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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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A oração que nos transfigura

A oração de Jesus , a que Ele praticou e ensinou, nasce da fé e da consciência de que Deus não é um Ser abstracto e distante, mas Alguém cujo mistério nos envolve e com quem podemos estabelecer encontro, diálogo, aliança, comunhão, Alguém a Quem podemos chamar na verdade Pai.

 

É também expressão da Fé e da consciência de que a Fraternidade entre os homens não pode ser uma palavra vã, um sonho, mas uma realidade a viver e a construir como imperativo da própria Fé em Deus, Pai de todos e para todos. Por isso, Jesus ensina os seus discípulos a orar sem egoísmos, a buscar primeiramente o reino de Deus, a sentirem-se solidários na busca do pão de cada dia e no esforço pela reconciliação e pela paz.

 

A oração de Jesus, a que Ele praticou e ensinou, é, por isso, fermento de inquietação e de conversação, é esse "Profeta" que nos faz ouvir a voz de Deus na nossa própria vida, na vida dos outros e do mundo e nos acontecimentos que a vão tecendo, voz que nos acorda e contesta, voz que nos levanta e anima, voz que nos converte e renova.

 

É caminho para uma comunhão mais profunda com Deus, com o  mundo e com os irmãos.

 

(Folha Pão e Vida nº 544)

O Deus da Bíblia é dialogante

O Deus da Bíblia não é mudo, insensível, em relação à criação e aos homens que Ele próprio colocou no mundo. Ele criou-nos para dialogar connosco. O diálogo é o modo de revelação, por excelência, de uma pessoa a outra. Nele, algo de nós próprios é "oferecido" ao outro que fala connosco. O diálogo é já um "entregar-se", sendo esta oferta tanto mais profunda quanto ele é mais ou menos íntimo.

"Hoje, se escutardes a sua voz, não endureçais os vossos corações." O Salmo 95,7-8, citado assim na Carta aos Hebreus 4,7 convida-nos a escutar a voz de Deus.

 

É mediante a sua voz que Deus comunica, ou melhor, que Deus se comunica a nós. Aquele que se fecha, que endurece o seu coração perante a voz de Deus, isola-se no seu deserto de morte; trancado a sete chaves no seu palácio de gelo, morre de frio diante do sol; fica cego perante a Luz; morre de sede junto das Águas da Vida.

 

(Revista Bíblica - Jan / Fev 2010)

As tentações de Jesus

Com o Primeiro Domingo da Quaresma retomamos o texto do Evangelho de Lucas, que é o principal Evangelista deste ano. Jesus, baptizado e cheio do Espírito Santo, inicia a sua vida pública com um jejum de 40 dias no deserto, onde é conduzido pelo Espírito e tentado pelo diabo.

A ordem das tentações é diferente da do Evangelho de Mateus. A primeira, de converter as pedras em pão, é igual nos dois; mas a segunda, no alto do monte, em que o diabo desafia Jesus a adorá-lo em troca do mundo inteiro, é colocada por Mateus em terceiro lugar. Deste modo, Lucas situa a terceira no alto do pináculo do templo, para concluir este episódio onde o seu Evangelho começa e termina: em Jerusalém

De facto, é para lá que Jesus há-de caminhar; é lá que o diabo, não se dando aqui por vencido, lhe há-de sair novamente ao encontro na Paixão: «Então o diabo, terminada toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo»; e é de lá que os apóstolos vão ser enviados e partir para todo o mundo.

A retirada estratégica do diabo, finalmente vencido na cruz, diz-nos que uma vitória pode não ser definitiva, mas dá força e confiança para sustermos novos ataques.

(Revista Bíblica - Jan/Fev 2010)

Mensagem para esta Quaresma

"Todos os anos, por ocasião da Quaresma, a Igreja convida-nos a uma revisão sincera da nossa vida à luz dos ensinamentos evangélicos . Este ano desejaria propor-vos algumas reflexões sobre o tema vasto da justiça, partindo da afirmação Paulina: A justiça de Deus está manifestada mediante a fé em Jesus Cristo (cfr Rom 3,21 – 22 ).

