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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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Um amor vivo e actuante

S. Paulo coloca diante de nós uma série de atitudes que traduzem aspectos da santidade de vida. Exorta-nos a tender para a perfeição, a fazer esforço para caminhar nas sendas do Senhor, ajudando-nos e confortando-nos uns aos outros, procurando ter o mesmo sentir, vivendo em paz. A santidade traduz-se neste modo concreto de viver e de amar, pois o amor é paciente, benigno, não é orgulhoso, não suspeita mal, não é invejoso, procura a paz e a concórdia, busca a união e a comunhão. Não é verdade que o próprio S. Paulo nos diz que a perfeição da lei, que a santidade é a caridade, é a vivência do amor com Deus e com os outros?

 

Quanto mais amamos, mais santos seremos. Quanto mais amarmos, mais parecidos com Deus que é Amor. Quanto mais amarmos, mais a nossa vida se enche da vida de Deus. Quanto mais amarmos, mais felizes seremos, mais repletos da alegria de Deus. Estamos convencidos desta realidade? Apostamos, com seriedade, em lançarmo-nos no caminho de um amor vivo e actuante?

 

(PEDROSO, DÁRIO - Palavra e Eucaristia. Horas Santas. Braga: Editorial A.O., 2009)

Um ano a caminhar com São Paulo: "Tende entre vós os mesmos sentimentos de quem está em Cristo Jesus"

Em Fl 2,1-11, na carta escrita na prisão dirigida aos cristãos que também se viam intimidados pelo meio ambiente em que viviam, Paulo dá-nos um exemplo do contributo da mensagem cristã para a prática moral.

 

É em situações de perseguição que os cristãos mais precisam de viver unidos. Paulo começa por dizer o que devemos fazer e que ele próprio realiza. A exortação, o conforto, a comunhão e o afecto são atitudes e qualidades que os cristãos de Filipos já punham em prática e são para ele motivo de alegria. Ora, se são capazes de tanto, também são capazes de muito mais: a comunidade atinge a unidade de sentimentos, se cada um dos seus membros totalmente se humilhar.

 

Na sociedade greco-romana da época, a humildade era eticamente desprezível. Em vez da humilhação, o que todos pretendiam era ascender ao mais alto nível social. Contrariamente, na tradição judaica multiplicavam-se os conselhos de humilhação a Deus. A humildade a que Paulo exorta, opõe-se ao egoísmo e à vaidade como busca dos próprios interesses. A caridade só tem sentido como condição para uma caridade à medida da que Deus manifestou em Jesus Cristo. Quando nos humilhamos a Ele, reconhecendo-o como Senhor, estamos em condições de também nos humilharmos uns aos outros, para, com Ele em cada um de nós, prosseguirmos pelo caminho da caridade, do Espírito e da misericórdia, tão necessários à nossa conduta cristã.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

Morte que gera vida

A morte de Jesus não foi apenas uma execução cruel. Foi uma sementeira da sua vida no solo da nossa história. O grão morreu e produziu outros grãos, em muitas espigas. Não ficou só, seguiu-se uma colheita abundantíssima. Do seu amor vivido até à morte, renasceu vida nova para multidões de homens.

 

Na morte de Jesus, resplandeceu o mistério do grão de trigo, multiplicado por muitos, ao morrer. Com os olhos em Jesus morto, os cristãos assistem ao extermínio do pecado e da morte; experimentam o desejo da reconciliação entre si e com Deus.

 

Morte de Jesus: fim de uma vida terrena, mas começo de uma vida sobre a qual a morte já não tem poder. Ao celebrarmos, na Eucaristia, o memorial da morte e ressurreição do Senhor, celebramos o grão de trigo, semeado na morte e ressurgido numa seara gloriosa.

 

 

(Revista Mensageiro do Coração de Jesus, Março/2009)

O Ausente Presente

Tu, Senhor, não hesitas em multiplicar os sinais da tua presença e do teu amor, no itinerário da nossa existência!

 

São tantos que, por vezes, nem damos por isso e não manifestamos o nosso reconhecimento. Pelo contrário, nas horas de solidão e desalento, quando o pessimismo nos derrota ou a incerteza nos assusta, até somos capazes de reclamar contra aquilo que nos parece ser a tua ausência.

 

Afinal, o que se passa é que perdemos o hábito de a reconhecer. É que Tu, Senhor, nunca és espalhafatoso nos sinais da tua presença, nem espectacular nas manifestações do teu amor. Preferes a intimidade de um encontro muito pessoal, onde não seja preciso gritar para se fazer ouvir, nem abanar para se dar a conhecer.

