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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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O sacerdote e a pastoral no mundo digital

Sob o lema "O Sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra", Bento XVI na sua mensagem para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais diz-nos que "através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Deus". Atentemos pois neste excerto do Santo Padre:

 

 

"Na Mensagem do ano passado para idêntica ocasião, encorajei os responsáveis pelos processos de comunicação a promoverem uma cultura que respeite a dignidade e o valor da pessoa humana. Este é um dos caminhos onde a Igreja é chamada a exercer uma «diaconia da cultura» no actual «continente digital». Com o Evangelho nas mãos e no coração, é preciso reafirmar que é tempo também de continuar a preparar caminhos que conduzam à Palavra de Deus, não descurando uma atenção particular por quem se encontra em condição de busca, mas antes procurando mantê-la desperta como primeiro passo para a evangelização. Efectivamente, uma pastoral no mundo digital é chamada a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contacto com crentes de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas. Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o «pátio dos gentios» do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?"

 

 

(Mensagem do Papa Bento XVI para o 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais)

O rosário do judeu

Neste mês tão cheio de significado, consagrado a Maria, ao folhear um livro do Padre Januário dos Santos com o título "Dia a Dia com Maria", deparei com um facto verídico contado por Mons. Fulton Sheen, do qual passo a citar:


"Conheço um judeu que durante a guerra mundial estava escondido no buraco aberto por uma bomba juntamente com quatro soldados austríacos. Rebentavam estilhaços por todos os lados. De súbito, uma bomba matou os seus quatro companheiros. Pegou no rosário de um deles e começou a rezá-lo. Sabia-o de cor, pois muitas vezes o tinha ouvido rezar aos outros. No fim da primeira dezena teve o pressentimento de que devia deixar o seu buraco. Arrastou-se por cima da lama e imundície e lançou-se noutro buraco. Nesse momento, uma granada caiu em cheio sobre aquele em que primeiramente se havia refugiado. Ao terminar cada uma das outras quatro dezenas novo pressentimento lhe veio de que tinha de mudar de lugar, e assim fez; verificaram-se quatro novas explosões nos buracos por ele abandonados. A sua vida salvou-se. Prometeu dedicá-la a Nosso Senhor e à sua Santa Mãe. Novos sofrimentos o aguardavam depois da Guerra: a sua família fora queimada por Hitler. Manteve a sua promessa. Baptizei-o e está agora a estudar a fim de se preparar para o sacerdócio."

 

 

(Santos, P. Januário - Dia a Dia com Maria. Cucujães: Editorial missões, 1985)

Contigo, caminhamos na esperança

Com o lema "Contigo caminhamos na esperança", Bento XVI privilegiou-nos com a sua presença. Numa entrevista dada ao JN por D. António Marto, o bispo da diocese de Leiria-Fátima afirma que "tanto a Igreja como a sociedade precisam hoje de um alento de esperança". O bispo diz-nos na referida entrevista que vivemos "um certo vazio de esperança, de confiança na vida e no futuro". É certo que, como refere, o "Papa não traz as soluções" mas pode abrir-nos o caminho para renovarmos a Esperança.


E o caminho foi desbravado com a encíclica "SPE SALVI", quando Bento XVI nos confidencia: "Primeiro e essencial lugar de aprendizagem da esperança é a oração. Quando já ninguém me escuta, Deus ainda me ouve. Quando já não posso falar com ninguém, nem invocar mais ninguém, a Deus sempre posso falar. Se não há mais ninguém que me possa ajudar – por tratar-se de uma necessidade ou de uma expectativa que supera a capacidade humana de esperar – Ele pode ajudar-me. Se me encontro confinado numa extrema solidão... o orante jamais está totalmente só. Dos seus 13 anos de prisão, 9 dos quais em isolamento, o inesquecível Cardeal Nguyen Van Thuan deixou-nos um livrinho precioso: Orações de esperança. Durante 13 anos de prisão, numa situação de desespero aparentemente total, a escuta de Deus, o poder falar-Lhe, tornou-se para ele uma força crescente de esperança, que, depois da sua libertação, lhe permitiu ser para os homens em todo o mundo uma testemunha da esperança, daquela grande esperança que não declina, mesmo nas noites da solidão."

