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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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A Sé do Porto: de ermida a catedral

21.09.09 | ssacramento

Quando olhamos para o Morro da Pena Ventosa e observamos todo aquele casario, há algo que predomina e enche o nosso olhar. A Catedral. A Catedral da diocese Portucalense, na sua dualidade de fortaleza e Casa do Senhor, transmitiu, desde os primórdios da nossa nacionalidade, segurança ao pequeno burgo da cidade do Porto, levando-o a estender-se para além da sua primitiva cerca.

 

Recuando no tempo, esta imponente Catedral desaparece e dá lugar a uma humilde ermida pré-românica, do início do séc. XII. Esta diminuta ermida estaria, segundo alguns historiadores, localizada próxima do chamado «Claustro Velho». Quando é que esta ermida foi destruida para dar lugar à construção da Catedral? A esta interrogação respondem os historiadores diversamente, com poucas certezas e muitas dúvidas. Se não vejamos.

 

É este templo diminuto que obriga D. Pedro Pitões, em 1147, a fazer um sermão no adro, aos cruzados, próximo até de um cemitério, convencendo-os a juntarem-se a D. Afonso Henriques na conquista da cidade de Lisboa. Para alguns historiadores, este é um episódio que relega a construção da Catedral para a segunda metade do séc. XII. O facto do sermão aos cruzados ter sido no exterior da igreja pode ter levado D. Pedro Pitões a pensar na hipótese de construir uma Catedral condigna.

 

Por outro lado, a tese tradicional do início da construção é atribuida ao bispo do Porto D. Hugo e à rainha D. Teresa, esposa do conde D. Henrique, e a sua conclusão a D. Mafalda, esposa do primeiro rei de Portugal. Há mesmo um historiador que afirma que a celebração da primeira missa ocorreu na actual igreja, em 1120, estando pois já concluída a primeira parte do templo. Este templo merece pois a nossa visita. Deixemos que ele nos conte a sua história e nos ilumine através da sua rosácea do séc. XIII, constituindo ainda a principal fonte de luz do interior da nave central.

 

 

(Imagem disponível na Wikipedia)