 

Como não te reconhecer na Palavra que nos interpela, na amizade que nos conforta, na advertência que nos alerta, no acontecimento que nos desperta, no dom que nos gratifica?... Como não te reconhecer na beleza que nos embeve, na natureza que nos arrebata, na arte que nos eleva, na ciência que nos esclarece, na técnica que nos facilita, na medicina que nos socorre, no progresso que nos surpreende?...

 

Tu, Senhor, estás sempre presente e atravessas todas estas realidades com o sopro criador do Teu Espírito.

 

(PAES, Carlos - Rezando ao Pai pelo Filho no Espírito. Prior Velho: Paulinas, 2004)

A fé de Maria

Neste Tempo da Quaresma, na passada quarta-feira, celebramos a Anunciação do Senhor. No Evangelho de S. Lucas o anjo Gabriel diz a Maria: "Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus".

 

O Espírito Santo veio sobre Nossa Senhora, porque Nossa Senhora assim o permitiu e Jesus nasceu dentro dela para todos os Homens. O Magnificat que entoa quando se encontra com Isabel mostra-nos uma Maria maravilhada com o que lhe aconteceu. Assim terá sido muitas vezes, outras vezes teve momentos de muita dor, outros, com certeza, "normais".

 

É esta a vida do cristão que deixa Cristo nascer dentro de si. Tem em Maria uma mãe que o compreende.

 

 

(Adaptado de Revista Mensageiro do coração de Jesus- Março/2009)

A esperança tem de chegar a todos

Todos sentimos a necessidade da esperança, não de uma esperança qualquer, mas sim de uma esperança firme. A nós, que desde sempre convivemos com o conceito cristão de Deus e a ele nos habituamos, a posse duma tal esperança que provém do encontro real com este Deus quase nos passa despercebida.

 

O exemplo de uma santa da nossa época pode, de certo modo, ajudar-nos a entender o que significa encontrar pela primeira vez e realmente este Deus. Refiro-me a Josefina Bakhita, uma africana canonizada pelo Papa João Paulo II. Nasceu por volta de 1869 – ela mesma não sabia a data precisa – no Darfur, Sudão. Aos nove anos de idade foi raptada pelos traficantes de escravos, espancada barbaramente e vendida cinco vezes nos mercados do Sudão. Por último, acabou escrava ao serviço da mãe e da esposa de um general, onde era diariamente seviciada até ao sangue; resultado disso mesmo foram as 144 cicatrizes que lhe ficaram para toda a vida.

 

Finalmente, em 1882, foi comprada por um comerciante italiano para o cônsul Callisto Legnani que, ante a avançada dos mahdistas, voltou para a Itália. Aqui, depois de «patrões» tão terríveis que a tiveram como sua propriedade, Bakhita acabou por conhecer um «patrão» totalmente diferente – no dialecto veneziano chamava «paron» ao Deus vivo, ao Deus de Jesus Cristo.

 

Até então só tinha conhecido patrões que a desprezavam e maltratavam ou, na melhor das hipóteses, a consideravam uma escrava útil. Mas agora ouvia falar do Senhor de todos os senhores, e que este Senhor é bom, a bondade em pessoa. Soube que este Senhor também a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. 

 

Agora ela tinha «esperança»; já não aquela pequena esperança de achar patrões menos cruéis, mas a grande esperança: eu sou definitivamente amada e aconteça o que acontecer, eu sou esperada por este Amor. Assim a minha vida é boa. Mediante o conhecimento desta esperança, ela estava «redimida», já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus. Por isso, quando quiseram levá-la de novo para o Sudão, Bakhita negou-se; não estava disposta a deixar-se separar novamente do seu «Paron».

 

A 9 de Janeiro de 1890, foi baptizada, crismada e recebeu a Sagrada Comunhão das mãos do Patriarca de Veneza. A 8 de Dezembro de 1896, em Verona, pronunciou os votos na Congregação das Irmãs Canossianas e, desde então, a par dos serviços na sacristia e na portaria do convento, em várias viagens pela Itália procurou sobretudo incitar à missão: a libertação recebida através do encontro com o Deus de Jesus Cristo, sentia que devia estendê-la, tinha de ser dada também a outros, ao maior número possível de pessoas. A esperança não podia guardá-la para si; esta esperança devia chegar a muitos, chegar a todos.

