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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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Pensa em Maria

 

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que seu nome nunca se afaste de teus lábios, jamais abandone teu coração; e para alcançar o socorro da intercessão dela, não negligencies os exemplos de sua vida. Seguindo-a, não te transviarás; rezando a Ela, não desesperarás; pensando nela, evitarás todo erro. Se Ela te sustenta, não cairás; se Ela te protege, nada terás a temer; se Ela te conduz, não te cansarás; se Ela te é favorável, alcançarás o fim.

 

 

(São Bernardo Claraval - Hom. II super “Missus est”, 17: PL 183, 70-71)

 

A fé do cego revela-se na sua atitude: dá o salto...

No Evangelho de Domingo passado, vemos Jesus a exercer o seu sacerdócio. Jesus está a caminho. Segue-o grande multidão. Há um grito. Há uma vibração do meio do barulho da multidão. A multidão cala os gritos, sente-se incomodada pelos gritos inconvenientes. Mas Jesus está atento aos que do meio da multidão vibram com a sua passagem. Hoje também há quem pretenda calar os gritos de socorro com arrevesadas teorias. Atenção! Os métodos são subtis. Ai dos cristãos quando, na sua participação política e económica, esquecem os problemas profundos e se ficam pela rama superficial de questões secundárias relativas a direitos individuais em detrimento da luta por direitos sociais!

 

Jesus comove-se. Pára. Chama. É benevolente e dialoga. Mostra a sua atenção de pastor, a sua qualidade de escuta dos apelos, para fazer também ele apelos à multidão, para que não abafe os gritos dos necessitados.

 

É a pedagogia de Jesus em acção. Razão tem o cego para  lhe chamar Mestre, depois de, na aflição do pedido de ajuda, lhe ter chamado Filho de David, com referência ao Antigo Testamento. Mas perante a novidade do seu comportamento, da sua atenção, chama-lhe Mestre. Tem razão. A fé do cego revela-se nos seus actos, nas suas atitudes: deixa a capa, dá o salto, vai ter com Jesus.

 

Jesus não é um mestre paternalista, não recorre a métodos assistencialistas. Requer que cada pessoa tome a iniciativa e faça o seu caminho pessoal. Jesus quer de tal modo deixar a iniciativa, a demonstração da sua real verdade, sem complexos de perguntar ao cego o que ele quer. Era evidente! Jesus quer ouvir a voz dos pobres. Importava tomar consciência de que Deus nos liberta, nos consola, nos faz abrir os olhos para ver os outros com novos olhos, nos abre a mente. Há um caminho a fazer para a liberdade, mas a fazer com consciência, não por mero impulso repentino sem consequências.

 

Vai – a tua fé te salvou! É assim Jesus. Não quer pasmados à sua beira. Não lhe abriu os olhos para ele ficar a olhar para Ele, mas para o salvo também ver agora as necessidades dos outros e fazer-se discípulo, seguir o seu caminho. O caminho da fé vem da consciência, apesar dos obstáculos.

 

(Homilia de D. Carlos Azevedo nos 150 anos dos Vicentinos em Portugal)

Assembleia Paroquial para a Missão 2010

Para dar resposta ao desafio lançado por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e convocada pelo Conselho Pastoral Paroquial reuniu, no passado dia 20, a Assembleia Paroquial do Santíssimo Sacramento. Presentes cerca de 60 pessoas, representantes das estruturas pastorais e institutos religiosos.


A corresponsabilidade para a Nova Evangelização, tarefa de sempre e nunca acabada, leva cada um de nós a assumir a sua parte nesta Missão 2010. Este final de 2009 é tempo de preparação das acções com que muitos se comprometeram nesta participada Assembleia Paroquial.


Ouvimos o nosso Bispo, projectando a Mensagem multimédia dirigida  a toda a Diocese do Porto e apontamos algumas das suas palavras: "A Missão tem de tocar todas as realidades sócio-culturais da sociedade portucalense. A Missão integra uma acrescida corresponsabilidade de todos nós. Cada comunidade cristã, cada paróquia, associação, movimento, instituto religioso, dê tudo quanta possa ao Espírito de Deus, a Jesus Cristo".