 

Detenho-me em primeiro lugar sobre o significado da palavra “justiça” que na linguagem comum implica “dar a cada um o que é seu – dare cuique suum”, segundo a conhecida expressão de Ulpiano, jurista romana do século III. Porém, na realidade, tal definição clássica não precisa em que é que consiste aquele “suo” que se deve assegurar a cada um. Aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei. Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais intimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado à sua imagem e semelhança. São certamente úteis e necessários os bens materiais – no fim de contas o próprio Jesus preocupou-se com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam e certamente condena a indiferença que também hoje condena centenas de milhões de seres humanos à morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos - , mas a justiça distributiva não restitui ao ser humano todo o “suo” que lhe é devido. Mais do que o pão, ele de facto precisa de Deus."

 

(Da Mensagem do Papa Bento XVI para esta Quaresma e que pode ser consultada na íntegra aqui)

A "Vida Oculta" de Jesus - III

Pela literatura judaica sabemos que, quando Jesus era criança, existia em Nazaré, como nas demais aldeias da Palestina, uma pequena escola, onde iam os meninos a partir dos 5 anos. O local estava anexo à sinagoga e o programa escolar constava de dois ciclos básicos. O primeiro ciclo durava cinco anos. Os meninos começavam a aprender as letras do alfabeto hebraico e eram logo iniciados na leitura da Bíblia, a partir do livro do Levítico. Daí, passavam para os outros livros bíblicos, repetindo-os versículo por versículo, até aprenderem o texto sagrado quase de memória. Pela Bíblia, os alunos estudavam tudo: a língua, a gramática, a história, a geografia.

 

Terminada esta primeira etapa, os meninos passavam para o segundo ciclo, que durava dois anos. Neles, aplicavam-se ao conhecimento da "Lei Oral" judaica (chamada Mishná), isto é, às interpretações e complementos que os doutores da Lei faziam das leis bíblicas.

 

Ao chegar aos 12 anos, os meninos terminavam os seus estudos. Se algum era particularmente brilhante, então podia cursar estudos mais avançados; para isso tinha de ir para Jerusalém, ou outra cidade importante do país, e inscrever-se nas escolas dirigidas pelos mais célebres doutores da Lei. Mas isso era privilégio de poucos; a maioria dos jovens reintegrava-se na sua família, onde começava a aprender com o seu pai uma profissão para ganhar a vida.

 

Sem dúvida, Jesus, durante a sua infância, participou como todos os meninos da sua época nos dois ciclos básicos escolares na sinagoga de Nazaré, onde aprendeu a ler e a escrever.

 

(Artigo de Ariel Álvarez Valdés, in Revista Bíblica - Jan/Fev. 2010; Imagem disponível em https://1.bp.blogspot.com/_wBbWntw53tg/SUqkBe2ip8I/AAAAAAAAAGc/Mt4UMr44fMo/s320/IV-TC.jpg)

Aceitar

Senhor,

que me deste o dom de descobrir-te nas aparências das coisas, e de merecer-te no tempo, faz que eu veja mais nitidamente os traços da tua mão salvadora nos acontecimentos de que for testemunha ou actor:

- nas decepções que eu tiver,

- nas surpresas que me alegrarem e naquelas que me trouxerem angústia ou mesmo raiva,

- nas dores que eu sentir ou de que for testemunha,

- na mentira que eu for, ou na mentira que eu tiver de suportar.

Que em tudo o que for bom ou menos bom eu saiba  ler um aceno da tua vontade e do teu plano salvador.

Que eu saiba aceitar com confiança, mesmo que não entenda a lógica do teu discurso nas coisas, nos acontecimentos e nas pessoas que vou encontrando no meu dia-a-dia.

 

 

(MANUEL, Henrique - Mas há sinais. Prior Velho: Paulinas, 2003)

O estranho caminho da Alegria

O Evangelho de ontem não é, como alguns chegaram a pensar, uma mensagem de resignação diante da pobreza, da injustiça ou do sofrimento. É antes a proclamação solene de que o termómetro da nossa fidelidade ao Espírito de Jesus. É precisamente a postura que tomamos diante da pobreza, da injustiça e do sofrimento dos outros. É a proclamação inequívoca de que o caminho da verdadeira alegria. Por mais estranho que pareça, é o caminho do desprendimento, da partilha e do esforço porfiado e generoso por um mundo mais justo para todos. É este o Caminho de Jesus: o Caminho que Ele é e nos convida a seguir.