 

(Papa Bento XVI, Encíclica SPE SALVI, 2007)

5 minutos com Deus

Hoje em dia pouco se costuma reflectir, meditar, pensar com seriedade e vagar. O mundo que nos rodeia é um mundo de bulício, que nos atordoa e priva do silêncio indispensável à nossa introspecção. Somos seres inteligentes, mas se o homem é o profissional do pensamento, há muitos homens que não exercem a sua profissão.

 

Não devemos viver pela força exclusiva dos instintos cegos e apetências naturais, nem como hipnotizados irresponsáveis, nem ainda como sonâmbulos inconscientes. Não sejamos vítimas da vertigem da velocidade, nem de uma precipitação estouvada, que é um mal terrível nos nossos dias. Dediquemos em cada dia, pelo menos uns breves minutos a recolhermo-nos em nós mesmos; o "minuto de Deus" tem de ocupar um lugar preponderante no nosso dia. Quanto mais reflectirmos, mais homens seremos. Quanto mais pensarmos em Deus, mais nos assemelhamos a Ele.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

5 minutos com Deus

Nem todos os dias nos levantamos com espírito alegre e despreocupado. Às vezes, desde manhã cedo persegue-nos a lembrança de uma adversidade que enfrentamos há já algum tempo. Há 300 anos, um prisioneiro gravou na parede da sua cela esta frase, para o ajudar a conservar num ponto alto o seu estado de espírito: "Não é a adversidade que mata, mas a impaciência com que a suportamos". É verdade. Impacientando-nos com a adversidade nada conseguimos, ou até talvez deitemos tudo a perder e agravemos a situação.

 

A impaciência ou ira não é nenhum remédio. Se a este conselho de ordem natural e psicológica acrescentarmos outro, de ordem superior e sobrenatural, reconhecendo que Deus permitiu esta adversidade para que sejamos capazes de mostrar o que valemos, a nossa fidelidade, a nossa capacidade de amar, então levaremos a adversidade não só com paciência e resignação, mas até com certa alegria por sermos fiéis.

  

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

Um ano a caminhar com São Paulo: "Exorto-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus"

Em Rm 12, 1-8, Paulo mostra como a transformação operada pelo Evangelho naqueles que o acolhem é determinante para a sua conduta moral: a fé actua pela caridade. Aqui temos o programa básico para uma vida de acordo com o Evangelho.

 

Paulo começa por referir que ele é apenas a boca, pois quem exorta é a misericórdia de Deus. E a misericórdia não impõe, impõe-se, pelo que é e pelo que faz.

 

À misericórdia divina corresponde o conteúdo da conduta moral dos que dela vivem. Na prática, a sua conduta é apenas a vivência comportamental do Evangelho, a começar pela totalidade e radicalidade. Nela o cristão compromete o corpo e a mente, indo desde o culto prestado a Deus ao bem feito aos outros.

 

Como a caridade de Cristo, manifestada durante a sua vida e coroada na sua morte redentora se tornou o centro do culto cristão, especialmente na Eucaristia, o mesmo se passa com os cristãos, só que em sentido inverso. É no memorial eucarístico que eles recebem do corpo de Cristo, por todos oferecido, a energia necessária para oferecerem os seus corpos, isto é, as suas vidas, no altar do mundo em que vivem o seu dia-a-dia. Significa que nenhum cristão se pode dispensar da Eucaristia. Por outro lado, esta só atinge o seu objectivo, quando os que nela participam vivem de acordo com a oferta sacramentalmente celebrada, movidos pela graça nela recebida.

 

 

(OLIVEIRA, Anacleto - Um ano a caminhar com S. Paulo. Palheira: Gráfica de Coimbra, 2008)

5 minutos com Deus

Em torno de Deus, tudo é puro, límpido, simples, sem pregas, tudo tem sorriso de criança, gorjeios de aves, aroma de flores, candura virginal. Aquele que crê em Deus, ao saber-se filho de Deus, torna a sua vida um aleluia perene e imutável, um cântico de esperança, um grito de exultação e gozo, um hino de gratidão e de súplica, um abrir do coração em lágrimas que acalmam e reconfortam. Toda a vida do cristão é sacralizada pela presença de Deus nela. É por isso que o cristão canta, não só nos actos litúrgicos, mas em todos os momentos, mesmo nos mais duros e difíceis, mesmo nos mais ásperos e de arestas mais cortantes.

 

Quem crê não pode julgar que engana a Deus apresentando-Lhe flores artificiais, como uma criança travessa que esconde alguma coisa. Tem de dar-Lhe, não uma aparência de fé e de amor, mas uma fé cega e total e um amor de entrega absoluta e sem reservas.

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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