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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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Um tema paulino: a igualdade

"Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus. E se sois de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa" (Gl 3, 28-29). Nesta afirmação estão patentes as principais oposições do mundo grego antigo. A natureza humana era dividida em naturezas diferentes: a do homem livre e a do escravo; a do grego e do estrangeiro; a do homem e da mulher. Para a tradição bíblica, pelo contrário, no interior da descendência de Abraão não havia diferenças de natureza; todos possuíam igual dignidade, porque todos eram igualmente filhos de Abraão.


Progressivamente, foi-se considerando que até os que não directamente filhos de Abraão (judeus) partilhavam a mesma dignidade fundamental, porque todos eram igualmente criaturas (filhos) de Deus. Mas o judaísmo ainda mantinha uma distinção fundamental entre judeu e não-judeu, semelhante à que mantinham os gregos, entre grego e estrangeiro. Para S. Paulo, em Jesus Cristo realiza-se plenamente a perspectiva igualitária da tradição bíblica, pois supera a diferença entre gregos e judeus, fazendo com que todo aquele que acolhe Jesus Cristo seja plenamente filho de Abraão, pois o que dá dignidade a cada humano é a filiação divina e  não o seu estatuto de livre ou escravo, de judeu ou de grego, de homem ou de mulher.


Esta igualdade de todos os humanos, levada à plenitude por Jesus Cristo (que redimiu todos os humanos sem distinções) é o gérmen de um dos elementos mais fortes da cultura ocidental.

 

(artigo de João Duque, in revista Mensageiro do Coração de Jesus, Junho/2008)

 

 

Um tema paulino: a liberdade

São Paulo é um dos mais férteis escritores do Novo Testamento. Ele repensou toda a tradição judaica, que conhecia muito bem, à luz do acontecimento que foi a vida, morte e ressurreição de Jesus. São inúmeros os temas que aborda, abrangendo praticamente todos os elementos importantes para a fé pensada e vivida. Três desses temas são a liberdade, a igualdade e a fraternidade.

 

"Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão" (Gl 5,1). Habitualmente, a antiguidade não considerava que os humanos fossem propriamente livres. O destino determinava a vida e o ser humano limitava-se a cumpri-lo, querendo ou não, uns com mais sorte e outros com menos, uns sendo de condição mais "divina" e possuindo, por isso, poder sobre os outros, a maioria sendo de baixa condição e, como tal, escrava dos abençoados pelo destino. Mas, mesmo os poderosos, e até os deuses, não passavam de escravos do destino.

 

A tradição bíblica sempre defendeu a liberdade fundamental de cada ser humano. Não há um destino que nos domine, mas um Deus livre que nos cria livres. Ninguém é mais livre que outro, pois todos partilhamos da mesma liberdade e, pela mesma razão, ninguém pode ser escravo de ninguém. Porém, há uma escravatura mais fundamental do que a escravatura entre os humanos - é a escravatura interior a cada pessoa, a que a tradição bíblica chamou pecado. Pelo pecado perdemos a liberdade, não porque outro ser humano nos escravize, mas porque nos escravizamos a nós mesmos e esta escravatura de nós mesmos é que provoca a morte eterna.


Ora, é sobretudo dessa morte, e do medo que nos provoca, que Jesus Cristo nos liberta, tornando-nos filhos de Deus. Porque um filho é livre perante o pai. A liberdade dos filhos de Deus é a liberdade daqueles que são libertos da escravidão do pecado. "Libertos do pecado, tornaste-vos servos da justiça" (Rm 6,18). É essa a finalidade da nossa liberdade.

 

(artigo de João Duque, in revista Mensageiro do Coração de Jesus, Junho/2008)

Ano Paulino e o sepulcro do Apóstolo

O Papa Bento XVI presidiu hoje à abertura solene do Ano Paulino, que assinala os 2000 anos do nascimento de São Paulo. Antes da celebração das Vésperas, na Basílica papal de São Fora de Muros, em Roma, o Papa abriu a Porta Paulina e foi acesa a chama paulina que arderá ao longo de todo o ano. Na cerimónia estiveram também presentes  o patriarca ortodoxo de Constantinopla, Bartolomeu I, e outros líderes cristãos, sinal do diálogo ecuménico, sendo São Paulo lembrado como "Mestre das Nações", "nosso mestre, apóstolo e anunciador de Jesus Cristo". (Fonte: Ecclesia)


