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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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"Não desanimeis perante as dificuldades e as dúvidas"

 

Bento XVI na sua mensagem para o próximo Domingo, Dia Mundial de Oração pelas Vocações, diz-nos que a vida consagrada ao Sacerdócio "constitui um dom divino especial, que se insere no vasto projecto de amor e salvação que Deus tem para cada pessoa e para a humanidade inteira". Que o digam os Apóstolos e os  discípulos escolhidos "respondendo à vocação do Senhor e dóceis à acção do Espírito Santo" como refere o Santo Padre. De facto, assim como na Igreja primitiva os apóstolos eram assíduos à oração, também agora o Papa apela a uma "oração incessante", de forma a que "o povo cristão cresça na confiança em Deus" e na base desta confiança "alguns disponibilizem a sua existência para colaborar mais intimamente com Ele na obra da salvação".

 

Claro que o estar disponível a este chamamento não é fácil. No entanto, muitos são os exemplos de "homens e mulheres, desde os primeiros séculos do cristianismo", que abandonaram tudo para seguir Jesus Cristo respondendo afirmativamente a este apelo. No exemplo da Virgem Maria que soube dizer "sim" aos desígnios de Deus, Bento XVI a Ela "confia todos quantos sentem o chamamento de Deus", terminando esta mensagem com um apelo à esperança pedindo: "não desanimeis perante as dificuldade e as dúvidas".

 

(Adaptado da Mensagem do Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 2009 - Bento XVI)

"Sabei que Eu estarei sempre convosco..."

Do Rosto da Palavra que é Jesus Cristo nasce, a partir da Ressurreição, o Cristianismo. Como deve ter sido difícil para aquele povo entender, captar a mensagem de Jesus. Os próprios discípulos não a percebiam muito bem, sendo exemplo disso a interrogação: "Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?" (Act 1,6). Também as mulheres achando o sepulcro vazio ficaram "perplexas com o caso" (Lc 24,4). E quando "viram um jovem..., vestido com uma túnica branca" (Mc 16,5) dizendo-lhes que Jesus: "Ressuscitou; não está aqui" (Mc 16.6), não só ficaram assustadas como também tiveram medo, sendo isto relatado pelo Evangelista S. Marcos.

 

Mesmo os discípulos ainda não tinham apreendido a sua mensagem, e isto apesar de com Ele terem convivido dia e noite, pois quando Maria de Magdala lhes diz que: " esus estava vivo e fora visto por ela, não acreditaram" (Mc 16,11).

 

Ainda não tinham dado o salto para o Cristianismo. Era tudo muito recente. Este acontecimento excedia a forma de pensar dos discípulos. A Boa Nova "andava no ar", mas ainda não fora interceptada. A sua raiz, Jesus Cristo, já tinha sido lançada à terra, mas os seus ramos, os seus braços ainda não se viam.  Estavam incrédulos, estupefactos perante tanta novidade. Desorientados, não sabiam que caminho seguir, o que fazer agora que não tinham Jesus com eles. Mas Jesus não os abandonou e na Galileia incumbiu-os de uma missão: "Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19) e deu-lhes a alegria, a força, o optimismo que eles precisavam: "Sabei que Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos" (Mt 28,20).

 

Passados que são 2000 anos é esta Esperança de que nós carecemos cada vez mais, alicerçada na sua raiz , pois ela não seca.

O coração também reza

Parece, por vezes, que muitos cristãos rezam só da garganta para cima. Oração oral, oração de raciocínio, mais intelectual e meditativa. Mas o homem, o ser humano é afecto, é coração, logo também deve rezar com o coração. Não se trata de sentimentalismo, pieguice, devoção melada. É fazer canalizar para as três pessoas divinas o nosso coração e o nosso afecto, a nossa capacidade de amor. Se isso não se faz, nunca conseguiremos um equilíbrio espiritual, psicológico, afectivo, nunca progrediremos interiormente.

 

Se só se reza com o entendimento, se o coração não foi canalizado para a Trindade, à primeira crise de afecto, de fé, de oração, de vida comunitária, de noite escura de alma a pessoa não está centrada, o seu coração não está n'Eles.

 

A amizade exige presença, quer estar com os que se amam, deseja comunhão, diálogo. Daí que seja importante crescer na qualidade e no número das visitas ao Sacrário, quer corporal quer espiritualmente, no semear durante o dia de pequenos encontros com as pessoas da Trindade, no santuário interior.

 

 

(PEDROSO, Dário - Senhor, ensina-nos a rezar. Braga: Editorial A.O.,1987)

S. Nuno de Santa Maria

"A Igreja universal e de um modo particular a Igreja Portuguesa está em festa com a canonização do beato Nuno de Santa Maria (beato Nuno Álvares Pereira). É motivo  para nos unirmos num hino de louvor e acção de graças a Deus e à sua Mãe pelas maravilhas que fez e nos transmite através deste santo português.

 

A vida dele foi um modelo de santidade e entrega a Deus e aos irmãos. É um exemplo maravilhoso de amor a Jesus Eucaristia e a Maria, um exemplo de pobreza, de amor aos mais pobres, de humildade e de obediência.