O programa publicado sobre a Missão 2010 foi devidamente analisado e assumido. Mas a Missão 2010 começa por nós próprios: conversão pessoal no encontro com Cristo. Só depois é que estaremos capazes de aprofundar, vivificar, dinamizar as estruturas pastorais, os movimentos, as obras, deixando que o Espírito Santo nos faça, pela oração e vivência sacramental, comunidades convertidas, vivas de fé, de amor e dinamismo missionário.

 

(Folha Pão e Vida nº 526)

Bíblia e sua interpretação

Nenhum cristão ignora que Jesus, a Palavra de Deus, se fez homem. Menos ainda, que viveu como um homem do seu tempo. Pelo contrário, é normal imaginá-lo vestido com as túnicas do séc. I, alimentando-se com as comidas da sua época, utilizando os meios técnicos e de mobilidade de então.


Mas, por outro lado, a muita gente custa-lhe entender que a Bíblia, que também é Palavra de Deus, tenha encarnado na cultura e língua de então. Pensam que fala como nós, com as nossas expressões e a nossa mentalidade. E não é assim. Tal como Cristo encarnou num homem de há 2000 anos, também a Bíblia fala como a gente de há 2000 anos.


E assim como seria ridículo imaginar Jesus de fato e gravata, viajando em Jerusalém de táxi, e transmitindo os seus sermões pela rádio, também é ridículo interpretar a Bíblia literalmente com as nossas categorias mentais, como faz muita gente. Devemos situar-nos na mentalidade e cultura dos judeus daquela época.


Deste modo, quando nos encontrarmos com números ou cifras na Bíblia, devemos perguntar-nos: trata-se de uma quantidade, de um simbolismo, ou de um número gemátrico? Isto vai ajudar-nos a desvendar melhor o sentido da Palavra de Deus e, com isso, a mensagem que ela tem para a nossa própria vida.


 

(Revista Bíblica - Agosto 2009)

Mestre: que eu veja!

A Fé é também a experiência de uma iluminação, a experiência de uma Luz que gera em nós uma nova forma de ver, de apreciar, de agir, de viver... Uma Luz que vem a nós pelo caminho do desejo, como nos mostra hoje, tão expressivamente, a história do cego Bartimeu.

 

É o desejo de ver que nos abre para a Luz; é o desejo de crer que nos abre para a Fé, pois como diz o poeta "para encontrarmos a Fonte só a sede nos ilumina" (L. Rosales). E a Bíblia confirma ao sentenciar "O começo da sabedoria é o desejo sincero de ser por Ela guiado". Foi esse desejo que levou Bartimeu à Fonte da Luz e da Sabedoria que é Jesus. Desejo que soube exprimir numa prece que, quantas vezes, precisamos de fazer nossa também: "Mestre, que eu veja!".

 

 

(Folha Pão e Vida nº 526) 

Calçada acima, calçada abaixo

Depois de "navegar" por alguns blogues católicos, houve um que me  cativou. E cativou-me porque foi o encontro de duas pessoas, que permitiu  a uma delas tomar uma decisão reflectida. Este momento real é contado por um padre na primeira pessoa:


"Ia calçada acima e ela vinha calçada abaixo. Estranhei que viesse caminho abaixo àquela hora. Iria passear? Mas a idade não lhe permitia grandes passeios. Estranhei muito. Por isso parei. Cumprimentei. Então que anda a fazer? Vou-me embora, padre. Vou para minha casa. Vinha do Lar e, com a bengala, esperava chegar junto da praça de táxis para apanhar um e fugir para a sua casa que é numa paróquia vizinha. Fugia. Ninguém sabia que ela se ausentara do lar, explicou com palavras dela. Ainda bem que o encontro, senhor prior. Não aguento mais lá estar naquela sala. Já pedi para me tirarem de ao pé daquela senhora no quarto. Não me ouvem. Fazem que não ouvem. Eu nunca quis ir para o lar. Obrigaram-me. Sofro muito. E os seus filhos? Perguntei. Sabem? Foram eles que lá me meteram. Já desde Abril que pedi à minha São que me tire de lá e nada. Ninguém quer saber de mim. Ontem a minha filha veio ver-me e eu estava a chorar à janela. E disse-lhe que ia para minha casa. Sabe que me respondeu? Que fizesse o que quisesse. Chorei tanto. Por isso vou para minha casinha. Lá é que estou bem.
Não sabia que dizer-lhe, pois nas minhas poucas visitas aos lares desta zona, fico sempre triste, apesar de saber que os funcionários fazem o melhor que sabem e podem. Mas é sempre uma mudança de vida numa altura em que já não se sabe viver. É sempre um estar dependente. É sempre uma prisão de pensamentos e de histórias que os nossos lares contam.
Então e de que vai viver? Quem a vai tratar? Respondeu-me que o centro de dia da terra. E os seus filhos? Não era melhor conversar com eles? Pois eles vêm aí por estes dias, é verdade. E eles disseram-me que ficavam mais descansados, sobretudo à noite, sabendo que estava num lar. Está a ver. Eu se fosse seu filho também ficava mais descansado. Nunca se sabe o que pode acontecer. Mas sofro tanto, senhor prior. Imagino que sim. Mas nada lhe garante que não sofresse mais lá em casa. Ali sempre tem quem lhe faça o que precisa. Comida, higiene, limpezas, medicação. Ora pense lá. Vai fugir e isso não é muito correcto. Devia falar com os seus filhos e depois resolver tudo com calma.
Eu nem tinha a certeza se queria que ela fugisse ou voltasse atrás, porque um lar faz-me sempre pensar no lado de lá e no lado de cá. Mas falei pelo menos para o melhor no momento. E com uma lágrima no rosto ela respondeu. Obrigado, senhor prior. Vou voltar atrás. Tem razão. Vou pensar melhor, e vou esperar pelos meus filhos.
Despedimo-nos e, como quase sempre no final destas conversas, voltei para casa confuso. Confuso com a vida e com a minha missão."


Quantas vezes tomamos decisões isoladas sem um conselho? Por vezes decisões precipitadas! Ás vezes declinamos mesmo um conselho e agimos orgulhosamente. Este encontro para um ateu, seria obra do acaso. Para um crente, sem dúvida mão de Deus. E para si?...


(Adaptado do blog Confessionário de um Padre)

Vale mais uma pessoa do que todas as coisas do Mundo

No passado dia 10 de Outubro celebrou-se o Dia Mundial da Saúde Mental e D. António Carrilho, bispo do Funchal, ao presidir à abertura das jornadas de enfermagem, dizia: "A exclusão gera pobreza humana, pobreza económica, pobreza individual, pobreza social e cívica, no que se refere a responsabilidades, a deveres  e a direitos de cidadania.

 

Em muitos aspectos, com  riscos mais ou menos imprevisíveis e com reflexos na convivência cívica, pondo até em causa a salvaguarda dos Direitos Humanos e a  Dignidade Humana de cada pessoa, única e irrepetível. A exclusão social, e outras, todas elas estigmatizantes, merecem, pois, a atenção da Igreja, procurando, através das suas instituições, as respostas possíveis, umas mais como processo de autonomização individual, outras mais como processo de suporte, sempre de modo a favorecer e assegurar uma vida com dignidade.

 

Permitam-me que traga à memória, uma personagem do século XVI, S. João de Deus, o “Louco de Granada", o excluído, porque “louco”, assim considerado por alguns. Ele foi mentor da saúde integral e, por isso, também da saúde mental e das questões da exclusão social. Teve intervenções inovadoras, favoráveis à integração social, com respostas personalizadas, abrangentes e em rede. É que ele estava convencido do valor de cada pessoa: “Vale mais uma alma (pessoa) do que todas as coisas do Mundo!” – dizia convicto. Novos tempos, novos problemas, novas sensibilidades, novos paradigmas, novos valores, novos desafios!... Também as respostas têm de ser inteligentes, complementares, em rede, com responsabilidade por parte das instituições públicas e privadas, assumindo, cada qual, as suas responsabilidades, em diálogo colaborante e eficiente, à medida do nosso tempo e tendo como centralidade a Pessoa Humana!"