São Paulo terá sido sepultado, entre os anos 65 e 67,  na Basílica Papal São Paulo Fora de Muros, depois de ter sido martirizado em Roma, por ordem do imperador Nero, responsável também pela execução de S. Pedro e de muitos outros cristãos. A história do porquê de os restos do Apóstolo serem venerados neste lugar é curiosa. Dada a sua cidadania romana, Paulo foi decapitado, por ser o modo de execução mais "nobre, rápido e sem sofrimento" conhecido na época, num local a poucos quilómetros da actual Basílica, chamado ad Aquas Salvia, onde actualmente se ergue uma igreja que lembra o lugar do seu martírio. Lucina, uma cristã romana, fez sepultar o corpo de Paulo no sepulcro pertencente à sua família, que se localizava numa das estradas de acesso a Roma, a Via Ostiense. Desde o início, este local tornou-se lugar de peregrinação por parte dos cristãos, mesmo durante o tempo da perseguição.

No século IV, o imperador Constantino, fazendo do Cristianismo a religião oficial do Império, construiu sobre o túmulo de Paulo uma Basílica dedicada à memória do Apóstolo, que foi consagrada a 18/11/324. Um grande incêndio em 1823 destruiu-a quase por completo, sendo reconstruída a partir dos materias antigos e pela traça anterior, e consagrada pelo Papa Pio IX, em 1854. (Fonte: António Valério, in Mensageiro do Coração de Jesus)


Estudar é rezar

Quem tem 10 talentos deve ganhar outros 10; quem tem 5, deve ganhar outros 5; quem tem apenas 1, deve ganhar mais 1 (cf Lc 19,13-25). Será grande a tua responsabilidade se não estudares, tendo condições para fazê-lo.

 

Não se trata de tirar um curso de literatura ou de ciências. Estudar significa aperfeiçoar e actualizar as tuas capacidades e conhecimentos profissionais. Para "revolucionares" o mundo precisas da ajuda de Deus, mas terás de ser o instrumento adequado.

 

Quando alguém assume grandes responsabilidades sem a devida competência, podem verificar-se graves consequências. Serias capaz de pôr a tua vida nas mãos de um piloto de avião ou de um médico incompetentes? Considera o teu trabalho como uma vocação mediante a qual cumpres a vontade de Deus na sociedade. Deves santificar a tua profissão.

 

Perguntarás: "Até quando terei de estudar?" "Para sempre!" O mundo muda de dia para dia; o trabalho da Igreja renova-se continuamente. Os instrumentos que a Igreja usa têm continuamente necessidade de ser aperfeiçoados. Se queres progredir rápida e seguramente no caminho da esperança, tens de estudar. O tempo de estudo também é um tempo de oração.

 

(VAN THUAN, F.X. Nguyen* - O caminho da esperança. Testemunhar com alegria a pertença a Cristo. Prior Velho: Paulinas, 2007)

 

* Falecido em 2002, Francisco Xavier Nguyen Van Thuan foi arcebispo de Saigão em 1975

Não é fácil

"Dia Internacional da Luta contra a Droga e Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura. Seria fácil pintar de negro estes minutos. Não o vou fazer.

 

Conta-se que após um naufrágio, o único sobrevivente deu graças a Deus por estar vivo. Agarrado a alguns destroços manteve-se à tona e foi parar a uma pequena ilha desabitada, fora de qualquer rota de navegação.

Com dificuldade juntou os destroços que iam dando à costa, fez um pequeno abrigo que o protegesse do sol, da chuva e dos animais e, novamente, agradeceu.

Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia colher ou caçar, o homem agradecia.

Porém, um dia, quando voltava da sua recolha de alimentos, encontrou o seu pequeno abrigo em chamas, envolto em altas e rodopiantes nuvens de fumo. Ficou desesperado. Num choro convulso e aos gritos repetia como um disco riscado:

- Meu Deus, aconteceu o pior! Perdi tudo! Qual a razão de fazeres isso comigo?

Chorou tanto e por tão longo tempo que acabou por adormecer, exausto.

No dia seguinte, bem cedo, foi acordado pelo som de um navio que se aproximava.

- Viemos resgatá-lo - disseram.

- Mas, como souberam que eu estava aqui? - perguntou ele intrigado.

- Ora essa! Vimos os seus sinais de fumo!

 

Há momentos em que o céu parece desabar sobre nós e sentimos mais fundo o gume da finitude e da fadiga. Os sinais desafiam-nos a fé. Não é fácil. Mas Ele está, mesmo quando o que vemos parece ser o pior."

