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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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5 minutos com Deus

Chegámos ao último dia, ao último momento do ano. Nem todos os que começaram este ano puderam terminá-lo. Daqueles que o terminam, nem todos o terminam com a felicidade e a saúde com que nós possivelmente o terminamos. Não há dúvida que isto nos deve levar a um acto de gratidão a Deus, que nos concedeu um ano mais.

 

Nestes 365 dias do ano vivemos mais de 8.000 horas e mais de meio milhão de minutos; podemos afirmar com verdade, diante de Deus e da nossa consciência, que todas essas horas e minutos foram vividos com rectidão, procurando o bem e a verdade? Não perdemos, lamentavelmente, alguns desses minutos em actos indignos, que nos rebaixaram, em violências, ódios, intenções torcidas, actos de preguiça, de soberba, sensualidade, em egoísmos repugnantes?

 

É bom que, ao terminar este ano, nos arrependamos com sinceridade no nosso íntimo de todo o mal que fizemos e de todo o bem que deixámos de fazer. Porque, se é muito bom não fazer o mal, é muito mau não fazer o bem. Para ser mau, basta não ser bom; para ser bom, não basta não ser mau.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

D. Carlos Azevedo e a sua mensagem para as famílias

No passado domingo, festa da Sagrada Família, D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar de Lisboa, esteve presente na nossa Paróquia, presidindo à celebração eucarística das 19 horas. A sua homília foi inspiradora para as famílias e, por isso, destacamos algumas das ideias sobre as quais nos fez meditar:

 

 

A Festa da Sagrada Família é um desafio enorme para as famílias actuais. Porém, face à complexidade e fragmentação das famílias nos nossos dias, como é que a Família de Nazaré pode ser modelo? É que não basta seguir as regras de bom comportamento e que estavam presentes na primeira leitura: honrar pai e mãe. Essa gratidão aos pais é um valor ético que existe em qualquer sociedade e era anterior ao cristianismo.

 

Então, o que acrescentou o cristianismo? A carta de S. Paulo diz-nos que é preciso termos os mesmos sentimentos que Cristo: a misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência e a caridade, que é o vínculo da perfeição. O Apóstolo era muito realista no modo como apresentava a mensagem e daí ele não falar no amor, mas sim em suportar-nos uns aos outros em família. É que, por vezes, já não é possível o amor e apenas fica o suportar. Importa que a mensagem do cristianismo seja elevada, para que se possa lutar para atingir a perfeição. Trata-se de não desistir nas relações diárias, que são difíceis e complexas.

 

Finalmente, do Evangelho podemos realçar a ideia de irrepetibilidade aos olhos de Deus. Simeão e Ana, com o dinamismo do Espírito Santo, compreenderam que aquele Menino, que cumpria as prescrições da Lei judaica à semelhança de todos os outros, era alguém diferente. Cada membro da família é único. Tal como o Papa Paulo VI referiu é preciso aprendermos com o silêncio da Família de Nazaré. Só assim cada um de nós conseguirá descobrir qual o seu caminho, sem fotocópias, pois Deus tem uma missão única para cada um.


 


 

 

D. Carlos Azevedo estará hoje presente no Jornal das Nove, com o jornalista Mário Crespo, entre as 21 e as 22 horas, na SIC Notícias.

 


(Imagem disponível em http://www.agencia.ecclesia.pt/ecclesiaout/snpcultura/fotografias/vol_d_carlos_azevedo.jpg)

Um ano a caminhar com São Paulo: "A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum"

Em 1 Cor 12,1-1 Paulo fala-nos sobre os dons do Espírito Santo.

 

O Espírito é o ar que respiramos para podermos viver e, por isso, em Gn 2,7, o ser humano, formado do pó da terra, só depois de Deus lhe ter insuflado pelas narinas o sopro da vida, se tornou um ser vivo. Vivemos verdadeiramente quando respiramos o Espírito de Deus. Será dele que o Messias prometido receberá os dons necessários para estabelecer um reino de justiça e paz (Is 11,1-9). Foi esse Espírito que Cristo ressuscitado soprou sobre os discípulos, para os fazer portadores do perdão, obtido pela entrega da vida na cruz e é dele que nasce e vive a Igreja.

 

É neste contexto que Paulo começa por nos elucidar sobre a origem do dons do Espírito. Não podem vir dos ídolos que arrastavam os Coríntios antes da sua conversão a Cristo: fabricados pela criatura humana, não passam de figuras mudas, incapazes de transmitir a vida que só o Deus vivo e verdadeiro pode dar. A própria entrega de fé deve-se à acção do Espírito Santo que actua no Evangelho e naqueles que o proclamam. É o Espírito com que Cristo se entregou que nos conquista, nos transforma e passa a habitar em nós.

