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Blogue da Paróquia do Santíssimo Sacramento

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O Menino, símbolo da inocência original

25.12.07 | ssacramento
Ao chegar a Festa do Natal, todos os que têm alguma cultura cristã lembram-se de Jesus, o Deus-Menino, que nasceu em Belém. Talvez por isso, o Natal é considerado a festa das crianças e estas recebem prendas especiais e, por analogia e pela força da publicidade, também os adultos recebem prendas e sentem-se um pouco mais crianças.

Qual o sentido geral de menino na Bíblia? São vários os termos relacionados com ele, mas têm o mesmo significado fundamental: criança e pequenino. Aliás, a ideia de infância está intimamente ligada com a ideia de inocência.

Em muitas culturas, a inocência coincide com o estado anterior ao pecado do homem, sendo a infância o sinónimo de estado paradisíaco, em que o homem e a mulher viviam num ambiente onde imperava a simplicidade natural e a espontaneidade.

Outra ideia similar a esta é a que representa os seres humanos como crianças inocentes, no estado anterior ao nascimento, ou seja, antes da vinda a este mundo, que é visto como um campo de batalha onde o mal e o bem se degladiam numa guerra sem quartel. Esta vida paradisíaca tem o seu ponto de referência fundamental no seio materno, onde o ser humano goza de protecção e de todos os bens que necessita, sem qualquer trabalho. Assim foi visto o estado de Adão e Eva, que não precisavam de trabalhar, porque Deus dava-lhes tudo. Esta ideia apresenta-nos o menino como alguém ainda não responsável, não autónomo, aquele que ainda não é capaz de se defender e sustentar a si mesmo.

A ideia do ser humano no estado de menino inocente está também ligada ao estado anterior ao conhecimento perfeito das coisas. Ser menino, nesse caso, é não distinguir bem as coisas boas das más. É não ter capacidade moral e, como tal, ser moralmente irresponsável. Menino seria aquele que faz as coisas, boas ou más, mas, como as não distingue, não pode ser premiado nem castigado por causa delas.

(Revista Bíblica, nº241)