 

Nascido em 1360, foi educado nos ideais nobres da Cavalaria medieval, no ambiente das ordens militares e depois na corte real. As suas qualidades e virtudes impressionaram particularmente o Mestre de Avis, futuro rei D. João I. (...)

 

Viúvo muito cedo e senhor de muitos bens - pois o rei tinha-o recompensado com numerosas comendas - repartiu-os por instituições religiosas e sociais em benefício dos necessitados. Optou por uma vida simples e pobre no Convento do Carmo e disponibilizou-se totalmente para acolher e servir os mais desfavorecidos.

 

Logo após a sua morte (1431) começou a ser venerado como santo pela piedade popular. As suas virtudes heróicas foram oficialmente reconhecidas pelo Papa Bento XV, que o proclamou beato, em 1918." (Folha Pão e Vida nº 504).

 

 

Num artigo de 6 de Novembro de 2007 escrevemos que D. Nuno Álvares Pereira era o patrono do CNE, o que tem levantado algumas questões a alguns dos visitantes deste blogue. Transcrevemos um excerto do comentário deixado por Luís Sancho, chefe adjunto do agrupamento da nossa paróquia: "Dom Nuno Álvares Pereira é o patrono dos DIRIGENTES do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, o que não impede que o seja da Fraternidade Nun'Álvares, bem pelo contrário. Quanto aos demais patronos, a verdade é que continuam a ser os seguintes: Lobitos - São Francisco de Assis; Exploradores - São Jorge (foi proposta a 'troca' por São Tiago, mas não é ainda oficial); São Jorge é também (e continuará a ser) patrono MUNDIAL do Escutismo; Pioneiros - São João de Brito (foi proposta a 'troca' por São Pedro, mas não é ainda oficial); Caminheiros - São Paulo". Sobre este assunto, pode também consultar o blog do Agrupamento 449 do Santíssimo Sacramento do CNE.

Um exemplo para o Portugal actual

Foram anos conturbados os de 1385. A guerra era uma constante. A inflação atingiu níveis muito elevados. El-rei D. Fernando deixou os cofres vazios ao Mestre de Avis. Os impostos eram muitos. Tempos difíceis esses, a fazer lembrar os actuais. No entanto, um homem emergiu: Nuno Álvares Pereira.

 

No dizer de Fernão Lopes, foi o "leal e fiel servidor" de D. João I, o Mestre de Avis. Colocou os interesses do Reino sempre acima dos seus. Era dono de meio Portugal. Apesar disso, teve a coragem e a lucidez de se despojar dos seus títulos e bens e servir os pobres e os necessitados do seu tempo.

 

Na crónica de D. João I, o cronista Fernão Lopes refere que Nuno Álvares Pereira "...Governava... os seus bens evitando pomposas despesas... de modo que, nem por causa da guerra nem por outras necessidades, nunca lançou impostos nem exigiu serviços nem qualquer outra ajuda...". Não nos esqueçamos que estavamos nos fins do séc. XIV. E agora em pleno séc. XXI, não precisavamos também de pessoas da estirpe de Nuno Álvares Pereira?

 

Socorrendo-nos deste notável cronista, sabemos que mandou construir o Convento de Santa Maria do Carmo, em Lisboa, e a Igreja de Santa Maria dos Mártires, em Estremoz. É precisamente aí, em Estremoz, que Fernão Lopes nos conta o seguinte: num ano em que as colheitas foram bastante fracas, o trigo estava muito caro, e havia muita fome. Mesmo os castelhanos vieram para Portugal por falta de alimentos. Nuno Álvares Pereira mandou dar  em "cada semana, meios alqueires de trigo. E assim os manteve, até que Deus deu novidade de pão, no Reino de Castela, e todos voltaram para suas casas."

 

A 15 de Agosto de 1423 dá entrada no Convento do Carmo como o mais simples dos simples, passando a ter como  lema ajudar os mais desfavorecidos. Acredita-se mesmo que pode estar aqui a génese da "sopa dos pobres".

 

Também na nossa Paróquia do Santíssimo Sacramento se pode "colher" exemplo da conduta de Nuno Álvares Pereira, no desafio que é a Casa-Acolhimento Santa Marta, uma vez que do lado direito do painel central da Igreja enquadra uma imagem do Beato Nuno de Santa Maria. É já amanhã, domingo, dia 26, que vai ser proclamado Santo. Para isso "basta", como diz  o Sr. Padre Jorge na monografia desta paróquia: «Pôr alma naquilo que se faz  [porque isso] é construir e fazer história.»

 

5 minutos com Deus

Não basta querer uma coisa; é indispensável pôr os meios para a alcançar. Querer uma coisa e não pôr os meios para isso ou é parvoíce ou cobardia. Uma parvoíce que pretende alcançar as coisas sem esforço, sem trabalho, sem se empenhar a fundo; ou uma cobardia, que não deixa desenvolver as forças do espírito, antes as inibe e afrouxa as molas da vontade.

