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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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A importância de ter avós em S. Mateus (VI): Rute

Rute era uma jovem moabita (do país de Moab), tendo conhecido o amor muito nova, mas também a dor e a solidão, pois enviuvou sem ter tido filhos. A partir de então foi um modelo de fidelidade para com a sua sogra Noemi, a quem acompanhou sempre para a ajudar. Foi uma mulher de trabalho, muito sacrificada para ganhar o pão. Mais tarde voltou a conhecer o amor na pessoa de Booz. Viveu, então, um segundo idílio nos campos de Belém, encontrando finalmente a felicidade, como prémio do seu trabalho, abnegação e fidelidade.

 

Apesar da sua moral irrepreensível, tinha algo vergonhoso para qualquer judeu: era estrangeira. Pior ainda, pertencia aos moabitas, um dos povos mais odiados pelos judeus. Eram tão desprezados que até a lei judaica os excomungara para sempre e não lhes permitia nunca ter parte na fé de Israel ("Os moabitas não serão admitidos na assembleia de Yahveh, nem sequer na décima geração. Não serão admitidos nunca, jamais.", livro do Deuteronómio).

 

Esta mulher, excomungada e desprezada, foi escolhida por Mateus para figurar entre as avós de Jesus.

 

 

(VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? III. Apelação: Paulus, 1998; Imagem disponível em http://bp1.blogger.com/_9T9yxYzmf7c/R153jwHKeMI/AAAAAAAAAYM/YSY--7Rgndw/s1600-h/Ruth4.jpg)

Um ano a caminhar com São Paulo: "Entregou-se comigo a servir o Evangelho"

S. Paulo, nas suas cartas, usa frequentemente a primeira pessoa do plural, com 3 sentidos distintos:

  • como plural majestático, para reforçar a sua autoridade apostólica,
  • para envolver os leitores nas palavras que lhes dirige,
  • para comprometer os seus colaboradores no conteúdo escrito.

Quanto aos seus colaboradores, ele nomeia cerca de 40, uns mais íntimos e permanentes (Silvano ou Silas, Timóteo, Tito), outros colaboravam com ele de forma esporádica (Apolo, o casal Priscila ou Prisca, Áquila). A maioria eram enviados das comunidades para manter o contacto com o fundador, apoiá-lo pontualmente e prolongar, circularmente, a sua actividade de evangelização.

 

Em Fl 2,19-30 somos esclarecidos sobre o fundamento e o sentido da missão dos colaboradores de Paulo, sendo um modelo para a Igreja de hoje. Nessa citação há referência a dois colaboradores: Timóteo, mais ligado a Paulo e aos cristãos de Filipos; e Epafrodito, enviado pela comunidade para junto de Paulo. O Apóstolo encontrava-se preso, provavelmente em Éfeso, desconhecendo se seria morto ou libertado. Para o confortar, Epafrodito foi portador de uma ajuda material, que Paulo agradece, ficando mais tempo junto do Apóstolo, em parte devido a uma grave doença aí contraída. Quando regressa à comunidade, Epafrodito é portador da referida carta.

 

Epafrodito e Timóteo estabeleciam uma ligação vital entre o Apóstolo e a comunidade. Mas, afinal, o que é um colaborador? É uma palavra composta (co-laboradores) e em grego (syn-érgos) o termo érgon significa a obra produzida pelo laborador ou trabalhador. Quer dizer, é a obra de Cristo, do Evangelho, no qual Cristo é simultaneamente objecto e agente. Só o Apóstolo e outros como ele, pela visão directa do Ressuscitado, foram constituídos seus enviados (1Cor9,1), daí o título de Apóstolo, sendo o poder apostólico intransmissível, mas podendo ser participado por outros: os seus colaboradores na mesma obra da evangelização. Ora, como nessa obra é Cristo que actua, então é dele que são realmente colaboradores e não apenas do Apóstolo. Quer dizer, são colaboradores de Cristo e de Deus, através do Apóstolo e com ele. Todos eles receberam o Evangelho, directa ou indirectamente, de um Apóstolo e, através dele, foi Deus quem de facto os chamou. Nesta medida, estão em pé de igualdade com o Apóstolo, embora na sua dependência. Paulo chama a Epafrodito, não apenas irmão, mas também colaborador e companheiro de luta, mesmo quando este está fisicamente afastado, na comunidade à qual é reenviado.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra,2008)

