Maria, a desfavorecida

 

Depois de Paulo escreveu São Marcos, sendo o primeiro a tratar por "Maria" e mencionando-a em dois episódios do seu evangelho. Num deles apresenta-a junto aos "irmãos" de Jesus, ou seja, ao resto da família (Mc 3, 20-35) e é um relato que favorece pouco a família de Jesus e Maria, pois esta surge unida a um grupo que, aparentemente, não compreendia a missão de Jesus e este, por sua vez, parece marcar uma distância em relação a eles, considerando os seus ouvintes como a verdadeira família.

 

O segundo episódio de Maria, em Marcos, é aquele em que Jesus começou a pregar na sinagoga de Nazaré e os presentes, assombrados comentavam se "este homem não é o carpinteiro, filho de Maria (...)? Então Jesus dizia-lhes que um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua casa" (Mc 6, 1-4). Estas palavras de Jesus confirmam a opinião desfavorável que Marcos tinha em relação à família de Jesus.

 

Os biblistas descobriram um motivo para esta atitude de Marcos. Nos primeiros tempos, os parentes de Jesus julgavam-se os únicos com direito a serem responsáveis das comunidades, como acontecia com o sacerdócio, no Antigo Testamento, que se herdava por direito familiar. Marcos pretendia deixar bem claro que na família do Senhor se ingressava por escutar a sua Palavra e não pelos laços de sangue.

 

 

(Adaptado de VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? V. Apelação: Paulus, 1998)

 

 

Leitura da Palavra de Deus

Frei Manuel Arantes, que já esteve na nossa paróquia a orientar uma formação bíblica, em entrevista à revista Stella, dá-nos não só uma perspectiva histórica da Lectio Divina, mas também uma forma prática de a fazer.

 

Assim, começa por escrever que a expressão latina Lectio Divina significa "leitura divina" ou "leitura segundo Deus ".  Actualmente, costuma definir-se como "leitura orante da Palavra de Deus ". Continua dizendo que a expressão provém de Orígenes, do sec. lll. Orígenes exortava a ler a Palavra de Deus com um coração aberto e em clima de oração. Mas, é na Idade Média, refere Frei Arantes, que esta leitura divina se desenvolveu.

 

Nos nossos dias este método de Leitura da Palavra de Deus segue vários passos, salientando-se a leitura de um texto com a convicção de que Deus nos fala; a meditação, reflectindo e deixando-se interpelar para ver o que a Palavra de Deus nos diz; a oração, respondendo e conversando com Deus, a partir do texto; a contemplação, sendo transformado pela Palavra lida, meditada e rezada, e passando a ver a realidade e a vida com os olhos de Deus.

 

 

(Revista Stella Março / Abril 2008)

Arte, cultura e santidade

Uma das intenções do Papa para o mês de Maio é que os cristãos valorizem "a literatura, a arte e os meios de comunicação social, para favorecer uma cultura que defenda e promova os valores da pessoa humana “. É assim que hoje realça “o valor das obras artísticas inspiradas pela fé na figura pouco conhecida de São Romano, o melodioso, um diácono sírio do século XVI, que viveu num mosteiro da periferia de Constantinopla, actual Istambul”.


A respeito da figura de São Romano, o Papa afirmou que “a poesia une a Terra ao Paraíso” e que este escritor soube “transformar a teologia em poesia”, deixando, segundo a tradição, mais de mil hinos sagrados. “A fé é amor e, por isso, cria poesia e música; a fé é alegria, por isso cria beleza”, precisou.


Neste contexto, o Papa explicou que “se a fé é viva, a cultura cristã não é passado, mas torna-se viva e presente”. Bento XVI lembrou a capacidade comunicadora de São Romano, alguém que se dirigia directamente aos seus interlocutores, “com grande criatividade, com metáforas, cantos e ícones”. Assinalou também o “comportamento coerente com que pregava. Pela sua fé, humildade e arte, tornou-se modelo do diácono que estuda, assimila e encarna a Escritura”.


“São especialmente famosas as suas homílias poéticas cantadas, chamadas ‘kontákia’, que fizeram dele um dos autores mais representativos de hinos litúrgicos da Igreja cristã do Oriente”, assinalou. “


Já aquando da sua visita à Alemanha, seu país natal, o Papa Bento XVI elegia a música “como caminho de elevação espiritual e religiosa” e dizia: “Tenho a convicção de que a música é verdadeiramente a linguagem universal da beleza, capaz de unir entre si os homens de boa vontade, em toda a terra, e de os conduzir a elevar o olhar para o Alto, abrindo-se ao Bem e ao Belo absolutos, que têm a sua origem última no próprio Deus”.

 

 

(Fontes: Revista Mensageiro, Maio/2008; Agência Ecclesia; Voz Portucalense)

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