 

Aquele que luta e, ao mesmo tempo, confia em Deus, chega à vitória. O que se esforça e também tem fé nos seus próprios esforços, vai por bom caminho. Aquele que se empenha a fundo com optimismo e não olha tanto ao trabalho como ao êxito que irá coroar o trabalho é digno de que o próprio Deus esteja ao seu lado e o apoie. E se Deus está ao seu lado, já pode ter por certa a vitória. Vitória que certamente não lhe chegará pelos seus próprios esforços, mas pela ajuda de Deus. Porém, a ajuda de Deus requer que façamos os nossos próprios esforços.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

Uma oração

Dá-nos a graça, Jesus, de vivermos como S. Paulo

Apaixonados por Ti, crucificados contigo.

Dá-nos a graça de considerar tudo lixo,

A não ser Tu, nosso tesouro e nossa pérola.

Dá-nos a graça, Jesus Crucificado,

De aprender a fazer oferta dele,

A ser "hóstias vivas",

Com o desejo sincero de que o mundo tenha vida.

Dá-nos a graça de imitar tua Mãe,

A Senhora das Dores,

No modo de aceitar e viver o seu holocausto,

A sua oferta e a sua entrega junto à Cruz.

Faz-nos, Jesus, ajudar e amar os que sofrem.

Ajuda-nos a não aumentar o sofrimento de ninguém

E faz de cada um de nós um "bom samaritano".

Que todos tenham lugar no nosso coração.

 

 

(PEDROSO, DÁRIO - Palavra e Eucaristia. Horas Santas. Braga: Editorial A.O., 2009)

5 minutos com Deus

Saber falar e saber calar; não sabemos o que será mais fácil ou mais difícil, mais conveniente ou mais meritório. Calar, a respeito de si próprio, é humildade; não falar de si, ainda que se sinta o desejo de expor os seus próprios méritos, ou as suas ideias ou iniciativas, é sinal de verdadeira humildade.

 

Calar os defeitos alheios é a caridade. Não criticar os outros, as suas atitudes, as suas intenções, os seus actos, não formular juízos comparativos, não falar tanto dos outros sempre com um tom de crítica ou pessimismo, é verdadeiramente caridade. Calar a tempo é prudência. Não falar quando sentimos o impulso da reacção, quando temos na ponta da língua uma série de palavras injuriosas é prudência. Calar na dor é heroísmo. Não derramar no coração dos outros o sofrimento próprio, as dores íntimas, torná-los participantes não tanto dos sofrimentos quanto das alegrias, guardando os sofrimentos para nós próprios é, sem dúvida, heroísmo.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

A verdadeira alegria

Do séc. XI chega-nos o pensamento de um importante teólogo e filósofo medieval, S. Anselmo na procura incessante de Deus. No seu «Proslógion» ele começa de uma forma tão simples e reveladora na busca pela Verdade: "Que eu Vos conheça e Vos ame, para encontrar em Vós a minha alegria". Não andamos nós no nosso dia-a-dia tristes, desiludidos, deprimidos, por vezes com alguma razão, mas outras sem qualquer razão aparente, deixamo-nos abater pela tristeza, insegurança e pela dúvida até.

 

É aqui que precisamos de ter fé, de acreditar, deixar que Deus entre em nós. Para que isso aconteça, necessitamos de abrir caminho, entrar na selva da nossa civilização e desbravar um percurso seguro. Temos de o fazer de forma que Deus, na sua infinita misericórdia, se sinta "motivado" a conceder-nos a alegria que este monge beneditino perseguia.

 

Esta alegria centrava-se não só no conhecimento e no amor a Cristo, mas também na humildade como ser humano pecador ao dizer: "E se não o posso alcançar plenamente nesta vida, que ao menos me vá aproximando, dia após dia, dessa plenitude".

 

E é este aproximar em direcção a Deus, de uma forma sólida, decidida e humilde que precisamos, para que um dia a nossa alegria " seja plena mediante a posse da realidade".

A perfeição do amor

É impressionante como Jesus insiste no amor aos nossos inimigos. Só assim o Pai nos reconhece como seus verdadeiros filhos. E Jesus deu-nos o exemplo amando a todos, mesmo aqueles que O crucificaram. Até conseguiu pedir perdão para eles, dizendo: "Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem". Amar os amigos, os familiares, os que nos tratam bem e fazem bem, não nos é muito difícil, mas Jesus vai mais longe: o amor cristão, o amor verdadeiramente evangélico, a caridade teologal tem que nos levar ao amor aos nossos inimigos, mesmo que isso nos custe muito e nos seja difícil.

 

Só o Espírito Santo, que é amor eterno e que está em nossos corações desde o dia do nosso Baptismo, nos pode ajudar a amar os inimigos, os que disseram mal de nós, os que não nos estimam, os que nos ofenderam. Só vivendo este amor seremos verdadeiros cristãos. O Pai quer que todos os seus filhos se amem como irmãos. Como vai o nosso amor ao próximo? Como amo e trato os meus "inimigos"? Como vivo este mandamento de Jesus?

 

 

(PEDROSO, DÁRIO - Palavra e Eucaristia. Horas Santas. Braga: Editorial A.O., 2009)

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