Aproximou-se com o sorriso de um menino

 

Nesta visita de Bento XVI a Portugal vale a pena atendermos à forma como o redactor de informação religiosa do Le Figaro, Jean-Marie Guénois, que estando a poucos metros de Bento XVI  pôde conhecer o seu lado mais íntimo quando o viu ajoelhar-se diante de Nossa Senhora, na Capelinha das Aparições de Fátima oferecendo uma Rosa de Ouro à Virgem:

 

 

"Inclinou-se, como que transformado, no momento em que seu assistente lhe trouxe o famoso presente, para que o colocasse aos pés da imagem. Naqueles instantes, já não era um Papa, mas uma criança. Aproximou-se com o sorriso de um menino no dia das mães", escreveu.

"Ao seu redor, cerca de 300 mil pessoas vibravam com ele", lembra o cronista. O momento foi interrompido quando o mestre de cerimónias o tomou delicadamente pelo braço: "E o menino voltou a ser Papa".

 

Octávio Carmo, da agência católica de notícias portuguesa Ecclesia, presente no voo papal de regresso a Roma , também escolheu este momento como síntese desta peregrinação: "Esta foi, talvez, a viajem que melhor define o pontificado de Bento XVI: um homem que surpreende as multidões que não o conhecem, mas que se revela especialmente em privado".

 

(Zenit)

Oração de Taizé

Assunto que merece um testemunho humilde e sincero e, por isso mesmo, devo dizer que muito provavelmente não teria ido na passada Quarta-feira 21 de Abril se não me sentisse na obrigação de o fazer.


Mas fui.


Acostumada a “formatos” bem mais conservadores, fui surpreendida pelo ambiente escuro da igreja, iluminada apenas por pequenas velas dispostas entre inúmeros tijolos que completavam uma decoração muito simples e original. Em destaque, a Cruz de Taizé.

A hora que lá estive passou num ápice, preenchida por cânticos muito simples e tocantes, alturas de oração e reflexão, momentos de silêncio muito intensos, culminando na “adoração da cruz”.


Aqui, mais uma vez fui surpreendida pois, ao contrário do que é costume, cada um tem possibilidade de se aproximar da cruz, já deitada sobre alguns tijolos e, sem pressas, fazer as suas orações.


A certa altura percebi que o meu cepticismo inicial tinha dado lugar a uma sensação de enorme paz interior, proximidade a Deus e de pertença.

De repente fazia todo o sentido estar ali.

 

(E.A.)

 

 

Poderá participar nestas “orações” todas as últimas Sextas-feiras de cada mês às 21:30h, na igreja do Santíssimo Sacramento. A próxima é já no dia 28 de Maio. Não falte!

Construção da civilização do amor

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Padre Manuel Morujão, ao comentar a promulgação do Diploma que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, considera “um passo atrás na construção da coesão social, ao contrariar um dos princípios mais consolidados das várias civilizações da humanidade”. É pois importante revermos o que Bento XVI nos transmite no Encontro com as Organizações da Pastoral Social em Fátima a 13 de Maio:


"Exprimo profundo apreço a todas aquelas iniciativas sociais e pastorais que procuram lutar contra os mecanismos sócio-económicos e culturais que levam ao aborto e que têm em vista a defesa da vida e a reconciliação e cura das pessoas feridas pelo drama do aborto. As iniciativas que visam tutelar os valores essenciais e primários da vida, desde a sua concepção, e da família, fundada sobre o matrimónio indissolúvel de um homem com uma mulher, ajudam a responder a alguns dos mais insidiosos e perigosos desafios que hoje se colocam ao bem comum. Tais iniciativas constituem, juntamente com muitas outras formas de compromisso, elementos essenciais para a construção da civilização do amor."