A importância de ter avós em S. Mateus (V): Raab

A segunda mulher mencionada por Mateus na genealogia de Jesus é Raab, prostituta de profissão. A sua história é uma história de espionagem militar durante a época da conquista (Josué 2).

 

Quando Josué, chefe do exército de Israel, chegou às portas da Terra Prometida, deparou-se com a cidade de Jericó e para saber se seria possível tomá-la ou não, enviou uns espiões a examiná-la. Hospedaram-se em casa de Raab, uma prostituta da cidade.

 

Tendo sido descobertos pela polícia local, a mulher escondeu-os e ajudou-os a fugir, descendo-os, com uma corda, pela janela das muralhas. Porém, antes pediu-lhes que o exército dos hebreus, ao tomar a cidade, respeitasse a vida dela e da sua família. Eles anuíram e ordenaram-lhe que prendesse um cordão vermelho na janela, para identificarem a casa.

 

O assalto à cidade foi tremendo. Os soldados de Josué destruíram e saquearam Jericó e todos os habitantes foram assassinados, mas Raab e a sua família salvaram a vida.

 

 

(VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? III. Apelação: Paulus, 1998; Imagem disponível em http://www.fflch.usp.br/dh/heros/traductiones/biblia/antigotestamento/josue/RomeStaMMNaveMosaic1.jpg)

São Vicente de Paulo

No dia 27 de Setembro de 1660, com pouco mais de 84 anos, morreu São Vicente de Paulo. Chamado pelos contemporâneos de Monsieur Vincent, este não passava de um modesto sacerdote, de origem humilde, sem fortuna, mas que, para socorrer às misérias e tragédias do seu tempo, começou por reunir as pessoas de boa vontade, que, atraídas pela sua palavra ardente, se colocavam ao serviço dos pobres. Pela primeira vez em França, organizou as obras de caridade, com disciplina e métodos verdadeiramente geniais. Enviou missionários pelas aldeias de França, mas também ao estrangeiro. Fundou 2 congregações religiosas para cooperar nas suas obras e continuá-las depois dele. 

 

Ninguém era mais calmo do que ele. Vicente de Paulo era antes de mais um homem de vida interior; trabalhava em espírito de oração sob o olhar de Deus: foi um grande homem de acção, porque era homem de contemplação.

 

"A perfeição do amor - dizia aos seus missionários - não consiste em ter êxtases, mas em bem cumprir a vontade de Deus; e o mais perfeito dentre os homens será aquele cuja vontade estiver em unir de tal modo a nossa vontade à de Deus, que a sua e a nossa sejam uma só no querer e no não querer; e aquele que for mais exímio neste ponto será o mais perfeito".

 

Deixar-se guiar por Deus, renunciar à própria vontade para tornar-se instrumento de Deus, unir-se a Deus, este foi o método de São Vicente de Paulo. Este é também o único meio de trabalhar utilmente para a glória de Cristo e de criar obras, que, por não se apoiarem no homem, não são efémeras como ele.

