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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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Apóstolos S. Pedro e S. Paulo

Celebrar S. Pedro e S. Paulo é celebrar a Igreja. Pedro é a «pedra» escolhida para fundamento visível da Igreja; Paulo é o «vaso de eleição» para levar a fé aos gentios.

Para a sua missão, Pedro trazia qualidades de chefe e um coração magnânimo. Aprendeu na própria fragilidade a lição do amor humilde e o serviço de mandar. Antes de ser investido como chefe da Igreja, foi examinado no amor.

E Paulo era perseguidor da Igreja. Derrubado no caminho de Damasco, transformou-se em fogo de Deus, luz de Cristo, «mais do que todos» no anúncio do Evangelho. Também ele mudou de nome, porque mudou de vida. De perseguidor fez-se perseguido.

As chaves de Pedro nos confirmam na fé, e a espada de Paulo abre caminhos ao amor. Ser cristão é acreditar naquilo em que Pedro acredita e Paulo nos prega.

 

GUERRA, Paulo - Pão da Palavra II .Braga: Editorial;Graffiti do século IV em uma catacumba romana,imagem disponível em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_de_S%C3%A3o_Pedro_e_S%C3%A3o_Paulo

Um "novo humanismo"

O materialismo ético, fruto da modernidade atual, deu origem a um novo humanismo, segundo o qual o homem pode ser feliz sem Deus. Pertence à Igreja demonstrar que o ideal proposto por Jesus no Evangelho não constitui obstáculo ao sonho de felicidade de cada um.

 

No contexto da sociedade atual, importa mostrar que é possível conciliar a busca da felicidade humana com a vivência do Evangelho.  O anúncio do mistério pascal de Jesus Cristo é o caminho de felicidade, que confere à Igreja o seu papel libertador e humanizante.Fique também a certeza de que não chegaremos a pescadores de homens, se não formos nós próprios pescados por Jesus Cristo.

 

Revista Bíblica maio - junho 2012

Isabel e Maria

Referem os "evangelhos apócrifos" que, havendo Maria ficado orfã muito cedo, fora criada na casa de Zacarias e com Isabel aprendera as narrativas bíblicas. Uma galeria de belas mulheres fazia vibrar o coração de ambas. A idosa Sara, esposa de Abraão, que será a mãe de Isaac. Rebeca, esposa de Isaac, que mercê da oração consegue tornar-se fecunda; a esposa de Manué, a mãe de Sansão. E, sobretudo, o caso de Ana, a mulher de Elcana, que será a mãe do grande Samuel.

 

Quantas vezes Maria e Isabel teriam pensado em Deus como especialista em coisas humanamente impossíveis. Faz brotar flores no deserto e inunda de vida os ventres estéreis. O Anjo da Anunciação revela a Maria que Isabel estava grávida há seis meses. Maria vai rapidamente cuidar da sua prima e não se faz importante.

 

A relação entre ambas não era apenas de conhecimento; tinha havido muita comunicação prévia, muitas esperanças partilhadas. As duas começam a falar como se se tratasse de pôr a conversa em dia.Dão por subentendidas muitas coisas ditas noutra altura. Não sabemos o que o Espírito Santo lhes teria revelado. Sabemos que Deus geralmente não supre o lado humano. Toma-o, assume-o.

 

Revista Stella Maio/Junho 2012;Imagem disponível em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Visita%C3%A7%C3%A3o

 

 

Os pais de Maria

 

 

Com o titulo "Para Deus Não Há Nada Impossível" o teólogo Pe Abílio Pina Ribeiro fala-nos da "Escola de Nossa Senhora" num artigo da Revista Stella, dos pais de Maria, da sua parente e amiga Isabel e do sim de Maria. Abrimos hoje com "Os Pais de Maria" a que se seguem "Isabel e Maria", "Mãe Admirável" e o "Sim de Maria".

 

"Quando Lucas fala de Maria nos "evangelhos da infância", era a Virgem uma jovem. Mas quando João no-la apresenta num casamento em Caná da Galileia ou no Calvário ao pé da Cruz, cerca de trinta anos mais tarde, já seria mulher idosa para aquele tempo. Muitos cristãos do primeiro século queriam saber como foi a sua infância, qual o nome dos seus pais e coisas semelhantes.

 

A estas questões procuravam dar resposta os "evangelhos apócrifos", assim chamados por não integrarem a lista dos "evangelhos canónicos", isto é, dos que foram aceites pela Igreja como autênticos. Certos dados que neles respigamos, vendo-os à luz dos evangelhos canónicos, ajudam-nos a entender melhor algumas coisas. Que Deus, por exemplo, quando precisa de um homem, geralmente escolhe antes uma mulher. Prepara as coisas com antecedência. Mais ou menos como faz o camponês: a pensar no pão, começa por escolher e preparar a terra: lavra-a, limpa-a, deixa-a em poisio, isto é, num tempo mais ou menos longo de esterilidade. Na devida altura, faz a sementeira.

 Quando Deus precisa de um homem muito especial - Isaac, Jacob, Sansão, Samuel, João Batista - escolhe os seus pais e prepara-os com uma longa esterilidade que costuma chegar até à idade avançada. Em face do que é humanamente impossível, aparece então "o que é possível a Deus".

 

Os evangelhos "apócrifos"descrevem-nos os pais de Maria como pessoas piedosas e anciãs, a quem chamam Ana e Joaquim. Eram parentes de Isabel e Zacarias, também idosos e estéreis. Uma especial amizade talvez unisse os dois casais.

 

Convém esclarecer um aspeto teológico da nossa tradição: se Jesus é descendente de David e da tribo de Judá, fundamentalmente deve-o a José.. Ainda que este não fosse o pai biológico, é por meio dele que Jesus entronca na família de David. Por Maria, Jesus foi da raça humana e por José da linhagem davídica."

 

Revista Stella Maio/Junho 2012;pormenor de um retábulo de Santa Ana e a Virgem in mnaa

Morte e Vida: Perspetiva de Marcos - III

Alguém poderia pensar que a proposta de Jesus, que acabamos de lembrar brevemente, leva ao fracasso total da cruz. O cristianismo é a religião do sofrimento e da penitência, uma religião triste e uma triste religião?

 

Estas e muitas outras perguntas poderiam sugerir que Jesus veio apresentar-nos apenas um cristianismo de morte e de sofrimento. Em breves palavras, poderemos dizer que o caminho do serviço, pelo sofrimento, e da morte são apenas um caminho e não a chegada; um meio e não uma finalidade do seu projeto. Por isso, o que Jesus propõe é a vida e não a morte, a felicidade e não o sofrimento. No fundo, Jesus apresentaum novo Êxodo, uma nova libertação, a volta ao paraíso na terra...

 

Pois o que Marcos diz de Jesus é simplesmente isto! E isto significa uma vida nova, uma ressurreição para a humanidade no seu todo e nos indivíduos. O problema não está em Jesus nem no seu Evangelho, mas em nós, que nos negamos a aceitar o seu plano de serviço, teimando em matar-nos a nós proprios e aos outros com a violência dos nossos egoísmos ferozes.

 

Portanto, com o plano de Jesus, não haveria crises - nem de poder,nem de ter, nem de ser; com os nossos planos humanos haverá cada vez mais crises, pois estas nascem como cogumelos dos egoísmos humanos. 

Que caminho queremos seguir? Jesus deixa-nos a liberdade de escolha.

 

Artigo de Herculano Alves in Revista Bíblica - maio/junho 2012

 

 

 

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