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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

Hoje, já nos lembrámos de Deus?

10.06.09 | ssacramento

Muitas vezes durante a nossa vida esquecemo-nos de Deus. Esquecemos que ele existe. As dificuldades, os problemas, a televisão, a vida passada a trabalhar conduz-nos a essa "amnésia".

 

Anselm Grün, no seu "Livro das Respostas", diz-nos que "vivemos como se Deus não existisse". No entanto, de vez em quando "Ele força a sua entrada em nós". Esta vivência sem Deus pode levar-nos a um vazio interior, obrigando-nos a parar  no sentido de perguntar-mos a nós próprios o porquê desta insatisfação.

 

A este propósito Anselm Grün, que administra a Abadia beneditina de Münsterschwarzach, conta: "Conheci um homem que tinha uma posição importante na indústria. Estava afastado da Igreja há quinze anos  e nunca mais se preocupara com Deus. Contou-me que não sentiu a falta de Deus. Mas havia uma coisa a incomodá-lo: uma inquietação interior e exterior que aumentava constantemente, de tal forma que um conhecido lhe disse que ainda iria parar à Psiquiatria. Por isso, pôs-se à procura. Essa procura levou-o a ingressar como hóspede no nosso mosteiro. Lá, sentiu-se de tal modo tocado pela liturgia, que, no interior do seu coração, teve consciência de que Deus se encontrava lá e que falava com ele".

 

E nós já O procuramos hoje? Esta Abadia situa-se na Alemanha e não precisamos de ir tão longe para O encontrar! A nossa casa pode também ser a Casa de Deus. Basta para isso procurá-lo no silêncio, que Ele virá e falará connosco.

(Adaptado de O livro das respostas, de Anselm Grün)

5 minutos com Deus

08.06.09 | ssacramento

Um director de um colégio, extremamente ocupado com a direcção do mesmo e com a atenção a prestar aos alunos e aos seus familiares, com receio de se esquecer de Deus, mandou fazer uma placa onde se lia esta inscrição: "Senhor, hoje vou estar muito ocupado e talvez me esqueça de ti. Mas Tu não te esqueças de mim". 

 

Talvez também a nós possa acontecer o mesmo; as nossas ocupações, problemas, preocupações, trabalhos, ..., talvez nos tornem difícil lembrar-nos de Deus ao longo do dia. É bom que, pelo menos à noite, lhe dediquemos algum dos nossos pensamentos e Lhe peçamos a Sua constante protecção para o dia seguinte. E isto porque, se é possível que nos esqueçamos de Deus, não é possível que Ele se esqueça de nós. Ele mesmo o diz, na Sagrada Escritura: "Ainda que a mãe se esquecesse do filho nas suas entranhas, Eu não me esquecerei de ti".

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

Deus criou-nos para amizade

07.06.09 | ssacramento

A amizade é o fruto mais desejado e encantador nas relações interpessoais. É também uma realidade imprescindível para a felicidade das pessoas. Deus, que é amigo dos seres humanos, criou-nos para a amizade. Homens ilustres do Antigo Testamento da Bíblia, como Moisés, e do Novo Testamento, como S.Paulo, são mestres da amizade. Para Paulo, por exemplo, ser testemunha de Jesus não é uma estratégia, mas uma paixão pelo Deus de Jesus Cristo e pelos irmãos e irmãs, especialmente os mais manipulados, ultrajados, desprezados e explorados.

 

Paulo descobriu em Jesus o amigo que não olha para o superficial, o que somos por fora, mas para o essencial. Jesus mostrou a Paulo que um verdadeiro amigo é aquele que segura a mão frágil e acalma o coração; o que não julga nada nem ninguém pela aparência, mas que é capaz de ver a beleza mesmo no mais efémero.

 

A amizade é o processo de cultivar alegrias, perdoar os males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade, para que os seres humanos descubram e se empenhem no sonho de Deus: a felicidade.