 

 

(SAINT-LAURENT, Thomas de - São Vicente de Paulo.Porto: Civilização, 1998)

A importância de ter avós em S. Mateus (IV): Tamar

A primeira antepassada de Jesus que Mateus menciona é, pois, Tamar (Génesis 38). Casou-se, muito jovem, com Her e enviuvou, pouco depois, sem ter filhos. Segundo uma lei daquele tempo (levirato), o cunhado devia ter relações com ela, para que tivesse um filho, que seria do seu defunto esposo. Assim, este não ficaria sem descendência, já que não podia haver pior desgraça para alguém do que morrer sem filhos. Onã, o seu cunhado, casou-se com Tamar, mas só convivia com ela, evitando os filhos. Também ele morreu e Tamar, duas vezes viúva, continuou sem filhos.

 

Judá, seu sogro, receando que ela fosse uma mulher fatídica, negou-lhe o seu terceiro filho como esposo. Então Tamar planeou um estratagema. Um dia, disfarçada de prostituta, sentou-se numa encruzilhada de caminhos, precisamente quando o sogro ia a passar. Este, não a tendo reconhecido, prometeu-lhe um cabrito em troca dos seus favores e, como garantia, deixou-lhe o cajado, o cinturão e o anel de selo. Quando, mais tarde, lhe mandou o cabrito para pagamento, ela já lá não estava.

 

Tamar ficou grávida desta união. Quando Judá soube que a nora estava à espera de um filho, enfureceu-se e, envergonhado, exclamou: "Trazei-ma e que seja queimada viva". Tamar, então, pôs em prática a segunda parte do seu plano. Enviou uma mensagem ao sogro: "Estou grávida do homem a quem pertencem este cajado, cinturão e este anel de selo".

 

Assim, Tamar, conseguiu um filho e salvou a vida. Mulher perversa ou astuta? O certo é que Mateus inseriu o escandaloso nome de Tamar entre os antepassados de Jesus.

 

 

(VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? III. Apelação: Paulus, 1998; Imagem disponível em http://www.residenzgalerie.at/en/WE376_2.jpg)

A importância de ter avós em S. Mateus (III)

É assombroso que Mateus, na genealogia de Jesus, tenha incluído o nome de 4 mulheres, quando na lista dos antepassados dos grandes personagens nunca figuravam as mães. A mulher, no tempo de Jesus, não usufruía de direitos legais, nem servia para confirmar nenhuma certeza. Não era considerada pessoa, mas uma "coisa", propriedade do seu pai ou marido, sem importância na sociedade (no Evangelho, ao relatar-se a multiplicações dos pães feita por Jesus, diz-se que estava presente uma verdadeira multidão, composta por "uns 5.000 homens, sem contar as mulheres e as crianças" (Mt 14,21).

 

Na antiguidade, era tal o desprezo pelo sexo feminino, que qualquer judeu que se prezasse, ao levantarem-se de manhã, dava graças a Deus por 3 coisas: por não ter nascido pagão, não ter nascido escravo e não ter nascido mulher. Também nas listas genealógicas da Bíblia não costumam aparecer mulheres, daí que a presença de nomes femininos na genealogia de Jesus seja surpreendente e revolucionário. Além disso, se investigarmos quem foram estas mulheres, ainda ficaremos mais estupefactos. São elas: Tamar, a incestuosa (v.3); Raab, a prostituta (v.5); Rute, a estrangeira (v.5); e Betsabeia, a adúltera (v.6).

 

 

(VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? III. Apelação: Paulus, 1998; Imagem disponível em http://bp3.blogger.com/_V-VK9SGMYn4/RvOWsRDxqZI/AAAAAAAAAWE/0l153KOMD2M/s400/23conta.jpg)

A importância de ter avós em S. Mateus (II)

Na sua genealogia, Mateus dividiu todos os antepassados de Jesus em 3 grupos, segundo 3 etapas importantes da história judaica:

  • de Abraão até ao rei David (2-6). Nesta 1ª etapa, Mateus mostrou que todos os homens nascem para a grandeza e daí culminar com o rei David, o maior rei de Israel, o homem que conduziu o povo hebreu ao esplendor máximo e o converteu numa potência.
  • de David até ao cativeiro do povo na Babilónia (6-11). Nesta 2ª secção, Mateus ensina que todos os homens perdem a sua grandeza quando pecam e que acabarão sempre por ser escravos dos seus maus actos, daí terminar este grupo com o cativeiro da Babilónia, a etapa da vergonha, do desastre, da tragédia da nação hebraica.
  • desde o cativeiro até à vinda de Jesus Cristo (12-16). Aqui Mateus mostra que os homens recuperam a sua grandeza, graças ao Filho de Deus e daí esta sequência terminar em Jesus Cristo, a pessoa que libertou os homens da escravidão. Para este evangelista, Deus não permite que o final da história seja trágico, pois em Jesus Cristo qualquer desgraça pode converter-se em triunfo.

Se contarmos os nomes que vão de Abraão a David, de David ao cativeiro e do cativeiro até Jesus Cristo verificamos que o número será sempre 14. O próprio Mateus o escreve no final (1,17). Isto não é possível. Mateus teve de suprimir vários nomes para obter esse número. Por exemplo, entre Farés e Naasson só são indicadas 3 pessoas para preencher os 430 anos da escravidão do Egipto. Porquê utilizar, artificalmente, o número 14?

 

Em português, quando queremos escrever algarismos, usamos certos sinais (1,2,3) e se quisermos escrever letras, usamos outros sinais diferentes (a,b,c). Em hebraico, as mesmas letras servem para escrever os números (o 1 é a letra "a", o 2 a letra "b", etc). Assim, somando as letras de qualquer palavra hebraica, podemos sempre obter uma quantidade chamada gemátrica. Segundo estes cálculos, o número gemátrico do rei David era 14, pois nas suas letras temos: D (= 4) + V (= 6) + D (=4) = 14.

 

Agrupando os nomes em 14, Mateus encontrou uma elegante maneira de dizer aos judeus que Jesus era descendente de David e, portanto o verdadeiro Messias. Ao reunir esses nomes em 3 listas de 14, como o 3 significa simbolicamente "totalidade", o evangelista quis dizer que Jesus é o "tríplice David", logo o Messias total, o autêntico e verdadeiro descendente de David.

 

 

(VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? III. Apelação: Paulus, 1998; Imagem disponível na Wikipedia)

A importância de ter avós em S. Mateus (I)

Conhecer as avós nem sempre é importante para compreender uma pessoa, as suas características ou obra. É verdade que os nossos antepassados exercem sobre nós uma certa influência, mas como é que um punhado de mulheres, distanciadas entre si por muitas gerações e séculos, ajudarão a entender o sentido de uma vida?

 

S. Mateus inicia de uma forma muito estranha o seu evangelho: com uma longa lista de nomes (genealogia), de todos os antepassados de Jesus (Mt 1,1-17). Apresentar ao leitor, logo à entrada, uma tal lista de personagens, extensa e aborrecida, pode parecer-nos um recurso pouco feliz de Mateus, mas ao analisá-la verificamos que, no meio desta sequência de 42 nomes masculinos, se encontram 4 longínquas mulheres, as únicas 4 antepassadas de Jesus que são nomeadas.

 

Na antiguidade, as genealogias eram muito importantes, pois nelas se conservava registada toda a ascendência familiar. Para os judeus elas eram ainda mais importantes, pois era indispensável demonstrar a pureza da raça. Ter mistura de sangue estrangeiro, ter um não-judeu nos seus antepassados, significava perder os direitos de membro do povo de Deus. Assim, se alguém quisesse ser sacerdote tinha que provar que a sua linha genealógica descendia directamente do sacerdote Aarão, irmão de Moisés. Se alguém quisesse ser rei, tinha que provar que pertencia à família do rei David. Quando alguém queria casar-se, tinha de provar a pureza racial da futura esposa pelo menos ao longo das últimas 5 gerações. O próprio Herodes, o Grande, que governou o país no tempo de Jesus, foi sempre desprezado pelo povo por ter herdado, dos seus antepassados, sangue do povo edomita. Este facto chegou a aborrecê-lo tanto que, a dada altura, ordenou que todos os registos oficiais constantes dos arquivos fossem destruídos, para que ninguém pudesse demonstrar que possuía uma linha de antepassados mais pura que a sua.