 

Vivemos todos do mesmo Espírito, mas a sua acção difere de pessoa para pessoa. Porém, essas diferenças que nos distinguem não nos devem separar. Da diversidade é que se forma a unidade. Paulo insiste na unidade, que exprime de 2 modos:

  • pela identificação das manifestações do Espírito, ou seja, os dons da graça (Kharísmata, em grego) de Deus e que nos permitem uma gratuidade (que se manifesta nos serviços = diakoníai) e energia (que leva à realização de operações  - energêmata - só possíveis a Deus);
  • Deus é o criador e garante da unidade dos diferentes dons.

Só depois Paulo fala da diversidade, sem perder de vista a unidade: todos os dons, como manifestação do Espírito, têm nele a sua origem e são dados (não são ganhos) a cada pessoa (ninguém é excluído), que os usará em proveito comum, quer dizer, para o bem da comunidade (também aqui ninguém fica de fora, tanto no receber como no dar). A lista de dons mencionados não é exaustiva e encontra-se ordenada em 3 grupos: a sabedoria (recebida e saboreada) e a ciência transmitida; na fé, as curas e milagres; a profecia, discernimento, glossolalia (capacidade de falar línguas estranhas) e sua interpretação.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

Festa da Sagrada Família

Nesta festa da Sagrada Família importa realçar a riqueza das leituras dominicais, que exortam ao amor entre pais e filhos, e pedem aos filhos que honrem os seus pais, os tratem bem na velhice e cuidem deles com solicitude filial. Hoje, estas verdades, estes ensinamentos são ainda mais urgentes, sendo uma boa altura para examinarmos o nosso amor, a nossa atitude para com os pais, tendo com eles mais amor, carinho, dedicação, maior serviço e atenção.

 

Deste amor filial nascem diversas atitudes que devem ser vividas em família: a misericórdia, bondade, humildade, paciência, ... É importante sermos famílias que vivemos em paz, em comunhão, em harmonia, com capacidade de perdão, em oração doméstica, que olhamos para a Família de Nazaré e tentamos aprender com ela a viver, a amar, a ser um só coração e uma só alma. Como Jesus, que crescia em graça, os pais devem cuidar com muita solicitude pelo crescimento espiritual dos filhos, pela sua formação cristã, pela sua vida de comunhão com Deus. É importante sermos famílias cristãs onde os filhos, pelo exemplo dos pais, crescem na dignidade humana, na vida de sacramentos, em santidade e amor cristão.

 

 

(PEDROSO, Dário - Vem o amor. Advento e Natal. Braga: Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, 2008)

Um Natal cristão

O Natal terá sido colocado a 25 de Dezembro para cristianizar o dia do deus pagão, o deus Sol. O Menino que nasce é o "sol nascente", a "luz das nações". Daí a necessidade de não deixar hoje paganizar uma festa tão rica e tão importante. Não podemos viver um Natal pagão, sem Deus, sem o Menino - um Natal só com pai natal, com árvores de Natal, com prendas, com compras, com ofertas, com sentido de festa mundana. Ele é sempre uma festa cristã, colocada exactamente a 25 de Dezembro para cristianizar algo pagão. Não podemos voltar atrás e paganizar o Natal.

 

Se o Menino não nasce no nosso ser, na nossa vida, no nosso coração, não há Natal. Se a palavra significa "nascimento", por isso até dizemos aniversário natalício, temos que dar lugar a Deus. Se Ele nasce, a vida muda, há conversão, há novos critérios, novos gostos, vida nova. Com o nascimento do Menino, abrimos a alma e o coração ao Espírito Santo.

 

Sejamos honestos. Para muita gente, o que fica do Natal? Para muitos, como está o seu coração e a sua vida depois do dia 25 de Dezembro? Está tudo igual, só ficámos com mais prendas, mais roupas, mais jóias, com armários e gavetas mais cheios? Se assim for, não houve verdadeiro Natal. Não houve nascimento em nós. Ficamos na casca e não no centro do fruto, que é Ele, o Menino.

 

 

(PEDROSO, Dário - Vem o amor. Advento e Natal. Braga: Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, 2008)

5 minutos com Deus

Todos chamamos à noite de Natal "Noite Feliz". Porquê? Que significado dar a uma noite, com tal designação? Como diz um canto popular, é porque essa noite foi noite de paz, noite de amor.