 

 

(MANUEL, Henrique - Mas há Sinais... Prior Velho: Paulinas, 2004)

A força da Eucaristia

D. Francisco Xavier Nguyen Van Thuan foi bispo de Nhatrang (Vietname) desde 1967 e arcebispo coadjutor de Saigão (actualmente Ho Chi Minh Ville) em 1975. Poucos meses depois foi preso, tendo passado 13 anos na prisão (9 dos quais em isolamento), altura em que redigiu algumas meditações que se encontram compiladas no livro abaixo mencionado. Para hoje escolhemos reflectir sobre a Eucaristia, pois "só uma eternidade de preparação e uma eternidade de acção de graças seriam suficientes para dar o devido valor a uma única Missa".

 

"A Eucaristia faz os cristãos; os cristãos fazem a Eucaristia. A Eucaristia constitui a Igreja; a Igreja celebra a Eucaristia.

 

Alguns afirmam que só escutam a Missa quando se sentem cheios de fervor. Dizem que só assim são sinceros com Deus. Isso não é verdade. Na realidade, essas pessoas só vão à Missa em busca de uma satisfação pessoal. Se estás consciente do valor da Missa, participarás nela por muito longe ou difícil que te seja chegar lá para ouvi-la. Quanto maior for o sacrifício pedido, mais evidente será o teu amor a Deus.


É agradável conversar durante várias horas; quanto ao comer e ao beber, quanto mais tempo gastamos com isso, mais prazer nos dá; além disso, para alguns, passar a noite a jogar não é um passatempo aborrecido. Então, por que tens tanta pressa que a Missa termine? Uma lamparina sem azeite não dá luz. Um automóvel sem gasolina não anda. A alma de um apóstolo perderá vigor se não receber a santa Eucaristia: "Se não comerdes mesmo a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós" (Jo 6,53).

 

Queres dar glória a Deus? Queres dar graças a Deus? Queres rezar a Deus? Queres amar a Deus? Queres salvar a humanidade? Então, participa na Eucaristia, porque o Senhor fez tudo isso.


Toda a minha vida pode ser uma contínua celebração eucarística: para manifestar o arrependimento, há a oração da "Confissão"; para dar voz ao amor, a oração do "Pai-nosso"; o "Glória a Deus" ou o canto do "Aleluia" permite-nos manifestar a nossa alegria. Mas há sempre uma oferta, uma oração comum, uma proclamação da minha fé num só Deus, em união com todos, através do Espírito Santo e em comunhão com a Igreja, em todo o mundo."

 

 

(VAN THUAN, F.X. Nguyen - O caminho da esperança. Testemunhar com alegria a pertença a Cristo. Prior Velho: Paulinas, 2007)

São João Baptista

 

Hoje, 24 de Junho, celebra-se a solenidade do nascimento de São João Baptista. Esta festa é celebrada desde os primeiros séculos do cristianismo.

 

São João Baptista era filho de Zacarias e de Santa Isabel. Chamava-se "Baptista" pelo facto de ser um "baptizado" (cf. Lucas 3,3). João, cujo nome significa "Deus é propício", veio à luz em idade avançada de seus pais (cf. Lucas 1,36). Parente de Jesus, foi o precursor do Messias. É João Baptista que aponta a Jesus, dizendo: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim, porque existia antes de mim" (João 1,29ss.). De si mesmo deu este testemunho: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor ..." (João 1,22ss.). São Lucas, no primeiro capítulo de seu Evangelho, narra a concepção, o nascimento e a pregação de João Baptista, marcando assim o advento do Reino de Deus no meio dos homens.



(Fonte: Ecclesia)

Olhar para o alto

Muitas vezes passamos a nossa vida a olhar demasiado para o chão, para as coisas deste mundo, esquecendo que o essencial se deve procurar no "alto", em Deus. É que a resposta às grandes questões do sentido da vida, do mal e da morte estão em Deus, que nos falou por meio de Jesus Cristo.

 

Uma pequena história pode fazer-nos perceber melhor esta necessidade de nos elevar para Deus.