 

É por isso que S. Mateus, que escreve o seu evangelho para os judeus, quer apresentar Jesus como o Messias esperado e, como tal, pensa que o melhor é começar com uma genealogia.

 

 

(VALDÉS, Ariel Álvarez - Que sabemos da Bíblia? III. Apelação: Paulus, 1998; Imagem disponível em http://bp2.blogger.com/_Zm7YFr0rRfU/R9lOtIT3WxI/AAAAAAAAADs/KcXAumjsmQ4/s400/caravaggio22.jpg)

Um ano a caminhar com São Paulo: "Com ele estás relacionado tanto humanamente como no Senhor"

Um dos factores que mais contribuiu para a rápida implantação do cristianismo foi a estruturação doméstica das suas comunidades. Várias vezes se diz que, na sequência do anúncio do Evangelho, uma casa inteira se convertia e era baptizada e era aí que, depois, se rezava (Act 12,12), era celebrada a Eucaristia (1Cor 11,20), se hospedavam os missionários (Act 16,15). Era sobretudo nas famílias, com os seus servos e escravos, que a economia tinha a sua fonte principal e as pessoas se associavam cultural e religiosamente.

 

Nas comunidades cristãs assim formadas, o chefe de família assumia normalmente o lugar de dirigente e os laços familiares eram aproveitados como esteio para a igualdade e igual dignidade cristã dos seus membros.

 

Um dos melhores exemplos do que acima se refere é documentado pela carta dirigida por Paulo a Filémon e à Igreja que se reunia em sua casa (Flm 8,21). Paulo estaria então preso, provavelmente em Éfeso onde recebeu Onésimo, um escravo que fugira da casa de Filémon, para não ser castigado por prejuízos que lhe havia causado. Do encontro com Paulo resultou a conversão de Onésimo a Cristo, que é reenviado por Paulo a Filémon, com uma carta de recomendação.

 

Nesta sua carta, Paulo refere 3 relacionamentos, que se fundam na comunhão, e que têm em comum a relação com Cristo:

  • entre Paulo e Filémon - Paulo é um irmão já ancião e preso por causa de Cristo, o mesmo Cristo que Filémon conheceu através de Paulo. Poderá ele negar a um irmão, e para mais nestas condições, o que este apenas lhe pede?
  • entre Paulo e Onésimo - Paulo gerou Onésimo (cujo nome significa útil) para a vida nova em Cristo. Se, como cristão, Onésimo é útil ao Apóstolo, sê-lo-á igualmente a Filémon, agora também ao serviço da comunidade cristã a que preside. Não é esta mais uma razão para o acolher?
  • entre Filémon e Onésimo - O escravo Onésimo passou a ser um irmão amado por Jesus Cristo e pelo Apóstolo, logo poderá Filémon negar-lhe a caridade da qual e para a qual ele vive? Poderá Filémon restringir a comunhão que o une a Onésimo às celebrações litúrgicas e, fora delas, tratá-lo como um escravo, um objecto que se possui e do qual se pode usar e abusar? Mas que fazer com os prejuízos causados? Paulo assegura repetidamente que os pagará. É óbvio que seria ridículo para Filémon aceitar um tal pagamento.

Pelo que se depreende de Cl 4,9, Onésimo foi dispensado para o serviço do Apóstolo, uma prova de que em Cristo somos todos realmente iguais na dignidade cristã, nas comunidades cristãs de então e nas de hoje. Pela fé em Cristo, tornamo-nos livremente cristãos e escravos uns dos outros, na comunhão de amor que nos une.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra,2008)

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