 

(Revista Audácia - Junho 2009)

Um gesto colectivo

06.06.09 | ssacramento

A vida é cheia de gestos belos, de atitudes extraordinárias, de factos singulares, muitas vezes pouco visíveis, porque cobertos por outras coisas sem valor, sem interesse.


Eis um exemplo insólito e digno de ser repassado como lição. Aconteceu na Holanda, num jogo de futebol entre o Ajax, equipado de vermelho e outra equipa de amarelo. Um jogador do Ajax escorregou e ficou caído no chão. Um dos jogadores da equipa adversária atirou a bola para fora, para que o jogador magoado fosse atendido. Quando o jogador foi recuperado, o lançamento da bola pertenceu ao Ajax. E como manda o desportivismo, um jogador desta equipa chutou a bola para o campo adversário. Só que o fez desajeitadamente e, sem querer, acabou por meter um golo. Perante isto, todos os jogadores, incluindo o que fez o golo, ficaram atrapalhados. Mas o árbitro considerou o golo válido.


A bola voltou ao centro e o jogo prosseguiu com aquele resultado injusto. Em poucos momentos, os jogadores do Ajax, com admirável espírito desportivo (pouco se vê) tomaram rapidamente uma resolução: ficarem todos quietos para permitir que a equipa adversária – os de amarelo – fizessem eles também um golo para repor a justiça no resultado. Impressionante o sentido de justiça do Ajax e o bom entendimento de toda a equipa para que nenhum se movimentasse. Eles queriam ganhar, mas a vitória teria de ser “limpa e justa”.


Vale a pena divulgar este exemplo para que chegue a muita gente: às famílias, às escolas, às empresas, às igrejas, aos tribunais, ...Todos precisamos de aprender com exemplos de honestidade, mesmo que venham dos nossos adversários. É bom saber ganhar, como é bom saber perder.

 

 

(Voz Portucalense - Ano XXXVII; Nº 20, 27/05/09; Imagem disponível em http://compulsivosfc.files.wordpress.com/2007/12/ajax-ml-0708-a.jpg)

Rezar é construir pontes...

05.06.09 | ssacramento

A vida cristã deve pautar-se em tudo pela do Senhor Jesus. A nossa oração não deve fugir à regra. Não se trata, é evidente, de rezar só as orações que o Evangelho nos diz terem sido rezadas por Jesus. Trata-se, sobretudo, de darmos à nossa vida de oração a atitude, o tom interior, a densidade da oração de Jesus Cristo. E a sua, foi de mediação: falar ao Pai acerca dos homens, das suas necessidades, dos seus problemas e anseios. E falar aos homens de seu Pai, para O revelar, fazer conhecer e amar.

 

Por outras palavras: rezar é construir pontes entre os homens e Deus. É dar o salto do nosso mundo pequenino para a riqueza do universo de Deus. E quem fica apenas na margem de cá, não constrói ponte alguma. Há que ir até Deus com os "recados" dos homens; há que voltar aos homens com os "recados" de Deus.

 

 

(PEDROSO, Dário - Senhor, ensina-nos a rezar. Braga: Editorial A.O.,1987)

A Deus sempre posso falar

04.06.09 | ssacramento

Primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperança é a oração. Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve. Quando já não posso falar com ninguém, nem invocar mais ninguém, a Deus sempre posso falar. Se não há mais ninguém que me possa ajudar – por tratar-se de uma necessidade ou de uma expectativa que supera a capacidade humana de esperar – Ele pode ajudar-me.

 

Se me encontro confinado numa extrema solidão...o orante jamais está totalmente só. Dos seus 13 anos de prisão, 9 dos quais em isolamento, o inesquecível Cardeal Nguyen Van Thuan deixou-nos um livrinho precioso: Orações de esperança. Durante 13 anos de prisão, numa situação de desespero aparentemente total, a escuta de Deus, o poder falar-Lhe, tornou-se para ele uma força crescente de esperança, que, depois da sua libertação, lhe permitiu ser para os homens em todo o mundo uma testemunha da esperança, daquela grande esperança que não declina, mesmo nas noites da solidão.