 

Uma mulher aproximou-se de uma fonte, muito límpida, para ir buscar água. Quando ia meter o cântaro na fonte, descobriu na água um apetitoso fruto. Estendeu a mão para colhê-lo, mas este desapareceu só voltando a surgir quando a mulher retirou a mão da água. Após duas ou três tentativas infrutíferas para apanhar o fruto, a mulher resolveu tirar toda a água da fonte. Porém, quando chegou ao fundo da fonte, verificou desiludida que não havia nenhum fruto. Só quando a mulher se ergeu e olhou para o alto é que descobriu o fruto dependurado num ramo por cima da fonte. O que ela vira fora apenas um reflexo do fruto!

 

E nós, costumamos olhar para o alto, para Deus, para o escutar, ou ficamo-nos apenas a olhar as coisas deste mundo?

 

 

(Adaptado de FERREIRA, Pedrosa - Educar Contando.Porto: Edições Salesianas,1997)

Justos como Deus

"A justiça é um valor fundamental para nós e para o mundo, pois é o caminho mais sólido, rápido e directo para a paz interior e exterior, individual e colectiva. Muitas vezes somos confrontados com a sua ausência. (...) Todos nós, com certeza, já experimentámos a revolta quando a injustiça nos atinge ou atinge outras pessoas que nós estimamos. (...) Quantas são as guerras individuais e colectivas que tiveram origem nas injustiças cometidas! (...)

 

A justiça é uma das quatro virtudes cardinais (com a prudência, a temperança e a fortaleza) e consiste, "na constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido" (Catecismo da Igreja Católica, nº 381). Ela é representada por uma estátua, com os olhos vendados e com uma balança na mão, pretendendo simbolizar que todos são iguais perante a lei. A justiça procura, assim, buscar a igualdade entre os cidadãos assente na sua inviolável dignidade, dando o "prémio" (absolvição) ou o "castigo" (pena) apropriado ao acto cometido.

 

Não se pode ser feliz à custa do sofrimento ou do aniquilamento dos outros, daí que a justiça deva ser uma preocupação constante na mente e na vida de cada cidadão. Para os cristãos, este valor assume uma redobrada importância uma vez que somos convidados a praticá-la diariamente: "Sede vós, pois, perfeitos (justos), como é perfeito (justo) o vosso Pai celestial" (Mt 5,48).

 

Deus é justo e quer que os homens imitem esse valor. A palavra "justiça", no sentido social, pode e deve ser a expressão terrestre do princípio divino, pois, só se o for será legítimo o seu uso e da sua aplicação resultará a paz e a boa vontade entre os homens. (...)

 

Procura ser, no teu dia-a-dia, onde quer que te encontres, um defensor da justiça. Nunca te "vendas" ou compactues com a injustiça, pois ela, mais cedo ou mais tarde, sempre produzirá sofrimentos, desigualdades e guerras que impedirão que este mundo seja um lugar mais justo, pacífico e feliz. Lembra-te que a justiça proporcionar-te-á a paz, mas, inevitavelmente, proporcionar-te-á também trabalho, dedicação e sacrifício para a alcançares. Nessa luta pela justiça deixa-te iluminar por Aquele que foi, é e será absolutamente justo - Jesus Cristo. Não desistas."

 

 

(artigo de Abel Dias, in Revista Audácia, Junho/2008)

Ano Paulino

O Papa Bento XVI proclamou um “Ano Paulino”, para celebrar os 2000 anos do nascimento de São Paulo e que começa em 28 de Junho de 2008, terminando a 29 de Junho de 2009, Solenidade dos Apóstolos Pedro e Paulo. Trata-se de um ano jubilar que deverá tornar-se numa nova Damasco, num tempo de verdadeira conversão.

Da Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa ficam-nos algumas propostas pastorais para vivência deste ano paulino:

 

* É um ano a caminhar com São Paulo, em que, através de um tema para cada uma das 52 semanas, nos ajudará a percorrer as principais etapas do caminho cristão.


* Possibilita-nos uma maior vivência da Liturgia, pois sendo os textos de S. Paulo os que mais continuamente são lidos na Liturgia, os mesmos poderão ser valorizados nas homilias e na nossa caminhada ao longo desses dias.


* No nosso dia-a-dia, ajuda-nos a seguir o apóstolo Paulo como guia inspirador da nossa missão de evangelizadores, de quantos querem viver a aventura da Igreja.


Para terminar, deixamos duas ligações que podem ser consultadas sobre o Ano Paulino:

* O site criado pela Basílica Papal de São Paulo Fora de Muros, em Roma, pode ser visto aqui.

* A ligação à página da Web produzida pela Ecclesia pode ser encontrada aqui.

 

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