 

(Excerto de Agência Ecclesia e do discurso de Bento XVI)

Para lá do visível e palpável

"Somos cidadãos do Céu e de lá esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo miserável, tornando-o conforme ao seu corpo glorioso"(Fil 3, 20-21).


Esta certeza de que não possuimos aqui morada permanente, faz com que nos sintamos melhor na terra, pois essa visão das coisas pode-nos iluminar na passagem por este mundo, uma vez que:


- o bem que fizermos não perece com a morte, terá a sua recompensa num futuro eterno.

- basta que nos esforcemos por cumprir, o melhor que pudermos e soubermos, o mais importante: o mandamento do amor.

- no meio das tribulações e dos pequenos ou grandes conflitos terrenos, recordemos que a nossa vida não acaba.


Para lá do visível e palpável, está o Céu de Deus, Criador do Universo e meta de todo o peregrinar. Olhos no alto e olhos no íntimo de nós mesmos, onde Deus está presente, dando início ao Céu, que consiste exactamente em estar com Ele para sempre.

 

(Revista Mensageiro do Coração de Jesus - Maio 2010)

Com Maria

Com Maria, a Mãe, temos que intensificar a nossa oração, rezar mais e melhor, rezar sempre em oração contínua, acreditando no poder da prece. Com Maria, temos que ser solidários com o mundo, pedindo conversão e graça, mudança de vida, santidade para todos. Com Maria, não queremos ofender mais a Nosso Senhor que já está muito ofendido. Com Maria, queremos ser instrumentos do amor e da beleza de Deus, queremos ser canais da divina graça, para que o mundo tenha vida e vida em abundância. Só assim Fátima continuará a ser «dom e apelo», sempre vivido com mais gratidão ao Céu e mais amor a Deus e aos homens. Em Fátima aprendemos a viver o Evangelho. Eis o mais importante.

 

 

(Revista Mensageiro do coração de Jesus - Maio 2010)

Síntese teológica de Fátima - Pai, Filho e Espírito Santo

Nesta breve Síntese sobre o conteúdo teológico da Mensagem de Fátima o Padre Dário Pedroso ajuda-nos a entrar no mistério do amor trinitário. Atentemos pois às suas palavras:" O Anjo ensina a rezar à Santíssima Trindade, lembrando esse mistério de amor infinito: Pai, Filho e Espírito Santo. Somos sempre, com as mensagens, chamados ao essencial. Aqui, o amor e a vida trinitária. O Anjo convida-nos a nos oferecermos à Trindade e a reparar pecados, partindo da realidade de que o pecado é traição ao amor trinitário. E para o fazer, oferecemos à Trindade o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus, como Ele fez no Cenáculo e no Calvário. Voltamos a ser centrados no essencial. Associados ao mistério pascal, vivemos a intensidade da nossa oferta em vida cristã." Com o Anjo, na humildade e simplicidade, temos que nos prostrar, de coração e de joelhos diante do Amor, para contemplar as maravilhas da graça. Com o Anjo, temos que aceitar o convite a colaborar activamente na redenção, para que a graça chegue ao coração e à vida de todos.

 

 

(Revista Mensageiro do Coração de Jesus - Maio 2010)

O Silêncio é Amor e Encontro

Precisamos de silêncio para acolher a palavra de Deus que nos desafia a acreditarmos e a vivermos o amor a Deus e aos nossos irmãos.Quando estamos agitados e inquietos, temos tantos argumentos e razões para não perdoar e para não amar fácilmente. Mas, quando temos o nosso espírito em paz e em silêncio, essas razões desaparecem.


No silêncio não nos encontramos sómente connosco, mas descobrimos e encontramo-nos profundamente com Deus, que habita no nosso interior. Ao fazermos silêncio amadurecemos e ampliamos o entendimento que o barulho não deixa alcançar.

 

(Revista Audácia - Maio 2010)

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