 

Mas, pensemos uns momentos: a Noite Feliz deste ano foi noite de paz? Foi noite de amor? Se não houve amor no nosso coração, se não construímos a paz em nós mesmos e à nossa volta; se entre as nações não houve um esforço verdadeiro e efectivo para uma convivência humana pacífica, então a Noite Feliz que nos trouxe o Menino Deus converteu-se num mero símbolo, sem expressividade, sem significado, sem sentido. Depende de nós que as noites e os dias sejam felizes ou não o sejam.

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

Hoje é Natal

 

Se Jesus tivesse nascido hoje teria honras de manchete nos jornais? As televisões dariam a notícia com o sensacionalismo que as caracteriza na actualidade ou, pelo contrário, passaria despercebida aos nossos olhos e ouvidos? Onde nasceria Jesus? Em Belém? Quem o visitaria? À pergunta "eu iria?" qual seria a minha resposta?

 

Maria disse Sim, e nós?

A última prenda do Menino Jesus

"O Menino Jesus, já cansadinho

De tanto andar por cima dos telhados,

Descalçou os sapatos apertados

- Eram novos - e pô-los no caminho.

 

Nisto, sentiu ruído ali pertinho...

Trepou à chaminé com mil cuidados,

E que viu? - Dois tamancos esburacados

E, ao pé deles, rezando, um petizinho.

 

O Menino Jesus que faz então?

Sem ter nenhum brinquedo ali à mão,

Desses que tanto agradam aos garotos,

 

Troca os sapatos pelos do petiz.

- E depois vai ao Céu mostrar, feliz,

À Virgem Mãe os sapatinhos rotos..."

(Poema de Adolfo Simões Müller)

 

 

Partilhar um sorriso, um abraço, um olhar, um conselho ou palavra amiga, não custa dinheiro. É tempo de pôr de lado o consumismo natalício e oferecermos ao Outro, nosso irmão, algo que realmente seja importante para ele. Um feliz e Santo Natal para todos.

5 minutos com Deus

No dia de Natal são muitas as coisas que as pessoas pedem ao céu. Mas há uma coisa que está presente na oração de todos: todos esperamos e pedimos que o Menino Jesus nos traga a paz.

 

Tu, que és o Caminho, Verdade e Vida, Tu, que sabes tudo e que podes tudo, que deste uma alma eterna ao nosso ingrato lodo e preparaste o martelo que Te crucificou, não olhes para as fraquezas, não olhes para os pecados. Lembra-Te apenas que somos infelizes e que este nosso barro custou-Te a vida. Escuta a nossa súplica, que se une à oração de tanta mãe triste e esposa solitária, de tanta criança pálida de rosto contraído. E abrindo os dois braços da Tua misericórdia sobre este triste mundo de luto e discórdia, Senhor omnipotente, concede-nos a paz.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

Um ano a caminhar com São Paulo: "Acima de tudo, revesti-vos da caridade..."

Em Cl 3, 12-17, Paulo diz-nos o que devemos fazer, nas ocupações do dia-a-dia (12-15) e nas celebrações do culto (16 e sgs.). A vida que temos é uma graça divina e só a podemos viver na gratidão. Foi Deus que nos elegeu, despindo-nos dos vícios do homem velho, anterior ao Baptismo; santificou-nos, fazendo-nos seus filhos, em Cristo, e somos por Ele amados. Porém, só vivemos deste amor se o pusermos em prática, através de uma série de virtudes que a Bíblia atribui a Deus e são determinantes ao nosso relacionamento mútuo: a misericórdia, a bondade (é prioritário o bem do outro), a humildade (exclui o orgulho e o egoísmo), a mansidão (exige auto-domínio), a longanimidade (para vencermos obstáculos que nos podem desanimar).

 

Torna-se mais difícil e necessário pôr em prática, quando os outros são para nós um peso: ou devido às suas debilidades ou face ao mal que nos fazem. Para perdoar depois do mal que nos foi feito, isto é, doar-se, precisamos da energia com que o Senhor morreu pelos nossos pecados e da graça que nos oferece. Quer dizer, precisamos da caridade que Ele manifestou numa plenitude inimaginável.

 

Fruto da caridade está a paz, que tem origem em Cristo, reina no coração de cada crente e daí se estende à Igreja. Esta paz, mais do que um convite, é objecto de um voto, semelhante à saudação inicial e final das cartas e das celebrações em que eram lidas.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

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