 

(Folha Pão e Vida nº 542)

40 horas em Missão

Entre as 19 horas de hoje, domingo, e as 12 horas da próxima terça-feira, o Santíssimo Sacramento estará ininterruptamente em exposição, na nossa Paróquia, para adoração.

 

Para este ano sacerdotal, o Papa Bento XVI propõe-nos uma oração de S. João Maria Vianney. Rezemos com ele:

 

"Amo-te, ó meu Deus, e o meu único desejo é amar-te até ao último suspiro da minha vida.

Amo-te, ó Deus infinitamente amável, e prefiro ardentemente morrer amando-te a viver um instante sem amar-te.

Amo-te, Senhor, e a única graça que te peço é amar-te eternamente.

Meu Deus, embora a minha língua não possa repetir sempre que te amo, desejo que o meu coração to repita a cada batimento seu.

Amo-te, ó meu Divino Salvador, porque foste crucificado por mim; e porque me manténs aqui crucificado por ti.

Meu Deus, faz-me a graça de morrer amando-te e sentindo que te amo."

 

Dia Mundial do Doente

Da Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Doente, trancrevemos um pequeno excerto sobre a experiência da doença e do sofrimento que se pode tornar numa escola de esperança, maturidade e união com Cristo.

 

"Na Última Ceia, antes de voltar para o Pai, o Senhor Jesus inclinou-se para lavar os pés aos Apóstolos, antecipando o supremo acto de amor da Cruz. Com este gesto, convidou os seus discípulos a entrar na sua mesma lógica do amor que se entrega, especialmente aos mais pequeninos e aos necessitados (cf. Jo 13, 12-17).

 

Seguindo o seu exemplo, cada cristão é chamado a reviver, em contextos diferentes e sempre novos, a parábola do bom Samaritano que, passando ao lado de um homem abandonado, meio morto pelos salteadores na margem da estrada, "vendo-o, encheu-se de piedade. Aproximou-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho (...) levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: "Trata bem dele, e o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar"" (Lc 10, 33-35).

 

Na conclusão da parábola, Jesus diz: "Vai, e também tu faz do mesmo modo" (Lc 10, 37). Ele dirige-se também a nós com estas palavras. Exorta-nos a inclinar-nos sobre as feridas do corpo e do espírito de muitos dos nossos irmãos e irmãs que encontramos pelas estradas do mundo; ajuda-nos a compreender que, com a graça de Deus acolhida e vivida na vida de cada dia, a experiência da enfermidade e do sofrimento pode tornar-se escola de esperança."

 

 

(Mensagem do Papa Bento XVI para o XVIII Dia Mundial do Doente 2010)

Não temas

As três grandes figuras que amanhã nos surgem na Liturgia da Palavra (o profeta Isaías, S. Paulo, Simão Pedro), vocacionadas para uma tarefa missionária espinhosa mas empolgante, tinham perfeita consciência da sua fragilidade pessoal, da falta de mérito e qualidades especiais para a tarefa a que eram destinados; sabiam e reconheciam serem aquilo que todos somos: pecadores.

A vocação vem e é dada pela palavra: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens» (Evangelho). Deus chama de dentro do barco em que damos boleia a Jesus, isto é, a vocação surge no quotidiano, no local onde se vive e se trabalha.

É lá que temos de escutar a voz que nos interpela e nos convida a enfrentar as ondas e a lançar as redes. A presença de Jesus, a fé n'Ele, torna-nos ousados. Levemos Jesus no nosso barco, para também sermos pescadores de forma a que outras pessoas sejam felizes ao conhecê-lO.

 

(Revista Mensageiro do Coração de Jesus, Fev/2010; Imagem disponível em http://blog.cancaonova.com)

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