 

 

(Bento XVI, Spe Salvi)

A partir daquele olhar...

03.06.09 | ssacramento

A verdadeira novidade do Novo Testamento não reside em novas ideias, mas na própria figura de Cristo, que dá carne e sangue aos conceitos — um incrível realismo. Já no Antigo Testamento a novidade bíblica não consistia simplesmente em noções abstractas, mas na acção imprevisível e, de certa forma, inaudita de Deus. Esta acção de Deus ganha agora nova forma devido ao facto de que, em Jesus Cristo, o próprio Deus vai atrás da «ovelha perdida », a humanidade sofredora e transviada.

 

Quando Jesus fala, nas suas parábolas, do pastor que vai atrás da ovelha perdida, da mulher que procura o dracma, do pai que sai ao encontro do filho pródigo e o abraça, não se trata apenas de palavras, mas constituem a explicação do seu próprio ser e agir.

 

Na sua morte na cruz, cumpre-se aquele virar-se de Deus contra Si próprio, para levantar o homem e salvá-lo — o amor na sua forma mais radical. O olhar fixo no lado trespassado de Cristo, de que fala João, compreende o que serviu de ponto de partida a esta Carta Encíclica: «Deus é amor» (1 Jo 4, 8). É lá que esta verdade pode ser contemplada. A partir daquele olhar, o cristão encontra o caminho do seu viver e amar.

 

(Bento XVI, Deus Caritas Est)

Oração e vida

02.06.09 | ssacramento

Para muitos a oração e a vida estão separadas. Cada uma habita andares diferentes que só raramente se comunicam. Pior ainda é a situação daqueles em que no actuar concreto há uma verdadeira muralha entre o que se reza e o que se vive. Para que o nosso cristianismo seja sincero e autêntico é urgente, é absolutamente necessário unir e penetrar as duas realidades, fazer fusão entre a acção e a oração, entre o que se reza e o que se vive, no agir quotidiano.

 

Levar a vida à oração. É o primeiro passo, o primeiro esforço do meu agir cristão: falar a Deus da minha vida, das minhas preocupações, dos meus planos, das minhas alegrias e tristezas. Conversar com Deus sobre os acontecimentos do meu dia, falar-Lhe das pessoas com quem vivo, com quem trabalho, metendo os outros na minha oração.

 

Levando a vida à oração e a oração à vida, transformaremos os nossos dias num "círculo virtuoso". Saberemos rezar melhor e melhor será a nossa vida.

 

(PEDROSO, Dário - Senhor, ensina-nos a rezar. Braga: Editorial A.O.,1987) 

5 minutos com Deus

01.06.09 | ssacramento

"Felizes os que trabalham pela paz, porque serão chamados filhos de Deus". Não basta ser pacífico; é preciso trabalhar pela instaruação da paz entre os homens, no mundo inteiro. Trabalhar pela paz é estabelecer as condições de vida que tornem feliz cada homem, seguro de si e do seu futuro. Trabalhar pela paz é suavizar as relações humanas, solucionar problemas, fazer-se entender por todos e com todos, criar à nossa volta um clima de compreensão, dar a cada um o que lhe compete, respeitar o direito de todos.

 

Os que trabalham pela paz entre os homens serão chamados filhos de Deus, porque Deus é o Deus da paz e não o deus da guerra, o Deus do amor e não o deus do ódio. Ser chamado filho de Deus é participar da própria natureza divina. É chegar a ser santo de verdade, elevar-se acima da própria natureza humana. Vale a pena ser filho de Deus e aí podemos chegar, segundo promete a bem-aventurança, trabalhando pela paz.

 

 

(MILAGRO, Alfonso - Os cinco minutos de Deus. Cucujães: Editorial Missões, 2005)

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