 

Sabia que...

Sabia que esta Paróquia é peregrina de Nossa Senhora de Fátima já passa de 80 anos? E que entregamos a Maria, Mãe da Igreja, o projecto 2009-2010, que o Conselho Pastoral estuda com a colaboração de todos os sectores pastorais?

 

Sabia que depusemos nas mãos do Senhor D.Serafim a monografia desta Paróquia, publicada em Fevereiro do corrente ano? Conhece a frase: "Pôr alma naquilo que se faz é construir e fazer história"? É do Senhor Padre Jorge e faz parte da referida monografia.

 

Sabia que esta Paróquia tem 218 crianças ao seu cuidado diariamente? Que lufada de ar fresco...

 

Sabia que, continuando um trabalho que já conta mais de 30 anos, o seu pároco, Padre Jorge e o Padre Renato, fazem visitas às escolas  inseridas na área da Paróquia?

 

Sabia que vamos ter uma Feira de Outono, no dia 28 de Outubro, no Centro Social Paroquial, onde vamos vender frutos secos, doces, compotas, a favor da grande obra  que é a Casa Acolhimento Santa Marta?

 

Sabia que esta Paróquia celebra uma Missa aos Sábados, às 16.15h, de apoio à catequese, e outra às 19h com a presença dos escuteiros (agrupamento 449 do CNE) e ao Domingo são celebradas 4 Missas (9h; 10.30h; 12h; 19h)?

 

Muitas outras curiosidades tem esta paróquia da cidade do Porto e também podem ser consultadas na Folha Pão e Vida. No entanto, a mais importante é a  escuta da Palavra do Senhor que se renova a cada Domingo. Venha escutá-La. Tem 6 horários de Missas ao seu dispôr no fim-de-semana!

 

O acesso à alimentação é um direito das pessoas e dos povos

Por ocasião da Jornada Mundial da Alimentação, no passado dia 16 de Outubro, o Papa Bento XVI enviou uma carta ao Director Geral da FAO, o organismo da ONU que tutela  a Alimentação e a Agricultura.


Bento XVI escreve que "Mais do que uma necessidade elementar, o acesso à alimentação é um direito fundamental das pessoas e dos povos". Referindo o papel da Igreja diz que "a Igreja Católica promove, apoia e participa dos esforços realizados para consentir a cada povo e comunidade dispor dos meios necessários a garantir um adequado nível de segurança alimentar".


E continua dizendo que "Os bens da criação são por natureza limitados" e, por isso, "exigem atitudes responsáveis e capazes de favorecer a segurança alimentar, pensando também nas gerações futuras".


No entanto, não podemos esquecer que "a experiência demonstra que as soluções técnicas, por muito avançadas que sejam, carecem de eficácia se não se referem à pessoa, o protagonista principal, que, na sua dimensão espiritual e material, é origem e fim de toda a actividade".

 

(Adaptado de Rádio Vaticano)

Dia mundial das missões

Da Mensagem do Papa Bento XVI para este dia: "Neste dia dedicado às missões, recordo na oração aqueles que fizeram de suas vidas uma exclusiva consagração ao trabalho de evangelização. Menciono em particular as Igrejas locais, os missionários e missionárias que testemunham e propagam o Reino de Deus em situações de perseguição, com formas de opressão que vão desde a discriminação social até à prisão, à tortura e à morte.

 

Não são poucos aqueles que actualmente são levados à morte por causa do seu "Nome". É ainda de grande actualidade o que escreveu o meu venerado predecessor Papa João Paulo II: "A comemoração jubilar descerrou-nos um cenário surpreendente, mostrando o nosso tempo particularmente rico de testemunhas, que souberam, ora dum modo ora doutro, viver o Evangelho em situações de hostilidade e perseguição até darem muitas vezes a prova suprema do sangue".

 

A leitura da mensagem do Papa pode ser feita aqui.

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